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terça-feira, 17 de maio de 2011



foto retirada da net por António Garrochinho
Terça-feira, 17 de Maio de 2011

ROBIN HOOD AO CONTRÁRIO
A Taxa Social Única é parte do salário, reduzi-la é tirar dinheiro aos trabalhadores para o bolso dos patrões.


A Taxa Social Única é a parte do salário dos trabalhadores que os patrões entregam (quando não ficam a dever) à Segurança Social, para o pagamento das pensões, subsídio de desemprego, e outras prestações sociais que, ao contrário do que muita gente pensa, não saem do dinheiro dos impostos mas das contribuições originadas pelo nosso trabalho.

Num país que já tem os mais baixos salários da Europa, com a solução de substituir parte das receitas da Taxa Social Única pelo aumento do IVA está-se a meter mais dinheiro nos bolsos dos patrões, tirando-o aos trabalhadores que vão passar a pagar duas vezes, agora também através do IVA.

Se o objectivo é melhorar a competitividade da economia portuguesa, porque não se reduzem os custos dos outros factores de produção (energia, transportes, etc.), e/ou se melhora a eficiência da sua utilização? Porque não se investe na criação de produtos e serviços de maior valor, tirando partido das acrescidas qualificações da nossa juventude?

A redução da Taxa Social Única, para além dum descarado roubo a quem trabalha, é ainda a confirmação da escolha em aprofundar o modelo económico que a burguesia caseira e os investidores beduínos sempre impuseram a Portugal: uma economia baseada em baixos salários e cada vez mais dependente, até para comer, das importações.

Mas das troikas, de fora (FMI/UE/BCE ) ou caseira (PS/PSD/CDS), para além deste presente sombrio só podemos, garantidamente, contar com um futuro ainda mais negro. Sem fascismos que possam desculpar esta apatia e submissão generalizadas, permitir que as coisas continuem por este caminho é também culpa nossa.

experiencia

experiencia

por companheira



Papoila vermelha
centelha tenaz
rompendo dos campos
como lhe apraz
selvagem sem donos
livre e altiva
sem gestos mordomos
e nunca cativa
dona das manhãs
da tarde soalheira
vermelha tenaz
e por companheira
a branca
a da paz

António Garrochinho
Festival Académico de Lisboa-Um dos jovens agredidos à entrada do Hospital São Francisco de Xavier, onde foi suturado na cabeça com sete pontos ( foto Sol )

Confrontos entre policia e estudantes marcaram último dia

16 | 05 | 2011   21.13H
A última noite do Festival Académico de Lisboa não acabou da melhor forma para cerca de 10 jovens, que após terem sido agredidos pela policia tiveram de se deslocar ao hospital.
Destak | destak@destak.pt
Depois de terminados os concertos e o encerramento das tradicionais barracas, os milhares de jovens começaram a deslocar-se para fora do recinto.
Na entrada do Estádio do Restelo, local que acolheu o evento, estavam já vários elementos da PSP com o intuito de assegurar o desenrolar ordeiro dos acontecimentos. Contudo, o que se verificou foram actos de desordem e violência, que algumas testemunhas contaram ao SOL como “claramente exagerados”.
Na mesma entrevista, as testemunhas relatam que os actos de violência tiveram origem “pelo lançamento de uma garrafa de vidro sobre o cordão policial”, sendo que de seguida se “desencadeou uma primeira carga policial sobre a multidão», na qual “algumas pessoas, não envolvidas no lançamento da garrafa, foram agredidas” pelos bastões e cassetetes da polícia.
Policias “à paisana” cercam jovens estudantes
De acordo com o SOL, depois dos insultos feitos à policia no seguimento da primeira carga, o corpo de intervenção voltou à carga sobre a multidão.
“O mais surpreendente é o facto de a polícia estar a mandar evacuar o local do festival e ao mesmo tempo carregar sobre a multidão que dispersava, enquanto polícias à paisana bloqueavam as saídas possíveis, batendo aleatoriamente nas pessoas que se deslocavam para longe do local do festival”, queixou-se Simão Castro, em entrevista ao SOL, ele próprio alvo de duas bastonadas, “uma na perna e outra nas costas”, acrescenta.
Dos confrontos entre a policia e os estudantes, o caso mais grave foi o de um jovem que teve de se deslocar ao hospital São Francisco de Xavier para ser suturado com sete pontos na cabeça, depois de ter sido atingido com um bastão.
Os jovens ponderam agora apresentar queixa contra os agentes da autoridade presentes nos confrontos.
O secretário-geral do PS acusou hoje o PCP  de cometer erros de análise ao não diferenciar socialistas e PSD, enquanto  o líder comunista considerou que José Sócrates tem "uma forma estranha"  de defender o Estado social. 
 
 
O Estado social e as consequências da aplicação do programa da "troika"  em Portugal foram dois dos temas centrais do debate travado na SIC entre  Jerónimo de Sousa e José Sócrates, numa discussão sem quaisquer pontos de  convergência. 
Na parte inicial do debate, o secretário-geral do PS apontou dois "erros  de análise" ao PCP: em primeiro lugar, por ter contribuído para uma crise  política ao chumbar o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) na Assembleia  da República e assim, através desta "aliança com a direita", satisfazer  a "ânsia de poder" de PSD e CDS; em segundo lugar, por o PCP considerar  que PS e PSD são iguais, contrapondo que os governos socialistas têm defendido  o Estado social em setores como a educação e a saúde, ao contrário do PSD.
Sócrates atacou ainda Jerónimo de Sousa por este alegadamente defender  um programa de nacionalizações de 50 mil milhões de euros (perguntou-lhe  onde ia buscar esse dinheiro), por defender a saída de Portugal do euro  e a reestruturação da dívida externa -- "isso significa calote" e geraria  "falências, desemprego e miséria".
José Sócrates criticou ainda o líder comunista por apresentar um programa  para as eleições de 05 de junho igual ao de 2009, apenas com um aditamento.
"Desculpe, mas isso é uma falta de respeito pelos eleitores. No último  ano e meio aconteceram muitas coisas", disse o secretário-geral do PS.
Jerónimo de Sousa contrapôs que José Sócrates tem "uma forma esquisita"  e "estranha" de alegadamente defender o Estado social em Portugal, apontando  as consequências no plano social dos últimos governos PS, designadamente  as políticas de corte e congelamento de salários e de pensões, enquanto  a banca e o grandes grupos económicos escapam a qualquer austeridade.
Para o secretário-geral do PCP, PS, PSD e CDS têm um programa comum  "no essencial", que é aquele que foi agora "imposto" pela "troika" da Comissão  Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, estando  do mesmo lado nas políticas económica, financeira e nas privatizações.
Jerónimo de Sousa confrontou também o líder socialista com pontos  do programa de Governo de 2009 que não foram concretizados. "José Sócrates afirmava que cada criança que nascesse em Portugal receberia  200 euros, mas o que tivemos foram cortes nos abonos de família", declarou.
Jerónimo de Sousa também desvalorizou a promessa de José Sócrates de  que as pensões mais baixas serão aumentadas, contrapondo que as pensões  de "300 ou de 400 euros por mês vão ser congeladas nos próximos três anos"  e que, com os aumentos de impostos previstos, haverá claramente perda de  poder de compra da camada mais frágil da população portuguesa.
Ao longo do debate, registaram-se algumas interrupções e picardias  entre Jerónimo de Sousa e José Sócrates. 
Um desses momentos aconteceu quando o líder do PS recusou a ideia do  secretário-geral do PCP de tributar as distribuições de dividendos das grandes  empresas com participação estatal (como a PT) em 2010, considerando tratar-se  de uma medida retroativa e que no fundo era "pura demagogia". "Olha quem fala!", ripostou em tom irónico Jerónimo de Sousa.
Logo a seguir, Sócrates comentou que em 2009 o seu Governo deu garantias  aos bancos, o que levou Jerónimo de Sousa a fazer mais um comentário irónico:  "Não tem feito outra coisa".
Sócrates devolveu: "Sabe Jerónimo de Sousa, olhar para a nossa economia  com preconceitos contra os bancos, contra as grandes empresas e contra o  lucro, desculpe mas não posso ter essa perspetiva".
    
Lusa

É o povo, pá! (30 Centros de Emprego) ler Manifesto



30 Centros de Emprego, 16 de Março (Fotos)

Alcácer do Sal

Aveiro (Águeda)

Barcelos

Caldas da Rainha

Coimbra

Espinho

Famalicão

Faro

Gaia

Gondomar

Leiria

Lisboa (5 Outubro)

Lisboa (Conde Redondo)

Lisboa (Pedralvas)

Loulé

Maia

Matosinhos

Mirandela

Nazaré

Ovar

Pinhel (sem foto)
Porto (Baixa)

Porto (Boavista)

Póvoa de Varzim

Seia

Setúbal

São João da Madeira

Santo Tirso

Valongo

Vila Real
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É o povo, pá! (Manifesto da 2ª acção)

As políticas públicas de promoção de emprego têm-se pautado por um constante esvaziamento de funções e de serviços. Os Centros de Emprego deveriam e poderiam ser interfaces fundamentais entre as pessoas sem emprego e as entidades empregadoras. Deveriam ser um serviço público de qualidade, eliminando os intermediários agiotas, que são as Empresas de Trabalho Temporário, e permitindo real aconselhamento profissional e formativo, para um correcto encaminhamento para o emprego. Os Centros vêm sendo sucessivamente enfraquecidos, os seus técnicos e conselheiros de orientação profissional colocados em funções de fiscalização e monitorização de inscritos, o que em tudo se afasta das funções de um Centro de Emprego.
Actualmente, num Centro de Emprego não se encontra emprego. Encontram-se fiscalizações sucessivas, propostas formativas muitas vezes desajustadas, encontra-se trabalho quase gratuito através dos contratos de emprego-inserção, encontram-se ameaças constantes de cortes nos subsídios. Mas não se encontra emprego.
Somos pessoas livres e não aceitamos viver com o termo de identidade e residência que nos é imposto pelas apresentações quinzenais.
Denunciamos a mentira que constitui a procura activa de emprego, porque, apesar de o procurarmos, sabemos que ele nos é recusado ou porque somos novos demais ou velhos demais, com qualificações a menos ou a mais, porque somos mulheres ou temos filhos.
Rejeitamos a coacção de comprovar a procura activa de emprego com carimbos, que temos que mendigar junto de empresas que sabemos que não nos vão contratar, e que muitas vezes exigem dinheiro em troca.
Não aceitamos o escândalo silencioso dos Contratos de Emprego Inserção (CEI) e dos Contratos de Emprego Inserção+ (CEI+), que obrigam a trabalhar quase gratuitamente quer para instituições públicas quer para instituições privadas (IPSS). A propagação dos CEI e CEI+ tem vindo a destruir o valor do trabalho e diversas carreiras profissionais, como é o caso, por exemplo, da dos Auxiliares de Acção Educativa.
Consideramos que a educação e qualificação profissionais são um direito e não algo que se possa impor indiscriminadamente a todas as pessoas com habilitações inferiores ao 12º ano de escolaridade inscritas no Centro de Emprego, obrigando-as a frequentar formações ou processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, muitas vezes desajustados das necessidades, possibilidades ou competências.
Denunciamos, rejeitamos e exigimos alternativas a esta farsa em que se tornaram as políticas públicas de emprego em Portugal.
Exigimos dignidade. Exigimos que os Centros de Emprego sejam aquilo que o seu nome anuncia: locais que centralizam as ofertas de trabalho, onde os processos de selecção são efectuados por conselheiros de orientação profissional, públicos e qualificados, onde o cumprimento da legislação laboral impera, onde podemos encontrar apoio para a construção de um projecto de emprego e formação.
Não aceitamos que sejam locais onde somos ameaçados, vigiados e fiscalizados como se não ter emprego fosse um crime que nos devesse ser imputado.
Neste país há 700 mil trabalhadores sem trabalho e que querem trabalhar. Confundir a excepção com a regra é, deliberadamente, querer imputar a responsabilidade de não ter trabalho a quem o perdeu ou a quem o procura. Não aceitamos a mentira e exigimos respeito.
 NÃO NOS FALEM DE AUSTERIDADE, FALEM-NOS DE DIGNIDADE.
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011


Uma BOA razão para não acabar o programa PRODER


Vinha para falar do strauss khan, mas à ultima hora inclinei-me mais para a Gabriela Ventura, a gestora do programa PRODER que é um atentado aos bons costumes pátrios.
Repare estimado leitor, como a visão sobre a gestora se detém na quase saia, o que provoca sem dúvida, algum desassossego e até um certo nervosismo contemplativo para os indígenas assistentes e demais rusticos da lavoura tuga. E que dizer dos papéis e do dispositivo tecnológico que tem entre as mãos? Nada. Absolutamente nada. Até podem ser instrumentos de trabalho preponderantes nas comunicações do PRODER, mas tornam-se completamente supérfluos no conjunto e são de uma inutilidade total. Estamos perante uma gestora com uma pose e vestimenta que viola, muito provavelmente, em alguns contextos de forma grosseira as sensibilidades religiosas de qualquer comunidade basbaque.
Lamentável.

Carpinteira

Votar Cara ou Coroa


Passo a transcrever esta CARTA ABERTA AOS ELEITORES ETERNAMENTE ARREPENDIDOS, da autoria de Guilherme Alves Coelho, e recebida por e-mail:
«2011-Maio-12

Advertência: Se já está seguro em quem vai votar nas próximas eleições não continue a ler este texto. Mas se pelo contrário tem dúvidas, leia-o até ao fim. Em qualquer dos casos, lembre-se que votar bem é votar, em plena consciência, em quem o defende.

Caro eleitor arrependido:

Um dos maiores problemas com que se defrontam os eleitores nas chamadas democracias capitalistas, como a nossa, é ser-lhe imposta uma escolha aparente entre dois ou três partidos do chamado arco do poder, com a exclusão de quaisquer outros.

Digo aparente escolha porque esses partidos não representam quaisquer alternativas entre si. São alternantes no poder, mas não alternativos nas ideias. São gémeos ou clones, cujas politicas são tão idênticas que as eleições poderiam ser substituídas por sorteio de moeda ao ar e os resultados seriam os mesmos. São os partidos Cara e Coroa. Aqui em Portugal são representados pelo PS e pelo PSD, levando por vezes o CDS na mochila.

De onde lhes vem então o poder? Do simples facto de serem partidos apoiados e financiados pela alta burguesia, para governarem no seu interesse, disfarçados com nomes que agradam ao povo. Na realidade são verdadeiros agentes, pagos pelo dinheiro que tudo compra e tudo corrompe. Por isso eles não têm qualquer autonomia e as suas politicas são independentes da vontade dos seus militantes e apoiantes. Não vale a pena apelar ou esperar que corrijam as suas opções em favor do povo. Eles não existem para isso.

Para se manterem no poder têm que enganar o povo. O processo de convencimento dos cidadãos faz-se por vários meios, com destaque para a manipulação mediática, principalmente das estações de televisão privadas ou estatais. Para darem o cheirinho democrático, têm o cuidado de todos os partidos serem apresentados por forma a parecerem em igualdade de oportunidades. Na prática é como se fossem observados através de binóculos: uns, os do regime, a promover, são mostrados com o binóculo na posição normal, isto é, aumentados; os outros, a verdadeira oposição, a desclassificar, observados na posição inversa, reduzidos.

A manipulação e as pressões exteriores sobre os cidadãos são tão fortes que muitos deles continuam, por hábito, a votar naqueles que sempre se revelaram seus inimigos, incapazes de entender que não podem dessa forma alterar o sistema. Eleição após eleição repetem os mesmos passos. Inclusive o seu posterior amargo arrependimento, que os leva a votar nas eleições seguintes, despeitados, no outro, até se esquecerem das razões que os levaram a rejeitar o primeiro que os desiludiu, para nas eleições seguintes voltarem a votar nele. Um circulo vicioso, habilmente montado.

É um sistema pérfido, em circuito fechado, que vive da falta de correspondência entre as promessas e as realizações, das mentiras, dos truques e das tricas, da falta de memória das pessoas, que joga com os seus sentimentos, principalmente com os seus medos e terrores mais irracionais mas também reais: medo do novo, medo de perder o emprego, medo de ser apontado pelos seus conterrâneos.

Isto não é inevitável. A solução passa por quebrar este círculo vicioso e dar oportunidades a outros.

Para finalizar esta carta gostaria de deixar aqui um conselho. Se, compreensivelmente, ainda está confuso e não sabe se há-de votar no Partido Cara ou no Partido Coroa, o melhor é não votar. É mais honesto. Desta forma não vai contribuir para falsificar a vontade dos portugueses. A história mostra que, para gáudio dos charlatães, gangsters e dos agiotas que se governam e desgovernam o mundo, os eleitores arrependidos são os verdadeiros pilares do regime.

Mas se quer cumprir o seu direito cívico, em plena consciência, sem se arrepender, experimente votar em partidos que cumpram o que prometem, que não se deixem vender e que não estejam do lado dos seus carrascos. É que as alternativas existem e assim pode ser que finalmente alguma coisa mude.

Abandone definitivamente a lista dos eleitores arrependidos.
Guilherme Alves Coelho
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