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segunda-feira, 18 de abril de 2011

O PODER DA PALAVRA É ISTO !

O poder da palavra é isto ! calque no link
http://sorisomail.com/partilha/148101.html

Trilho do Ludo Aeroporto

Trilho do Pego do Inferno

Trilho da Barragem da Bravura

O CRIACIONISMO O RACISMO ! EMFIM....A POTÍTICA NOS ESTADOS UNIDOS DOS COWBOYS !

A dirigente Partido Republicano no Orange County, na Califórnia, enviou um e-mail para os seus contactos com uma fotomontagem de uma imagem de macacos, numa alusão à família do presidente norte-americano, com a mensagem: «Agora sabemos porquê – não há certidão de nascimento!»

«Simplesmente achei que era uma imagem divertida tendo em conta todas as dúvidas quanto ao nascimento de Obama. Nem sequer pensei no facto de ele ser metade negro quando enviei a mensagem», salientou Marilyn Davenport.

Primeiro contacto técnico do FMI - opinião Ferreira Fernandes

Hotel Tivoli? Daqui, do aeroporto, é um tiro... Então o amigo é o camone que vem mandar nisto? A gente bem precisa. Uma cambada de gatunos, sabe? E não é só estes que caíram agora. É tudo igual, querem é tacho. Tá a ver o que é? Tacho, pilim, dólares. Ainda bem que vossemecê vem cá dizer alto e pára o baile... O nome da ponte? Vasco da Gama. A gente chega ao outro lado, vira à direita, outra ponte, e estamos no hotel. Mas, como eu tava a dizer, isto precisa é de um gajo com pulso. Já tivemos um FMI, sabe? Chamava-se Salazar. Nessa altura não era esta pouca-vergonha, todos a mamar. E havia respeito... Ouvi na rádio que amanhã o amigo já está no Ministério a bombar. Se chega cedo, arrisca-se a não encontrar ninguém. É uma corja que não quer fazer nenhum. Se fosse comigo era tudo prà rua. Gente nova é qu'a gente precisa. O meu filho, por exemplo, não é por ser meu filho, mas ele andou em Relações Internacionais e eu gostava de o encaixar. A si dava-lhe um jeitaço, ele sabe inglês e tudo, passa os dias a ver filmes. A minha mais velha também precisa de emprego, tirou Psicologia, mas vou ser sincero consigo: em Junho ela tem as férias marcadas em Punta Cana, com o namorado. Se me deixar o contacto depois ela fala consigo, ai fala, fala, que sou eu que lhe pago as prestações do carro... Bom, cá estamos. Um tirinho, como lhe disse. O quê, factura? Oh diabo, esgotaram-se-me há bocadinho.

Ferreira Fernandes

O que é preciso é gente - gente com dente !

O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
...que mostre o dente

Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente

Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente

Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente

O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente

Ana Hatherly

O hicóprita


Coçou o cú, bocejou e esueceu-se de tirar o copo da imperial que tinha colocado em cima da página do pasquim sensasionalista que estava (quase) fingindo ler.O resultado foi desastroso ! toda a cevada líquida foi cair em cima de uma foto que ilustrava um agente da BT controlando um automobilista suspeito de elevado grau de alcoolémia. Não se reconheceu na foto, fora há alguns dias atrás. Tinha estado num jantar com alguns (amigos á paisana) que já lhe tinham perdoado algumas infrações ao código de estrada.Olhou para a matrícula do veículo e não fosse um algarismo menos nítido por defeitos de impressão, quase juraria ser o seu próprio carro.
Coincidências ! sim coincidências ! ou talvez coincidências.
Limpou o ensopado da cerveja na página do jornaléco com um bocado da página das palavras cruzadas que entretando tinha rasgado e virou-se para a secção dos Crimes e Assaltos.
Crimes, homicídios, assaltos á mão armada, peculato, tráfico de influências, pedofilia.
Despertou-lhe a atenção, uma notícia que dizia - Sujeito não identificado por motivos de segredo de justiça ouvido em tribunal por motivos de fuga ao fisco, presta declaralções á PJ.( a gralha era evidente - ouvido em tribunal, presta declarações á PJ.) a notícia continuava, O condutor (na foto) foi abordado por agentes da PJ porque conduzia com elevado grau de fuga ao fisco e de imediato foi conduzido aos calabouços da sua residência com o fim de se apresentar perante o juíz da Brigada de Trânsito, com as suas cremes e desportivas calças Levis e a sua berrante e laranja camisola Lacoste.
Recorrendo da sentença, o seu treinador, adiantou ao nosso repórter, não ser este processo um caso transparente e viu assim o seu cliente sair em liberdade, sem pulseira electrónica, exigindo uma indminização por não conseguir completar o jantar que estava a decorrer na maior legalidade e sobriedade.
Coçou o cú, bocejou, e esqueceu-se de tirar o copo da imperial que tinha em cima da página do pasquim sensasionalista e os efeitos desastrosos não se fizeram esperar. A cevada líquida fora totalmente derramada em cima do rosto dum conhecido cronista anti-comunista ,empregado, a verdes ou part time, do pasquim que tinha comprado.
Tomou mais atenção á foto do cronista que assinava o artigo e não fossem os olhos do fotografado estarem fechados (não pela cerveja) mas sim por erro de impressão (os olhos) juraria que aquele retrato era a sua própria encarnação, ou a sua verdadeira reincarnação. Coincidências ! sim coincidências ! ou talvez coincidências !
Coçou o cú e dispôs-se a ler a notícia que relatava assim = A China é um perigo para o mundo actual ! quem o afirma é o chefe dos serviços secretos da TOYOTA, homem forte das palavras cruzadas e cripto cruzadas, acabado de regressar duma cimeira do borrego assado e costeletas grelhadas acompanhada ontem em directo no programa - Os Acorrentados, SIC, onde a bebida oficial foi a cerveja sem alcóol mais vendida nos EUA a AL CAPONE.
Coçou o cú e sussurou ! Eu sempre disse que me identificava com este jornal !
No dia seguinte, os comparsas do jantar (paisanos) os verdadeiros agentes da BT, o juíz da BT, o treinador, o cronista e Cª, foram abordados por uma brigada da Rádio Renascença e como não apresentaram o publicitado auto-colante, foram remetidos para os calabouços do Big Brother de onde só lhes é permitido o contacto via telefone fixo com o ponta de lança Val de Azevêdo. Por razões de controlo de alcoolémia, o bar da TV só vende tremoços e o sal dá cabo da maquilhagem das Manuelas !
António Garrochinho


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OS TEMPOS QUE CORREM

É natural que, face à crise e à intervenção do FEEF (CE, BCE, FMI), se estabeleçam comparações com a intervenção do FMI nos inícios dos anos 80. Como é de esperar que ressurjam os discursos – e as emoções… - sobre o recorrente “falhanço do país”.
Acontece que o Portugal dos inícios dos oitentas quase não se pode comparar com o de hoje. Se excluirmos algum dinamismo, na cultura e nas sociabilidades, que se viveu então – alegre e atrevido e mais cosmopolita, em reação a um certo sisudismo hiperpolitizado da revolução – Portugal era um lugar desgraçado. Melhorámos, e muito, em todos os índices de desenvolvimento, incluindo os que têm a ver com o ar que se respira e não só nos aspetos materiais.
Acontece também que o discurso recorrente sobre o país falhado é desadequado em dois aspetos. Em primeiro lugar, porque muitos (todos?) os países passaram ou podem passar por situações de “falhanço”; e sem linearidade, antes com altos e baixos. Pense-se nos EUA da Grande Depressão, nos retrocessos que se vivem no Reino Unido agora, na Irlanda da fome da batata, na do tigre celta e na de hoje. Etc, etc. Em segundo lugar, porque muitas outras sociedades alimentam imagens de si mesmas do mesmo tipo: pense-se no Brasil, onde coexiste sempre um discurso sobre o falhanço e outro sobre o potencial, por exemplo.
Vamos passar tempos muito, muito duros. Mas não podemos continuar a ver-nos com as lentes dos que, ainda hoje, parecem ter parado no século XIX do Ultimatum britânico ou no colapso da primeira República. Temos de ter uma visão mais contemporânea, mais ciente de que tudo na vida acontece em altos e baixos, em ciclos e contraciclos, e que ninguém está destinado a nada – a não ser ao livre arbítrio e à capacidade de arregaçar mangas. Tarefas para as quais -  e para lá da fundamental exigência e participação democráticas - o sentido de humor, a criatividade e o sonho ajudam. Muito.
Nas últimas duas décadas cometemos asneiras. Vivemos de crédito, sonhámos com a benesse fácil da UE e do Euro? Sim. Escolhemos apostas e prioridades erradas? Sim. Vingámo-nos de longos períodos anteriores de humilhação? Sim. Mas exigimos mais, melhorámos muito, construímos vidas públicas e privadas mais próximas do que queríamos e merecíamos, mais afastadas do que nos diziam ser o nosso destino. Agora trata-se de fazer o mesmo, com a sabedoria duramente adquirida de sabermos por onde não devemos nem podemos ir.
Falhou um modelo e falhou um modo. E falharam ambos em circunstâncias de falhanço de modelos e modos que estão para lá da nossa capacidade de os gerir e de lhes reagir. Se não devemos sacudir a água do capote, e culpar o “mundo”, também não devemos aceitar a narrativa deste sobre nós. Só alimentaríamos o pior das piores ideias que temos de nós mesmos - preguiça, dependência, falta de visão e planeamento, desenrrascanço e fé num papá que nos salvará.
Precisamos tanto dos velhos discursos e análises derrotistas, provincianamente derrotistas, com que nos massacram em crónicas de jornais e debates nas TVs, como precisamos do racismo de alguns norte-europeus sobre as supostas incapacidades dos povos do Sul. Precisamos, sim, de autocrítica sobre as escolhas que temos feito, nas nossas vidas privadas e públicas, de crítica sobre os defeitos éticos nas nossas vidas privadas e públicas, de crítica sobre o modo irracional e não-democrático como funciona a atual, a recente fase quer do capitalismo quer da Europa. Precisamos disso não para baixar braços mas para subir a montanha outra vez, como a que, bem vistas as coisas, subimos desde os anos 70.
Subir a montanha outra vez. Com melhor equipamento - que isto já não é os anos oitenta. Assobiando, apesar de tudo e por causa de tudo. Upa!

Money Money

Terça-feira, 6 de Abril de 2010





Para avivar a memória dos mais distraídos...

Porque será, que o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de euros, de transacções intra bancárias?

Será que um dos motivos é que "os governantes de hoje, serão gestores de Banca amanhã, pois os de ontem, já por lá estão hoje"??







Se pensa que não, vejamos esta lista:


Fernando Nogueira:

Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

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José de Oliveira e Costa:

Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

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Rui Machete:

Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN;
Presidente do Conselho Executivo da FLAD

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Armando Vara:

Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

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Paulo Teixeira Pinto:

Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',
Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...)
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António Vitorino:

Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional;
Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

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Celeste Cardona:

Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD
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José Silveira Godinho:

Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES
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João de Deus Pinheiro:

Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

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Elias da Costa:

Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES

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Ferreira do Amaral:

Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

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etc etc etc...


Porque será?

É Portugal no seu esplendor.

...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento e o seu valor.

Já é tempo de parar para pensar!!


Não se cale,

DENUNCIE!

se quiserem subscrever - Convergência nacional em torno do emprego e da coesão social

Domingo, 17 de Abril de 2011
por João Rodrigues
Num momento dramático como o que vivemos, a sociedade portuguesa precisa de debate e de convergências democráticas. Precisa também de reconhecer que a crise do liberalismo económico, de que a acção dos programas patrocinados pelo FMI tem sido uma expressão, obriga a reavaliar opiniões e prioridades e a construir soluções novas, assentes em ideias e escolhas claras e num programa explícito, sabendo que na democracia nunca há a inevitabilidade de uma escolha única, porque a democracia procura as melhores soluções da forma mais exigente.

É indiscutível que o estado das finanças públicas, que é em grande medida o resultado da profunda crise económica, exige um conhecimento e avaliação exigentes de todos os compromissos públicos. E que se torna urgente identificar a despesa pública desnecessária, supérflua e geradora de injustiças sociais, distinguindo-a da que é indispensável, colmata problemas sociais graves e qualifica o país.É também útil que se reconheça a importância do trabalho, dos salários e dos apoios sociais na sociedade portuguesa, se admita a presença de carências profundas, sob a forma de pobreza e de desigualdades crescentes, e se considere que os progressos alcançados na nossa sociedade são o resultado da presença de mecanismos de negociação colectiva e de solidariedade cujo desmantelamento pode significar uma regressão socioeconómica que debilitará o país por muito tempo.

Qualquer solução para os nossos problemas tem de partir de uma constatação realista: até agora as intervenções externas foram a expressão de uma União Europeia incapaz de perceber que a alternativa à solidariedade, traduzida em cooperação económica e integração sem condicionalidade recessiva, é o enfraquecimento das periferias sob pressão da especulação e de cúmplices agências de notação. A zona euro paga o preço de não ter mecanismos decentes para travar a especulação em torno da dívida soberana e para promover políticas de investimento produtivo que permitam superar a crise. As periferias pagam o preço da sua desunião política, única forma de colocar o centro europeu, principal responsável por este arranjo, perante as suas responsabilidades.

No momento em que se vão iniciar negociações entre o Governo e a troika FMI-BCE-CE, sabe-se que a austeridade provoca recessão económica e gera fracturas profundas, de que o desemprego elevado é a melhor expressão. As experiências grega e irlandesa exigem uma revisão das condições associadas aos mecanismos de financiamento em vigor. De facto, devido à austeridade intensa dos últimos dois anos, a economia irlandesa contraiu-se mais de 11% e a recessão grega atingiu 6,5% só entre o último trimestre de 2009 e o último de 2010. O desemprego ultrapassa já os 13% nestes dois países. A este ritmo, e apesar dos cortes orçamentais intensos, nenhum deles conseguirá reduzir a sua dívida. Isso só acontecerá com crescimento económico e com uma noção clara de que não é nos salários e no trabalho, mas antes na escassa inovação e na fraqueza organizacional de grande parte das empresas portuguesas, que residem os problemas de competitividade. Portugal não pode ser um laboratório para repetir as mesmas experiências fracassadas, e corremos o risco de uma recessão ainda mais prolongada, se tomarmos em consideração as previsões do próprio FMI.

Por tudo isto, considera-se necessário um apelo a um compromisso sob a forma de um programa de salvaguarda da coesão social em Portugal, de manutenção e reforço das capacidades produtivas do país para gerar emprego, com atenção às pessoas, evitando sacrifícios desnecessários. Os pontos essenciais de tal compromisso são os seguintes:

1. Garantir que em todas as decisões económicas e financeiras se coloca o objectivo de promoção exigente do crescimento e do emprego, reconhecendo que a sociedade portuguesa não comporta níveis de desemprego que outras sociedades registam, dada a fragilidade da estrutura de rendimentos e a insuficiência dos mecanismos de protecção social. A presença, já sugerida, da OIT nas negociações entre o Governo e a troika FMI-BCE-CE seria um sinal construtivo muito importante, colocando a questão do trabalho digno.

2. Desencadear um escrutínio rigoroso da despesa pública, auditando a dívida do país, sobretudo a externa, identificando com rigor as necessidades reais e os desperdícios da administração pública e salientando a necessidade de concentrar os recursos na esfera essencial das políticas públicas que combatem a exclusão social e a desigualdade, qualificam as pessoas e promovem a actividade produtiva, a competitividade e o crescimento da economia.

3. Afirmar que a educação, a saúde e a segurança social, bem como outros bens públicos essenciais como os correios, não podem ser objecto de privatização, fazendo da lógica lucrativa um mecanismo de regulação nestes domínios, visto que tal solução seria cara e insustentável financeiramente, levaria à exclusão de muitos e generalizaria injustiças sociais e regionais.

4. Recusar qualquer diminuição do papel do Estado no sector financeiro, sublinhando que a Caixa Geral de Depósitos deve permanecer integralmente pública e com uma missão renovada e que a regulação do sector terá mesmo de ser reforçada para evitar novos abusos.

Os signatários entendem que um compromisso deste tipo viabiliza as acções necessárias ao momento presente, capacita a sociedade para enfrentar positivamente as dificuldades e tem como objectivo tornar claro que, em circunstâncias graves, há direitos associados à dignidade do trabalho, ao respeito pelas pessoas e à garantia da coesão social que não podem ser postos em causa, sob pena de fragilizar gravemente o país e de eliminar qualquer capacidade própria de superar a situação dramática em que nos encontramos.

Albano da Silva Pereira, Fotógrafo, Director do Centro de Artes Visuais de Coimbra; Alexandre Alves Costa, Arquitecto; Anália Torres, Socióloga, Professora do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa; António Arnaut, Advogado; António Chora, Coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa; António Manuel Hespanha, Professor da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa; António Pinho Vargas, Compositor; António Romão, Economista, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa; Augusto M. Seabra, Crítico de cinema, literatura e música; Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra; Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Cristina Andrade, Activista do FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes; Daniel Oliveira, Jornalista; Eduardo Paz Ferreira, Advogado, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; Elísio Estanque, Sociólogo, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Eugénio Fonseca, Presidente da Caritas Portuguesa; Fernanda Rollo, Historiadora, Professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Fernando Catroga, Historiador, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; Fernando Roque de Oliveira, Economista, Presidente do Observatório sobre a Produção, o Comércio e a Proliferação de Armas Ligeiras; Helena Roseta, Arquitecta; Isabel Allegro, Professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; João Abel Freitas, Economista; João Cravinho, Militante socialista; João Ferrão, Geógrafo, Investigador do Instituto de Ciência Sociais da Universidade de Lisboa; João Ferreira de Almeida, Sociólogo, Professor do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa; João Ferreira do Amaral, Economista, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa; João Proença, Sindicalista; João de Deus, Sindicalista; João Rodrigues, Economista, Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra; Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa; José de Faria Costa, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra; José Luís Pio Abreu, Médico Psiquiatra; José Maria Brandão de Brito, Economista, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa; José Maria Castro Caldas, Economista, Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra; José Reis, Economista, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Luís Moita, Professor da Universidade Autónoma de Lisboa; Manuel Alegre, Escritor, militante socialista; Manuel Carlos Silva, Sociólogo, Professor da Universidade do Minho; Manuel Carvalho da Silva, Sindicalista; Manuela Silva, Economista, Professora do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa; Manuel Brandão Alves, Economista, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa; Maria Eduarda Gonçalves, Jurista, Professora do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa; Mário Murteira, Economista, Professor do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa; Mário Ruivo, Biólogo, Oceanógrafo; Miguel Henriques, Músico; Octávio Teixeira, Economista; Paula Gil, Activista da Geração à Rasca; Paulo Areosa Feio, Geógrafo, IGOT - Universidade de Lisboa; Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa; Rui Namorado, Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra; Rui Tavares, Historiador e Eurodeputado; Sandra Monteiro, Directora do Le Monde diplomatique - edição portuguesa; Sandro Mendonça, Economista, Professor do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa; Sérgio Azevedo, Compositor; Tiago Gillot, Activista dos Precários Inflexíveis; Vasco Lourenço, Associação 25 de Abril.

Público, 16 Abril 2011