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sábado, 21 de maio de 2011

O mundo não acabou

Sábado


O mundo não acabou

Afinal o mundo (ainda) não acabou
De acordo com um movimento cristão norte-americano, o Family Radio, o mundo vai acabar hoje. Mas não desespere, porque eles já se enganaram em 1994...
Se está a ler este artigo, é bom sinal: quer dizer que o mundo (ainda) não acabou. Um movimento cristão norte-americano, chamado Family Radio , defende que o mundo vai acabar hoje, com a segunda chegada de Jesus Cristo à terra.
Milhões de dólares em donativos 
O Family Radio colocou milhares de cartazes em vários estados dos EUA nos últimos meses e criou o pânico em alguns sítios, de acordo com a AP. Contudo, nas redes sociais, o tom geral era de gozo perante a profecia de Harold Camping.
Mesmo assim, o número de crentes parece ser elevado, dado que o movimento recebeu vários milhões de dólares em donativos, nos últimos meses. De acordo com a AP, o Family Radio - que, para além de um site , possui televisões e estações de rádio - recebeu 18.3 milhões de dólares em donativos em 2009.

FADO PARA COMBATER A CRISE - SILÊNCIO ! QUE SE VÃO CANTAR OS PROBLEMAS DA EMPRESA - PODEM COMENTAR !

Se o fado é a música que canta o destino dos portugueses, a crise parece ser o nosso fado. Nada melhor que colocar o fado a resolver a crise. Perceberam? Vamos explicar, a crise, de que toda a gente fala, baixa o moral de qualquer equipa de trabalho. As pessoas tendem a ficar menos tolerantes e o ambiente mais tenso. Isabel Salema, consultora de gestão, sabe isso, e pensou em soluções de "liderança em tempos de crise". O mais curioso foi tê-las encontrado no fado.

"Tem a ver também com a candidatura do fado a Património Mundial da Humanidade" diz, enquanto nos explica os dois projectos que envolvem patrões, empregados e a música mais portuguêsa: "Be the voice" e "Fado com todos".

Nenhum destes projectos tem mais de seis meses. O primeiro é um plano ambicioso - criar fado na empresa. No dia do workshop, os funcionários são divididos em pequenos grupos, cada um com o objectivo de escrever uma quadra sobre o que o atormenta no trabalho.

A regra dita que as chefias componham um refrão de resposta, normalmente centrado na principal reclamação do grupo. O método, pouco ortodoxo, tem sido um sucesso. "Finalmente as pessoas desabafam. Sem ofender nem magoar", descreve Isabel Salema. O grau de liberdade dado para a letra da canção está directamente relacionado com a cultura da organização da empresa, mas há bastantes exemplos em que são referidos problemas específicos e concretos, sem papas na língua", conta. "Como os colaboradores queixarem-se que não se sentem à vontade quando levam um grito à frente de clientes."

Entre os grupos que já passaram por esta experiência estão a Caixa Geral de Depósitos, a Novartis e a Santa Casa da Misericórdia. O principal desafio é saber se o bom ambiente não começa e acaba no dia do workshop. "Não", garante a consultora, que acompanha de perto estes grupos de trabalho há vários anos. "A comunicação entre o pessoal da empresa altera-se radicalmente depois deste trabalho em grupo. Na generalidade, acaba-se com o ambiente de burburinho irritante e aumenta-se a fluidez da comunicação nas empresas."

No final todos saem a ganhar, voltando as empresas a repetir a iniciativa passado um tempo.

Nada disto ficaria completo sem a participação do fadista Salvador Taborda, que assegura a consistência musical de quem quer escrever e cantar. É ele também que ajuda Isabel Salema no outro workshop de motivação para o trabalho, o "Fado com todos". Desta feita, sem a parte engenhosa da criação de letras. "É quase um karaoke ao vivo", descreve a consultora. "Neste caso o objectivo é outro: desenvolver competências. Combate-se o medo à exposição pública e fala--se de técnicas de palco." No final, a sensação deve ser a de que as capacidades não se esgotam na carreira. Privilegia-se mais uma vez as relações do grupo de trabalho, que no final saem fortalecidas por esta partilha. O que todas as pessoas querem é cantar", conclui a consultora.

Sábado, Maio 21, 2011


As Palavras, os Actos, a Honestidade e a Autoridade Moral

José Sócrates irritou-se esta manhã (19-Maio-2011) com um empresário durante uma conferência organizada pelo «Diário Económico». Depois da intervenção do primeiro-ministro demissionário e líder do PS, chegou a fase das perguntas.

«Fez um discurso muitíssimo bem conseguido, é profundo conhecedor dos problemas, mas eu tenho um problema essencial consigo, os seus actos não reflectem as suas palavras», afirmou um empresário, aplaudido de imediato pela plateia. A justificação para este «problema» surgiu depois. O empresário afirmou que «nos últimos seis anos o país perdeu sistematicamente competitividade» e perguntou a Sócrates «o que vai mudar para fortalecer a competitividade» caso seja reeleito.

«Não gostei do que disse», começou por responder Sócrates. «E não gostei por uma razão muito simples: Eu faço o meu melhor para que as minhas palavras correspondam exactamente aos meus actos. Desculpe, eu não lhe reconheço nenhuma autoridade moral para dizer que as suas palavras correspondem melhor aos seus actos do que as minhas», respondeu, visivelmente irritado.

«Os políticos podem sempre ter objectivos que não são cumpridos, mas o que me espanta é que o senhor não seja capaz de reconhecer, com honestidade, que entre 2005 e 2007, antes da crise que todo o mundo viveu, que a nossa economia estava a crescer. 2007 foi o ano em que a economia mais cresceu durante esta década», afirmou ainda José Sócrates.

«Considero injusto que considere que o meu governo também é responsável pela crise internacional. Fez o que fizeram os outros Governos», disse ainda.

Transcrição do site do canal de televisão por cabo TVI24
Moral da História: O Mundo, e Portugal muito em especial, estão pejados de impostores, que se consideram, campeões da verdade, honestidade e moralidade. Em contrapartida, há um défice de pessoas que não tenham receio de os colocar no seu devido lugar.

Sábado, 21 de Maio de 2011

A Belíssima e Brava Militante

A BELÍSSIMA pianista e também ministra da cultura, Gabriela Canavilhas, mesmo em mera gestão corrente dos assuntos que lhe dizem respeito, fez publicar, pianíssimamente, num blog alojado e coordenado pelo Ministério da Cultura, excertos do programa eleitoral do PS. Diz ela que não retira o "objecto" porque não vê nenhum mal nisso, além de que o ministério, não é "apartidário" nem "independente" na visão e concepção ideológica da sua estratégia política. Coitada! Face a esta burlesca argumentação, gostava de saber o que é que a Comissão Nacional de Eleições pensa disto, pois os ministérios não são coutadas de caça ao voto, abertas aos partidos políticos portugueses, e muito menos aos que estão no poder. Provavelmente, à senhora, entre o dó e o si, nunca ninguém lhe explicou que a propaganda política é vocação dos partidos e outras organizações de cidadãos, e não dos órgãos de Estado, os quais apenas devem reflectir, em última análise, sobre os programas já consagrados e em execução, e não acarinhar promessas e intenções vindouras, de quem é o efémero detentor do poder.





Temos dos idosos mais pobres da UNIÃO EUROPEIA

Há idosos portugueses que morrem sozinhos. Augusta Martinho foi encontrada há duas semanas em casa, em estado de decomposição, após oito anos de desaparecimento. Há idosos abandonados em hospitais, em lares. Idosos que deixaram para trás uma vida, esquecida por todos. Uma vida que, comparada com a dos outros idosos da União Europeia, é cada vez mais difícil de ser vivida.
Dados recolhidos pelo DN revelam que os idosos portugueses têm menos condições para viver a sua velhice com qualidade do que os do resto da UE. Apesar de viverem o mesmo tempo, têm menos dinheiro e menos anos de vida saudável. O rendimento médio de uma família portuguesa em que um dos elementos tem mais de 65 anos é quase metade da média europeia - 790 euros por pessoa em Portugal, para cerca de 1450 na média da UE - e as pensões são em muitos casos baixas, apenas de sobrevivência.
Em comparação, o rendimento médio de uma família espanhola passa os mil euros e no Luxemburgo chega aos três mil. Pelo contrário, atrás de Portugal ficam nove países do Leste europeu - a Bulgária é o pior com 186 euros por mês. A agravar a situação, lembra a demógrafa Filomena Mendes, está o facto de "haver muitos idosos, sobretudo mulheres, que nunca descontaram para a Segurança Social e ganham pensões de sobrevivência", muito baixas. "É um grupo muito vulnerável à pobreza". Portugal tem reformas baixas e "os idosos dependem muito das pensões". A situação é agravada porque temos mais mulheres pensionistas do que homens, que ganham menos e depois têm pensões mais baixas.
Não surpreende por isso que um terço dos idosos sozinhos esteja abaixo do limiar de risco de pobreza - ou seja, tenham um rendimento igual ou inferior a 60 % da média nacional. O valor é significativamente inferior para os casais: 18, 7%. Em ambos os casos, no entanto, está acima da média europeia.
Ao facto de uma grande fatia dos nossos idosos terem poucos recursos económicos junta-se ainda a pouca saúde para gozar os últimos anos de vida. Aos 65 anos, um português pode esperar viver quase mais 17 e uma mulher ainda mais, até aos 85. Mas apenas mais seis ou cinco destes anos serão vividos com saúde e sem limitações físicas - um dos valores mais baixos em toda a UE, só superado por alguns países do Leste europeu.
Com mais de 85 milhões de idosos a viver nos 27 países da UE a Europa tornou-se literalmente o Velho Continente, com seis dos sete países mais envelhecidos do mundo. Mas as condições em que os idosos vivem variam muito. Quanto à expectativa de vida saudável ao entrar na idade de reforma, a média europeia é de 8,7 anos para os homens e de 6,8 para as mulheres, mas há países como o Reino Unido e Espanha em que os cidadãos podem esperar viver mais uma década depois dos 65 sem qualquer limitação física. Por outro lado, em países do Leste, como a Eslováquia, este valor não chega aos três anos.
Reflexo das condições de vida e do sistema de saúde, este valor resulta também da percepção que cada povo tem da sua saúde, diz Filomena Mendes. Isso explica porque é que as mulheres, que têm uma esperança de vida maior, têm depois menos anos de vida saudável. "As mulheres dão mais atenção à saúde, vão mais ao médico e descobrem os problemas antes. Além disso, queixam-se mais." Razões que fazem com que acabem por viver mais. E, como vivem mais, a percentagem de idosas a viverem sozinhas é também muito maior. Em 2006, 28,8% estavam nesta situação, contra apenas 9,4% dos homens. Mas, neste capítulo estamos longe de ser os piores da UE. Aliás, comparando a população idosa com o número de maiores de 65 a viverem sozinhos, vemos que estes são quase um terço - quando em Portugal rondam os 20%. Na Finlândia, por exemplo, são mais de 35%.
Mas como nas outras tendências demográficas, em que Portugal demonstrou ser bom aluno, é provável que o País siga os outros. " Vamos ter mais idosos e logo mais idosos a viver sozinhos. Além disso, como filhos e família deixam de viver geograficamente perto isso faz com que mais vivam sem ninguém", diz Filomena Mendes. Viverem sozinhos não é um problema à partida: "Têm é de ter autonomia e independência para se bastarem a si próprios. "

post. Vitor
Comunidade Ela

Sábado, 21 de Maio de 2011

O Brinde

Ergueu o cálice
e esqueceu o brinde.

No avô,
suspendeu a família o ansioso olhar,
mas palavra e gesto lhe quedaram imóveis,
morcegos presos
no último tecto do mundo.

Parecia que iria ficar assim
o resto da vida:
à espera de um motivo para brindar.
E nessa espera
demoraria o tempo todo.

Quando já morto,
tentassem tirar-lhe o cálice,
não seria possível abrir-lhe os dedos.
Levaram o avô
para o quarto,
e deixaram-no só, no escuro,
para que adormecesse.

O avô está cansado, disseram.
E, deste modo,
a si mesmos se descansaram.
O velho sorriu,
em seu enrugado rosto
desenhou a taça da malícia:
o que ele queria
era o instante do tempo inteiro.

Não entenderam os parentes:
calado, ele não estava calado.
A sua palavra
de nenhuma voz carecia.

De si para si, murmurou:
só amei o que tinha fim
e tudo que amei se eternizou.

Depois, adormeceu.

Aos parentes,
para sempre escapou
a razão do suspenso brinde.

Ninguém sabe falar a quem ama.

Apenas no silêncio
o amor
se diz e escuta.

Será que já se deu início a uma grande revolução mundial e ninguém me avisou?

20 Maio 2011


Será que já se deu início a uma grande revolução mundial e ninguém me avisou?




Democracia Real Já
Em Itália
L'Italian Revolution


Em Espanha
Spanish Revolution


 
“ Os políticos não ouvem, os bancos têm sequestrado o país e partilharam os despojos das nossas vidas em casa, em colaboração com todos os partidos e sindicatos corruptos, com a impunidade ea passividade dos juízes e procuradores, para permitir ao país se tornar um grande estado feudal, onde poucos estão acima de qualquer lei, para o qual é lícito roubar enganar e conseguir todos para fora.” Texto retirado do blog Democracia Real Já Barcelona


E será que a internet como meio por excelência do poder dos banqueiros, políticos e empresários será o mesmo que o irá distruir?


Quém é que mandou entregar uma arma tão poderosa a cada um de nós (blog, twitter, facebook, YouTube, websites).


Isto está a acontecer agora e em tempo real nas ruas … ou será utopia.

um dia virá um dia...

Os dedos partem antes de chegar ao coração.
As palavras caem na língua enrrolada.
É deste impulso contido que nasce a vontade de saber onde estás,
em que cama te deitas,
qual a forma do teu corpo enrrolado no sofá,
qual a expressão dos teus olhos.

Tenho os braços embranhados no teu silêncio,
as pernas de encontra o teu sentir,
e no desejo de abraço que tenho de te dar
em forma de corpo inteiro que te quer aninhar.

Os corpos quentes unidos,
encaixam-se submersos no imaginário do que quase passa a ser impossivel de acontecer...

Escapa a pele do tecido que a protege,
as mãos prendem-se nas costas nuas,
percorre o tronco em sentido ascendente
e firme no teu pescoço respiro-te o cheiro com a boca saudosa,
a pele dessa terra é fértil de prazer.

Esqueço-me de qualquer explicação que possa nos separar
e acordo nesta cama que ampara a vontade de saber onde estás.

Construir uma sociedade livre do vírus da violência. - Uma mulher na luta da violência contra a mulher.

Construir uma sociedade livre do vírus da violência.
Lutar contra a violência doméstica, contra a “corriqueira violência silenciosa” à qual as mulheres são vítimas, parece-me ser um tema da maior importância para todos quantos se preocupam em construir uma sociedade livre do vírus da violência.

É impossível pensar em um mundo seguro e em paz, enquanto no “recesso sacrossanto do lar” – como diriam os antigos, existir um agressor e uma vítima.

Pior ainda quando o agressor é o chefe da família e a vítima, a sua mulher.

Decidi, então, compartilhar algumas breves reflexões sobre o tema, que tenho abordado diariamente ao longo dos últimos dois anos aqui nesse blog. 

Eis alguns comentários selecionados:

Em todo o mundo, pelo menos uma em cada três mulheres já foi espancada, obrigado a fazer sexo ou sofreu alguma forma de abuso.

O agressor é, geralmente, um membro da família. Cada vez mais a violência de gênero é vista como um sério problema de saúde pública, além de constituir grave violação dos direitos humanos.

A sociedade precisa prevenir e expurgar esses crimes.

Para se evitar esses crimes é necessário buscar a melhora da auto-estima e a sensação de poder pessoal das mulheres; aumentar o acesso das mulheres e meninas à educação e intensificar o acesso e controle das mulheres sobre os recursos econômicos.

A capacitação feminina é não só uma meta louvável por si só, mas constitui também uma estratégia importante para a eliminação da violência contra a mulher.

Violência contra a mulher se dá no âmbito da família

A Sociedade Mundial de Vitimologia, instituição sediada na Holanda, em pesquisa sobre a condição feminina em 54 países, concluiu em 2005, que as mulheres brasileiras são as que mais sofrem com a violência no âmbito familiar: 23% das mulheres estão sujeitas à violência doméstica no Brasil.

Além disso, em cerca de 70% dos incidentes de violência contra a mulher, o agressor é o próprio marido ou o companheiro.

Em mais de 40% dos incidentes, ocorrem lesões corporais graves. No entanto, apenas 2% das queixas referentes a esses crimes resultam em punições. 

A gravidade da situação se confirma quando essas informações são cotejadas com os resultados de pesquisas realizadas por outras instituições voltadas para a defesa dos direitos da mulher.

Levantamento realizado pelo Movimento Nacional dos Direitos Humanos constatou que 72% dos assassinatos de mulheres foram cometidos por homens que privavam de sua intimidade.

Maridos e companheiros violentos

Pesquisa recentemente divulgada em 2004 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) dá conta que 53% das mulheres vítimas de agressões graves de origem sexual viviam com o agressor há mais de dez anos.

O que tais observações mostram, em síntese, é a associação entre violência, casa e casamento.

Esta associação é, para dizer o mínimo, bizarra, mas se deixa compreender muito bem se levarmos em conta as considerações introdutórias deste documento, onde se procurou demonstrar que a cultura brasileira caracteriza se por certa incapacidade crônica, a saber, a de dotar os indivíduos dos necessários freios a determinados apetites, que, assim desabridos, não se detêm sequer em presença de pessoas com as quais se tenha muitas coisas em comum.

Pensemos, por exemplo, não apenas na violência contra as mulheres, mas também entre homens jovens que se conhecem, como colegas de escola ou de vizinhança, e teremos a idéia da medida em que é fácil, com a formação cultural brasileira típica, não enxergar no próximo senão um meio para a consecução de fins, antes de um fim em si mesmo.

Dezenas de milhares de pessoas pernoitaram em praças em vários pontos de Espanha, com destaque para Madrid, Barcelona e Sevilha, em protestos ilegais que as autoridades não vão impedir.

Lusa
14:49 Sábado, 21 de maio de 2011
Dezenas de milhares de pessoas pernoitaram e permanecem hoje concentradas em praças em vários pontos de Espanha, com destaque para Madrid, Barcelona e Sevilha, em protestos pacíficos que as autoridades não vão impedir.
Apesar das concentrações terem sido declaradas ilegais tanto hoje, dia de reflexão, como domingo, dia das eleições regionais e municipais, dezenas de milhares de pessoas desafiaram essa decisão.
A Puerta del Sol, em Madrid, ou a Praça da Catalunha, em Barcelona, registaram desde o final da tarde de sexta-feira e durante a madrugada de hoje as suas maiores enchentes, com os "indignados" a prometerem permanecer no local pelo menos até domingo.

Acampamento gigante na Puerta del Sol


Em Madrid milhares de pessoas dormiram na 'cidade improvisada' instalada na Puerta del Sol, depois de uma longa noite que decorreu sem incidentes.
Às primeiras horas de sol, voluntários de entre os manifestantes começaram a limpar a praça, preparando-se para o regresso durante o dia de hoje de mais gente ao que se tornou o centro nevrálgico deste processo.
Apesar do elevado número de manifestantes durante a noite de sexta-feira e madrugada de sábado, a Puerta del Sol esteve sempre dominada pela responsabilidade e pelo respeito, com equipas a limpar a praça regularmente e outros a verificarem quem bebe álcool para que evitem problemas com as autoridades.

"Vizinhos" em debates


Estão previstas várias assembleias para hoje, à semelhança do que já aconteceu nos últimos dias, onde se debatem propostas sobre temas tão variados como imigração, saúde e educação, política e economia, ambiente ou convivência.
Vizinhos e residentes próximos continuam a apoiar os manifestantes e hoje voltaram a aparecer carrinhas carregadas com churros, café quente e chocolate quente.
A 'cidade improvisada' está tão consolidada que hoje, segundo informaram os organizadores no seu twitter, "o carteiro trouxe uma carta" dirigida a "@acampadasol, Puerta del Sol, S/N 28013 Madrid".

Protesto é ilegal


A Puerta del Sol continua marcada por milhares de cartazes de reivindicação política, improvisados e versando sobre aspetos variados da realidade política e económica espanhola.
Desde as 0h, altura em que o protesto entrou oficialmente na ilegalidade -- determinada pela Junta Eleitoral Central -- muitos dos concentrados levam ao peito uma tira de papel onde se pode ler "reflexionando" (refletindo).
Esse tema também já está presente no novo 'tag' definido pelos organizadores e distribuído pelo twitter: além de 'acampadasol', 'tomalaplaza' ou 'nosnosmoveremos', agora cresce o 'estoesreflexion'.

Dezenas de milhares de pessoas pernoitaram em praças em vários pontos de Espanha, com destaque para Madrid, Barcelona e Sevilha, em protestos ilegais que as autoridades não vão impedir.

Lusa
14:49 Sábado, 21 de maio de 2011
Última atualização há 13 minutos
Dezenas de milhares de pessoas pernoitaram e permanecem hoje concentradas em praças em vários pontos de Espanha, com destaque para Madrid, Barcelona e Sevilha, em protestos pacíficos que as autoridades não vão impedir.
Apesar das concentrações terem sido declaradas ilegais tanto hoje, dia de reflexão, como domingo, dia das eleições regionais e municipais, dezenas de milhares de pessoas desafiaram essa decisão.
A Puerta del Sol, em Madrid, ou a Praça da Catalunha, em Barcelona, registaram desde o final da tarde de sexta-feira e durante a madrugada de hoje as suas maiores enchentes, com os "indignados" a prometerem permanecer no local pelo menos até domingo.

Acampamento gigante na Puerta del Sol


Em Madrid milhares de pessoas dormiram na 'cidade improvisada' instalada na Puerta del Sol, depois de uma longa noite que decorreu sem incidentes.
Às primeiras horas de sol, voluntários de entre os manifestantes começaram a limpar a praça, preparando-se para o regresso durante o dia de hoje de mais gente ao que se tornou o centro nevrálgico deste processo.
Apesar do elevado número de manifestantes durante a noite de sexta-feira e madrugada de sábado, a Puerta del Sol esteve sempre dominada pela responsabilidade e pelo respeito, com equipas a limpar a praça regularmente e outros a verificarem quem bebe álcool para que evitem problemas com as autoridades.

"Vizinhos" em debates


Estão previstas várias assembleias para hoje, à semelhança do que já aconteceu nos últimos dias, onde se debatem propostas sobre temas tão variados como imigração, saúde e educação, política e economia, ambiente ou convivência.
Vizinhos e residentes próximos continuam a apoiar os manifestantes e hoje voltaram a aparecer carrinhas carregadas com churros, café quente e chocolate quente.
A 'cidade improvisada' está tão consolidada que hoje, segundo informaram os organizadores no seu twitter, "o carteiro trouxe uma carta" dirigida a "@acampadasol, Puerta del Sol, S/N 28013 Madrid".

Protesto é ilegal


A Puerta del Sol continua marcada por milhares de cartazes de reivindicação política, improvisados e versando sobre aspetos variados da realidade política e económica espanhola.
Desde as 0h, altura em que o protesto entrou oficialmente na ilegalidade -- determinada pela Junta Eleitoral Central -- muitos dos concentrados levam ao peito uma tira de papel onde se pode ler "reflexionando" (refletindo).
Esse tema também já está presente no novo 'tag' definido pelos organizadores e distribuído pelo twitter: além de 'acampadasol', 'tomalaplaza' ou 'nosnosmoveremos', agora cresce o 'estoesreflexion'.

VINTE ADMINISTRADORES OCUPAM MAIS DE MIL LUGARES ! - CORTES NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO Centros de Emprego não arranjam quem aceite estes empregos, e depois há uns desgraçados que se matam a trabalhar.

Por cada um destes cargos recebem, em média, entre 297 mil e 513 mil euros.
"Cerca de 20 administradores acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de mil lugares de administração, entre eles os das sociedades cotadas", lê-se no relatório anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal, ontem divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O caso mais extremo refere-se a um administrador que pertencia aos órgãos de administração de 62 empresas. "A acumulação de funções patente nestes números poderá ser um motivo de reflexão para os accionistas destas empresas", escreve o supervisor.
Os dados são referentes ao ano de 2009, e demonstram que esta prática não é uma excepção: mais de 75% dos 426 administradores desempenhavam funções de administração em mais de uma empresa. Por cada um destes lugares recebiam, em média, 297 mil euros por ano, ou, no caso de serem administradores executivos, 513 mil euros. O valor máximo registado para a remuneração média paga a este tipo de administradores foi de 2,5 mil milhões de euros e o valor médio mínimo foi de 49 mil euros. Regalias quase exclusivas do sexo masculino e com mais de 50 anos, já que apenas 5,6% dos cargos de administração (25) eram exercidos por mulheres, enquanto a idade média dos administradores executivos era de 53,6 anos e a dos não executivos de 56,2 anos.
É aliás, neste grupo de recomendações, designado de "alinhamento das remunerações com o interesse dos accionistas" que a CMVM considera "que a situação se apresenta mais preocupante". E adianta: "Numa matéria essencial, constata-se que o grau de cumprimento médio por todas as empresas se cinge a 51%". Na sua avaliação, o supervisor refere que apenas o BES, a Brisa, Corticeira Amorim, Portugal Telecom e Zon, cumprem integralmente todas as recomendações.
Além dos salários elevados, cerca de um em cada quatro administradores recebeu parte da sua remuneração proveniente de outra empresa do respectivo grupo. No caso das empresas do modelo dualista o rácio aumenta para dois em cada quatro administradores. "A CMVM não considera independente quem receba remunerações de subsidiárias", diz o regulador. A instituição tece ainda críticas à falta de independência dos auditores, já que, em média, entre as empresas integrantes do PSI 20, apenas 51,6% das remunerações pagas aos auditores se referem a serviços de auditoria. "Estes valores significam que as empresas de maior dimensão e liquidez contratam às auditoras externas um volume muito relevante de outros serviços (incluindo de fiscalidade), o que poderá colocar em causa a sua independência e originar importantes conflitos de interesse na prestação de tais serviços, os quais evidentemente poderão (e tenderão) a ser resolvidos de forma contrária às conveniências dos accionistas", refere a CMVM

Diário Económico

Os acampamentos da revolução ou a geografia da acampada

21 de Maio de 2011

Que mil acampamentos floresçam


GEOGRAFIA DA ACAMPADA AQUI.
depois pode fazer a tradução na página que se segue !
 
blog Adeus Lenine

QUEREM TER SAÚDE ! NÃO VÃO AO MÉDICO !!! VERGONHOSO !

Ministra critica gastos dos portugueses com saúde

“Utentes vão a demasiadas consultas médicas”

Os portugueses recorrem a "demasiadas consultas médicas", o que agrava o consumismo no Serviço Nacional de Saúde, afirmou a ministra da Saúde, Ana Jorge. Declarações controversas que o Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde considera "infelizes", mas que acolhem o aplauso da Ordem dos Enfermeiros.

nota: lembram-se de um ministro do PS que disse uma parecida já há alguns anos ! QUEM QUER SAÚDE PAGUE-A !  pelo vistos é pensamento corrente nestes previligiados burgueses !

VERGONHA DAS VERGONHAS !

IMI sobe para 40% dos imóveis. Estado e Igreja estão isentos

Publicado em 21 de Maio de 2011  
O acordo da troika prevê um aumento significativo do imposto sobre o património até 2012 mas os maiores proprietários não pagam

A maior parte do património edificado de Portugal encontra-se nas mãos do Estado e da Igreja e está, por isso, livre de impostos. Cerca de 60% do imobiliário nacional está hoje isento do imposto municipal sobre imóveis (IMI), cujo agravamento está previsto no memorando assinado entre o governo português e a troika da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional.

O aumento do IMI, medida concebida para reforçar as receitas das câmaras municipais e desincentivar a compra de casas e o endividamento das famílias, vai penalizar os privados e deixará de fora a maioria do património imobiliário do país.

Lisboa, por exemplo, é um espelho ampliado de Portugal: a Câmara Municipal, o Exército e o Patriarcado detêm cerca de 80% dos imóveis da cidade, estando no entanto as três instituições isentas do imposto.

Fontes da Câmara de Lisboa, que é a maior proprietária em termos absolutos na capital, adiantaram ao i que este imposto é cobrado pela autarquia e que não faz sentido pagá-lo a si própria.

O Ministério das Finanças esclarece que "o património afecto ao Ministério da Defesa Nacional para fins militares integra o domínio público militar, que é o caso do Exército. A gestão desse património é da responsabilidade das entidades afectatárias." As Finanças referem que "todos os imóveis inscritos na matriz, em nome do Estado, estão isentos de IMI - o que inclui os imóveis afectos ao Ministério da Defesa Nacional".

O Patriarcado de Lisboa, através do cónego Nuno Braz, esclarece que as igrejas e as residências patriarcais estão isentas de IMI ao abrigo da Concordata assinada em 2004 com o governo do então primeiro-ministro Durão Barroso. A Igreja Católica e o Estado acordaram que a primeira conservava os imóveis usados para fins religiosos, classificados como monumentos nacionais ou de interesse público. E que regularia todo o uso dos imóveis, cabendo ao Estado a sua manutenção. A Concordata estabeleceu ainda a total isenção fiscal sobre os rendimentos e bens desta instituição e a dedução fiscal nos rendimentos dos ofertantes.

O cónego Nuno Braz afirma que existem várias doações de imóveis à Igreja e que estes também estão isentos de IMI. Alguns destes prédios foram recentemente vendidos em Lisboa. Recorde-se que o Estado também esteve isento de contribuições para a ADSE e para a Caixa Geral de Aposentações, mas actualmente todos os serviços públicos contribuem para os dois sistemas.

Está também prevista no acordo assinado entre o governo e a troika a redução progressiva das isenções de IMI para quem compra casa pela primeira vez (os prazos actuais variam entre quatro e oito anos).

Este ano começa ser pago o IMI dos imóveis adquiridos em 2004, data em que foram criados o IMI e o imposto municipal sobre transacções, pela mão da então ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite. Nesse ano foram concedidos 18 260 milhões de euros em novos créditos à habitação.