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terça-feira, 19 de abril de 2011

Vila de Amêijoas em Olhão Cancelada. Ou quem tem cu tem medo.

vila de ameijoas (1)

vila de ameijoas (2)

  foto do album do meu amigo José Pelica Pelica
mariscando na Ria Formosa

Terça-feira, 19 de Abril de 2011


Vila de Amêijoas em Olhão Cancelada. Ou quem tem cu tem medo.


Olhão, 19 abr (Lusa) -- A interdição da apanha e comercialização de algumas espécies de mariscos na Ria Formosa obrigou a Câmara de Olhão ao cancelamento do tradicional evento "Vila de Amêijoas", um petisco à base de bivalves que se come na Páscoa.
"Devido à interdição da apanha de algumas espécies de mariscos na Ria Formosa, nomeadamente ostras e lingueirão, a Cooperativa Formosa decidiu cancelar a realização da edição deste ano da Vila de Amêijoas", prevista para o próximo fim de semana, informou hoje a Câmara Municipal de Olhão, responsável pela organização daquele evento gastronómico.
A interdição temporária da apanha e comercialização de bivalves na área litoral algarvia entre Vilamoura e Vila Real S. António foi imposta a 26 de março, depois foi alargada a toda a Ria Formosa no dia 1 de abril e no dia 08 de abril foi estendida à costa do barlavento algarvio entre Portimão e Lagos.
Noticia retirada do Jornal Expresso.
Nota do Olhão Livre: Mas se o evento é a"Vila de amêijoas" e se apanha, e o comércio das amêijoa não estão proibidos, qual o motivo do cancelamento?Ou o evento " Vila de amêijoas", é mais que a divulgação da tradição local da Vila de amêijoas? Não é essa tradição uma desculpa esfarrapada, para atribuir ao Presidente da Cooperativa Formosa uma tenda paga com os dinheiros dos contribuintes, onde se comercializa todo o tipo de mariscos, alguns que nem são da Ria Formosa, como o camarão congelado, e a sapateira de viveiro que vem de fora?
Ou será que o evento foi cancelado, com medo de alguma diarreias, pois na vizinha Andaluzia a comercialização de bivalves, continua proibida até ao fim do Mês, como pode ler aqui.
Além do mais, é difícil perceber, qual o motivo que se pode apanhar amêijoa e berbigão, e não se poder apanhar o resto dos bivalves, mas isto fica para os cientistas do IPIMAR explicar.

blog Olhão livre

'Troika' entrou no Ministério das Finanças - Economia - DN

'Troika' entrou no Ministério das Finanças - Economia - DN

Em Abril, cortes mil


Ai, Abril, Abril, por onde andam os teus ideais e as tuas promessas? Faz 37 anos que Portugal se libertou de um querido líder chamado Marcello Caetano, descendente directo de outro querido líder chamado António de Oliveira Salazar, que muitos gostariam de ressuscitar.

Hoje, em 2011, estamos em Abril e o simbolismo do mês e as imagens que, neste momento, vejo na televisão, impelem-me a falar noutro querido líder prestes a ser eleito. Melhor: prestes a ser reeleito. A História dá aos homens as melhores lições que poderemos aprender, mas nós somos como alguns alunos: depois de sabermos como não devemos responder a certas questões, esquecemo-nos desse pormenor nas vésperas do exame e acabamos por cometer os mesmos erros, por esquecimento, por ignorância, por estupidez natural ou por falta de uma horta geograficamente bem localizada. (Não posso ser aqui muito claro, porque há crianças que lêem este blogue.)

Se houve uma crise política, o Povo não é responsável. Se já aí está o Sr. FMI, o Povo não é responsável. Se se injectaram milhões de euros em bancos, de onde criminosos de colarinho branco retiraram outro tanto para si, para as famílias e para os seus negócios, o Povo não pode ser responsável.
Há erros que se pagam caros. Que SE pagam… não. Que PAGAMOS, com um palmo de língua de fora. Um deles foi o nosso querido líder, demissionário e candidato a salvador desta pátria em farrapos, recusar, durante semanas, a ajuda do exterior, quando todos sabiam que estávamos no fundo. Outro, foi o velho professor Silva não ter mostrado o talento, e mais aquilo que a gente sabe, necessário para pôr, atempadamente, ordem neste quintal tão mal frequentado. Vejam lá se isto não faz lembrar aquela frase e atitude célebre do “orgulhosamente sós”?

Agora, só falta, à entrada de cada posto fronteiriço português, estar escrito “Arbeit macht frei” devidamente traduzido para a hitleriana máxima “O Trabalho Liberta”. Sim. Porque, para mim, Portugal passou a ser um campo de concentração alemão. Estou a exagerar? Não concordam? Então, vamos esperar umas semanas e depois logo vão ver
 
blog Cloreto de sódio

Desejo




 por mim quero-te por inteira
 voar nas manhãs nos ocasos
 nas bebedeiras do azul
os teus olhos
colado ao teu corpo
 em voos rasos
 nas águas quentes do sul
 nos ventos agitados
 os meus sonhos
António Garrochinho



PJ Harvey - Written On The Forehead



Let England Shake PJ Harvey
The West's asleep.
Let England shake,
Weighted down with silent dead.
I fear our blood won't rise again.

England's dancing days are done.
Another day, Bobby, for you to come home
& tell me indifference won.

Smile, smile Bobby, with your lovely mouth.
Pack up your troubles, let's head out
to the fountain of death
& splash about, swim back and forth
& laugh out loud,

Until the day is ending,
& the birds are silent in the branches,
& the insects are courting in the bushes,
& by the shores of lovely lakes
heavy stones are falling.

Carta da Marisa Moura à administração da Carris

a lustrosa administração

O lustroso presidente



Carta da Marisa Moura à administração da Carris

Para muitos dos nossos gestores públicos, cúmplices no saque encapotado, e que levaram o país a este descalabro!

Exmos. Senhores José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina Rocha,

Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101 da República Portuguesa. Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:

Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de 776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?

Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?

A dívida do país está acima dos 150 mil milhões de euros, o que significa que eu estou endividada em 15 mil euros. Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a minha parte da dívida colectiva. E com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro, os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que realmente devem pagar: o bem-estar colectivo.

A sua cara está publicada no site da empresa. Todos os portugueses sabem, portanto, quem é. Hoje, quando parar num semáforo vermelho, conseguirá enfentar o olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos, jovens e crianças?

Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente, e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusivé em empresas estatais como a “sua”) sem sequer terem direito a Baixa se ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes. Alguma vez pensou nisso? Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepôr às mais elementares necessidades de outros seres humanos?

Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa e com esperança que consiga reactivar alguns genes da espécie humana que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.

Marisa Moura

Com o governo de Sócrates aposentaram-se quase 18 mil professores.

O número de professores que se aposentaram desde 2007 atinge quase os 18 mil, de acordo com uma pesquisa efectuada pelo PÚBLICO e os números reunidos pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) às listas publicadas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) em Diário da República.
Dia de exame no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa Dia de exame no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa (Foto: Rui Gaudêncio)

Segundo a Fenprof, entre 1 de Janeiro de 2007 e 1 de Setembro de 2010, reformaram-se 15.210 professores. A análise do PÚBLICO concluiu que, até Dezembro do ano passado, se aposentaram mais 1623 docentes. Feitas as contas, as escolas públicas perderam 3765 docentes em todo o ano de 2010, o que dá uma média de 10,3 por dia. As listas publicadas pela CGA indicam ainda que, até Maio deste ano, se aposentarão mais 1059, o que dá um total de 17.892 professores desde 2007.

O número de aposentações nos primeiros cinco meses de 2011 é, ainda assim, inferior ao registado em igual período de 2010. De Janeiro até Maio do ano passado, reformaram-se 1422 professores. A análise às listas mensais de 2010 da CGA revela que o número de aposentações aumenta nos últimos meses do ano. Só em Outubro do ano passado, por exemplo, reformaram-se quase 500 docentes.

Em declarações ao PÚBLICO, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, salienta que, apesar de uma ligeira quebra de pedidos nos primeiros meses deste ano, o número de aposentações voltará a subir depois do fim do ano lectivo. "Este ano estão a tentar remeter a esmagadora maioria das situações para o fim do ano lectivo, para não terem que substituir os professores do quadro por contratados".

Para o sindicalista, a evolução do número de aposentações reflecte "o desgaste imenso dos professores". "Estamos a falar de professores que vivem em situações cada vez mais exigentes e desgastantes, nomeadamente da pressão dos horários e muitos professores acabam por não resistir. E, apesar das perdas do valor da pensão resultante do agravamento dos requisitos para a reforma, optam por ir embora", afirma Mário Nogueira.

O secretário-geral da Fenprof revela que as saídas fizeram com que neste momento só existam cerca de 105 mil professores do quadro. Já os docentes contratados, que não têm direito a progressão na carreira nem a pensão de aposentação, a Fenprof estima que sejam cerca de 42 mil. Por outro lado, o próprio Ministério da Educação estima uma redução de cerca de cinco mil docentes no âmbito da reorganização da rede escolar.

Publico