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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Back to Lisbon

 


Justiça

Futuros magistrados apanhados a copiar


Um copianço generalizado num teste do curso de auditores de Justiça do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) levou à anulação do teste, mas a direcção decidiu atribuir nota positiva (10) a todos os futuros magistrados.

Num despacho datado de 1 de Junho e assinado pela directora do CEJ, a desembargadora Ana Luísa Geraldes, a que a Lusa teve acesso, é referido que na correcção do teste de Investigação Criminal e Gestão do Inquérito (ICGI) "verificou-se a existência de respostas coincidentes em vários grupos" de alunos da mesma sala. O documento indica que, em alguns grupos, "a esmagadora maioria dos testes" tinha "muitas respostas parecidas ou mesmo iguais", constatando-se que todos os alunos erraram em certas questões.
No despacho é dito que as perguntas erradas nem eram as mais difíceis do teste, tendo-se verificado também o inverso: numa das questões mais difíceis ninguém falhou. Realça ainda que há pessoas sentadas umas ao lado das outras que têm "testes exactamente iguais, repetindo entre elas os erros que fizeram".
Perante o copianço da turma, a direcção do CEJ decidiu, em reunião, "anular o teste em causa, atribuindo a todos os auditores de Justiça a classificação final de 10 valores" em Investigação Criminal e Gestão do Inquérito. Desta decisão foi dado conhecimento aos directores adjuntos do CEJ, ao coordenador da Área Penal e restantes docentes e à Secção Pedagógica.
A Lusa tentou contactar a directora do CEJ, mas até ao momento tal não foi possível. A principal missão do CEJ é a formação de magistrados, competindo-lhe assegurar a formação inicial e contínua de magistrados judiciais e do Ministério Público para os tribunais judiciais e para os tribunais administrativos e fiscais. Constitui também missão do CEJ desenvolver actividades de investigação e estudo no âmbito judiciário e assegurar acções de formação jurídica e judiciária dirigidas a advogados, solicitadores e agentes de outros sectores profissionais da Justiça, bem como cooperar em acções organizadas por outras instituições
DN

procura

que mãozinha é esta
pequenina
que a mão grande acaricia
branca pele
luzidia
frágil e de pele tão fina
que mão é esta que segura
feita de cambraia pura
e noutra mais morena descansa
o que será que procura
talvez afagos ternura
amor
proteção
confiança

António Garrochinho

Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Fernando Nobre está fora do acordo do PSD com o CDS-PP!

Pedro Passos Coelho, disse esta tarde que a eleição do presidente da Assembleia da República está fora do acordo com o CDS-PP, reafirmou no entanto que vai apresentar o nome de Fernando Nobre para o cargo.
A resistência do CDS a Nobre como presidente da Assembleia da República marcou as negociações para a formação do Governo. Era a forma, do líder centrista ganhar peso político no próximo Executivo. Falta saber, até que ponto Nobre serviu como peso negocial ao CDS, para que quisesse conseguir outros ganhos no negócio que fez com Pedro Passos Coelho.
Pelo o que estou a ver, Fernando nobre não vai ser é coisa nenhuma. Tenho sérias dúvidas que consiga ser eleito presidente da assembleia da república, ganhou o ódio de estimação do Portas, não é bem visto pelos tubarões do PSD, que o consideram um “pára-quedista político” e como todo a gente sabe ,esta eleição é feita por voto secreto. A alternativa, era que o médico viesse a ser o novo ministro dos Assuntos Sociais, que inclui as pastas da Saúde e da Segurança Social, mas Passos Coelho ao dar lhe este cargo fazia a primeira cedência a Portas e falhava a sua primeira promessa, por isso continua a apresentar o nome dele para o cargo.
Enfim neste momento Fernando Nobre encontra-se “perdido na tribo”

Foi embora

Foi embora o ti Jôquim
já não dá deváia a mim
nem diz versos engraçados
daqueles alegres, ousados
mas que tinham conteúdo
e das peripécias do entrudo
e anedotas lá na adega
gostava, fui um sortudo
mas ao fim o homem chega
Foi embora o ti Jôquim
popular e brincalhão
pelo copo pelo garrafão
pregou tareias ao mais forte
mas mais implacável a morte
levou este folião
Foi embora o ti Jôquim
pra uns era assim, assim
pra outros bom companheiro
mas confesso que para mim
foi sempre um tipo porrêro !
Foi embora o ti Jôquim
outros por cá ficarão
vivendo sempre na ilusão
de que a vida sempre dura
mas a morte a todos cura
sejam porreiros ou não !

António Garrochinho
pelo falecimento do Joaquim Pinto (Bordeira)
13 de Junho 2011

Maria da Fonte


Vitorino numa versão muito forte

As Sete Mulheres do Minho - Zeca Afonso


ZECA AFONSO NA SUA IMCOMPARÁVEL VOZ

Faltriqueira - As Sete Mulheres Do Minho


FALTRIQUEIRA UMA VERSÃO INTERESSANTE

Dulce Pontes As sete mulheres do Minho - Meninas do Ramiro


VIDEO CONSTRUIDO COM BASE NA CANÇÃO DE DULCE PONTES

HISTÓRIA - MARIA DA FONTE, CLIP, VERSOS DE VÁRIOS AUTORES, RECOLHA DIVERSSA


Revolução da Maria da Fonte

Wikipédia visite e veja tudo sobre a Revolta da Maria da Fonte

 

Ele há cada coincidência… ou – Ao jeito de Maria da Fonte


 
Quantcast
maria_da_fontePor alturas de 1846 foi instaurado em Portugal um regime, despótico, “que à pala” da necessidade de reorganização fiscal promoveu entre outras medidas, o agravamento dos impostos, a alteração da estrutura fiscal, a introdução da contribuição predial etc. etc. etc.
O povo, via-se cada vez mais injustiçado, subjugado a impostos e taxas, cada vez mais pobre e o descontentamento ia crescendo rapidamente.
Surgiram então novas exigências fiscais como, o recenseamento da propriedade, para apuramento do imposto à qual o povo apelidou de “papeletas da ladroeira” e outras exigências contrárias à vontade e às possibilidades do povo.
Na revolta de 22 de Março, uma mulher se destacou das demais, porque, diz a lenda, se apresentava vestida de vermelho, tendo sido colocada no topo da lista de identificação dos “insurrectos” chamava-se Maria da Fonte. Vendo bem há alguma coincidência com a actual politica governativa. Reorganização fiscal, agravamento de impostos, invenção de outros, como o caso do imposto sobre os poços e os furos de rega….
Hoje não há uma Maria da Fonte, há muitas Marias, e muitos Manuéis, que anonimamente lutam, pelo trabalho, pelo pão, pelos direitos a uma vida digna. Em homenagem a essas mulheres e homens portugueses refiz alguns dos versos do hino da Maria da Fonte:
Vivam todos portugueses Que com seu voto na mão Vão às urnas p’ra votar Contra os falsos à Nação É avante Portugueses É avante e com vontade Vamos mostrar como queremos Ter um país de verdade É avante Portugueses É avante e com vontade Pela Paz, pelo Trabalho Pelo amor à Liberdade Susete

 

 

HINO MARIA DA FONTE

Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os cabrais
Que são falsos à nação
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer



Poema às Sete Mulheres do Minho
-------------
Maria da Fonte, verdadeira ou falsa!?
Pois ela não está cá para se defender!
Coitada, ela anda sempre na valsa…
E, não se livra de o Zé-povinho contradizer.
Seja verdade, meia verdade ou mito,
Infeliz Maria da Fonte és nossa,
Os historiadores persistem, conflito!
Lutemos por ti, nem que seja na roça.
Seja verdade, meia verdade ou mito,
Pois algumas ficaram pelo caminho,
Elas eram mesmo muitas, admito…
Contam-se, as sete mulheres do Minho.
As sete mulheres do Minho,
A galopar n`uma égua cheirando a suor,
Na tasca da Balaio bebiam vinho.
De saias pretas e vermelhas em furor.
Saltitando pontes, vales e montes,
Mulheres de grande valor!
Todas elas eram Marias das Fontes,
Sejam elas, lá de onde for.
“Quelhas”

A minha mãe tem razão ! Paulo Portas é um mentiroso compulsivo !

Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

PAULO PORTAS MENTIROSO COMPULSIVO

Terça-feira, 10 de Maio de 2011

A minha mãe tem razão

O Dr Paulo Portas é um "candidato" inteligente e tem uns dentes impecáveis, sem traço dos raios ultra-violeta que lhe escurecem saudavelmente a face e a careca (a qual tenta esconder com uma carpete de serapilheira de cabelos); escrevia os artigos politicos mais chatos do planeta à face do universo, mas dirigia um jornal utilíssimo e onde proliferavam o Miguel Esteves Cardoso e o Vasco Pulido Valente, as melhores pessoas do universo à face do planeta. O que o levará, então, a fazer coisas destas? O Câmara Corporativa, a que toda a gente chama de mentirosos, apanhou o Dr Paulo Portas a fazer pior que mentir, ou seja, a omitir manipulativamente. Se José Sócrates mente quando diz uma coisa e depois faz o seu contrário, o Dr Paulo Portas faz-nos preferir pessoas que mentem (sou dos que nunca se viu qualquer problema de maior com o "read my lips" do Bush pai, por exemplo) a pessoas que manipulam a própria mentira; é como quando se rouba: uma pessoa que assalta um banco pela calada na noite ou em plena luz do dia com a ameaça de uma pistola é muito mais aconselhável que um pessoa que assalta um banco porque tem a confiança do gerente do banco que é seu pai ou amigo. O Dr Paulo Portas é um político com a rara capacidade de tornar os seus potenciais eleitores piores pessoas do que eles na realidade são (e pensam que são), e se os meus instintos sempre me disseram que votar contra é uma forma profundamente cobarde de participar na vida pública democrática, este seu traço para responsabilizar subrepticiamente quem nele acredita das mentiras que ele próprio cria quase consegue que eu ponha de lado as mais elementares regras que até aqui, mal ou bem, me definiram como eleitor. O Dr Paulo Portas cria mentiras, nem sequer as diz como quem mente àcerca de um facto objectivo, e é por aí que ele se infiltra na dignidade de quem nele faz fé, pois como é que se testa a veracidade de uma entidade inteiramente nova (que são o que na irrealidade são estes seus gráficos)? No vídeo seguinte, que este contribuinte não conhecia, o Professor Doutor Francisco Louçã - que nunca convenceu ninguém ser uma pessoa que fala sempre com a verdade e o rigor da responsabilidade perto do coração - consegue humilhar, em directo e na televisão, um Dr Paulo Portas atascado no interior de uma fantasia estatística que choca por ser tão obviamente (televisivamente, santo deus!) falsificável por quem partilha as suas funções e deveres, mas que o Dr Paulo Portas, para poder continuar a actuar politicamente sobre o inocente sem a exigência de regular a ganância pela sua própria perfeição*, não evita de contar até a si mesmo, como se fosse ele próprio um daqueles a quem ele tenta convencer, mentindo:


publicado por maradona  NO BLOGUE A CAUSA FOI MODIFICADA

Silêncio que se vai fazer silêncio!

15 | 06 | 2011  
Está de regresso a Lisboa o Festival Silêncio. A partir de hoje, o destaque é para a palavra.
A 3ª edição do evento alfacinha leva ao Cinema S. Jorge e ao Musicbox as novas tendências artísticas em torno da palavra dita e do seu cruzamento com as outras artes. Até dia 25, os espectáculos mostram grandes nomes da cena literária e artística.
A sessão inaugural é hoje, às 22h, no S. Jorge com o espectáculo Música de Palavra(s), de José Mário Branco, com Camané, Carlos Bica, José Peixoto e Filipe Raposo.
Da programação, destaca-se ainda Moradas do Silêncio - Uma homenagem a Al Berto, com Sérgio Godinho, JP Simões, João Peste, Rui Reininho e Noiserv, e Palavras do Fado com Raquel Tavares, Cuca Roseta, Ricardo Ribeiro, António Zambujo, Arnaldo Antunes e Linton Kwezi Johnson, no São Jorge.
Ao Musicbox sobem Lee Ranaldo (dos Sonic Youth, no domingo), Mike Laad com Pianoramax, Rapública XXI - a história do hip-hop em Portugal e um espectáculo com slammers internacionais.
Filipa Estrela
Quem vai à guerra, de Marta Pessoa

Quem vai à guerra... e quem por cá fica

Marta Pessoa, a autora de Lisboa Domiciliária, faz agora um trabalho de fundo sobre o papel das mulheres durante a Guerra Colonial, que ironicamente se chama Quem vai à Guerra, como que deixando claro que ao lado da guerra que quem combate no campo, há uma outra tendencialmente silenciosas, mas também sofrida.

Quarta feira, 15 de Jun de 2011
Dos mortos ninguém falava. Recentemente, cruzei-me com uma edição antiga da Paris Match, que a camarada de redação Maria João Martins me mostrou, que além de inúmeros pontos de interesses para a história dos costumes dos anos 60, tinha uma reportagem que valia a pena guardar. Falava dos funerais dos combatentes portugueses em África, momentos de grande sofrimento, que a imprensa portuguesa não cobria, porque a censura não deixava. Ali se viam as mães que choraram, os filhos que em vão rezaram, as noivas que ficaram por casar (para quê... não se percebe bem). Lágrimas e trajes negros, ssobretudo as mulheres. Aquelas que, por tradição ou menor aptidão física, não vão à guerra, mas nem por isso deixam de sofrer.
Marta Pessoa, a autora de Lisboa Domiciliária, faz agora um trabalho de fundo sobre o papel das mulheres durante a Guerra Colonial, que ironicamente se chama Quem vai à Guerra, como que deixando claro que ao lado da guerra que quem combate no campo, há uma outra tendencialmente silenciosas, mas também sofrida. Marta Pessoa dá voz a estas mulheres, edificando o seu papel sofrido e as mazelas sobretudo psicológicas. E faz isto cercando o tema, metodologicamente, como que dividindo os exemplos por grupos, socorrendo-se sobretudo de depoimentos, fotografias e das raras filmagens da época
Assim, o primeiro ponto são as mulheres que realmente ficaram na metrópole... As mães e as namoradas que viram os seus homens partir, numa despedida de lenços brancos que se acenava até ao fio do horizonte... a elas restava esperar, nada mais do que esperar, às vezes até nunca. Em paralelo, as mulheres que foram, que ficaram nos postos de retaguarda, nas cidades e vilas de África, para estarem mais próximas dos seus maridos. E que sofreram uma mudança radical de vida. Uma compara a experiência na Guiné com uma prisão, uma pena que se tem de cumprir com sacrifício. Depois há as madrinhas de guerra, aquelas que se correspondiam com soldados, para lhes dar ânimo, num esforço diário. E também as enfermeiras paraquedistas que, por si só, mereciam um documentário à parte, que arriscaram a vida em cenário de guerra, entre homens, no tempo de brandos e bons costumes, em que a sua missão nem sempre era moralmente bem vista.
Nada disto acabou com o 25 de Abril, nem o choro das viúvas, nem os traumas dos soldados,.  Com a deposição das armas houve uma outra guerra que começou: a dos homens consigo próprios, a do stress pós-traumático, elevado por vezes ao limite da loucura, E, claro, porque é esse o ângulo do filme, as mulheres, que heroicamente resistiram e continuaram a lidar com estes homens radicalmente diferentes daqueles que partiram.
Apesar do uso de fotografias, Marta Pessoa afastou-se do 48, de Susana Dias, filme cuja genialidade assombra qualquer outro. Tentou de alguma forma combater a falta de dinamismo dos depoimentos envolvendo-os em cenários artificiais, ou seja, fabricados justamente para o propósito. Mas sobretudo esta perspetiva feminina da guerra colonial contribui para a ampliação de um dos mais marcantes temas da nossa história recente, como que alargando o seu âmbito a toda a sociedade, até hoje, muito para além do facto em si. Porque as balas perdias podem atingir qualquer um.

Uma homenagem às "mulheres" na obra do Nobel da Literatura

A voz de José Saramago ecoou na noite de terça-feira na Casa da América, em Madrid, no arranque da leitura dramatizada de excertos das suas obras em homenagem ao escritor mas também às 'mulheres' que criou.


"Recordando a José -- Vozes de mulher na obra de Saramago" reuniu no palco Pilar Bardem, María Pagés, Aitana Sánchez-Gijón, Pastora Vega e a própria Pilar del Rio, que leram excertos de obras como "Ensaio sobre a cegueira", "As intermitências da morte" ou "Memorial do Convento".
"Saramago no memorial do convento diz que o mundo se sustem na sua orbita graças à conversa das mulheres. Em todos os seus livros a mulher é a personagem forte", disse Pilar del Rio, viúva do escritor e que também participou na leitura.
"É a que conserva a vista quando os outros ficam cegos, a que vê no interior das pessoas, a que sabe se os seres humanos têm vontade ou não. Em todos os livros, há uma mulher forte porque Saramago sempre disse que foi educado por mulheres fortes, analfabetas, mas que lhe ensinaram o fundamento da vida: a honestidade", explicou.
Admitindo que entre as personagens que mais gosta na obra de Saramago estão "a mulher do médico" (Ensaio sobre a Cegueira) e Blimunda (Memorial do Convento), Pilar del Rio explicou que Saramago "inventava as mulheres que queria encontrar na vida".
"Mas dizia também que reproduzia o que tinha visto. Queria estar em contacto com mulheres fortes", disse.
"E há muitas mulheres fortes que não foram guerreiras, que não descobriram o mundo, mas que deram de comer, que tiveram filhos, que sustiveram a vida", afirmou.
Mais de 300 pessoas acompanharam a leitura dramatizada onde participou ainda o violoncelista Adam Hunter.

A contagem dos votos dos emigrantes, que participaram nas eleições de 5 de Junho por correspondência, é feita hoje em Lisboa. Em causa estavam 1392 votos do círculo Rio de Janeiro e Vitória.

O PS entregou na mesa de apuramento dos votos da emigração um protesto para impedir a abertura dos boletins oriundos do Rio de Janeiro, visando a sua anulação, mas o protesto foi recusado, informa a SIC Notícias.
Em causa estão os votos provenientes do Rio de Janeiro Em causa estão os votos provenientes do Rio de Janeiro (Foto: Fernando Veludo/nFactos)

A contagem dos votos dos emigrantes, que participaram nas eleições de 5 de Junho por correspondência, é feita hoje em Lisboa. Em causa estavam 1392 votos do círculo Rio de Janeiro e Vitória.

Filipe Mendes, director do semanário Portugal em Foco, do Rio de Janeiro, garante não ter enviado para Lisboa quaisquer envelopes com os votos dos emigrantes residentes naquela cidade, admitindo, porém, que a proposta de recolha das votações dos eleitores portugueses, feita no seu jornal, "foi uma falha". "Mas a autora [Benvinda Maria] é independente, conhece muito bem a comunidade portuguesa e as dificuldades existentes", explicou ao PÚBLICO.

O Portugal em Foco esteve na origem de uma queixa que o PS apresentou no dia 3 à Comissão Nacional de Eleições (CNE), sustentada num artigo de opinião de Benvinda Maria (publicado a 26 de Maio) e nas acusações de que o semanário é afecto ao PSD e que terá reunido boletins de voto para enviar para Portugal. Já antes, o PS tinha interposto um recurso eleitoral com providência cautelar junto do Tribunal Constitucional. Todavia, esta instância não reconheceu o recurso, uma vez que não existia nem matéria, nem queixa. Ontem, a Lusa informava que uma outra queixa, apresentada por um cidadão português residente no Brasil, foi também entregue à CNE.

José Lello, secretário nacional para as relações internacionais do PS, disse à Lusa que a CNE aceitou a queixa dos socialistas. Contudo, só hoje, no apuramento dos votos, esta entidade irá analisar e votar as queixas apresentadas. "A mesa eleitoral é soberana; é a única entidade com competência para decidir quaisquer problemas que lhe sejam colocados", explicou à TSF Nuno Godinho de Matos, porta-voz da CNE.

Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

PORQUE PAULO PORTAS NÃO PODE SER MINISTRO!

PAULO PORTAS MINISTRO?‏


Pedro Pezarat Correia, brigadeiro do Exército e Capitão de Abril, viu um artigo de opinião ser recusado pelo Diário de Notícias. Não sabemos se pela sensibilidade do tema, se pelo conteúdo, só sabemos que não foi aceite para publicação. Antes da revolução que este militar ajudou a levantar, isto tinha um nome: censura. E em democracia, que nome terá? Fica aqui o texto na íntegra (divulgado pelo Rui Bebiano via Facebook):


PAULO PORTAS MINISTRO?


Ana Gomes provocou uma tempestade mediática com as suas declarações sobre Paulo Portas. Considero muito Ana Gomes, uma mulher de causas, frontal, corajosa, diplomata com muito relevantes serviços prestados a Portugal e à Humanidade. Confesso que me escapa alguma da sua argumentação contra Paulo Portas e não alcanço a invocação do exemplo de Strauss-Kahn. Mas estou com ela na sua conclusão: Paulo Portas não deve ser ministro na República Portuguesa. Partilho inteiramente a conclusão ainda que através de diferentes premissas. Paulo Portas, enquanto ministro da Defesa Nacional de anterior governo, mentiu deliberadamente aos portugueses sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque, que serviram de pretexto para a guerra de agressão anglo-americana desencadeada em 2003. Sublinho o deliberadamente porque, não há muito tempo, num frente-a-frente televisivo, salvo erro na SICNotícias, a deputada do CDS Teresa Caeiro mostrou-se muito ofendida por Alfredo Barroso se ter referido a este caso exactamente nesses termos.

 A verdade é que Paulo Portas, regressado de uma visita de Estado aos EUA, declarou à comunicação social que “vira provas insofismáveis da existência de armas de destruição maciça no Iraque” (cito de cor mas as palavras foram muito aproximadamente estas). Ele não afirmou que lhe tinham dito que essas provas existiam. Não. Garantiu que vira as provas. Ora, como as armas não existiam logo as provas também não, Portas mentiu deliberadamente. E mentiu com dolo, visto que a mentira visava justificar o envolvimento de Portugal naquela guerra perversa e que se traduziu num desastre estratégico. A tese de que afinal Portas foi enganado não colhe. É a segunda mentira. Portas não foi enganado, enganou. Um político que usa assim, fraudulentamente, o seu cargo de Estado, não deve voltar a ser ministro. Mas já não é a primeira vez que esgrimo argumentos pelo seu impedimento para funções ministeriais. Em 12 de Abril de 2002 publiquei um artigo no Diário de Notícias em que denunciava o insulto de Paulo Portas à Instituição Militar, quando classificou a morte em combate de Jonas Savimbi como um “assassinato”. Note-se que a UNITA assumiu claramente – e como tal fazendo o elogio do seu líder –, a sua morte em combate. Portas viria pouco depois dessas declarações a ser nomeado ministro e, por isso, escrevi naquele texto: «O que se estranha, porque é grave, é que o autor de tal disparate tenha sido, posteriormente, nomeado ministro da Defesa Nacional, que tutela as Forças Armadas. Para o actual ministro da Defesa Nacional, baixas em combate, de elementos combatentes, particularmente de chefes destacados, fardados e militarmente enquadrados, num cenário e teatro de guerra, em confronto com militares inimigos, também fardados e enquadrados, constituem assassinatos. Os militares portugueses sabem que, hoje, se forem enviados para cenários de guerra […] onde eventualmente se empenhem em acções que provoquem baixas, podem vir a ser considerados, pelo ministro de que dependem, como tendo participado em assassinatos. Os militares portugueses sabem que hoje, o ministro da tutela, considera as Forças Armadas uma instituição de assassinos potenciais». Mantenho integralmente o que então escrevi. Um homem que, com tanta leviandade, mente e aborda assuntos fundamentais de Estado, carece de dimensão ética para ser ministro da República. Lamentavelmente já o foi uma vez. Se voltar a sê-lo, como cidadão sentir-me-ei ofendido. Como militar participante no 25 de Abril, acto fundador do regime democrático vigente, sentir-me-ei traído.

Junho de 2011-06-13 PEDRO DE PEZARAT CORREIA

Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

União Europeia – Fosse eu uma pessoa desconfiada...


Fosse eu uma pessoa desconfiada... começaria a suspeitar que o senhor Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, recebe por fora uns “robalos” para, nas vésperas de pedidos de empréstimos no mercado por parte de países como Portugal, lançar para o ar dúvidas sobre a capacidade de alguns países cumprirem com os seus compromissos, acenando com a “solução” mais estúpida possível, mas pelos vistos, a única que conhece: pesadas sanções.
Fosse eu uma pessoa desconfiada... pensaria que isso é dito propositadamente para fazer subir em flecha os juros agiotas que especuladores e banqueiros impõem aos Estados mais vulneráveis, numa jogada de casino em que, embora todos sabendo que tais juros são, a prazo, mortais para as economias desses estados, mesmo assim apostam nas verdadeiras fortunas que, entretanto e enquanto tal for possível, vão extorquindo aos contribuintes e trabalhadores em geral dos países que escolheram como vítimas.
Como disse (com graça) há um par de dias um “Frei” que está na moda, já (quase) toda a gente percebeu que a União Europeia não foi um casamento por amor. Não passa de um casamento de conveniência... e ainda por cima (a ver pelas atitudes de Angela Merkel) com uma noiva histérica. Acrescentaria eu, que a ver pelas atitudes deste Jean-Claude Trichet e dos seus cúmplices, os padrinhos são da Máfia.
Agora a sério... atendendo à histeria insuportável da “noiva”, ao banditismo dos “padrinhos” e restante família, atendendo à falta de união e solidariedade entre os seus membros, substituída pela constante tentativa de domínio, controlo e roubo dos mais pequenos, pelos vários e poderosos brutamontes... direi que começa a ser hora de considerar a hipótese de pôr tal “família” com dono.
Pelo andar da carruagem, desconfio mesmo que dentro de pouco tempo já poderei dizer isto no café, no blog, ou em qualquer parte, sem que fiquem a olhar para mim... como se me tivesse nascido de repente um chifre de unicórnio bem no meio da testa.

PASSOS COELHO FAZ GOVERNO À MODA DE CAVACO

O acordo final só deve ser revelado amanhã. Hoje à noite, o CDS--PP reúne a sua comissão política nacional para mandatar o líder dos populares a assinar o memorando dos dois partidos. Os convites formais só serão feitos hoje, sendo um dado adquirido de que já houve contactos para a elaboração da equipa.
Ao que apurou o CM, o próximo Executivo poderá ter entre 11 a 12 ministros, mas ontem persistia a dúvida sobre se a Economia terá a tutela também das Obras Públicas. Mais: se António Lobo Xavier for a personalidade escolhida, muito por pressão do PSD, tal opção pode implicar mudanças na quota de ministérios do CDS-PP ou ao nível de secretarias de Estado. Que deve incluir o Ministério dos Negócios Estrangeiros, faltando saber se os populares ficam com a Administração Interna ou com a pasta dos Assuntos Sociais.
Tudo indica que os centristas não terão mais de três pastas. Esta é pelo menos a convicção dos dois lados da negociação.
Outro dado a reter é que Fernando Nobre, cabeça-de--lista do PSD por Lisboa, não deverá integrar o Governo. Garantida desde o início é a ausência do antigo líder do PSD Fernando Nogueira na equipa de coligação. No quadro de escolhas para o Governo, Paula Teixeira da Cruz tem sido insistentemente apontada para a Justiça, mas a vice-presidente do PSD pode não integrar o Executivo. Até ao final da semana, o elenco governativo está fechado.
CM

DAS PROMESSAS ALDRABONAS AQUI VAI A PRIMEIRA A CAIR !

Num debate com Francisco Assis, Miguel Relvas garantiu que não haverá redução no número de ministérios. O número dois social-democrata explicou que “não há concentração de ministérios, antes os ministros passam a ter mais responsabilidades”.

A medida, segundo Miguel Relvas tem um carácter “simbólico de eficiência”, porque reduzir o número de ministérios implicaria um “processo jurídico longo com a alteração de leis orgânicas”.

Durante a campanha, o PSD apresentou a redução da estrutura do futuro governo como uma das prioridades do programa do PSD. O partido pretendia uma equipa com 10 ministros e menos 20% dos assessores. Os ministérios teriam ainda de partilhar serviços como recursos humanos, contabilidade ou jurídicos e cortar os seus gastos correntes em 15%.
Recorde-se que, o novo governo deverá ser indigitado já na próxima quarta-feira, depois de Cavaco Silva se ter reunido com todos os partidos com assento parlamentar.