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terça-feira, 10 de maio de 2011

Black Devil - Moscow Ride on R1 -impressionante ! motard em Moscovo.



IMPRESSIONANTE !

ENCANECIDA MERETRIZ !

Va' pensiero... bis all'Opera di Roma, 12.03.2011, Muti contro i tagli ...


OPERA DE ROMA - Va' pensiero... MARAVILHOSO !!!

PROGRAMAS DE GOVERNO - O EXERCÍCIO do poder, mesmo que consentido pelo voto popular, não é um poder arbitrário e caprichoso, e as maiorias, mesmo que absolutas, não significam poder absoluto.


Programas de Governo

O EXERCÍCIO do poder, mesmo que consentido pelo voto popular, não é um poder arbitrário e caprichoso, e as maiorias, mesmo que absolutas, não significam poder absoluto. Em última instância, o exercício do poder tem que se subordinar aos compromissos estabelecidos com o eleitorado, através de uma espécie de contrato que, habitualmente, se consubstancia num programa de governação, o mais detalhado e rigoroso possível, coisa que entre nós tem valor relativo, pois, habitualmente, ninguém cumpre o que promete. Salvo raras excepções, até agora, os programas não têm passado de meros exercícios de retórica, pois a prática política raramente respeita ou coincide com as intenções formuladas, e os políticos deviam ser penalizados por isso. Ora neste momento, com excepção do PCP e do BE, os partidos PS, PSD e CDS-PP, têm todos os três - embora o neguem - o mesmo programa de governo, isto é, o acordo aceite e subscrito com a “troika” FMI-UE-BCE. E não vale a pena tentarem arredondar as promessas, contornar as evidências, arvorarem-se em patriotas de gema, tentando convencer-nos que a situação não é exactamente essa, porque a realidade está bem à vista, isto é, já não somos senhores do nosso destino, e temos as mesmas prerrogativas que um qualquer protectorado de meia tigela. Este não é o melhor caminho, e por este andar dificilmente o encontraremos. Os exemplos dos outros para alguma coisa deveriam servir. Basta deitar uma olhadela para o que se está a passar com a Grécia e com a Irlanda.

rude mas puro

A DÍVIDA PORTUGUESA - Posso pôr uma dúvida? Constituição da Republica Portuguesa, CAPÍTULO II, Artigo 161.º


montagem de A.Garrochinho

 

Terça-feira, 10 de Maio de 2011


Terça-feira, 10 de Maio de 2011


Posso pôr uma dúvida?

Constituição da Republica Portuguesa, CAPÍTULO II, Artigo 161.º

Compete à Assembleia da República:
h) Autorizar o Governo a contrair e a conceder empréstimos e a realizar outras operações de crédito que não sejam de dívida flutuante*, definindo as respectivas condições gerais, e estabelecer o limite máximo dos avales a conceder em cada ano pelo Governo;

Há um problema de constitucionalidade relativamente ao empréstimo que vem a caminho? Estou a ver mal? A Constituição não interessa nada?

*Dívida pública flutuante: dívida pública contraída para ser totalmente amortizada até ao termo do exercício orçamental em que foi gerada (Lei n.º 7/98 de 3 de Fevereiro, artigo 3º, alínea F).

Blog Ladrões de bicicletas
         J.m.C.Caldas

por Luisa Raposo a Segunda-feira, 9 de Maio de 2011 às 19:04





FRECHAS 


  
«O silêncio lento nos  recessos  astros , entre as coisas desabridas,  o Sol  selvagem, dentro de mim, irrompe a quente palavra, no peito traçada onde a Alma mergulha, revelando longamente leques nos pontos incompletos,  onde eu  meto o teu sexo, esse Astro em bruto   na labialidade, na constelação fechada;  onde o braço atiça a boca. Junto, intrínseco, no sal, no barulho geral, no fogo que abafa o desejo dos orgãos genitais na minha boca.
     Duro,  num fole quente,  aumenta abrasando a imagem que estremece os aloés e molham os dedos,  mordem segredos, e onde o  umbigo   se despiu, lento no botão da  tua  canibal falangeta,  até, até... à rosea extremamente escrita por ti.
     O meu Amor é;  poder alcançar-te no pénis solstício, a   infinita  visão, os dias, as  àguas espasmódicas   no  ar  equinócio desfechadas;  as mãos da poetisa ardem;  o ar calmo da boca que clareia o silêncio  existencialmente  incompleto. Instável onde o orgasmo caminha, abre portas, ao espaço interior e me  queima os poléns  inteligentes.  Libertando-me  a fluência escondida nos movimentos intercalares dum livro imenso»


* Ao meu mundo intenso, o Jota
Luisa Demétrio Raposo

Curtas & Grossas - Sondagens, eleições e outras tretas

Dissidências
Vivemos um período conturbado da nossa história. A cada dia que passa somos confrontados com entrevistas aos nossos líderes políticos, cada uma mais ranhosa e matreira que a anterior! A cada dia que passa somos confrontados com novas sondagens, cada uma mais patética e mentirosa que a anterior! A cada dia que passa somos confrontados com um novo “reality show”, cada um mais reles e porco que o anterior! Estamos entregues à bicharada… por isso nada melhor do que algumas Curtas & Grossas para animar as hostes, né assim, estimadíssimo leitor?

C&G-1: Fazem-se sondagens atrás de sondagens e todas elas apontam para um empate técnico entre Sócrates (PS) e Passos Coelho (PSD). Afinal quem irá segurar o pau de cabeleira? É esperar para ver…

C&G-2: Sugiro que em vez de eleições para escolhermos o próximo Primeiro-Ministro, coloquemos antes os líderes partidários a gerir uma das seguintes tribos durante um mês: Tribo Hamer (sul da Etiópia), Tribo Himba (norte da Namíbia) e Tribo Nakulamené (ilhas Vanuatu). Aquele que conseguir chegar até ao fim do mês com todos os elementos da tribo de barriga cheia… Aquele que conseguir chegar até ao fim do mês com todas as casas da aldeia de pé… Aquele que conseguir chegar ao fim do mês sem pedir comida emprestada às tribos vizinhas… Ganha o concurso e assume as funções de Primeiro-Ministro de Portugal. Que tal?

C&G-3: Porque é que não se faz uma sondagem sobre se os portugueses querem ou não mais sondagens? É que já cansa… sondagens dia sim, dia sim. Mas o pior é que a seguir à divulgação das sondagens surgem logo mil e um especialistas em interpretação de sondagens e em análise política. É vê-los a vomitar postas de bacalhau podre nas rádios e televisões… uma autêntica praga pior que a erva daninha. Também lhes fazia falta, a estes comentadores compulsivos, um mês numa tribo distante da civilização, a usar folhas à volta do pénis…

C&G-4: Outro “reality show” que está a dar cartas é o “Peso Pesado”, cuja estreia juntou 1,8 milhões de portugueses em frente ao televisor. Pelo que já vi, este programa é super-violento e os portugueses só podem ser sádicos para assistirem às torturas e humilhações que fazem aos concorrentes. Relembro aqui as imagens de um ex-comando a atirar baldes de água a dois concorrentes em pânico. Se a civilização é isto, quanto mais não vale ir para uma tribo longe da civilização…

C&G-5: A meu ver, quem devia estar no “Peso Pesado” não está: o Estado Português! Já estou a imaginar os treinadores/comandos a berrar para o Estado Português, enquanto este tenta andar de forma balofa num tapete rolante: “Então Estado… estou a ver que andaste a encher o pandulho à fartazana… VÁ LÁ!!! NÃO PARES!!! Perde-me esses funcionários que tens a mais! Perde-me essa dívida pública astronómica! NÃO PARES! CONTINUA ATÉ NÃO AGUENTARES MAIS, Ó GORDO!!!”

C&G-6: A RTP1 resolveu apostar numa espécie de “reality show”, que se chama “O Último a Sair”, mas que mais não é do que uma sátira a este género televisivo. Não me convenceu. Mas fiquei feliz com o reaparecimento de Luís Pereira de Sousa, 18 anos depois de ter apresentado o seu último programa, “Onda de Verão”. Com aquele bigodinho, a RTP devia mas era ter-lhe dado um “reality show” a sério, intitulado “Onda no Varão”. Aposto que teria mais sucesso. Aqui fica a sugestão…

C&G-7: Adoro as entrevistas e as conferências de imprensa dadas pelo Primeiro-Ministro demissionário no Palácio de São Bento. Se atentarem bem aos sons durante as entrevistas e conferências de imprensa, são muitos os pavões que por lá andam a cantarolar no jardins de São Bento…

C&G-8: É hoje, terça-feira, que decorre em Dusseldorf, a meia-final do Festival Eurovisão da Canção. Confesso que tenho um carinho muito especial pelos Homens da Luta. Se esta meia-final europeia da canção nos correr tão bem como nos tem corrido a Liga Europa do futebol, então já estamos na final, carago!

C&G-9: O semanário “Expresso” voltou a editar este ano o “Guia - Boa Cama, Boa Mesa 2011”. Confesso que já estou farto destes guias que distinguem sempre os mesmos restaurantes, sempre os mesmo hotéis portugueses. Para quando um “Guia - Boa na Cama, Boa na Mesa”?

C&G-10: Sócrates quer o comboio de alta velocidade. Coelho não quer o comboio de alta velocidade. Estou confuso… Mas anda tudo trocado ou quê? Então, na publicidade, não era o coelho que ia com o Pai Natal e o palhaço, no comboio, ao circo?

Ajuda externa: Eurodeputados portugueses concordam com resgate mas à esquerda do PS consideram ser "tragédia"

por Agência Lusa , Publicado em 10 de Maio de 2011   


"Penso que o acordo vai implicar tempos difíceis, mas tem uma matriz de oportunidade de remodelar a nossa economia e criar condições de crescimento e competitividade", declarou o líder dos sociais-democratas portugueses no Parlamento Europeu, Paulo Rangel, aos jornalistas.

A Comissão Europeia deverá hoje, em Estrasburgo, dar o seu aval político ao programa de assistência financeira a Portugal e os ministros das Finanças europeus deverão aprovar definitivamente a ajuda no início da próxima semana.

PORTAS QUER O OSSO A TODO O CUSTO !

montagem de A.Garrochinho

Sócrates, Coelho e Portas disseram "ámen" a tudo, só não quiseram tirar a tradicional foto com a troika que lhes elaborou o programa eleitoral para 5 de Junho!
(...)
Assim, sem fotografias, podem os três mais facilmente continuar a encenar divergências e a gritar acusações, a tentar esconder as malfeitorias que o FMI programou para Portugal, a conduzir o País para a recessão económica mais profunda da sua história recente e para um desemprego que se pode aproximar do milhão de portugueses.
(.
..)»
excertos da entrevista de Honório Novo ao JN 09 de Maio 2011

O direito à manifestação está na Constituição. O direito à repressão contra uma manifestação pacífica não. VEJA O CLIP A PARTIR DO MINUTO NOVE COM A VIOLÊNCIA DESPROPORCIONADA DAS FORÇAS POLICIAIS.




HÁ LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU NÃO HÁ !
HÁ LIBERDADE DE REUNIÃO E MANIFESTAÇÃO OU NÃO HÁ !
VER A PARTIR DO MINUTO 9 A FORÇA DESPROPORCIONADA DAS FORÇAS POLICIAIS.

Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Jardim usa sete milhões de Euros do estado em campo de golfe!

Jardim usa sete milhões de empresa pública para construir campo de golfe
É assim meus amigos, o dinheirinho do nosso trabalho vai servir para pagar um bonito campo de golfe, as 3 marinas acabadas desde 2000 (inoperacionais ou a meio gás) e também aos jogadores de futebol dos dois clubes que a Madeira traz na primeira liga.
O governo regional da Madeira, autorizou a transferência do dinheiro, para financiar a obra do Campo de Golfe da Ponta do Pargo, ignorando as novas medidas de austeridade, integradas no acordo assinado por Jardim com a troika, que põe travão a investimentos em obras públicas sem viabilidade.
O campo tem uma área de 80 hectares em terrenos expropriados pelo governo regional, teve um custo superior a seis milhões de euros e foi contestado pela população local que queria o investimento em equipamentos de maior interesse público, comparando este caso com a marina do Lugar de Baixo, em que Jardim já investiu mais de 70 milhões, mas está inoperacional.
Afinal, o Alberto João tem razão em dizer, que a Madeira não faz parte da crise do continente, por isso não vai aplicar as medidas de austeridade na ilha. 
No meio desta pouca vergonha, acho muito estranho, o Sr. Silva e o Sr. Passos Coelho não dizerem nada sobre o assunto, se calhar é esta a mudança que eles tanto falam! Trocar os projectos falidos do PS pelos do PSD!

SAIBA ONDE VOTAR - INFORMAÇÃO

CLIK NA IMAGEM SE FAZ FAVOR !

Este post não é sobre Zita Seabra... apenas acontece que ela, muito provavelmente por acidente, se pôs a jeito. Passo a explicar:

Terça-feira, 10 de Maio de 2011

Zita Seabra – Uma vida em perigo...




Este post não é sobre Zita Seabra... apenas acontece que ela, muito provavelmente por acidente, se pôs a jeito. Passo a explicar:
Como a imagem ilustra, a dona Zita Seabra está sempre pronta a ser das primeiras “personalidades de serviço” a irem à televisão apontar o dedo aos comunistas, seja sobre o que for... desde que daí a dias seja dia de eleições e, não vá o diabo tecê-las, algumas pessoas que não pertençam ao eleitorado habitual da CDU decidam qualquer coisa do género: “estou farto desta gente em quem ando a votar há anos... desta vez, vou votar nos comunistas!”. Na situação que a imagem documenta, Zita precipitou-se para um canal de televisão para garantir aos eleitores que «as agressões a Vital Moreira eram obra do PCP». Quando horas mais tarde já toda a gente sabia que o grande organizador da tal “agressão” montada pela máquina de campanha do PS, era o famoso “loirinho” do Bloco de Esquerda... a dona Zita Seabra já não percorreu o caminho que antes tinha feito, desta vez para desdizer as suas acusações... certamente, apenas por falta de tempo. Nada de novo, nem demais... e, como disse, este post não é sobre Zita Seabra.
Regressando ao tema dos períodos pré-eleitorais, já toda a gente verificou que as televisões e as revistas desencantam sempre uns documentários “históricos” onde vem escarrapachada a maldade dos comunistas e as coisas terríveis que eles fizeram, ou não, lá por volta dos anos 20, 30, 40, 50 e 60 do século XX, por contraste com os EUA, o paraíso na terra e pátria da “democracia”, onde, também por essa altura, a miséria era esmagadora, a exploração selvagem era  (e é) a norma, onde os anarquistas/sindicalistas Sacco e Vanzetti eram assassinados pelo estado, sob falsas acusações, os Rosenberg eram assassinados pelo estado, sob falsas acusações, onde o mundo artístico e intelectual era assolado pela barbárie de um senador fascista, McCarthy... ou onde o “playboy” John Kennedy, planeava sucessivas tentativas de assassinato de Fidel. Mais as bombas de Nagasaki e Hiroshima, mais a Coreia, mais o Vietname, mais Iraque, mais Afeganistão... a lista vai por aí fora.

Em vésperas das eleições do próximo dia 5 de Junho, a novidade veio do “Canal Q”, um inovador (e interessante) canal de televisão, disponível apenas para os assinantes da MEO, virado para uma audiência jovem, um canal onde se respira uma indisfarçável simpatia pelo BE. Apenas por uma (in)feliz coincidência e não, certamente, para ajudar a que os muitos militantes e simpatizantes que nas últimas eleições presidenciais já defendiam o voto em Francisco Lopes (cansados das trapalhadas de Louçã), não o façam agora nas legislativas... lá foi a dona Zita Seabra sempre em serviço, dar uma longa entrevista ao canal.
Ainda pensei “lançou qualquer coisa, vai fazer qualquer coisa”... mas não! A grande entrevista era sobre a enorme atualidade do seu livro “Foi assim”, de 2007. O entrevistador estava encantado, tinha o livro praticamente decorado e sempre nas mãos, enquanto ia puxando pela língua da entrevistada, mostrando que conhecia, uma por uma, as estórias mais “suculentas” e apropriadas para o efeito desejado, relatadas no livro da ex-dirigente comunista.
Como nunca li o livro, estas oportunidades servem para ir conhecendo uma ou outra das tais “fantásticas” estórias, como por exemplo, que Zita não passou diretamente para o PS, apenas porque ficou zangadíssima com o facto de, exatamente quando ela saía do PCP, estar o PS a negociar aquela que foi um frutuosa coligação, em Lisboa, entre os socialistas e a CDU. Fiquei também a saber que a sua grande amizade por Cavaco Silva, então primeiro-ministro, nasceu num dia em que ela resolveu ousadamente “meter-lhe uma cunha” para ajudar num problema de uns juros bancários numa livrança qualquer... problema que ele, a ver pelo posterior percurso dela... resolveu muito bem. Cavaco deve ter pressentido que "aquilo" era terreno "fértil"... e facilmente comprável. Teve razão!


Finalmente, fiquei a saber do horror que foi a sua vida pessoal, enquanto durou o processo de afastamento e expulsão do PCP, com assaltos e revistas de cima a baixo à sua casa, microfones plantados por todo o lado, perseguições constantes de seguranças que a seguiam a toda a hora e para todo o lado e, sobretudo, porque durante todo esse tempo sentiu a sua vida em perigo, certa de que iria ser abatida numa qualquer viela de Lisboa, por um desses seguranças.
O entrevistador babava-se de felicidade... e eu fiquei a pensar que se o ridículo matasse era, afinal e agora, que a vida dos dois estava por um fio.
Mas como disse no início... este post não é sobre Zita Seabra!