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domingo, 29 de maio de 2011

allgarviados em Santa Bárbara de Nexe



OS ALLGRAVIADOS UMA BANDA COM GENTE DA MINHA TERRA ACTUANDO EM SANTA BÁRBARA DE NEXE ( A MINHA ALDEIA ) NO EVENTO NEXEMOSTRA QUE SE REALIZA ANUALMENTE EM SETEMBRO - ABANDA TEM PÁGINA NO FACEBOOK E SITE PARA CONTACTOS.

eleger deputados da CDU pelo Algarve é imperioso !

FALANDO BAIXINHO

Deixa que venham á janela da tua boca ...

HENRIQUE NETO UM HISTÓRICO DO PS ADMITE VOTAR NO PCP

Henrique Neto, desta vez não votará Ps e admite votar PCP... este homem que era convidado para os debates da SIC e para os comentários do poder, naturalmente tem de ser afastado para não espalhar esta perigosa declaração !

Como as sondagens indiciam, o aristocrata da política, Mendes Bota, poderá passar a ser a primeira voz do Algarve. A acontecer, acabará o limbo da segregação cavaquista que dirigiu o partido e o relegou para a menoridade das supostas capacidades



PSD regional: a fome de poder iludindo a verdade.

Como as sondagens indiciam, o aristocrata da política, Mendes Bota, poderá passar a ser a primeira voz do Algarve. A acontecer, acabará o limbo da segregação cavaquista que dirigiu o partido e o relegou para a menoridade das supostas capacidades…


Enquanto segundo e oposição passeou-se sobre os problemas, atacou e defendeu-se dos adversários, dividiu-se em propostas irrelevantes e retóricas de ocasião, queixou-se de promessas não cumpridas pelos outros, as mesmas que estiveram na agenda laranja.

Sem qualquer relevância nos seus mandatos regionais e deputado pela região, descontando a cobertura ao endividamento das Câmaras da cor e em nada diferente da linha do dito partido socialista, a matéria em destaque na sua postura é o seu posicionamento sobre as portagens.

Da transpiração de opositor de rua à aprovação “forçada” das portagens no parlamento, mediaram bons anos de emprego político. De oposicionista sem resultados para a população que o elegeu, uma das tábuas de salvação - a regionalização -, como primeiro subscritor do “Regiões Sim”, rapidamente passou estrategicamente à adaptação da nova vaga de poder no partido, em que este tema não era prioridade e poderia prejudicar a ânsia de ajudar o Algarve a ter uma voz ou até uma presença governativa, de preferência a dele.

Para salvar o essencial, a missão de serviço ao país pelo exercício do poder central, levou o futuro primeiro deputado a aceitar as cedências sobre duas matérias reivindicativas regionais – as portagens de larga contestação e a regionalização de que muitos desconfiam.

O PSD regional, eterno confidente do centralismo na história da democracia burguesa representativa (?!) manteve-se, com nuances, fiel aos interesses centrais do partido. A sucessão de líderes e o seu protagonismo condicionaram sempre os comportamentos regionais, incapazes de definirem um quadro de reivindicações próprias e alcançáveis. A Mendes Bota não faltaram oportunidades para protagonizar a revolta…, pondo os interesses dos algarvios acima de todos os outros. Fundamentalmente a questão das portagens, numa segunda fase do ciclo democrático e com as suas contradições em ascensão, é um tema de grande unidade transversal. Mendes Bota percebe-o mas não resistiu. Condenou-se e mostrou a face!

A sua eleição, na onda generalizada de protesto sobre as políticas de abandono do Algarve governadas pelo PS, o seu chefe Sócrates e quejandos regionais, garante-lhe um sucesso conjuntural e não alcançado! Mas não é de sucesso pessoal que os algarvios querem ouvir falar. Os problemas regionais estão ao rubro e exigem soluções, que a assinatura conjunta das exigências externas não contempla num futuro Governo

Mendes Bota, incorpore ou não um futuro Governo (cereja antiga no bolo do ego), sabe muito bem que os votos conseguidos são pedras de arremesso sobre as promessas de longo curso. O PSD não escapa ao crivo da sua gestão para interesses locais, goza da conjuntura e não da diferenciação… esperando voltar a ser a alternativa, conseguida de forma oportunista sobre o profundo descontentamento dos algarvios.

Sobre o seu substituto na direcção regional do partido, ainda não saiu (tantos são os problemas) do âmbito local… tirando a lealdade ao líder… e de novo os interesses de capela.

A felicidade do PSD e a pressa pelas capelinhas… ainda conta com uma grande falta de consciência política dos algarvios… e com custos agravados…

Luís Alexandre
A defesa da cidade

SÓCRATES, PORTAS, PASSOS COELHO

SÓCRATES, PORTAS, PASSOS COELHO
SÃO LACAIOS DOS MILHÕES
NÃO VALEM NEM UM " PANTELHO "
SÓ DEFENDEM OS PATRÕES

António Garrochinho

POEMA DA MENTE

POEMA DA MENTE

Há um primeiro-ministro que mente.
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente... mente.
E mente tão racionalmente,
Que acha que mentindo vida fora,
Nos vai enganar eternamente.
 Ana

Avalie - Estamos cercados de prestamistas, os maiores do quais, acaso, aqueles da troika, sem esquecer ou minimizar os compradores de oiro, de artigos em segunda mão, de recheios de casas, os quais não ocultam que “o negócio vai bem.” A velha fórmula de Rockefeler: “Quando há sangue nas ruas, compra”, parece dar amplo resultado.

Avalie
Portugal está deprimido, aflito, perplexo com o que lhe está a acontecer. Nada do que o prof. Medina Carreira não tivesse prevenido, com a veemência que lhe custou um rol de inimigos cheios de azebre. O costume, para quem recusa a obediência cega e não cala a voz da razão. Anteontem, na SIC, a excelente Clara de Sousa apresentou uma reportagem inquietante, que prova a dissolução dos laços sociais, pondo em causa a nossa própria identidade. Os portugueses estão a vender tudo o que lhes parece acessório e a desfazer-se não só de objectos que lhes são queridos como de utensílios absolutamente necessários. Afogados em dívidas, relegam o que lhes resta de privado e de pessoal para a esfera pública. Os exemplos fornecidos explicam-nos a dimensão da miséria em que subsistimos e a grandeza das dificuldades com que nos enredaram.
Estamos cercados de prestamistas, os maiores do quais, acaso, aqueles da troika, sem esquecer ou minimizar os compradores de oiro, de artigos em segunda mão, de recheios de casas, os quais não ocultam que “o negócio vai bem.” A velha fórmula de Rockefeler: “Quando há sangue nas ruas, compra”, parece dar amplo resultado.
Os piedosos discursos, cujo conteúdo se baseia na perda de referências, na ausência de valores, na desagregação de princípios, não constituem novos pressupostos de autoridade moral. Palavras, palavras. Os seus autores, na generalidade, são grandes responsáveis pela desumanização desta sociedade visível. Quem acredita, seriamente, nos dirigentes políticos?, os quais têm tripudiado não só sobre a natureza da sua função, como nos próprios rituais públicos.
Há dias, ante uma plateia de jovens, Eduardo Catroga, emocionado, incitou esta geração a enviar para tribunal, porventura para a cadeia, Sócrates e seus apaniguados. Só estes?, pergunta a minha malvada curiosidade. Não será verdade que o ex-ministro simboliza, ele também, um parágrafo da história?
As regras da arte almejavam uma sociedade que deveria basear-se em associações com características afectivas e solidárias. Nada disso. A ganância, a febre do lucro pelo lucro, o individualismo mais atroz criaram a sobranceria e o desprezo pelo humano. Onde se situa a fronteira da compaixão? As pessoas que querem permanecer elas próprias não têm espaço nem possibilidades. Esta exigência de compromisso perde-se com o desaparecimento do altruísmo de proximidade. Não nos cruzamos nas ruas, nos bairros, nas cidades. Trespassamo-nos, numa distância prática, física e mental que nos isola cada vez mais uns dos outros.
In Diário de Notícias online
04/05/2011
por BAPTISTA-BASTOS

DISCUTIR O ACESSÓRIO

A versão final do memorando da troika, conhecida sexta-feira, prevê uma redução de prazos para a definição e a aplicação de algumas das medidas mais polémicas, entre elas a taxa social única (a já famosa TSU). Esta taxa, o contributo das empresas para a Segurança Social, é vista como prioritária para fazer face aos nossos problemas financeiros, mas pode também comprometer o futuro equilíbrio do sector que suporta, entre outras coisas, as pensões e os subsídios de desemprego. Daí que para que as perdas sejam compensadas seja necessário aumentar impostos.
Na versão preliminar do memorando, o futuro governo tinha até Outubro, antes do Orçamento, para apresentar a sua proposta para a TSU. Agora, na versão final, o prazo é reduzido em dois meses e meio. Ou seja, ainda em Julho, quando seguramente estaremos a discutir coligações e a formação do novo executivo, a troika exige saber o que se fará nessa matéria.
Perante este cenário, seria normal que os partidos, sobretudo os que assinaram o acordo, esclarecessem sem margem para dúvidas quais as suas propostas. Mas como o tema "chamuscou" o início da campanha, continuamos sem saber como cada um pensa reduzir a TSU e, ao mesmo tempo, compensar os efeitos dessa redução. No PSD conhece-se a intenção de baixar quatro pontos já numa primeira legislatura (oito a mais longo prazo, segundo Eduardo Catroga), mas não se conhece como, nem em que prazos. No CDS ouviu-se Portas dizer que a redução só terá efeito se for feita de uma só vez, mas não se percebeu quando tenciona aplicar a medida sobre a qual levantou reservas. E no PS Sócrates disse apenas que o assunto estava a ser estudado.
Ou seja, os partidos preferiram, uma vez mais, trocar acusações sobre o desconhecimento das duas versões do memorando e apontar culpas, em vez de serem esclarecedores. Os portugueses vão votar sem conhecerem nenhuma das propostas sobre uma medida fundamental. Será seguramente por este tipo de indefinições que muitos continuam indecisos.
DN

PORTAS ! SINTO-ME Á ESQUERDA DO PSD !!!

"Em questões sociais, sinto-me à esquerda do PSD", disse Paulo Portas esta manhã, durante uma ação de campanha em Sátão, distrito de Viseu.


"Em geral, o nosso compromisso social é mais forte, mais vincado, é mais focado, mais permanente", explicou Portas, dizendo que entre o CDS e o PSD existem "duas maneiras de encarar a sociedade: eles porventura com excesso de liberalismo, nós com um compromisso social mais forte". Essa é a razão pela qual, segundo o líder centrista, há eleitores tradicionais do PS que, estando descontentes com Sócrates, vão escolher o CDS, pois têm "receio do excesso de liberalismo do PSD".
Portas falava na feira de artesanato de Sátão com Armando Cunha, presidente de junta no concelho, que já foi do PSD e atualmente é eleito pelo PS.
Nestas eleições, anunciou, vai votar no CDS e espera ver Passos e Portas coligados. "Eu gostaria de vos ver os dois lá, sei que os dois juntos fazem um bom governo". Pouco antes, outro homem tinha expressado o mesmo desejo, ao que Portas respondeu: "Vai ver! Vamos somar!"

A TSF tem um blogue, autores comunistas não há, é natural, aquilo é um deserto de valores !

29 de Maio de 2011

A TSF tem um blogue, autores comunistas não há, é natural, aquilo é um deserto de valores !



Pelo menos desde o ínicio da campanha eleitoral , a TSF tem um blogue chamado «Escrita Política» e os autores que lá escrevem seguramente por convite da TSF são os que se pode ver em cima.

Abreviando o que facilmente se topa à vista desarmada, temos de concluir que a TSF descobriu 11 magnificos  «autores» mas, azares da vida, não conseguiu encontrar um só comunista digno de ser convidado: nem blogger,nem jornalista, nem deputado, nem dirigente, nem intelectual.

É certo que basta olhar a lista de apoiantes da CDU para se perceber que assim não é mas aposto dobrado contra singelo prevaleceu a antiquíssima visão de que, para aqueles lados vermelhos, só há um aflitivo  e desconsolador deserto de valores.

Mas se aos responsáveis da TSF perguntarem o que acham do pluralismo, eles dirão sem pestanejar que não só a palavra é bonita como  o conceito é um dos pilares da democracia. Como se vê.

Marcos Valle & Milton Nascimento - Viola Enluarada




Domingo, 29 de Maio de 2011

Viola enluarada – Se for preciso...



Ouvi pela primeira vez esta canção no disco “Cri du Chili” da mítica editora “Chant du Monde”, a editora “diferente”, que me tinha dado, entre muitos,  discos de Luís Cília, Paco IbañesAtahualpa Iupanqui, o brasil até aí desconhecido para mim da Zélia Barbosa e o seu “Sertão e favelas” (saudades da “Chant du monde”!).
O disco “Cri du Chili” era (e é) do grupo chileno “Aparcoa”, um fantástico projeto de recuperação de música tradicional e de produção de canção de intervenção... que era “a menina dos olhos” do poeta Pablo Neruda. A sua versão em castelhano desta canção, que ficou com o nome de “Guitarra enlunarada”, era tão boa... que durante algum tempo pensei que fosse deles... apesar daquelas referências ao “samba” e à luta “capoeira”, que me intrigavam. Tanto intrigaram que, mesmo sem internet (estávamos em 1975 e o disco era de 73), acabei por “descobrir” que se tratava de uma versão da canção brasileira, “Viola enluarada”, dos irmãos Marcos Valle (música e voz) e Paulo Sérgio Valle (letra), gravada num LP de 1968.
Diz a “lenda” que os jovens irmãos Valle terão participado num concurso artístico, num programa de televisão, em que os concorrentes eram desafiados a “ir lá para dentro” e, num curto espaço de tempo, produzirem uma canção capaz de ser tocada e cantada em direto no programa. Saíram-se com esta verdadeira pérola que, para além de um belo acto cultural, foi também um acto de coragem, se pensarmos que nessa altura o Brasil vivia em pleno regime militar ditatorial (e sangrento), um período negro que ficou conhecido como “Os anos de chumbo” e que se estendeu bem para lá do nosso 25 de Abril de 74.
Como “extra”, a gravação tem a participação vocal (no final da canção) do então muito jovem Milton Nascimento.
Como disse, este disco foi gravado corria o ano de 1968. A ditadura brasileira estava para durar... e cá em Portugal, o fascista Salazar teve o seu mui feliz encontro com a famosa e abençoada cadeira...
Bom domingo!

Viola enluarada
(Paulo Sérgio Valle/Marcos Valle)

A mão que toca um violão

Se for preciso faz a Guerra
Mata o mundo, fere a terra

A voz que canta uma canção

Se for preciso canta um hino

Louva a morte


Viola em noite enluarada

No sertão é como espada

Esperança de vingança

O mesmo pé que dança um samba

se preciso vai à luta

Capoeira


Quem tem de noite a companheira

Sabe que a paz é passageira

Pra defendê-la se levanta

E grita: Eu vou!


Mão, violão, canção, espada
e viola enluarada

Pelo campo e cidade

Porta bandeira, capoeira

Desfilando vão cantando liberdade!

Quem tem de noite a companheira

Sabe que a paz é passageira

Pra defendê-la se levanta

E grita: Eu vou!


Porta bandeira, capoeira

Desfilando vão cantando liberdade, liberdade!

“Viola enluarada” – Marcos Valle e Milton Nascimento
(Paulo Sérgio Valle/Marcos Valle)
 
Samuel - Cantigueiro

democracia - Fui dar com a democracia embalsamada, como

Democracia

Fui dar com a democracia embalsamada, como
o cadáver do Lenine, a cheirar a formol e aguarrás,
numa cave da Europa. Despejavam-lhe por cima
unguentos e colónias, queimavam-lhe incenso
e haxixe, rezavam-lhe as obras completas do
Rousseau, do saint-just, do Vítor Hugo, e
o corpo não se mexia. Gritavam-lhe a liberdade,
a igualdade, a fraternidade, e a pobre morta
cheirava a cemitério, como se esperasse
autópsias que não vinham, relatórios, adêenes
que lhe dessem família e descendência.Esperei
que todos saíssem de ao pé dela, espreitei-lhe
o fundo de um olho, e vi que mexia.Peguei-lhe
na mão, pedi-lhe que acordasse, e vi-a tremer
os lábios, dizendo qualquer coisa. Um testamento?
a última verdade do mundo? «Que queres?»,
perguntei-lhe. E ela, quase viva: «Um cigarro!»

Nigel Farage-El proyecto fascista llamado Europa



UM DEPUTADO EUROPEU QUE CASCA NO BARROSO E NÃO SÓ !