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domingo, 22 de maio de 2011

S.O.S.Ria Formosa. Existe protecção da Ria Formosa? O excesso de burocracia, a falta de dragagens e a poluição são os problemas que mais se agravaram desde a criação do Parque Natural da Ria Formosa, em 1987, acusa Américo Custódio, presidente de uma associação local de viveiristas.

Domingo, 22 de Maio de 2011
S.O.S.Ria Formosa. Existe protecção da Ria Formosa?


Ria Formosa: Criação do Parque natural agravou problemas
22-05-2011

O excesso de burocracia, a falta de dragagens e a poluição são os problemas que mais se agravaram desde a criação do Parque Natural da Ria Formosa, em 1987, acusa Américo Custódio, presidente de uma associação local de viveiristas.
Os cortes orçamentais e a redução de funcionários também não trazem boas perspetivas para a conservação daquele sistema lagunar situado entre a Quinta do Lago e Cacela Velha, considera o dirigente da Vivmar.
"O parque não tem meios financeiros, técnicos e humanos para gerir grande parte dos assuntos que tem em mãos", refere Américo Custódio à Lusa, sublinhando que a estrutura é neste momento "uma casa desarrumada".
O parque - que abrange cinco concelhos e 60 quilómetros, ao longo dos quais se estende um cordão de ilhas e penínsulas arenosas -, foi criado há 23 anos, detendo anteriormente o estatuto de reserva natural, instituído em 1978.
É na Ria Formosa que nasce e se desenvolve boa parte do marisco e dos bivalves comercializados na região, sobretudo na área do Sotavento, entre ostras, amêijoas, berbigões e lingueirão.
Para o líder da Associação de Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa (Vivmar), a situação da ria "está pior" desde que o parque foi criado, havendo agora mais poluição e mortandade das espécies e maior degradação dos canais.
"A única coisa boa que aconteceu foi a proibição da caça dentro da ria", esclarece, antevendo que a redução dos orçamentos para as entidades públicas vai "dificultar ainda mais" a gestão da ria.
Em declarações à Lusa, Nélia Alfarrobinha, da Quercus/Algarve, reconhece que o núcleo da organização ambientalista a que pertence recebe "imensas queixas" da população, que por vezes se depara com "dejetos a boiar na ria".
"Há falta de meios financeiros para manter e continuar as ações iniciadas há alguns anos", refere a ambientalista, que lamenta que o parque esteja "numa situação crítica", pois assim também não consegue implementar ações.
Para Nélia Alfarrobinha, a melhoria na gestão da Ria Formosa poderia passar por uma reestruturação do plano de ordenamento do parque de forma a resolver os problemas que afetam sobretudo os viveiristas, que sobrevivem da ria.
Já Américo Custódio defende a extinção de alguns dos organismos que tutelam a ria, que são neste momento cerca de cinco, o que causa ainda maior desorganização.
"Não existe o cadastro dos viveiros existentes na ria, não se sabe ao certo quantos são nem quem são os proprietários", conclui.
A Lusa tentou obter uma reação da direção do Parque Natural da Ria Formosa mas tal não foi possível até ao momento.
Nota do Olhão Livre: Esta Noticia foi retirada do Observatório do Algarve.
Quem conta a verdade não merece castigo, mas quem oculta a verdade devia de responder,na justiça, por ocultar todos os crimes que se fazem contra a natureza e a Biodiversidade na Ria Formosa, e contra as cerca de 10 000 pessoas que dependem da Ria directa ou indirectamente.
O Olhão Livre tem denunciado uma série de crimes, que se passam na Ria Formosa desde a poluição que cada vez é maior, a introdução de espécies exóticas, que são altamente invasoras, como a amêijoa Japónica e a ostra Crassostrea Gigas( importadas de Espanha e França), a falta de dragagens pontuais e não de 10 em 10 anos como se tem tornado habito fazer, a aprovação de projectos urbanísticos , a grupos poderosos ou a amigos do regime,em terrenos do Domínio Público Maritimo. Mais s grave ainda é que Polis Ria Formosa que devia ser um programa de renaturalização da Ria Formosa tenha estado a servir para crimes ambientais, que nos últimos anos a ARH através do programa Polis Ria Formosa,e usando dinheiros públicos tem levado a cabo, sem estudos nenhuns, e outros encomendados a pedido e fora de horas. Dentro dessas obras criminosas, estão: 1º Fecho da Barra da Fuzeta, que a natureza abriu, e que o Polis fechou contrariando assim o ciclo natural das Barras na Ria Formosa, recorrendo a um desmesurado numero de máquinas pesadas, usados nas dragagens no leito da Ria e no transporte de areias de um lado para o outro usando veículos pesados , que destruíram tudo à sua passagem no frágil cordão dunar na Ilha da Armona em frente à Fuzeta.
2º destruição de grande parte da Península de Cacela com a abertura de uma nova Barra no frágil cordão dunar da Ria Formosa, abertura essa, feita a pedido e sem estudos nenhuns, levando à destruição da biodiversidade daquela sensível zona protegida, devido ao assoreamento provocado, pela abertura dessa nova Barra.
3ºAbertura de uma nova Barra da Fuzeta, foi feito o mesmo tipo de destruição, do cordão dunar agravado pelo aumento do Nº de máquinas,que deixaram aquele local do cordão dunar, sem manto vegetal, sendo a obra de uma ineficácia total pois passados 2 dias da inauguração o IPTM deu a Barra como impraticável à navegação,deixando assim 62 embarcações,registadas na Fuzeta, sem segurança para exercerem o seu modo de vida.
4º Fecho da antiga barra da Fuzeta que fecharia naturalmente se não tivessem fechado a barra aberta pela natureza, Mais maquinaria em cima do cordão dunar e mais dragagens sem estudos levando à destruição,de milhares de m2 das tão agora propaladas, pradarias marinhas.
A todas essas obras, crimes ambientais, e urbanísticos, que contrariam o plano de ordenamento do PNRF, o director do PNRF, assiste impávido e sereno, será que não tem conhecimento desses crimes? Ou está lá precisamente para estar calado, e esperar pelo fim do mês, para que o ordenado lhe caia da conta.
A seguir por este caminho, quantos anos vai resistir a frágil Biodiversidade da Ria Formosa, e que futuro reserva às 10 000 pessoas que dependem dela, neste momento já a lutar pela sobrevivência?

Olhão Livre

NÃO VAI DESMENTIR POIS NÃO SRº SÓCRATES ! -

Domingo, 22 de Maio de 2011


Não vai desmentir, certo Sr. Sócrates?

OU SERÁ UMA TAMBÉM MALDICÊNCIA ESTAR A DIVULGAR ???

Realmente estamos a precisar de «Políticos a recibo verde» como mostra a imagem.


Jorge Sampaio e Filhotes...

Soube-se a dia 27 de Agosto, pelo Público, que a jovem e distinta advogada Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 valores) com uma carreira de 'dezenas de anos e larga experiência' foi contratada como assessora pelo membro do Governo, Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência...
Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada…
O facto de ser filha do Senhor Ex-Presidente da República das Bananas que também dá pelo nome de Portugal, não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades. Nada! Juro pela saúde do Sr. Engenheiro Sócrates.
Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen...
Já agora, como se devem recordar, ainda relativamente a esta família, soube-se há tempos que o filhote, depois de se ter formado, foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira em “part-time” para o desgoverno, onde certamente porá também toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
O papá para não fugir à regra, depois de escavacar uns bons centos de milhares de euros nossos na remodelação do um palacete ali para os lados da Ajuda, onde instalará um gabinete, vai ser transportado pelo nosso carro, com o nosso motorista e onde certamente, para não fugir ao lema familiar, porá, de novo, toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Foi nomeado Administrador da Gulbenkian...
Tudo isto, por mero acaso, se passa num sítio mal frequentado que se chama PORTUGAL , onde um milhão e duzentas mil pessoas vivem com uma reforma abaixo dos 375 Euros por mês.

Parece mentira, não parece ?

ESTE É MAIS UM CASO, ENTRE MUITOS, REVELADOS E DIVULGADOS ATRAVÉS DA INTERNET, PORQUE AS TELEVISÕES DESTE PAÍS, ESTÃO BEM CONTROLADAS POR FORÇAS OCULTAS...


ESTÃO A VER COMO HÁ MAIS VIDA(s) PARA ALÉM DO DEFICIT...
E... QUE RICA(s) VIDA(s).


PENA QUE SÓ SEJA PARA ALGUNS e O ZÉ-POVO A PAGAR ;(

Tenham vergonha !!! 
Temos muita fome no nosso País ! 

O SENTIDO DA VIDA

Domingo, 22 de Maio de 2011


O SENTIDO DA VIDA

A gravidade da pergunta se revela na gravidade da resposta. Porque não é raro vermos pessoas mergulhadas nos abismos da loucura, ou optarem voluntariamente pelo abismo do suicídio por terem obtido uma resposta negativa. Outras pessoas, como observou Camus, se deixam matar por idéias ou ilusões que lhes dão razões para viver: boas razões para viver são também boas razões para morrer. 

Mas o que é isto, o sentido da vida? 

O sentido da vida é algo que se experimenta emocionalmente, sem que se saiba explicar ou justificar. Não é algo que se construa, mas algo que nos ocorre de forma inesperada e não-preparada, como uma brisa suave que nos atinge, sem que saibamos donde vem nem para onde vai, e que experimentamos como uma intensificação da vontade de viver a ponto de nos dar coragem para morrer, se necessário for, por aquelas coisas que dão à vida o seu sentido. É uma transformação de nossa visão do mundo, na qual as coisas se integram como em uma melodia, o que nos faz sentir reconciliados com o universo ao nosso redor, possuídos de um sentimento oceânico - na poética expressão de Romain Rolland - sensação inefável de eternidade e infinitude, de comunhão com algo que nos transcende, envolve e embala, como se fosse um útero materno de dimensões cósmicas. 

“Ver um mundo em um grão de areia 
e um céu numa flor silvestre, 
segurar o infinito na palma da mão 
e a eternidade em uma hora” 
(Blake) 

Rubem Alves, em "Transparências da eternidade" 
Abrigo dos sábios

Deus Nu AlenTejo


(...) O Astro intenso, Sol [hoje] nos invade nas janelas. Batendo asas no ar que aperto, no silêncio aplainado do Deus, cor, paixão, na minha mão cega, Libélula.
Veemente debruçada, a ilusão neste quartzo, a energia num tudo, absorvida nas ondas vermelhas, que cantam a minha alegria. Espantado. Espalhada.
Escrevo a solidão de um obsessivo Alentejo brutalmente delicado e apaixonante, onde o Astro Sol caça deitado a matéria bruta da Mãe natureza. Terra vida. Do silêncio alimenta-se.[Alimenta-me]
Do incêndio, nas noites que corta, às portas nebulosas da Alentejana lavrando poemas. A Poetisa que te escreve, numa veia adentro, uma nua Àrvore. Sombreira e plana, tão baixa como tu, que se afunda entre o sal agudo do ar imenso da planicie...
É aí que te [me] penso, com o meu olhar de Deusa, é aqui [ali] que pertenço, com peso do desordenado do meu hemisférico coração.Que despedaço nas frases. Nos lábios meus, anónimos que amam esta terra, voraz em jubilação.
Alentejo, u Mundo, no perfume que sorvo ao sangue. Transfusão das nuas miragens, límpido como um violino em que alguém desatou o som, a paixão, o fôlego, o vento. O fogo que tudo ilumina e trona translúcido. Que arranca aos sobreiro, límbos. Às porcelanans Oliveiras. Às Mãos Deusas que trabalham e choram o marmore. Esculpindo riquezas de uma memória silvestre. Paralela. Deusa. Deus. E Astro!...
Resplandecida, por tudo o que foi trazido em súbito pela alma, acordo para u abismo, entrando na razão initerrupta, nas imegens que se desnudam, no segredo externo das minhas palavras (...)

Domingo, 22 de Maio de 2011

Festival Cantar Abril – Miguel Calhaz


O meu contrato com a Câmara de Almada é simples. De dois em dois anos a autarquia organiza o “Festival Cantar Abril”, para premiar a melhor recriação  de uma das canções já conhecidas da resistência e do pós 25 de Abril, para promover a criação de canções originais que, de alguma forma, prolonguem essa maneira de estar na música e na vida. Em contrapartida, eu e os demais membros do júri (Amélia Muge, João Afonso, André Santos e António David) fazemos o melhor para que sejam premiadas exatamente a melhor recriação (Prémio Adriano Correia de Oliveira), a melhor canção original (Prémio José Afonso) e a melhor letra (Prémio Ary dos Santos).
Este ano, porém, alguém na organização resolveu “extrapolar” e, horas antes da final, fui avisado de que iria receber o “Prémio Carlos Paredes”, um prémio de carreira. Alguém devia ter informado os responsáveis da Câmara de que estes prémios são dados, normalmente, a pessoas que, a serem “cantautores” como eu, têm muitos discos no mercado, vão muito à televisão, dão muitas entrevistas, passam muito na rádio, são muito fotografadas em festas... mas, pelos vistos, os critérios devem ter sido outros. 
Ao “prémio carreira” não corresponde nenhuma quantia em dinheiro. Apenas o “embaraço” de, já estando no palco como membro do júri e na presença dos “julgados”, ter que ir à frente receber o prémio e “discursar” um agradecimento... o que fiz, durante cerca de vinte segundos. Obrigado! Soube muito, muito bem!
A carga de nervoso miudinho foi largamente compensada por ter contribuído para a vitória desta cantiga que hoje vos proponho. Chama-se “Estas palavras” e foi inventada pelo intérprete, o jovem Miguel Calhaz, vindo da Sertã, trazendo na bagagem muito talento, um contrabaixo e o seu amigo e conterrâneo Marco Figueiredo, para o acompanhar (muito bem!) ao piano.
Segundo uma sua curta nota biográfica, Miguel Calhaz é um músico freelancer, cantautor e contrabaixista. Mantém projectos musicais nas áreas do Jazz, da WorldMusic e da Música Portuguesa. É licenciado em Educação Musical e Professor das Unidades Curriculares de Seminário e Projeto, e Ateliê de Coro e Música de Conjunto, do Curso de Professores de Educação Musical do Instituto Piaget (Viseu). Estudou no curso de Contrabaixo/Jazz da Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto.
Resumindo: Fiquei (ficamos todos) muito feliz por mais uma vez nos ter aparecido ali um destes artistas que o “país oficial” quase faz gala em não conhecer. Mais uma vez fiquei muito feliz por ter assistido a um espetáculo em que outros dos concorrentes, com igual justiça, poderiam ter ganho os prémios a concurso. Em 2013 haverá mais.
Bom domingo!
“Estas palavras” – Miguel Calhaz
(Miguel Calhaz)


ARQUIVADOS PROCESSOS CONTRA PROCURADORES DO CASO FREEPORT E SUBMARINOS

 
A decisão foi tomada hoje e terá de ser interpretada como uma derrota em toda a linha para o PGR, Pinto Monteiro: O Conselho Superior do Ministério Público arquivou todos os processos desciplinares contra a diretora do DCIAP, Cândida Almeida; os procuradores do caso Freeport e as duas procuradoras que tinham em mãos a investigação da compra dos submarinos.
Os processos disciplinares foram decididos por Pinto Monteiro. Cândida Almeida esteve sob alçada disciplinar porque teve conhecimento da relação amorosa entre a a procuradora Carla Dias, do caso dos submarinos, com um perito do processo e nada fez. Tal como Auristela Pereira, superiora hierarquica de Carla Dias.
Cândida, uma histórica do MP, também teve que responder disciplinarmente porque autorizou os dois procuradores do processo Freeport, Vitor Magalhães e Paes de Faria, a colocarem no despacho de acusação as perguntas que queriam fazer ao primeiro ministro, José Sócrates.
O inspetor deste caso tinha sigerido uma advertência para Cândida Almeida e quatro meses de suepensão para os dois procuradores.
Castro Caldas, relator do processo disciplinar contra Paes de Faria e Vitor Magalhães, votou contra o arquivamento e, por isso, o acórdão final vai ser feito pelo diretor do DIAP de Évora, Bilro Verão.
O procurador Carlos Monteiro, que tinha apresentado uma queixa-crime contra o procurador geral, foi suspenso por quatro meses.

 


PS paga apoio com refeições

Seguem José Sócrates para todo o lado, de norte a sul do País, em autocarros pagos pelo PS. Depois são usados para compor os comícios, agitar bandeiras, e puxar pelo partido, apesar de muitos deles não perceberem uma palavra de português e não poderem votar. Em troca têm refeições gratuítas.
Trata-se de imigrantes provenientes da Índia e Paquistão, trabalhadores nas lojas do Martim Moniz, Lisboa, e na construção civil. Estiveram com José Sócrates em Beja, Coimbra e no comício de ontem em Évora, onde deram nas vistas ao exibir os seus turbantes. Até à porta da RTP, no dia do debate com Passos Coelho, realizado na sexta-feira, estiveram de bandeiras em punho.
Além do transporte, conforme o CM verificou, o PS disponibiliza refeições e lanches. Deixaram os seus trabalhos para apoiar Sócrates, mas disseram ao CM que não são pagos por isso. "Não são pagos" garantiu também ontem fonte do PS, justificando que a presença dos imigrantes está inserida "na estrutura voluntária da campanha".
Singh Gurmukh, indiano e trabalhador na construção civil, é acompanhado por quatro dezenas de imigrantes asiáticos em Évora. Diz que segue Sócrates de "graça" como reconhecimento pelo apoio à sua comunidade. "Só pagam o autocarro e a comida", disse num português pouco perceptível. A par desta comunidade, o comício contou ainda com mais de uma centena de africanos, que viajaram em dois autocarros da zona do Cacém, Sintra. "Chegámos esta tarde. Apoio Sócrates ", disse Sandim Cassama, da Guiné-Bissau, e residente em Portugal há 20 anos.
MASCARADO DÁ TRABALHO A SEGURANÇAS
Junto ao recinto preparado para o discurso de Sócrates deu nas vistas um homem mascarado de Darth Vader (personagem do filme ‘Guerra das Estrelas’) vestido de fraque. A sua presença foi seguida de perto pela segurança privada do líder do PS. Até porque, na quarta-feira, em Vila Franca de Xira , originou distúrbios e confusão.
PALCO DO COMÍCIO CRITICADO NAS REDES SOCIAIS
A praça do Giraldo foi ontem ocupada por um megapalco e bancadas para o comício de Sócrates. A população local manifestou desagrado, mas foi na página do Face book do grupo Sentir Évora que se registaram mais críticas. Quem comentou classificou de "chocante" os gastos com a campanha em tempos de crise.


 

JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS A MÁRIO CESARINY

A Mário Cesariny
Por quê Mário?
Por quê Cesariny?
Por quê  ó meu Deus de Vasconcelos?
Não sabes que um polícia de costumes é o agente interino
da moral dos vitelos?
k
Alarga Mário a larga pássara do canto
e verás que à ilharga da imagem
o deus da vadiagem
fará de ti um santo.
k
Meu santo minha santa
Filomena tirada dos altares
quando a alma dos outros é pequena
melhor é ir a ares.
k
Areja Mário a pluma que sobeja
ao teu surrealismo
antes o ar de Londres que o de Beja
antes a bruma do que o sinapismo
k
Fornica meu poeta
sem a arnica
dos padrecas da terra.
Antes em Telavive que o tal estar
aqui
de cu pró ar
a ver quem nos enterra.
k
A fundo Mário se quiseres
baratinar os chuis.
Nem vinho já sabemos nem mulheres
mas os colhões de teres
os três olhos azuis.
l
José Carlos Ary dos Santos (1937-1984)

LICENÇA PARA MATAR - OS EXÉRCITOS MERCENÁRIOS

Licença para matar - OS exércitos mercenários,clip e imagens.


Licença para matar


17.Mai.11 ::
Os exércitos de mercenários desempenham um papel crescente na estratégia do imperialismo. O que há de novo não é esta actividade, que tem tradição milenar. É a privatização das funções de repressão anteriormente detidas pelos Estados, as mãos livres para acções criminosas pelas quais deixa de ser assumida responsabilidade moral e política directa. A proliferação de multinacionais da morte verificada na última década representa um negócio de milhões à custa da repressão dos povos, da guerra e da violência armada.


São eles que sujam as mãos. Fazem o que as forças armadas nem sempre podem fazer. Têm carta branca para assassinar e torturar indiscriminadamente. A maioria é composta por ex-militares e polícias. Mas também há traficantes e fanáticos de extrema-direita. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.
Quando rebentou a guerra na Líbia, os jornais inventaram todo o tipo de mentiras. Entre elas, havia uma que está no bolso de qualquer editor para qualquer eventualidade. Dizia-se que guerrilheiras das FARC estavam em Tripoli para defender Kadhafi. Apesar de se terem ‘enganado’ na organização, acertaram no país.
Efectivamente, há colombianos na Líbia. Ao lado da Al-Qaeda, integrados nas empresas privadas de segurança, combatem muitas nacionalidades contra o regime de Kadhafi. Assim como no Iraque e no Afeganistão, milhares recebem dinheiro para combater a soldo do imperialismo. Os Emiratos Árabes Unidos, por exemplo, pagaram 419 milhões de euros ao fundador da Blackwater Worldwide para construir um exército mercenário.
Erik Prince, que havia vendido aquela empresa, em 2010, e fundado a Reflex Responses, ficou, desta forma, responsável, por “operações especiais dentro e fora do país, defender oleodutos petrolíferos e arranha-céus de ataques terroristas e travar revoltas internas – eventuais protestos da vasta população de trabalhadores imigrantes ou manifestações pró-democracia semelhantes às que estão a varrer vários países árabes”.
Por sua vez, no Panamá, o presidente Martinelli anunciou no início de 2010 a contratação de uma empresa israelita para garantir a sua segurança e para treinar o Serviço de Protecção Institucional. Naquela zona, são mais do que muitas as suspeitas de ligações do governo panamenho a organismos tenebrosos como a CIA e a Mossad.
E, no Iraque, entre as principais funções, estão a segurança pessoal de políticos nacionais e norte-americanos, homens de negócio, empresários e asseguram instalações petrolíferas e militares. Estas são as razões oficiais pelas quais estão ali. Contudo, também lhes estão reservados papéis como o da construção de bases, intendência, interrogatórios e o combate.
Ao longo dos últimos anos têm sido acusados de participar em operações secretas dos serviços de inteligência norte-americanos e noutro tipo de trabalhos sujos que envolvem a promoção do terror, do medo, o conflito religioso e a organização de esquadrões da morte para espalhar o caos.
De onde vêm os mercenários?
Entre os principais filões de companhias como a Blackwater encontram-se países como a Colômbia, África do Sul e Inglaterra. Muitos são ex-paramilitares colombianos de organizações extintas de extrema-direita. Da África do Sul, chegam os derrotados do apartheid. E de Inglaterra todos os que que ganharam experiência na luta contra o IRA. Em geral, são experimentados no terror contra a resistência dos povos. É o que se pede no curriculum de um mercenário.
Por exemplo, dos mercenários chilenos que combatem a soldo no Iraque, muitos serviram às ordens de Pinochet. Foram recrutados através de um anúncio no jornal El Mercurio no qual se convidava ex-militares, de preferência com experiência na instrução de comandos e domínio do inglês, a prestar serviços de segurança no estrangeiro ao preço de 18 mil dólares por seis meses de trabalho.
À medida que se vão sabendo os nomes dos que morrem e são feridos também se descobre que tipo de gente predomina neste negócio. Em Janeiro de 2004, morria François Strydon, um antigo membro do grupo contra-guerrilha Koevoet que fez numerosos assassinatos na Namíbia nos anos 80. Um dos mercenários feridos foi Deon Gouws, antigo membro da polícia secreta sul-africana, que havia confessado atentados contra opositores ao apartheid. Outro que foi desmascarado pelo The Guardian havia estado preso quatro anos pelo trabalho sujo realizado na Irlanda do Norte. Um mês depois de sair da prisão, Derek William Adgey foi contratado pela Armor Group e partiu para o Iraque.
Em 2005, o Jornal de Notícias divulgava que a Blackwater estava a estabelecer contactos em Portugal para contratar uma centena de pessoas. O alvo preferencial seriam antigos militares e polícias, da PSP ou da GNR, que tivessem passado por unidades de elite e participado em acções internacionais ou que detivessem especialização em áreas mais técnicas. Seriam necessários operadores de rádio, condutores e tratadores de cães para patrulha ou detecção de explosivos.
No Iraque, os mercenários são mais de 100 mil. Muitos vêm de países pobres da América Latina. A perspectiva de puderem ganhar num dia aquilo que ganhariam num mês fa-los não pensar duas vezes. Peruanos, chilenos, hondurenhos, equatorianos. Mas também norte-americanos, russos, filipinos, turcos, nepaleses, indianos e ucranianos. Todos especializados na arte de espalhar o medo e de esmagar a revolta.
Quando a guerra e a violência é um negócio
Sempre houve gente disposta a matar por dinheiro. Os mercenários existem desde sempre e também não é de agora a externalização de certas funções inerentes à guerra, como a logística. O que há de novo é a atribuição pelos Estados de funções inerentes à garantia da soberania nacional a empresas privadas. Na última década, verificou-se a proliferação de multinacionais da morte. São fortalezas militares e de segurança privada que lucram com a guerra e a violência.
A contratação da empresa Reflex Responses por parte dos Emiratos Árabes Unidos é um negócio vantajoso. A companhia norte-americana enche os cofres de dinheiro e o Estado árabe garante a manutenção do poder político e económico face à ameaça de uma revolta. Mas também é um bom negócio para os Estados Unidos e União Europeia que não só não têm condições políticas e militares para combater em mais frentes como lhes é vantajoso que não sejam os seus a sujar as mãos.
Desde que começou a ocupação do Iraque, as companhias de produção de armamento tiveram lucros extraordinários. Mas as empresas de segurança privada nunca receberam tanto dinheiro. Em 2005, o Washington Post revelava que 50 por cento do orçamento da CIA tinha sido para o pagamento a estas empresas. Este negócio gerava, na altura, cerca de 100.000 milhões de dólares de lucro. Um valor que se previa ir duplicar em 2010.

fevereiro de 2011

Blackwater (Xe) - O Maior exército mercenário do mundo

Antes de tudo: ninguém aqui está glorificando mercenários, isto é apenas um tópico informativo e interressante!



A Xe, antigamente conhecida como Blackwater, é atualmente o maior exército mercenário do mundo, com diversos contratos com o governo do EUA, atuaram muito no Iraque, causando muitas mortes de civis, pois graças a uma jogada politica, eles são imunes à Justiça iraquiana e não estão sujeitos à disciplina das forças regulares americanas.


A blackwater sempre esteve envolvida em escândalos, um dos maiores deles envolveu o dono da empresa, onde foi acusado de matar 17 concorrentes de outras empresas do tipo. O cara é do mal mesmo.

Estima-se que a empresa já faturou mais de 1 bilhão em contratos, os mercenários ganham salários bastante generosos, nem se compara com as Forças Armadas.
A Blackwater foi criada na Carolina do Norte em 1996. Nas redondezas há um pântano de águas negras, por isso o nome: Blackwater.

A empresa possui mais de 2,3 mil seguranças particulares operando em nove países, inclusive dentro dos EUA. Possuem um banco com mais de 21 mil ex-agentes e soldados de Forças Especiais e policiais aposentados, que pode convocar a qualquer momento. A companhia possui uma frota particular de mais de vinte aeronaves (incluindo “Super Tucanos”, helicópteros de combate e zepelins e aviões não-tripulados de reconhecimento). O quartel general possui 28 quilômetros quadrados em Moycock, na Carolina do Norte.



É a maior instalação militar privada do mundo! Além disso, é a mais moderna, realiza o treinamento de agentes da lei locais ou federais (FBI, por exemplo), bem como, soldados de países “amigos”.

A Blackwater está construindo outros campos pelos EUA e um de treinamento na selva filipina. Os agentes da companhia são do mundo todo (Filipinas, Chile, Nepal, Colômbia, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá e Peru), mas de países com longa ficha de ditaduras e desrespeito aos direitos humanos. Na seleção da Blackwater, os inscritos indicam sua experiência com o fuzil AK-47, Glock 19, M-16, carabinas M-4, metralhadoras, morteiros, foguetes e granadas, assim como se já pertenceram ou atuaram como franco atiradores, pilotos, peritos em explosivos e experiência em unidades de assalto.

O dono da companhia é Erik Prince, um bilionário, com grandes doações para candidatos republicanos. Erik, embora rico, fez parte do SEAL Team 8, da Marinha.

Permaneceu por 4 anos na elite das forças armadas americanas e se associou a Al Clark para fundar a empresa. Al Clark foi durante onze anos um dos principais instrutores de tiro da elite da unidade (SEAL), ou seja, instruía a elite de atiradores da unidade de elite de todas as forças armadas da maior potência militar do planeta. O conceito da empresa nasceu para superar os campos de treinamento da elite das forças americanas.

Os dois queriam um campo de treinamento superior a tudo que existia até então. Conseguiram, hoje a Blackwater possui um centro de referencia mundial no treinamento de agentes. Inclusive, a empresa exporta tecnologia de treinamento, como alvos móveis e cenários “reais” de conflitos.

A companhia produz carros blindados e aviões espiões (chamado Polars) para o governo dos EUA, em suma, é uma empresa de porte transnacional.



Blackwater em ação:

Bruno Carvalho