AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sábado, 11 de junho de 2011

Chegou a forguneta dos livros

chegou ! chegou o livro
o de amor, o de aventuras
com desenhos, com gravuras
cavaleiros, piratas, conquistadores
tesouros, beijos, amores
chegou finalmente á aldeia
para que possamos conhecer a odisseia
de tantos famosos heróis
espadachins e cowboys
poetas, historiadores
navegantes, exploradores
chegou o livro, chamem o pessoal
Camões, Eça, Quental
João de Deus e Camilo
o mundo do Tejo ao Nilo
chegou o livro encadernado
com um romance apaixonado
que faz chorar a nossa alma
nos agita nos traz a calma
desvenda segredos mistérios
terras distantes, hemisférios
tudo aqui ao nosso alcance
chegou finalmente a forguneta
com a bibloteca completa
que traz o saber a fantasia
e a festa á freguesia !

Antonio Garrochinho

Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. - in « O distrito de Évora» (1867)

Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"
- in «O distrito de Évora» (1867)

alquimia

alquimia



Podias ser o meu azul

ou carne incendiada por alquimia

impulso de pele

magia...


Podia ser o sol

urdidura do desejo

desvairando um beijo

pois podia...


Podia ser felina a noite

açoitada de ternura

que eu, no teu azul

enlouquecia...!
(imagem: diamantino silva)

Fantasia ou Contradição?

Fantasia ou Contradição?

O JORNAL DE NOTÍCIAS avança com a informação de que «existem 220 mil agricultores (ao todo, há 400 mil em Portugal) a receber subsídios para não produzir. Trata-se de lavradores que se encontram no "regime de pagamento único", que apenas os obriga a manterem "agricultáveis" (isto é: em condições para voltarem a ter produção) os terrenos de onde arrancaram o que lá tinham. Destes 220 mil agricultores, há dois mil grandes produtores que recebem mais subsídios (250 milhões de euros) do que todos os outros juntos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, entre 1999 e 2009, o país perdeu 25% das explorações agrícolas e 110 mil agricultores». Entretanto, fala-se em 60 mil milhões de Euros de subsídios europeus que se volatizaram para parte incerta, talvez para tudo menos para modernizar a agricultura.
Com este panorama e estes números atrás descritos, e a manter-se a inactividade imposta com a chancela da União Europeia, a qual reverteu a agricultura portuguesa para níveis próximos da subsistência – com Portugal condenado a ser importador e não produtor - como é que isso pode ser conciliado com a solução defendida pelo Presidente da República, de ser encetada uma política de incentivo aos jovens agricultores, com o objectivo de fazer o repovoamento agrário do interior do país e de combater o nosso défice de produção alimentar?
Assim a frio a coisa não se percebe, logo, gostava que me explicassem, como se eu fosse muito burro. De um lado paga-se para deixar de produzir, do outro incentiva-se para voltar a produzir. Contradição ou fantasia, eis a questão.

Imagem – “As Ceifeiras”, quadro a óleo de Silva Porto, 1893

A Brisa, ou a AENOR, não podem facultar nossos dados para GNR/BT, pelo que os meninos deram a volta à coisa. Ficam avisados, há uma nova forma de multar e entrou em vigor dia 4 de Março!

A Brisa, ou a AENOR, não podem facultar nossos dados para GNR/BT, pelo que os meninos deram a volta à coisa. Ficam avisados, há uma nova forma de multar e entrou em vigor dia 4 de Março!


via verdeColocam medidores de velocidade instantânea e aprovam com publicação no Diário da República, 1.ª série — N.º 44 — 3 de Março de 2011. (Decreto Regulamentar n.º 2/2011) A partir daqui ficam avisados, entrou em vigor dia 04-03-2011!
( Clicka aqui para ver o PDF Oficial do Diário da República. )

Faço notar em especial o “Sinal H43″ que indica que uma via tem detectores de “velocidade Instantânea” ou seja, o vosso identificador VIA VERDE / DEM serve para dar indicação ao RADAR dos seguintes dados:
Matrícula da viatura.
Velocidade da viatura.
A diferença de tempo de passagem entre dois sensores indica ao sistema a velocidade a que transita a viatura. Ex: 40 metros entre os dois sensores – o carro passou por eles em 1 segundo = 144 Km/h = Multa Imediata.

ESTAMOS BEM TRAMADOS!!!

Tnks: Manuel Cardoso

ainanas.

Sábado, 11 de Junho de 2011

Uma das hipóteses há de estar certa... mas qual?


Segundo leio, cerca de um terço da bancada parlamentar do PS nesta “nova” fase da luta política e partidária, é composta por ex-ministros e secretários de estado do governo de José Sócrates... o que, sabendo da importância do “chefe” nas escolhas de candidatos, me leva a três possíveis conclusões:
1. Sócrates estava convencido de que iria ganhar as eleições... e queria fazer uma remodelação arrasadora no seu governo.
2. Sócrates estava convencido de que iria ganhar as eleições... e voltaria a chamar a maioria destes seus “ex” para o novo governo, logo, uma grande parte destas candidaturas aos lugares de deputado eram uma aldrabice.
3. Sócrates estava convencido de que iria perder as eleições... e esta foi a melhor forma que encontrou para “garantir” ao seu sucessor uma “profunda renovação” do partido, sem sobressaltos e fortemente “apoiada” pelo Grupo Parlamentar.
...ou então foi apenas para que vários deles não ficassem no desemprego, pelo menos até que passe o tempo suficiente para que possam, sem grande “alarme social”, tomar os seus lugares nos conselhos de administração das muitas empresas com as quais foram trabalhando ao longo da sua governação (e cujos interesses, nalguns casos, serviram com inexcedível lealdade)... como é costume.
 
Samuel - Cantigueiro

HISTÓRIA - HOJE RECORDO AS BIBLIOTECAS ITINERANTES EM PORTUGAL, A ANSIEDADE DE LEVAR UM LIVRO QUE NÃO ERA PRÓPRIO PARA A MINHA IDADE, A PREOCUPAÇÃO DE NÃO O SUJAR, A IMPORTÃNCIA DESTA INSTITUIÇÃO.


A opção inicial por bibliotecas itinerantes foi motivada sobretudo pelo facto de grande parte das populações não terem tido antes contacto com este tipo de serviço, tornando-se essencial que a biblioteca se deslocasse até elas. O cerne deste serviço era o leitor e as suas efectivas necessidades, desde a falta de tempos livres à escassez de meios de deslocação. Por outro lado, devido ao valor material do livro, este era acessível, na época, apenas às classes mais favorecidas. Com os veículos móveis era possível chegar ao Portugal das aldeias e dos pequenos lugarejos de habitações dispersas[3].
Este serviço era em muitos casos o único contacto com os livros que se possibilitava a um elevado número de populações. Não disponibilizava apenas leitura lúdica (embora esta fosse a mais saliente) mas também leitura informativa e formativa, abarcando o maior número de temáticas possíveis e incluindo manuais de estudo oficiais. A escolha do fundo documental obedecia a critérios definidos por uma comissão e era publicado num catálogo actualizado regulamente. No acervo das obras disponíveis iam-se incluindo mesmo, embora lentamente e de forma reservada, algumas obras não muito do agrado dos dirigentes políticos do Estado Novo[3].

Citroën HY, Carrinha idêntica às usadas pelo S.B.I. da Gulbenkian
A princípio, em 1958, foram colocadas em circulação 15 bibliotecas itinerantes (sobretudo na região de Lisboa e litoral), mas o seu crescimento inicial foi deveras acentuado, sendo que em 1961 já circulavam pelo país (estendendo-se ao interior) 47 veículos da marca Citroën. O pessoal que assegurava o funcionamento destas unidades móveis, era constituído por dois elementos: o auxiliar e o encarregado, este último responsável pela biblioteca, a quem competia orientar o leitor nas suas escolhas de leitura.[1]. O encarregado não necessitava de qualquer curso específico, nem sequer de ser diplomado, apenas precisando de ser alfabetizado, evidenciar alguma cultura geral, gosto pelo livro e predisposição para o contacto com o público. Entre eles incluíram-se grande número de intelectuais reconhecidos como Alexandre O’Neill ou Herberto Hélder[3].
A Fundação Calouste Gulbenkian estabeleceu parcerias com as autarquias, através das quais estas últimas cediam instalações para depósito dos livros e pontualmente contribuíam no pagamento de despesas, ao passo que a Fundação arcava com o grande ónus das expensas (fornecer o acervo de obras, o biblio-carro, pagar os honorário do pessoal, o combustível, despesas de manutenção e conservação, etc). A Gulbenkian substituia-se assim ao Estado ao criar uma rede de bibliotecas, até porque o Estado não estava muito interessado na formação de cidadãos plenamente esclarecidos e informados.
A partir do início da década de 70 o projecto Serviço de Bibliotecas Itinerantes vê a sua sustentação fragilizada no seio da Gulbenkian, pois esta pretendia que as despesas (bastante elevadas e com um 'retorno' algo dúbio) fossem repartidas com o poder central e local. A 20 de Fevereiro de 1974 chegou mesmo a haver uma reunião onde se discutiu a extinção do serviço. Contudo, com a eclosão do 25 de Abril, a situação mudou radicalmente e o serviço manteve-se, sofrendo algumas reestruturações.
No período de 1981 a 1996 em que Vergílio Ferreira foi director do Serviço de Bibliotecas Itinerantes, foram enfatizadas a animação da leitura e a difusão literária e cultural e reforçadas as actividades de promoção da leitura e dos livros (exposições, debates, encontros com autores, leitura de contos e poesia, etc.) nas bibliotecas Gulbenkian. Em 1983 o S.B.I. foi renomeado S.B.I.F. (Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian). Vergílio Ferreira foi um defensor da manutenção do projecto das bibliotecas Gulbenkian, pois entendia que a proposta lançada pelo I.P.L.L. não era uma alternativa completa, dado não cobrir então todo o país (excluía as regiões autónomas) e por não ter um serviço de unidades itinerantes.”[3].
A implementação gradual do Programa Nacional de Leitura Pública, a partir de 1987, que visava a construção de bibliotecas de feição mais moderna de acordo com os princípios de Manifesto da UNESCO contribuiu para o decréscimo progressivo do número de efectivos da SBIF que se vinha registando desde o início da década da década, sobretudo dos móveis, que rapidamente se extinguiram[3]. Por outro lado muitas das novas biblioteca da Rede Nacional de Leitura Pública começaram a integrar o serviço de biblioteca itinerante. Contudo em muitos dos casos a gradual ausência das bibliotecas itinerantes da Gulbenkian das povoações, não foi colmatada pelos novos serviços móveis, sobretudo nos povoados mais periféricos. Em 1993 o S.B.I.F. passava a S.B.A.L. (Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura) e em 19 de Dezembro de 2002 era definitivamente extinto


As Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian (1958-2002)

Para o início efectivo das bibliotecas móveis em Portugal é apontado a data de 1953, referente ao início dos serviços de uma biblioteca-circulante, implementada por Branquinho da Fonseca, no Museu-Biblioteca do Conde Castro Guimarães, em Cascais, onde na altura exercia funções de conservador-bibliotecário. Esse carro-biblioteca deslocava-se até “às associações, escolas e lugares centrais das povoações, proporcionando, através do empréstimo domiciliário, o acesso ao livro pela população.” [Neves, pág. 3]. Era de carácter gratuito e o acesso às estantes era livre.
Biblioteca móvel, do Museu-Biblioteca do Conde Castro Guimarães, de Cascais
(ver fonte no fim do post)
Em 1958 a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) criou, por sugestão do mesmo Branquinho da Fonseca, um serviço similar ao de Cascais, mas que almejava abranger todo o território nacional, incluindo mesmo os arquipélagos. Surgiu assim o Serviço de Bibliotecas Itinerantes (SBI), que B. da Fonseca dirigiu até à sua morte (1974). Este tinha como objectivos “promover e desenvolver o gosto pela leitura e elevar o nível cultural dos cidadãos, assentando a sua prática no princípio do livre acesso às estantes, empréstimo domiciliário e gratuitidade do serviço.” [Neves, pág. 3] Afigurava-se como tal um serviço de leitura pública moderna.
O público a quem era mais dirigido o serviço era sobretudo aquele que era mais parco no acesso à educação e cultura, habitando nas regiões mas desfavorecidas. estendendo-se a todas as faixas etárias. Todavia será no público mais jovem que este serviço terá melhor acolhimento, apesar de se pretender contemplar de modo símile todas as idades. (ver [Melo, 2004a])
“As bibliotecas itinerantes ou carros-biblioteca levavam a bordo cerca de dois mil volumes arrumados nas estantes. Nas prateleiras de baixo, encontram-se os livros para crianças, nas prateleiras do meio a literatura de ficção, de viagens e biografias e, por fim, nas de cima os livros menos procurados, de filosofia, poesia, ciência e técnica. Circulavam por territórios que abrangiam mais do que um concelho, permitindo, após o cumprimento das formalidades de inscrição e requisição, o empréstimo dos livros por períodos de um mês, prorrogáveis, sendo até possível efectuar reservas.” [Neves, pág. 3 e 4]
A opção inicial por bibliotecas itinerantes foi motivada sobretudo pelo facto de grande parte das populações nunca antes terem tido contacto com este tipo de serviço e como tal revelava-se essencial ser a biblioteca a deslocar-se até elas, até em razão dos potenciais leitores possuírem poucos tempos livres, e de os meios de deslocação dos mesmos serem escassos. Com os veículos móveis era possível chegar ao Portugal mais profundo, dos pequenos lugarejos, de habitações mais dispersas (e uma grande parte destes povoados nem se localizava propriamente no interior do país). Indubitavelmente o cerne deste serviço era o leitor e as suas efectivas necessidades, o que era algo incomum nas bibliotecas mais tradicionais portuguesas. (ver [Melo, 2004b, pág. 282-83 e 330-331])
Este serviço era em muitos casos o único contacto com os livros que se possibilitava a muitas populações. Todavia, observa-se o cuidado de não atender apenas à leitura lúdica (embora seria esta a mais saliente) mas também à leitura informativa e formativa, abarcando o maior número de temáticas possíveis (e também incluindo nestes manuais de estudo, oficiais). A escolha do fundo documental obedecia a critérios bem definidos, por uma comissão, e era publicado num catálogo, actualizado regulamente (o primeiro, de 1960, possuía 1674 títulos diferentes). No acervo das obras disponíveis foram-se incluindo mesmo, embora lentamente e com certas reservas, algumas obras que não eram muito do agrado dos dirigentes políticos do Estado Novo. Ressalva-se, todavia que o empréstimo deste tipo de obras, era restrito a certas pessoas. (ver [Melo, 2004a])
Bibliotecas Itinerantes (Citröen) da Fundação Calouste Gulbenkian
(ver fonte no fim do post)
Inicialmente, em 1958, foram colocadas em circulação 15 bibliotecas itinerantes (sobretudo na região de Lisboa e litoral), mas o seu crescimento inicial foi deveras acentuado, sendo que em 1961 já circulava pelo país (estendendo-se ao interior) um total de 47 veículos de marca Citröen. (ver [Melo, 2004b, pág. 334]) “No que concerne ao pessoal que assegurava o funcionamento destas unidades móveis, era constituído por dois elementos: o auxiliar e o encarregado, responsável pela biblioteca, a quem competia orientar o leitor nas suas escolhas de leitura”. [Neves, pág. 4] O encarregado “não tinha de de ter nenhum curso específico, nem sequer de ser diplomado, apenas precisando de ser alfabetizado, evidenciar alguma cultura geral, gosto pelo livro e predisposição para o contacto com o público”. Entre eles incluíram-se “grande número de intelectuais reconhecidos” como Alexandre O’Neill ou Herberto Hélder [Melo, 2004b, pág. 285]
A FCG estabeleceu parcerias com as autarquias, em que estas cediam instalações para depósitos de livros (cada carrinha tinha o espólio no interior e mais o dobro de reserva num espaço exterior) e pontualmente contribuíam para o pagamento das despesas, ao passo que à FGC arcava com o grande ónus das expensas (fornecer o acervo de obras, o biblio-carro, pagar os honorário do pessoal, o combustível, despesas de manutenção e conservação, etc). (ver [Melo, 2004b, pág. 283-84]) A Gulbenkian teve assim a incumbência de se substituir em grande parte ao Estado a sua função de criar uma rede de bibliotecas, até pelo facto de o Estado não estar muito interessado na formação de cidadãos plenamente esclarecidos e informados. Por outro lado, e reportando somente ao valor material do livro, o seu corrente acesso era na época apenas factível a classes mais favorecidas.
Este serviço itinerante teve desde o seu começo uma elevada recepção, sendo que somente três anos volvidos, em 1961, o número de leitores inscritos era de cerca de 250 mil e foram requisitados cerca de 2,5 milhões de livros. Apenas para se observar a acentuada evolução, no ano seguinte o número de leitores inscritos era já de cerca de 350 mil e foram requisitados cerca de 3,5 milhões de livros (ver [Melo, 2004b, pág. 334])
Gradualmente, desde o 2º semestre de 1959, foram-se instalando algumas bibliotecas fixas, sobretudo em locais de maior centralidade e inseridas em organismos públicos, o que induziu, pelo menos a um acréscimo mais paulatino dos efectivos móveis. Em 1962 já existiam 36 bibliotecas fixas e 47 móveis, o que já evidenciava uma razoável cobertura do país. “Em 1963 introduziram-se as bibliotecas itinerantes e fixas nos Açores e na Madeira. Em 1967 contabilizavam-se 205 bibliotecas (61 móveis e e 144 fixas) (ver [Melo, 2004b, pág. 334-335]. Ainda assim, só em 1972, é que a própria FCG deu por «concluída» a sua rede de bibliotecas itinerantes e fixas, totalizando, respectivamente, 62 e 166 unidades” Nesse ano existiam cerca de 475 mil leitores inscritos e foram requisitados cerca de 6 milhões de livros. [Melo, 2004b, pág. 291 e 334]. As Bibliotecas móveis sempre serviram aos povoados mais pequenos e periféricos ao inverso das fixas.
Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian (fonte)
Desde o início da década de 70 o projecto SBI vê a sua sustentação fragilizada no seio da FCG, pois esta pretendia que as despesas (bastante elevadas e com um 'retorno' algo dúbio) fossem repartidas com o poder central e local. Em 20-2-1974 chegou mesmo a existir uma reunião onde se discutiu a extinção da SBI, contudo a eclosão do 25 de Abril, mudou o panorama global e o serviço manteve-se, sofrendo algumas reestruturações.
No período (1981-1996) em que Vergílio Ferreira foi director do SBI, foi enfatizado a animação da leitura e a difusão literária e cultural. Deste modo forami reforçadas as actividades de promoção da leitura e dos livros (exposições, debates, encontros com autores, leitura de contos e poesia, etc.) nas bibliotecas Gulbenkian. Em 1983 o SBI foi renomeado SBIF (Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian).
Vergílio Ferreira”foi um defensor da manutenção do projecto de bibliotecas FCG, pois entendia que a proposta lançada pelo IPLL não era uma alternativa completa, dado não cobrir então todo o pais (excluía as regiões autónomos) e por não ter um serviço de unidades itinerantes.” [Melo, 2004b, pág. 302].
A implementação gradual do Programa Nacional de Leitura Pública, a partir de 1987, que visava a construção de bibliotecas de feição mais moderna de acordo com os princípios de Manifesto da UNESCO contribui para o decréscimo progressivo do número de efectivos da SBIF que se vinha registando desde o início da década da década, sobretudo de móveis que rapidamente se extinguiram (ver[Melo, 2004b, pág. 294-298]. Por outro lado muitas das novas biblioteca da Rede Nacional de Leitura Pública começaram a integrar o serviço de biblioteca itinerante. Contudo em muitos dos casos a gradual ausência das bibliotecas itinerantes da Gulbenkian das povoações, não foi colmatada pelos novos serviços móveis, sobretudo nos povoados mais periféricos.
Em 1993 o SBIF passava a SBAL (Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura) e em 19 de Dezembro de 2002 era definitivamente extinto.
Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian
(ver fonte no fim do post)
No total, segundo aponta Manuel Carmelo Rosa, director do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Gulbenkian, o serviço de bibliotecas itinerantes e fixas da FCG emprestou ao longo de quarenta e quatro (1958-2002) anos cerca de 97 milhões de livros e, chegou a quase 29 milhões de leitores, distribuídos por cerca de três mil novecentas povoações. Para cumprir com sucesso esse serviço adquiriu ao longo dos anos mais de cinco milhões de livros. (ver notícia LUSA/RTP abaixo)
Estes números são muito diferentes do que Daniel Melo apresenta. Relativamente ao número de empréstimos, e apenas entre 1958 e 1989, este regista 140 862 248 livros emprestados; e no mesmo período de tempo relativamente a livros adquiridos regista 7 849 749 livros. [Melo, 2004b, pág. 334-335]. Na mesma obra de Daniel Melo é registado que apenas entre 1958 e 1990 o número total de leitores foi 46 423 881. Desses, cerca de 36 551 663 (78,7%) foram crianças e adultos [Melo, 2004b, pág. 343]. Estes valores evidenciam a enorme importância que este serviço da Gulbenkian assumiu em Portugal e espelham de modo singular o elevado sucesso que granjeou no seio do povo português.
A propósito, Carmelo Rosa lembra que quando uma biblioteca móvel era substituída por uma fixa todo o acervo da móvel (quer do seu interior, quer em depósito) era oferecido ao município. Em Dezembro de 2002 com a extinção do programa praticamente todo o acervo bibliográfico e documental transitou para as autarquias. (ver notícia LUSA/RTP abaixo)
Saliente-se que a Fundação Gulbenkian continua a prestar um fundamental apoio às bibliotecas portugueses, sobretudo Públicas e Escolares, agora não através de unidades físicas (fixas ou móveis), mas de programas, serviços, diversas iniciativas, apoio financeiro e material, etc. que lhes concede; e de eventos e iniciativas (conferências concursos, formações, etc.) que produz nos e a partir dos seus espaços. E como lembra Carmelo Rosa "no seu website tem disponível mais de 30 mil fichas de leitura relativas ao que mais importante se publicou desde a década de 60".
Biblioteca Itinerante (renovada) da Fundação Calouste Gulbenkian
(fonte)
Se desde finais da década de 80 o número de bibliotecas itinerantes da Gulbenkian diminuiu, essa redução foi sendo contrabalançada com o acréscimo sucessivo, de novas unidades referentes às bibliotecas não pertencentes à rede Gulbenkian. Estes bibliomóveis apresentam-se, regra geral, melhor apetrechados, incorporando já sistemas multimédia e informáticos. Por outro lado tem se vindo a diversificar o tipo de serviços móveis prestados, com a inclusão de bibliocaixas, bibliomalas, etc. A edificação de pólos e extensões das bibliotecas públicas não tem sido muito significativa, não servindo assim efectivo contraponto a este serviço. Na actualidade existem várias dezenas de bibliotecas públicas que prestam este serviço itinerante.
Na generalidade dos países da UE ou da OCDE, e basta olharmos para os nuestros hermanos, existe uma considerável profusão de redes de bibliotecas móveis. E na generalidade dos casos, não se tratam apenas de meros princípios verbais assinados num documento ou pontuais intercâmbios de serviços, produtos ou recursos humanos. São efectivas redes onde em muitos casos a mesma unidade móvel movimenta-se um raio de acção supra-concelhio, orientada por políticas de promoção da leitura e da literacia digital de âmbito regional.

Referências bibliográficas:
MELO, Daniel
2004a Leitura e leitores nas bibliotecas da Fundação Calouste Gulbenkian (1957-1987). [em linha] [consultado em 23/12/2006] Disponível em www: <URL>
2004b A Leitura Pública no Portugal contemporâneo : 1926-1987. Lisboa : Imprensa de Ciências Sociais. ISBN 972-671-137-1

NEVES, Rui – As bibliotecas em movimento. As bibliotecas móveis em Portugal. [em linha] [consultado em 23/12/2006] Disponível em www: <URL>
Comunicação apresentada no “II Congreso de Bibliotecas Móviles”, que decorreu em Barcelona, de 21 a 22 de Outubro de 2005. (em formato word-pdf)
Gulbenkian emprestou 97 milhões de livros – notícia da Agência Lusa/RTP 18-7-2005


Fonte das imagens (referenciadas acima):
NEVES, Rui – As bibliotecas em movimento. As bibliotecas móveis em Portugal. [em linha] [consultado em 23/12/2006] Disponível em www: <URL>
Comunicação apresentada no “II Congreso de Bibliotecas Móviles”, que decorreu em Barcelona, de 21 a 22 de Outubro de 2005. (em formato ppt)







Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Serviço de Bibliotecas Itinerantes (SBI) foi criado pela Fundação Calouste Gulbenkian em 1958, segundo sugestão de Branquinho da Fonseca e como seguimento ao projecto de uma biblioteca-circulante iniciado pelo mesmo em 1953 no Museu-Biblioteca do Conde Castro Guimarães, em Cascais, onde na altura exercia funções de conservador-bibliotecário. Almejava abranger todo o território nacional, incluindo os arquipélagos. Tinha como objectivos “promover e desenvolver o gosto pela leitura e elevar o nível cultural dos cidadãos, assentando a sua prática no princípio do livre acesso às estantes, empréstimo domiciliário e gratuitidade do serviço.” .[1] O público a quem o serviço se dirigia era principalmente o de menor acesso à educação e cultura, habitando nas regiões mais desfavorecidas e estendendo-se a todas as faixas etárias. Todavia seria entre público mais jovem que teria melhor acolhimento[2]. Depois da morte de Branquinho da Fonseca o serviço passa a ser dirigido pelo escritor António Quadros.

Sendo o que nós sempre fomos, cada vez seremos mais!

TOMAR PARTIDO
Tomar partido é irmos à raiz
do campo aceso da fraternidade
pois a razão dos pobres não se diz
mas conquista-se a golpes de vontade.

Cantaremos a força de um país
que pode ser a pátria da verdade
e a palavra mais alta que se diz
é a linda palavra liberdade.

Tomar partido é sermos como somos
é tirarmos de tudo quanto fomos
um exemplo um pássaro uma flor.

Tomar partido é ter inteligência
é sabermos em alma e consciência
que o Partido que temos é melhor.
E CADA VEZ SOMOS MAIS
Pela espora da opressão
pela carne maltratada
mantendo no coração
a esperança conquistada.

Por tanta sede de pão
que a água ficou vidrada
nos nossos olhos que estão
virados à madrugada.

Por sermos nós o Partido
Comunista e Português
por isso é que faz sentido
sermos mais de cada vez.

Por estarmos sempre onde está
o povo trabalhador
pela diferença que há
entre o ódio e o amor.

Pela certeza que dá
o ferro que malha a dor
pelo aço da palavra
fúria fogo força flor
por este arado que lavra
um campo muito maior.

Por sermos nós a cantar
e a lutar em português
é que podemos gritar:
Somos mais de cada vez.

Por nós trazermos a boca
colada aos lábios do trigo
e por nunca acharmos pouca
a grande palavra amigo
é que a coragem nos toca
mesmo no auge do perigo
até que a voz fique rouca
e destrua o inimigo.

Por sermos nós a diferença
que torna os homens iguais
é que não há quem nos vença
cada vez seremos mais.

Por sermos nós a entrega
a mão que aperta outra mão
a ternura que nos chega
para parir um irmão.

Por sermos nós quem renega
o horror da solidão
por sermos nós quem se apega
ao suor do nosso chão
por sermos nós quem não cega
e vê mais clara a razão
é que somos o Partido
Comunista e Português
aonde só faz sentido
sermos mais de cada vez.

Quantos somos? Como somos?
novos e velhos: iguais.

Sendo o que nós sempre fomos
cada vez
seremos mais!

Está na hora de haver tribunal para ti, Sócrates, uma nova oportunidade para te defenderes com factos dos teus actos, das tuas causas e dos teus efeitos.

Sábado, Junho 11, 2011

PRISÃO AO SOCRATISMO MALDITO

Como branquear o percurso criminoso dos governo Sócrates? Falar do Magalhães? Lixo. Das Novas Oportunidades? Lixo. Do Simplex? Falso, dado o Complex Fiscal Corrupto na hora de erigir empresas fora da amizade-PS. Recuperação do parque escolar? Dívida e ajustes directos só para amigos. Plano tecnológico? Proporcional ao sacana foder de juízo a docentes, colocando-os no cerne da inveja geral, bodes expiatórios. Inglês na Primária? Fome na Primária. Investimento sem paralelo na investigaçâo cientifica? Fuga massiva dos mais qualificados para fora do País. Energias renováveis? Subsidiadas e pagas a doer pelo consumidor. Redimensionamento da rede escolar? Desertificação do interior. Fecho das falsas urgências? Desertificação do interior ao serviço da criminosa macrocefalia lisboeta, acentuada como nunca nos últimos seis anos. Avaliação dos docentes? Passe sacana para castrar e submeter gente livre, sobrequalificada, criar o caos, fomentar a Babel. Rigor nas entradas e saídas do pessoal médico nos hospitais? Falta de pessoal médico a nível nacional, muito bem substituído por cubanos e colombianos. Aposta nas exportações? Diversificando os mercados (por levar as empresas portuguesas também à Líbia e à Venezuela fascistas? Perda de milhões de euros por falta de cumprimento das outras partes, favoritismo das mesmas empresas amigas dos socialistas, abarbatar de comissões políticas só para políticos ousados e corajosos nas suas negociatas. Sócrates, o PM empreendedor de dívida e merdificador dos resultados económicos, paridor de figuras de retórica, de mentiras monstruosas, cheio de genica para oprimir gente e mascarar factos. Por causa da sua malícia e de um currículo enodoado por toda a sorte de lixos, foi escrutinado severamente desde o primeiro dia do seu governo por magistrados, logo devidamente coagidos e perseguidos, assim como perseguidos foram policias, outros políticos, e não pequeno número de jornalistas. Sócrates deixa como obra inigualável uma dívida monstruosa, um desemprego massivo, uma humilhação internacional, os maiores desde que temos democracia. Recorde absoluto. Guinness total. Era difícil fazer pior. O Freeport nunca foi esclarecido. É possível que, desde Paris, seja esclarecido. Não basta odiar Sócrates e o seu bando de mentirosos, duplo-pensantes e grosseiros, que governaram o País com os pés. É preciso abrir o precedente de o julgar e encarcerar. No principio de 2009 o défice, bem mascarado, aldrabado, foi, para efeitos propagandescos, de 2,9. Depois, a crise internacional serviu de desculpa para tudo. A obra de Sócrates vai ficar na História como o poio, o monte de merda, mais monumental que a democracia evacuou. E é natural que o pessoal que engordou a tecer mentiras e a manipular a Opinião Pública, se agarre a qualquer coisita para o reabilitar na História. Debalde. Está na hora de haver tribunal para ti, Sócrates, uma nova oportunidade para te defenderes com factos dos teus actos, das tuas causas e dos teus efeitos. Afinal, os portugueses são mais importantes que o teu lugar minúsculo na História, nota de rodapé, patorra de chumbo sobre o nosso peito.

Sou dos que não acreditam na durabilidade deste Governo. - Paulo Portas é um azougado, por vezes infantil e sempre com a desenvoltura própria de quem julga estar permanentemente numa decisiva maratona. É lido, informado e centralizador. Porém, notoriamente imaturo e absolutamente imprevisível.

Sou dos que não acreditam na durabilidade deste Governo.
- O que acusava em Sócrates cai-lhe em cima por inteiro. Depois, queira-se ou não, o CDS e as suas ascensões e quedas resultam do vazio da Direita e da circunstância de ser um fenómeno temporal. Portas foi o modelo Gucci da política modernaça: camisa esgargalada, boné ou chapéu de feira, consoante as situações.

Neste deboche em que se encontra Portugal, o objectivo de Portas era ser Governo, soprasse o vento de onde fosse. Como escreveu um preopinante do mesmo estilo: "ele é um homem charneira." Eu, ficaria seriamente chateado com o qualificativo. Ganhasse o PS e lá estaria o Portas a tocar no batente do vencedor. Como foi o PSD e, sobretudo, Passos Coelho o vencedor, Portas apresentou-se logo ao serviço. Aquela frase: "Quem dá mais é que é o patrão", por indecorosa e até sórdida, abriu caminho às piores abjecções. Um pouco o que acontece agora.

A coligação teve o apoio e a água benta do dr. Cavaco. Ficou muito satisfeito e até tem acelerado a constituição do novo Executivo. Tudo isto é muito estranho e muito estafado. E muito falso. O dr. Cavaco detesta Passos Coelho, desde o tempo em que este, dirigente da JSD, lhe fez frente e quase o desacreditou publicamente. O dr. Cavaco, tem um carácter ressentido e não esquece nem perdoa. Por outro lado, execra Paulo Portas, que, semanalmente, n' "O Independente", o enxovalhava sem dó nem piedade. Assistir aos abraços e aos sorrisos desta gente faz vomitar, mesmo aqueles que são sólidos de estômago.

Pedro Passos Coelho, por seu turno, não é lenço mole. E já o afirmou: "quem manda aqui sou eu." Pode Paulo fazer pressões e até pequenas chantagens caseiras, que encontra pela frente um indivíduo aparentemente afável, bem-educado e de voz bem timbrada, mas muito senhor do seu nariz. Quem o conhece desde rapaz faz unanimidade: ele não é para graças, e o seu apego ao poder, por enorme que seja, não está fixado com cola-tudo.

Há qualquer coisa de contra-natura, salvo seja!, nesta ligação de interesses, que não de convicções ou de ideologias. Impante e afirmativo, Portas veio a palco declarar que Passos nem pense em beliscar a questão social. Aí, firme, fez uma declaração de princípios: "Estou mais à Esquerda do que o PSD." Passos não gostou nada do dito, mas teve de o engolir, para não encardir as coisas logo de início.

Não basta consultar a pitonisa de Delfos, nem pedir à Maya que lance as cartas do tarot para percebermos as fragilidades desta aliança. A própria natureza dos dois homens é reveladora. Pedro Passos Coelho não está disposto a ceder naquilo que considera o essencial. E Paulo Portas quer tudo o que seja visibilidade e protagonismo. Talvez tenha razão. Ele sabe que o CDS, sem ele, voltará a ser um partido cujos elementos cabem num táxi. Além do que ele próprio não sabe fazer outra coisa senão política. O jornalismo, como no século XIX, serviu-lhe como trampolim. Repare-se no número de amigos e conhecidos que deixou, trucidados, pelo caminho. Consta que Luís Nobre Guedes até chorou.

Quanto ao PS: aquele partido parece uma desgraça. Costa recusou "liderá-lo". Diz que está muito bem na Câmara, e assim seja. António José Seguro, que não me atrevo a qualificar, protagonizou a cena mais grotesca que já assisti: no intervalo de uma viagem de elevador, disse que sim, disse que não, disse que talvez. Está desejoso de mandar, desde logo se viu. Mas é um homem de escassas qualidades. Um carreirista sem convicções, tão profundamente "socialista" quanto o pode ser sei lá quem. Francisco Assis tem nome de santo, mas está longe de o ser. Viu-se, em Felgueiras, há anos, a coragem física e moral que ostentou, ao enfrentar um bando de energúmenos que ameaçava linchá-lo. Parece um frigorífico, gelado e informe, mas defende as suas ideias e parece-me um homem estimável. Quanto ao resto…

O panorama não é animador. Temos uma coligação cheia de estremeções; um PS esburacado; um Bloco em crise de endemia; um PCP que se vai mantendo, e um Presidente da República pior do que se suspeitava.

Historicamente, já aguentamos pior. Historicamente, vamo-nos aguentar. Vamos a isto, meus Dilectos! Sus! Vamos a eles!

QUANTO CUSTA UM VOTO ! - CONHEÇA O PARTIDO QUE MAIS PAGOU POR CADA VOTO

O Económico fez as contas para ver qual o partido que mais gastou na campanha por cada voto que recebeu este domingo.
O Bloco de Esquerda foi o partido que mais pagou por cada voto, enquanto a CDU foi quem pagou menos.
Com uma campanha de 1,99 milhões de euros, cada voto do PSD custou 0,92 cêntimos.
Já o PS fez a campanha mais cara, no valor de 2,2 milhões de euros, e teve os segundos votos mais caros, com um valor de 1,41 euros.
Os 700 mil euros que o CDS destinou para a campanha resultaram em 1,07 euros por voto.
A CDU foi quem pagou menos pelos seus votos, já que gastou 100 mil euros na campanha, o que se traduziu em 0,22 euros.
Em sentido oposto, o Bloco foi quem mais pagou pelos seus votos, já que gastou 704,8 mil euros na campanha, o equivalente a 2,44 euros por cada voto.

GOSTARIA QUE SUA EXCELÊNCIA ANTÓNIO BARRETO EXPLICASSE ESTAS PALAVRAS PARDAS QUE FAZEM PARTE DO SEU DISCURSO NO PASSADO DIA 10 DE JUNHO

A crispação política é tal que se fica com a impressão de que há partidos intrusos, ideias subversivas e opiniões condenáveis.

EUA prevê exportar US$ 46 bi em armamentos em 2011


EUA prevê exportar US$ 46 bi em armamentos em 2011
WASHINGTON, EUA — Os Estados Unidos projetam exportar 46 bilhões de dólares em armamentos ao término do período fiscal de 2011 - que vai de outubro de 2010 a setembro de 2011 -, num aumento de 50% em relação às vendas de 2010, informou nesta sexta-feira a Agência de Defesa, Segurança e Cooperação dos Estados Unidos (DSCA, na sigla em inglês).
Washington espera obter o aumento através do sistema de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS, na sigla em inglês), que tem recebido solicitações cada vez maiores.
As vendas de equipamentos militares americanos, que se limitavam à cerca de 10 bilhões de dólares no início dos anos 2000, alcançaram 30 bilhões já em 2005.
"Entre 2005 e 2010, mandamos via sistema de FMS o equivalente a 96 bilhões de dólares em equipamentos, materiais e serviços aos países sócios", declarou o vice-almirante William Landay, diretor da DSCA, à jornalistas.
Segundo ele, nos 2000, clientes buscavam principalmente preços baixos, mas com a guerra do Afeganistão eles passaram a querer os equipamentos novos o quanto antes, o que explica o aumento de valor das exportações americanas, disse Landay.
Além disso, segundo o governo, apenas 79% das exportações são financiadas pelas nações e organizações clientes e o resto é financiado pelos Estados Unidos e seu programa de assistência.

Hoje, desci ao Largo. Sim, também eu tenho um Largo. Não é, seguramente o Largo de que o Manuel (da Fonseca) nos fala e que era o centro do mundo. Este meu, mais modesto, é, apenas, o centro do meu povoado.

Sexta-feira, Junho 10, 2011

Crónica de um dia sem história – O Largo

Hoje, desci ao Largo. Sim, também eu tenho um Largo. Não é, seguramente o Largo de que o Manuel (da Fonseca) nos fala e que era o centro do mundo. Este meu, mais modesto, é, apenas, o centro do meu povoado.
Neste meu Largo, está sempre um homem olhando em frente. Alheado das árvores que o circundam, olha em frente. Fixamente. Tentará, porventura, desvendar as novas e os mandados que virão.
Fica indiferente às conversas que escuta, tal como à chuva que o molha, ao frio e ao calor que já não poderão incomodá-lo.
Um ou outro, mais velho, fala dele como de um passado morto. Interiormente, sorri. O passado não morreu. O passado é a raiz, as fases diversas sobre que assenta o presente. O presente à espera do futuro. O passado é ontem; o presente é hoje; o futuro é amanhã.
Do passado nos chega a sentença: quem boa cama fizer, nela se há-de deitar.
Como dizia, desci ao Largo. Hoje. Hoje deveria ser um dia especial, deveria ser mas não é. Mais exactamente, não vi que fosse.
Em derredor do homem sempre presente, havia diversas pessoas, cavaqueando. Também um carro de som, tentando animar o ambiente com banalidades pseudo-desportivas.
Senti-me defraudado. De dia especial, nada vi. Regressei a casa. Olhei a estante onde arrumo alguns livros. Lá estavam Os Lusíadas. Melancolicamente, recordei: «Esta é a ditosa pátria, minha amada!»
Pois…

José-Augusto de Carvalho
10 de Junho de 2011
Viana*Évora*Portugal

(imagem: óleo de Vincent van Gogh (1853-1890)

O 10 de Junho, ou a Valsinha das Medalhas



LÁ ESTAVAM ELES TODOS A RESUSCITAR O DEFUNTO E PREPARADOS PARA NOVA ORDENHA !

E AGORA AQUI VAI UMA LETRA BEM ILUSTRATIVA !

Valsinha das medalhas
(Carlos  e Rui Veloso/Rui Veloso)

 chegou o dez de Junho, o dia da minha raça
Tocam cornetas na ruabrilham medalhas na praça
Rolam  as merendasna toalha da parada
Para depois das comendas, e Ordens de Torre e Espada
Na tribuna do galarim, entre veludo e cetim
Toca a banda da marinha, e o povo canta a valsinha



Encosta o teu peito ao meusente a comoção e chora
Ergue o olhar para o céuque a gente não se vai embora
Quem és tu donde vensconta-nos  os teus feitos
Que eu nunca vi pátria assimpequena e com tantos peitos



 chegou o dez de Junho cerimónia na praça
 colchas nos varandins, é a Guarda d'Honra que passa
Desfilam entre grinaldasvelhos heróis d'alfinete
Trazem debaixo das fraldasmais Índias de gabinete
Na tribuna do galarim, entre veludo e cetim
Toca a banda da marinha, e o povo canta a valsinha.

Valsinha das medalhas – Rui Veloso
(Carlos  e Rui Veloso/Rui Veloso)