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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fernando Pessoa | English version


FERNANDO PESSOA - UM CLIP MARAVILHOSO !
Aviso: não apague o clip quando surgir fundo negro. São os intervalos nos poemas.

Ocupação Tempos Livres

Para desempregados de todas as idades.
"Voluntário Sócrates 2011"


ARRE MACHO !

Bandex - O Amor

VIVER EM PORTUGAL


Baptista-Bastos
Andamos todos ressabiados. Invejamo-nos, desprezamo-nos; se os outros não tiverem defeitos, inventamo-los; deixámos de ser transeuntes, cidadãos: trespassamo-nos com a indiferença, o ressentimento e o ódio. A notícia da prisão deste ou daquele, banqueiro ou vizinho, amigo ou inimigo, lança no nosso íntimo uma alegria obscena. Não vivemos - existimos no pequeno mundo de obcecações que nos cegam. Que nos aconteceu? Quem nos roubou a humanidade que permite a clarividência e a energia necessárias para suportar a adversidade, a mentira, a infâmia? Tudo nos conduz e nos empurra para um futuro ainda mais amargo, mais confuso e ambíguo do que este presente. E, no entanto, é preciso perceber que o comportamento individual pode responder às exigências dos grandes compromissos e das grandes fidelidades. Todos os dias as notícias são medonhas. Todos os dias tomamos consciência de novas verdades, de novas mentiras e de constantes tentações para a irresponsabilidade. Aquele vai embora e nem um breve aceno lhe concedemos. Aqueloutro foi despedido e a nossa impassibilidade é um muro gelado. Que fizemos de nós? Nós, que somos a nossa própria criação e a criação do outro. Foi esquecida a condição de todos, que considerava a condição de cada qual. As coisas revolutearam confusamente; mas as coisas não aconteceram por acaso. Não conseguimos manter intacto o que era fundamental. E estamos envolvidos numa perplexidade sem limites que provoca desassossegos desnecessários.
Bom. Não gosto daquilo que o eng.º José Sócrates representa, dos caminhos ínvios para os quais conduziu a pátria e nos compeliu. Porém, ele é o resultado da nossa imaturidade e da nossa atonia cívica e ideológica. Sócrates não tem convicções. Nós, também não. Vogamos ao sabor das contingências. Sócrates, obcecado pelo seu destino individual, tripudiou sobre o nosso futuro comum. Não gosto dele porque nos fez admitir a política do irremediável. Porém, este caso do Freeport fez-me reflectir sobre a natureza da indignidade e os fundamentos da sordidez. Nos últimos três anos, o homem foi acusado de forjar uma licenciatura, de ser homossexual (uma acusação abjecta, com remetente conhecido) e, agora, de estar envolvido numa tecelagem de corrupção. A história escora-se numa trama obscura, mas o estilo caracteriza a procedência. Não pertenço à matilha. As desprezíveis fugas de informação parecem obedecer a um calendário político. Seria Sócrates muito tolo, e não o é, acaso se se deixasse enredar numa teia tão rudimentar e insensata quanto os noticiários no-lo revelam. Creio que esta ruideira não o afectará politicamente. Lembram-se da campanha contra Sá Carneiro? Viver em Portugal é perigosíssimo. |




CNN dá Barroso como candidato à liderança do FMI

Económico  
19/05/11


A cadeia de televisão norte-americana sugere Durão Barroso para a presidência do FMI após a demissão de Dominique Strauss-Khan.
O presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, é um dos nomes apontados pela CNN como provável sucessor de Strauss-Khan no cargo de director-geral do FMI, avança a TSF.
A rádio explica que, esta manhã, no noticiário da CNN, o correspondente em Bruxelas da televisão norte-americana citava o nome de Durão Barroso, entre outros como prováveis para a sucessão de Strauss-Kahn.
Dominique Strauss-Kahn demitiu-se ontem do cargo de director-geral do FMI, depois de ter sido acusado de tentativa de violação.
O FMI revelou hoje em comunicado que "Dominique Strauss-Kahn informou hoje [ontem] o conselho executivo da instituição financeira com sede em Washington sobre a sua intenção de se demitir como director-geral com efeitos imediatos".
Na carta enviada ao FMI, Strauss-Kahn diz que é com "profunda tristeza" que apresenta a sua demissão.
E justifica: "Quero proteger esta instituição, que servi com honra e dedicação, e sobretudo - principalmente - quero dedicar todas as minhas forças, todo o meu tempo e toda a minha energia para provar a minha inocência".

Quarta-feira, 18 de Maio de 2011


O PEQUENO DICIONÁRIO CRÍTICO - 19 – POPULISMO – I

O populismo tem através dos tempos tomado diferentes expressões, caracteriza-se no entanto por um denominador comum: ignora ou contesta a existência na sociedade de classes e camadas sociais com reais interesses diferenciados, contraditórios e muitas vezes antagónicos. Estas contradições seriam então artificialmente criadas por elementos, acusados de retrógrados e anti-sociais, ao defenderem os seus direitos numa perspectiva de progresso social.
Dá-se assim à expressão “povo” um sentido abstracto, desligado das realidades, a partir do qual constrói a sua demagogia e se alicerça um nacionalismo xenófobo e a tendência para a repressão.
Os fascismos foram populismos tentando iludir as contradições que o próprio sistema agravava à volta de mitos como a “nação” e a “superioridade racial”. As cruéis ditaduras terroristas sul-americanas foram e são expressões do populismo.
A política de direita serve-se do populismo para iludir os trabalhadores e os pequenos e médios empresários. G.W.Bush pregava a arruinados agricultores, mineiros e outros operários sem trabalho contra a intelectualidade “liberal” (termo que nos EUA designa pessoas com ideias progressistas) e os emigrantes, entre os apelos ao desígnio imperial norte-americano. Sarkozy e Berlusconi são na Europa exemplos acabados da demagogia populista, nacionalista, anti-sindical, que serve de cobertura à completa sujeição ao grande capital transnacional e ao aventureirismo imperialista. A situação económica e social destes países só se agravou.
O refúgio ideológico do neoliberalismo é o populismo, que corroeu os princípios mais elementares de partidos que se reclamavam de socialistas e social-democratas.
O populismo exprime-se também contra os “políticos” reclamando “líderes” e “profissionais independentes”(1) como forma de iludir mais facilmente os eleitores desiludidos precisamente com outros populistas! A propaganda política institucionalizada na comunicação social controlada contribui objectivamente para este desígnio.
Lembremos as promessas de protagonistas como Tony Blair ou David Cameron, no Reino Unido e a sua prática, (ao lado dos quais o presidente Obama não destoa) para avaliarmos os deste país.
A discussão refere-se sobretudo às formas e muito pouco ou nada aos conteúdos. Tal é evidente, além de pormenores que nada alteram às políticas de fundo, nas discussões entre os partidos do chamado “arco governamental”, ou seja, o "partido único neoliberal".
Estes partidos exprimem o populismo actual, copiando em muitos casos as demagogias neoliberais que proliferam na Itália, na Alemanha ou na França. Reclamam menos Estado, mas entendem que se reforcem as políticas ditas securitárias, que trazem consigo o germe da repressão, aliás já ensaiada contra sindicalistas nos governos PS.
Tonitruantes preocupações sociais limitam-se no concreto a arredondar transitoriamente algumas das arestas das mais gravosas medidas do neoliberalismo. Tendencialmente os objectivos sociais resumem-se à caridade voluntaria - à velha maneira - para se darem umas migalhas aos mais carenciados, mantendo uma certa fachada de preocupações sociais.
No seu discurso não entra o conceito de direitos sociais. Podem talvez proclama-lo, mas o seu princípio orientador é expresso no entendimento de que direitos sociais são “ajudas do Estado”, que estimulam a preguiça e a “subsídio dependência”. As excepções de alguns abusos são então generalizadas para justificar as invectivas.
O populismo foi sempre, ontem como hoje, uma ameaça às liberdades democráticas, que se pretende cristalizadas em formalismos condicionantes e formas mais ou menos abertas de repressão, de que os Códigos do Trabalho são um instrumento ao dispor dos interesses que realmente defendem.
Exímios na retórica e no verbalismo as reais intenções dos populistas ficam evidenciadas na forma rebuscada como no parlamento justificam as suas votações contra propostas que em nada contradizem o que perante a opinião pública veementemente defendem. A comunicação social controlada encarrega-se de dar cobertura a esta duplicidade.
No fundo, parafraseando Shakespeare, relativamente ao que prometem: “muito barulho para coisa nenhuma”.
A preponderância do discurso emocional, do qual as ameaças e a chantagem do “realismo político” são parte importante, desvia os eleitores das condições objectivas e das verdadeiras condicionantes sociais. A criação e a manutenção de potenciais “inimigos”, é uma constante do seu esquema.
Além disto o populismo refugia-se em “valores”, entendidos como moral individual com laivos de puritanismo, tanto maiores quanto a corrupção e o nepotismo florescem por detrás da verborreia.
A direita e a extrema-direita europeias e norte-americana, como a do “TEA party,” mas não só, apropriaram - se deste tipo de discurso que faz o seu caminho perante a crise que se agrava e perpetua.
Estrénuos defensores do grande capital e da finança, da especulação e da arbitrariedade patronal, a verdadeira natureza do populismo revela-se na defesa de tudo o que de perto ou de longe possa melindrar uns e outros. Nestas alturas, cai o verniz democrático e aparece o seu verdadeiro rosto de agressividade, intolerância, arrogância classista.

SEM PUDOR - DONA LUCIDA - O CONTO

Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

Dona Lúcida - O Conto

A casa de Dona Lúcida é muito, muito grande e toda ela é a sua casa que cuida com muito cuidado e imaginação, a porta de entrada é tão alta quanto a sua casa que é tão alta quanto o "Soluções", assim chama ao investigador de soluções que é feliz na casa da Dona Lúcida por ser o único lugar onde se sente pequenino. É tão bom sentir-se pequenino num lugar onde se pode ser quem se é e deitar-se no grande sofá cor da terra com cheiro a alfazema e receber o seu preciso colinho.

Alí deitado no sofá conseguia ver o rio, é que na casa da Dona Lúcida a casa é virada para o horizonte e não para a televisão, onde tudo é vidro desde o tecto ao chão, sala e cozinha sem paredes pelo meio e no verde da paisagem, ao azul do rio, ao quente do laranja Sol que entrava pela sala, nascia um fumo cheiroso, cheiroso de saboroso que abria os prazeres às narinas do Soluções.

- Bolo de cenoura com ervas novas... anís?... cravo?... nózes?... e chá de erva cidreira, acertei? Perguntou Soluções com voz de criança curiosa a espera do seu prémio.

- Claro que acertaste Soluções e depois de comer vais ainda descobrir mais coisas, há muito que não me visitavas mas já viste que calhou estar a cozinhar um dos teus bolos preferidos, parecia estar a tua espera para lanchar, pega na tua chavena querido, está na temperatura que tu gostas. - A doce voz de Dona Lúcida era calma e serena num corpo nem tanto gordo, nem tanto magro, assim com curvas certas de uma mulher que já teve muitos filhos mas sempre se manteve direita, a idade não lhe trouxe peso mas sim, sabedoria, toda ela simples e elegante com grandes olhos castanhos e cabelos brancos brilhantes.

Soluções e Dona Lúcida beberam o chá e comeram em silêncio como era hábito e fechavam ainda os olhos quando o sabor era imenso. Dona Lúcida sentou ao lado de Soluções e colocou a sua cabeça no seu colo e afagou o seu cabelo.

- Quem te anda a preocupar "Soluças", gosto muito das tuas histórias meu querido amigo, já tinha saudades tuas. - Dona Lúcida falava agora como o vento que deixa voar as palavras para junto do sentimento.

- Conheci duas crianças brilhantes que me fizeram viajar como nunca nenhuma outra sabes, foi como mergulhar num mundo tão profundo que mais ninguém que não Eu pudessemos lá estar, e já estava com tantas saudades do Eu que quando o senti outra vez lembrei-me que talvez o esqueci. E fiquei ali preso a algo descobri que tinha perdido através da criação daquelas crianças maravilhosas filhas de um Coleccionador de Problemas.

Dona Lúcida passou com um dedo ao de leve na pequena gota que caia de um olho do "Soluças".

- Trouxe os problemas num baú para que o mar os levasse e quando estava bem lá no alto do penhasco a atirar os problemas ao mar, senti um vento lento e quente e só pensava que aqui me apetecia aninhar, senti-me pesado e triste como nunca antes, e lembrei-me que os problemas podem não desaparecer no Mar, podem ficar eternamente a navegar...

- Estas triste porque ficaste preso no Eu ou por ter perdido o rastro aos problemas?

- Estou triste porque descobri que não tenho soluções para tudo e que há crianças com capacidades que Eu nunca tive... e fugi... feliz da minha tristeza, fugi... há muito que não sabia o que era estar triste e foi o Eu, foi o Eu que me fez olhar novamente para mim...

- A alma de uma criança é muito mais pura e muito mais densa, não tem filtros, não tem tantas memórias, é livre porque tem asas para voar por dentro. E os problemas. Os problemas apesar de longe nunca deixam de existir, fizeste o que havia para ser feito. Agora tens de olhar bem pelo teu Eu, se o encontraste preso é porque há muito não te encontras com o Amor, onde anda o Amor?

- Filho desnaturado, anda sempre onde não posso estar, diz sempre onde esteve e nunca para onde vai, anda muito fugidio e atarefado... mas eu eduquei-o para ser livre, não quero cobrar-lhe nada, nem devo, sabes bem que o Amor é de aparecer de repente...

- Mas já lhe disseste que o querias ver?

- Sim.

- Então ele há-de aparecer, um bom filho a casa torna.

Já leste o verdadeiro programa eleitoral do PS?

O Governo do PS escreveu uma carta à Troika. Essa carta faz parte do acordo com a Troika? Sim, faz. Mas foi escrita pelo Governo do PS e é o verdadeiro programa eleitoral do PS para os próximos anos . O Aventar chegou-se à frente e traduziu a carta que Sócrates teima em fazer passar como um mero anexo do memorando.



Vamos encontrar as diferenças?





1.
Carta à Troika:

"Vamos nivelar as indemnizações por rescisão nos contratos sem termo e nos contratos a prazo, vamos apresentar legislação com vista a reduzir a indemnização para todos os novos contratos para 10 dias por ano de trabalho"

Programa "oficial" do PS:
Não consta qualquer referência às indemnizações.



2.

Carta à Troika:

"Vamos preparar até ao final de Dezembro de 2011, uma proposta que visa introduzir ajustamentos aos casos de despedimento individual com justa causa."

Programa "oficial" do PS:

Não consta qualquer referência aos casos de despedimento.


3.
Carta à Troika:

"Vamos reduzir a duração máxima dos benefícios do seguro desemprego a um máximo de 18 meses e a limitar as prestações de desemprego a 2.5 vezes do índice de apoio social e apresentar um perfil de diminuição de benefícios após seis meses de desemprego (uma redução de pelo menos 10 por cento nos benefícios)"


Programa "oficial" do PS:

"Continuar a reformar o mercado de trabalho, de forma torná-lo mais ágil na contratação de desempregados, reforçar os instrumentos de promoção das qualificações dos desempregados e alargar os instrumentos de aproximação dos desempregados a uma inserção ou reinserção laboral são tarefas de uma agenda para a competitividade e para a dinamização do mercado de emprego."

4.

Carta à Troika:

"De forma a promover reajustes salariais em linha com a produtividade a nível da empresa iremos: (i) permitir que os conselhos de trabalho negoceiem condições de mobilidade e do tempo de trabalho, (ii) redução do limite abaixo do qual as comissões de trabalhadores ou trabalhadores de outras organizações não pode celebrar acordos colectivos de trabalho para 250 empregados por empresa, e (iii) incluir nos acordos colectivos sectoriais as condições em que os conselhos podem independentemente concluir acordos colectivos de trabalho a nível de empresa."

Programa "oficial" do PS:


"O diálogo e a concertação social constituem, por seu turno, não só elementos característicos de uma democracia madura mas também bases sólidas para alavancar o crescimento económico e o progresso social. O Governo do PS fará o seu melhor para incentivar um diálogo regular e profícuo entre organizações empresariais e sindicatos, de modo a que ele contribua para um verdadeiro pacto nacional para a competitividade e o emprego."


5

Carta à Troika:
"Uma taxação sobre a electricidade será introduzida a partir de Janeiro de 2012."




Programa "oficial" do PS:


"O actual contexto económico e as perspectivas futuras exigem consumidores mais preparados e exigem, também, mercados regulados. O que é especialmente relevante, por um lado, no sector dos serviços financeiros - com destaque para os serviços prestados pelos bancos comerciais relativamente ao crédito à habitação e às comissões bancárias cobradas e para o crédito ao consumo, bem como para a premência de promover a literacia financeira; e, por outro lado, nos serviços públicos essenciais (electricidade, gás natural, água e resíduos, comunicações electrónicas). É também necessário fomentar a educação para o consumo, prevenir o sobreendividamento das famílias e promover a poupança e um consumo sustentável."



6.
Carta à Troika:

"Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações. O plano já existente abrange os transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e ramo de mercadorias da CP), energia (GALP, EDP e REN), comunicações (Correios de Portugal) e de seguros (Caixa Seguros)."

Programa "oficial" do PS:

"O programa de privatizações previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento será também implementado."



7
Carta à Troika:
As taxas moderadoras serão aumentadas em Setembro de 2011, indexadas à inflação no final de 2011, e as isenções serão substancialmente reduzidas.

Programa oficial do PS:

"O Orçamento de Estado deve manter-se como fonte de financiamento essencial do SNS, assegurando o princípio constitucional da tendencial gratuitidade no ponto de contacto do cidadão com o sistema." (Não há referência às taxas moderadoras).



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Qual achas que é o programa verdadeiro?

Quinta-feira, Maio 19, 2011

Sua Potência está a Pisar o Risco

A FÜHRER und Reichskanzler Angela Merkel ainda não fez nenhum ultimato, mas penso que anda a ver se arranja lenha para se queimar. O Adolfo tentou conquistar a Europa com a força das divisões Panzer e acabou mal, ao passo que ela quer pôr a Europa de joelhos, sobretudo Portugal, a Grécia e a Espanha, com um Blitzkrieg sobre os sistemas de férias e de reformas destes países, exigindo a sua unificação com os padrões da Alemanha que, diz ela, deverão ser os padrões de toda a União Europeia. Como se compreende, os patrões apoiam e aplaudem. Merkel ainda não mobilizou a Wehrmacht, a Kriegsmarine e a Luftwaffe, mas a prudência manda que mandemos alguém visitar Sua Potência, para lhe lembrar que tivemos três invasões napoleónicas, e a todas rechaçámos, para a aconselhar a ter calma e ir dando banho ao cão, e que se quer guerra vai ter que se haver com o Augusto Santos Silva e os nossos dois submarinos.