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terça-feira, 7 de junho de 2011

amigo

Terça-feira, Fevereiro 22, 2011

amigo

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (
recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos
?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
(Alexandre O'Neill)

Os familiares do último diretor da PIDE deviam estar "calados" - Edmundo Pedro

Os familiares do último diretor da PIDE deviam estar "calados" - Edmundo Pedro
Lisboa, 07 Jun (Lusa) -- O histórico resistente antifascista Edmundo Pedro disse à Lusa compreender que os familiares do último diretor da PIDE/DGS queiram "limpar o nome da família" mas que não o deviam fazer "em tribunal" .
"Eles tinham era que estar calados com desgosto de terem na família uma pessoa com aquelas características, ser um assassino", sublinhou Edmundo Pedro à Lusa quando questionado a comentar o processo judicial "Filha Rebelde" em que são arguidos dois ex-diretores do Teatro Nacional D. Maria II -- Carlos Fragateiro e José Manuel Castanheira -- e Margarida Fonseca Santos, autora da adaptação do livro de José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz para teatro e que conta a história da filha de Silva Pais que acabou por aderir à revolução cubana.
Eu "compreendo porque carregam com um fantasma que é o tio, de cujo procedimento não têm responsabilidade, isso é verdade. E querem limpar o nome da família que está terrivelmente manchado com a existência daquele malandro", disse.

“Comportamentos pessoais questionáveis” de Portas deixariam o governo vulnerável a chantagens.

Terça-feira, 7 de Junho de 2011

EFEITO STRAUSS KAHN COM PAULO PORTAS NO GOVERNO

Ana Gomes alerta para “efeito Kahn” com Portas no governo

Luís Rego, em Estrasburgo
07/06/11 12:31

A Eurodeputada socialista, Ana Gomes, alertou hoje para os riscos de nomear Paulo Portas para o novo governo.


“Comportamentos pessoais questionáveis” de Portas deixariam o governo vulnerável a chantagens.

A Eurodeputada socialista, Ana Gomes, alertou hoje para os riscos de nomear Paulo Portas para o novo governo, e ainda mais como ministro dos Negócios Estrangeiros, invocando "comportamentos pessoais questionáveis" do líder do PP. Além disso, Ana Gomes acena com o papel de Portas numa alegada "campanha de desinformação no caso Casa Pia" e o "papel lesivo que [enquanto ministro] teve para o Estado no caso dos submarinos". Portugal arrisca, argumenta a eurodeputada, uma humilhação internacional semelhante à que a França está a atravessar com o caso de alegada violação e rapto de uma empregada de hotel por parte de Dominique Strauss-Kahn, o francês que dirigia o FMI.

"Não está em causa a sua legitimidade do seu partido mas sim do dr. Paulo Portas, pessoalmente pela sua idoneidade pessoal e política em anteriores responsabilidades governamentais, no caso dos submarinos e noutros casos", explicou. É um aviso para o próximo primeiro-ministro e para o provável parceiro de coligação governamental, numa altura em que se fala de Portas como ministro dos negócios estrangeiros. "Os MNE são particularmente vulneráveis à actuação de serviços secretos estrangeiros e de governos estrangeiros com chantagens de todo o tipo e portanto [Portas] está uma posição particularmente vulnerável quando há aspectos questionáveis de comportamento pessoal ou politico e isso deve ser levado em conta". O facto de não haver nada a nível de processos que inibam Portas a ser nomeado não trava a eurodeputada. "Também não havia nada que inibisse o senhor Dominique Strauss-Kahn de ser director do FMI e no entanto toda a gente sabia que ele tinha acções altamente reprováveis na sua vida política e profissional e que podiam ser comprometedoras para o seu país e que hoje passam por uma tremenda humilhação".

O caso dos submarinos, explica Ana Gomes, ainda está em investigação. "Há aspectos que a justiça deverá esclarecer, como a aquisição de submarinos [que é] altamente lesiva para os interesses dos contribuintes português e que está com processos judiciais em curso por corrupção, facturas falsas, fraude evasão fiscal, lavagem de dinheiro, etc, do qual Portas era o principal responsável político". As responsabilidades de Portas, explica, estão ainda por esclarecer e "isso não pode ser ignorado por quem decide politicamente por quem quer formar uma coligação estável e inquestionável".

No caso Casa Pia, "há questões que toda a gente sabe, que vocês jornalistas sabem, por exemplo o papel que teve a central de desinformação junto do então ministro Paulo Portas no tratamento que a imprensa deu ao caso Casa Pia. É preciso que alguém fale e aqui estou a eu a dar a cara. E disponível para enfrentar as consequências do que estou a dizer", avisou a eurodeputada socialista.

O PCP intensificará a sua intervenção e acção política a todos os níveis e apresentará iniciativas na Assembleia da República: pela valorização dos salários, designadamente o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros ainda em 2011 e das pensões de reforma em 25€; pelo combate à precariedade; pela reposição dos cortes nos apoios sociais, designadamente no abono de família e subsídio de desemprego; pelo reforço do Serviço Nacional de Saúde, do Ensino público, gratuito e de qualidade, e de uma Segurança Social Pública e Universal.

Conferência de Imprensa, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP , Lisboa

Reunião do Comité Central do PCP



O Comité Central do PCP apreciou os resultados das eleições legislativas do passado dia 5 de Junho e os previsíveis desenvolvimentos que deles decorrem. Procedeu a uma análise da situação económica e social do país com, particular destaque para os elementos decorrentes do programa de agressão e submissão do FMI/BCE/EU. Debateu e fixou as principais tarefas do Partido.
Em relação aos resultados eleitorais e no que se refere à CDU, o Comité Central considera que eles constituem um novo e estimulante sinal do sentido do crescimento sustentado dos últimos anos.
O resultado obtido traduzido no aumento, ainda que ligeiro, da sua expressão eleitoral e do número dos seus deputados (de 15 para 16) com a eleição de um deputado pelo Círculo Eleitoral de Faro, constitui um factor de inegável significado quanto a um mais alargado reconhecimento do papel do PCP e dos seus aliados na vida política nacional. O voto de mais de 440 mil eleitores que expressaram a sua confiança à CDU é tão mais importante e valorizável quanto foi necessário anular resignações e medos instalados, vencer a dissimulação daqueles que nunca revelaram os seus verdadeiros programas e intenções políticas, bem como combater artificiais bipolarizações.

Face a este resultado não se pode deixar de denunciar a descarada mistificação que a corte de analistas e comentadores ao serviço do grande capital tem em curso para, aproveitando a significativa quebra eleitoral do BE e a redução a metade do numero dos seus deputados, proclamar uma perda dos partidos “à esquerda do PS” procurando assim desvalorizar o resultado da CDU.

Em relação aos resultados obtidos pelo PSD, bem distantes das votações que este partido já antes alcançou, são desde logo expressão directa do descrédito acumulado pelo PS que sofre, nestas eleições, na sequência da persistente luta dos trabalahdores e das populações, não só uma inequívoca condenação da sua política, como obtém uma das suas mais baixas votações de sempre. Mas a votação do PSD é, sobretudo, resultado de uma ardilosa campanha destinada a dissimular as suas responsabilidades na situação do país, a iludir a sua identidade e percurso comum com o que de pior o governo do PS concretizou e a esconder os seus reais propósitos e programa de acção.
O PCP chama a atenção de que, a demissão de José Sócrates – já acompanhada pelos apelos de Passos Coelho a um mais alargado apoio a medidas estruturantes e da enfatização por parte de dirigentes do PS do que designam como “oposição responsável” – perfila-se como uma decisão indispensável a abrir caminho pleno ao envolvimento do PS, no apoio à concretização do programa da troika estrangeira que PS,PSD e CDS subscreveram.
O resultado destas eleições - traduzido numa maioria de deputados alcançados pelo PSD e pelo CDS - não pode ser desligado do conjunto de promessas e intenções que tais partidos semearam, iludindo sempre que o memorando que subscreveram com o FMI e a União Europeia constitui, de facto, o seu único e verdadeiro programa de acção.
O Comité Central do PCP sublinha e condena com particular veemência a atitude e declarações do Presidente da República, na véspera e no dia das eleições, que representou não só uma intolerável pressão sobre os eleitores, expressa na inaceitável e ilegítima negação aos cidadãos que decidissem não votar, do direito ao protesto e opinião sobre o futuro do país, como constitui uma declarada intromissão nas opções eleitorais dos portugueses com base na insistência da escolha sobre “quem vai governar” e na promoção dos que se identificam com o programa de ingerência externa que indisfarçadamente abraçou.
Temos consciência que tempos difíceis esperam os trabalhadores, o povo e o país. Não apenas porque a situação do país apresenta sérios e graves problemas, mas sobretudo porque a intenção da política de direita e de quem se prepara para a executar e lhe dar suporte é a de carregar mais e mais sobre as condições de vida dos portugueses à custa das benesses e apoios destinados aos grupos económicos e ao capital financeiro. Tempos difíceis que exigirão uma firme resposta de resistência e luta dos trabalhadores e das massa populares e de todos aqueles que serão atingidos pelas medidas que terão de ser aprovadas pelo governo e pela Assembleia da República.
Luta que contará com a presença e a  determinação do PCP para ao seu lado defender os direitos e o emprego, valorizar salários e pensões de reforma, apoiar os pequenos e médios agricultores e empresários, fazer pagar à banca, aos grupos económicos e às grandes fortunas o preço pela crise que eles próprios criaram. 
Os votos agora obtidos por PSD e CDS, mas também pelo PS, não podem seguramente ser invocados para legitimar o programa de ingerência externa que mantiveram escondido, nem para justificar as medidas que preparam de maior injustiça, exploração, empobrecimento e declínio. O PCP reafirma assim o carácter ilegítimo de tal pacto que PS, PSD e CDS impuseram ao país.
Neste quadro, regista-se com particular inquietação a escalada de opiniões, pressões e propósitos, incluindo da parte do PSD e do CSD que não só identificam a Constituição da República como um entrave aos projectos de venda da soberania e de acentuação da exploração do povo português, como inscrevem a sua subversão explicita ou implícita como objectivo da sua acção numa dinâmica já não disfarçada de concretização de um verdadeiro golpe constitucional.
O conjunto das medidas previstas no “Memorando de Entendimento” representa uma nova etapa no processo de acumulação de capital que está em curso na União Europeia.
Um programa de intervenção a vigorar até 2013 e destinando a satisfazer os interesses dos credores, dos especuladores e da banca e a transferir para o povo encargos com mais de 30 mil milhões de euros de juros e que o grande capital pretende ver concretizado no imediato.
Um programa que, ao mesmo tempo que quer impor uma regressão sem precedentes nas condições de vida do povo, assegura a entrega directa aos grupos financeiros de 12 mil milhões de euros, para lá dos 35 mil milhões de euros de garantias do Estado para a banca e da venda do BPN, “limpo” de prejuízos, remetendo para o erário público prejuízos que podem atingir mais de cinco mil milhões de euros depois de mais de dois mil milhões de euros de dinheiro público enterrado no BPN e BPP.
Um programa que, confessadamente, revela como consequências o agravamento do desemprego nos próximos dois anos com uma subida que poderá atingir mais de um milhão de trabalhadores e uma recessão económica no mínimo até 2013, consequências que tornarão mais distante o pagamento da própria dívida. 
O PCP, com a acrescida autoridade de ter sido a primeira força a  propô-lo em  5 de Abril passado, considera inadiável o caminho da renegociação da dívida pública externa portuguesa. Uma decisão inevitável, tanto mais útil quanto se realize antes do rasto de destruição que as “medidas de austeridade” provocam. Por isso o PCP apresentará na Assembleia da República uma proposta nesse sentido.
O Comité Central sublinha que os “programas de ajuste” como os já impostos à Grécia, à Irlanda e a Portugal pela “troika” UE/BCE/FMI, e que poderão estender-se à Espanha e a outros países, para além do gigantesco esbulho da riqueza criada nestes países, institucionalizam mecanismos de ingerência permanente que esvaziam os órgãos de soberania democrática e tendem a transformar países soberanos em protectorados e colónias das grandes potencias capitalistas. Esta é a realidade qualitativamente nova com que Portugal está confrontado.
O PCP considera que a defesa da soberania nacional adquiriu uma importância decisiva, não apenas para assegurar o desenvolvimento independente e progressista de Portugal como para preservar o carácter democrático das instituições da República. Os tempos que se avizinham exigem um PCP mais forte, dinamizador da resistência e luta contra a política de direita e por uma política patriótica e de esquerda .
Dando continuidade à acção “Portugal a produzir”, considera-se que esta continua a ser a mais sólida e consequente proposta para tirar o país do rumo de definhamento e retrocesso que o grande capital quer impor. Neste quadro continuará a bater-se pela concretização de um vasto conjunto de medidas e políticas, nomeadamente por um forte  investimento público, pelo accionamento de cláusulas de excepção que salvaguardem o aparelho produtivo e as MPME's e pelo controlo e diminuição dos custos dos factores de produção.
O PCP intensificará a sua intervenção e acção política a todos os níveis e apresentará iniciativas na Assembleia da República: pela valorização dos salários, designadamente o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros ainda em 2011 e das pensões de reforma em 25€; pelo combate à precariedade; pela reposição dos cortes nos apoios sociais, designadamente no abono de família e subsídio de desemprego; pelo reforço do Serviço Nacional de Saúde, do Ensino público, gratuito e de qualidade, e de uma Segurança Social Pública e Universal. 
O Comité Central salienta a importância da organização, como mais uma vez foi evidenciado nas lutas de massas e na acção eleitoral e aponta a necessidade de prosseguir a concretização da acção “Avante por um  PCP mais forte”. Tal como destaca a importancia da realização da Festa do “Avante!” a 2, 3, e 4 de Setembro e apela a um redobrado empenhamento do colectivo partidário visando o seu êxito.

Gosto de saber... Toque de Midas blog

afganwoman


 
Gosto de saber
a origem das lágrimas,
quando mas fazem sentir.
Gosto de saber
a origem da injustiça,
quando ma fazem sentir.
Gosto
de olhar
no profundo
dos olhos,
seja,
na sua flor,
seja,
no seu repúdio.
Perante
estes olhos,
esta máscara,
não pergunto,
digo.
Que bela é
a cor da alma,
quando
tem
mesmo
cor.


Poeta, Letrista e Compositor

Autor da Letra da Música"Flor sem tempo"

Não me perguntes se existo,
não te saberia responder.

Não te pergunto se existes,
não saberias responder.
...

As amálgamas de nós
que não nós,
são estrelas.

  
Toque de Midas

Numa coisa, pensando bem, tem a "frau" Merkel razão. Na verdade, um trabalhador português passa cerca de 1390 horas (como os alemães) a trabalhar para ganhar a sua vida, com a dificuldade que se conhece. As restantes mais de trezentas, até perfazer as 1719, passam-nas a trabalhar diretamente para os alemães e para os seus bancos.

Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Angela Merkel - Regressando à vida real...


Esta mulher é a melhor cara que a Alemanha consegue para se fazer representar. Ter como representante uma figura como Angela Merkel é só por si o retrato do estado a que aquele país chegou. A mulher (e o seu partido) andam de candeias às avessas com o eleitorado, deitando mão a tudo o que lhes possa dar algum “conforto”... nem que tenham que recorrer aos pepinos.
Atendendo ao tipo de eleitorado que a apoia, a direita mais reacionária e que, em boa parte, ainda vive as fantasias alucinadas e nazi-fascistas da “raça superior”, uma cartada que produz sempre algum efeito é o apelo ao mais rasteiro racismo e à xenofobia. Nesta aposta no “ódio aos estrangeiros”, já nem se contentam em odiar os imigrantes que por lá são obrigados a viver e trabalhar. Agora apontam o seu ódio aos estrangeiros, mesmo que eles estejam nos seus países... e sobretudo se forem “do sul”. Para aquele tipo de alemão, os países “do sul” são lugares que servem apenas para se apanhar algum sol durante as férias ou a reforma... e que deviam ser habitados apenas por gente que lhes confecionasse as refeições, fizesse as camas dos hotéis e lhes fosse levar bebidas frescas às esplanadas (e alguns miúdos aos quartos).
Daí esta necessidade doentia de marrarem nos trabalhadores dos países do sul. “São gente que trabalha pouco, são gente que tem feriados a mais, são gente que tem férias a mais, são gente que se reforma mais cedo.”
Já se tinha visto que tudo isso é mentira; fossem os feriados, fossem as férias, fosse a idade da reforma. Agora, para reforçar a ideia, chega mais um estudo que mostra a diferença (entre outras coisas) do volume de horas de trabalho anuais dos trabalhadores alemães e dos tais europeus “do sul”. Resultado: os alemães trabalham visivelmente menos que todos esses “mandriões”.
Os vários números são claros, mas deixo aqui apenas a diferença das horas de trabalho médio anual de um alemão, 1390 horas, e um trabalhador português, 1719 horas.
Numa coisa, pensando bem, tem a "frau" Merkel razão. Na verdade, um trabalhador português passa cerca de 1390 horas (como os alemães) a trabalhar para ganhar a sua vida, com a dificuldade que se conhece. As restantes mais de trezentas, até perfazer as 1719, passam-nas a trabalhar diretamente para os alemães e para os seus bancos.
E temos, desgraçadamente, governantes que gostam disso! Governantes que tudo fizeram para que assim seja, que tudo farão para que assim continue!

Luís Amado - Ainda o funeral vai no adro...

Segunda-feira, 6 de Junho de 2011

Luís Amado - Ainda o funeral vai no adro...


A presença de Luís Amado no PS tem tudo para parecer um erro de casting. Apesar da deriva de direita (mais uma) que o partido sofreu às mãos da camarilha (bela palavra!) de José Sócrates, Amado estaria muito mais bem integrado no “meio ambiente” se militasse no PSD, ou mesmo no CDS.
Mesmo assim, é extraordinária a forma como ainda há poucas horas participava na campanha do PS, tecendo elogios a Sócrates, para agora, quando o “cadáver político” do primeiro-ministro ainda em exercício nem sequer arrefeceu... já vir dizer que o país precisa é de «um choque liberal», em linha com o que se está fazer na Europa e pela mão de governos de direita. Estará realmente à espera de algum lugar... algures...?
Seja como for... é apenas mais uma pincelada na aguarela que retrata a estirpe de ratos que está a ser expulsa do poder para ser substituída por outra estirpe alegadamente “renovada”, numa espécie de interminável e “alternante” corrida... o que me lembra uma célebre frase de uma figura antiga de Hollywood: «O problema nas corridas de ratos é que o que chega em primeiro lugar... continua a ser rato!»

Passos Coelho, passadas que foram as festividades da sua entronização como futuro chefe de governo, acabaram-se os sorrisos e já entrou a matar

A FÓRMULA

José Sócrates saiu no meio de lágrimas e suspiros, porém, tal como nas guerras modernas, deixou o campo todo minado, para ir mutilando quem se afoite nas coutadas e bastiões que foi ocupando ao longo de seis anos. Para pressentirmos isso, basta acrescentar à “boyada” que deixou espalhada por todos os recantos e esconsos do aparelho de Estado, da administração pública, dos institutos, fundações e afins, um olhar sobre a composição do grupo parlamentar do PS, tudo gente escolhida a dedo pelo “chefe”, perante a abulia de um partido semi-narcotizado. Falta saber quem será o senhor que se segue, e qual o seu papel na fórmula que já se está a desenhar.
Passos Coelho, passadas que foram as festividades da sua entronização como futuro chefe de governo, acabaram-se os sorrisos e já entrou a matar. Com Cavaco Silva a dar-lhe gás, diz ele que vai formar governo com rapidez, e já prometeu que além de ir cumprir rigorosamente o que foi acordado com a missão do FMI-CE-BCE, irá “surpreender”, indo mais longe do que o imposto, com o objectivo de voltar a criar uma onda de confiança nos sempre queridos e omnipresentes mercados. Percebe-se pelo tom que que até nem é preciso rabiscar um programa de governo, pois o memorando da troika serve perfeitamente, acrescido das tais surpresas. Para já, a receita não parece divergir muito da que era seguida pelo PS, logo, prevê-se mais do mesmo, com a promessa de agravamento, e os respectivos custos a serem suportados pelas vítimas do costume.
A essência da pólvora 


Resultados eleitorais Freguesia de Santa Bárbara de Nexe

1. Dizem que a maioria é clara mas o número de deputados PSD+CDS está enviesado porque tendo bastante mais deputados do que os dos restantes partidos na realidade o número de votos dividiu-se quase em 50,4% para PSD+CDS e 49,6% para o resto. Portanto, a vitória tem algumas espinhas.

2. Dizem que os portugueses aprovaram a agenda liberal de Passos Coelho, no entanto, essa agenda não foi apresentada de forma clara aos portugueses. Passos Coelho fugiu quase sempre a entrar no detalhe das suas propostas, especialmente as que vão ser mais penosas.

3. Dizem que houve uma votação maciça PSD+PS+CDS como aprovação das medidas da troika FMI e Lda pelos portugueses mas se forem perguntar aos portugueses, incluindo os votantes PSD+PS+CDS, a larga maioria não conhece praticamente nada sobre essas medidas, nem votou aprovando ou desaprovando essas medidas mas sim a favor ou contra Sócrates.

4. Sobre os resultados da governação PSD+CDS+FMI falaremos depois, ou melhor, iremos falando nos próximos meses.

5. Sobre os resultados eleitorais convém não esquecer que cerca de metade dos portugueses nem se dão ao trabalho de votar. Estão contentes? Não confiam em nenhum partido? Não dão importância e é-lhes indiferente quem nos governa e o que fazem no governo, mesmo quando o que fazem é desastroso? Teremos um povo inculto que não sabe quais são as suas prioridades? As perguntas ficam no ar.´

6. Na Freguesia de Santa Bárbara de Nexe ganhou o PSD com 32.4%, seguido do PS com 23,8%, da CDU com 16,8%, do CDS com 10,8% e do BE com 6,6%.

7. Em relação às ultimas eleições sobem o PSD, a CDU e o CDS e descem o PS e o BE.

8. O PSD na nossa Freguesia ficou bastante abaixo do total nacional que foi de 38,6%.

9. Na nossa Freguesia o PSD+CDS não conseguiram a maioria ficando-se pelos 43,3%, contra os 56,7% dos restantes.

10. Destaca-se que, mesmo com o crescimento da direita, a CDU cresceu e continua a ganhar posições e o PSD está muito longe das votações de quase 50% da CDU para a Junta de Freguesia.

11. No Algarve, a CDU cresceu e elegeu o deputado Paulo Sá. Temos agora ao nosso alcance diário alguém que pode defender o Algarve sem estar não está preso às ordens de Lisboa e do FMI.
Minha terra meu mundo