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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sexta-feira, Abril 15, 2011


Produtividade

Segundo um estudo da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico para 26 dos seus 34 membros Portugal é o país europeu da OCDE que mais horas trabalha,

Apesar deste estudo concluir que é na Europa Ocidental que menos horas se trabalha (sendo fora do Velho Continente que estão os patamares laborais horários mais elevados), Portugal foge à regra, já que as horas totais de trabalho diário (remunerado e não remunerado) ascendem a 8,79.

A trabalharem mais só estão os mexicanos (9,9 horas por dia) e os japoneses (9 horas diárias). No fim do "ranking" está a Bélgica, com 7,1 horas. A média total da OCDE é de 8 horas por dia.

Apesar de Portugal ser o país da Europa onde mais horas se trabalha por dia, esse resultado não se reflecte em termos de produtividade, já que este é um aspecto que o País tem de melhorar.

Em matéria de horas não remuneradas, Portugal também ocupa o lugar cimeiro da lista (em termos europeus) elaborada pela Organização, com 3,8 horas por dia. Acima, está o México com 4,2 horas diárias, a Turquia com 4,1 horas e a Austrália com 4,05 horas. A Coreia do Sul é onde se encontram menos horas diárias não remuneradas (2,2 horas).

Entre as funções não remuneradas conta-se o tempo passado a cozinhar (os americanos despendem menos tempo por dia com esta tarefa – 30 minutos – e os turcos são os que gastam mais tempo na cozinha: 74 minutos), bem como a fazer compras, a limpar a casa e a prestar cuidados.

O relatório da OCDE pretendeu igualmente estimar qual o valor, em percentagem do PIB, do trabalho não remunerado – isto para os 25 países da OCDE para os quais este dado estava disponível. E concluiu que o valor do trabalho não remunerado é considerável, sendo equivalente a cerca de um terço do PIB nos países membros da Organização, desde um mínimo de 19% na Coreia do Sul a um máximo de 53% em Portugal.

Quanto a horas remuneradas, Portugal ocupa a sétima posição, com 4,91 horas, sendo suplantado pelo Japão (6,27 horas), Coreia (5,80), México (5,69), China (5,66), Canadá (5,33) e Áustria (5,10).

Este estudo da OCDE incidiu sobre 26 dos seus 34 países membros e também a China, Índia e África do Sul. Os oito membros da OCDE que não estão incluídos no estudo são o Chile, República Checa, Eslováquia, Grécia, Islândia, Israel, Suíça e Luxemburgo.

Contra a Precariedade

Contra a Precariedade
Os organizadores do protesto de dia 12 de Março em Lisboa e no Porto e os movimentos Precários Inflexíveis, FERVE e Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual vão avançar com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra a Precariedade para ser votada na Assembleia da República.


A “Lei Contra a Precariedade” introduz mecanismos legais de modo a evitar a perpetuação das formas precárias de trabalho, incidindo sobre três vectores fundamentais da degradação das relações laborais: os falsos recibos verdes, a contratação a prazo e o trabalho temporário.


Estas/es cidadãs/ãos apresentam, no próximo dia 19 de Abril pelas 10:30, em conferência de imprensa, esta Iniciativa Legislativa dos Cidadãos. Será na rua, à porta do Cinema São Jorge em Lisboa, o ponto de partida para uma mobilização que exigirá um combate efectivo à precariedade, iniciando-se a recolha das 35 mil assinaturas necessárias para a “Lei Contra a Precariedade” ser discutida e votada na Assembleia da República.


Junta-te a iniciativa e recolhe assinaturas, a partir de 19 de Abril!


Pedro Passos Coelho caminha em terreno armadilhado.

Pedro Passos Coelho caminha em terreno armadilhado. Escrevi, há meses, nesta coluna. Devia ter acrescentado: armadilhado pelos próprios "companheiros."
Ele tem pretendido "reconciliar" o partido, mas o PSD é absolutamente "irreconciliável." Nem Francisco Sá Carneiro conseguia apaziguar as fúrias dos diferentes e múltiplos grupos que, entre si, se digladiavam, numa ânsia de poder que chega a ser doentia. Passos Coelho não é, propriamente, um bem-amado, e a circunstância de ter obtido uma vitória esmagadora sobre os seus adversários
 
, acirrou os ânimos ainda mais.
Ele bem quer ser simpático e plural, mas sacodem-no, com destempero e, até, um certo desdém. Convidou vários "notáveis" para integrarem as listas parlamentares. Até agora, esquivaram-se todos: Manuela Ferreira Leite, António Capucho, Luís Filipe Menezes, Marques Mendes. A procissão de negas ainda vai no adro. Mas entende-se a extensão da conspiração. Pedro Passos Coelho, notoriamente, anda muito mal aconselhado. O que faz com que os vexames por que passa sejam cada vez mais desagradáveis.

O último tiro no pé foi o convite, aceito, a Fernando Nobre. Tenho estima pessoal por este homem que dedicou parte substancial da vida a actos de humanismo e de entrega. Porém, ele não será uma mais-valia para o PSD. Primeiro, porque se desacreditou, como se regista pelos protestos (alguns bem soezes e ordinários, a merecer bengaladas redentoras) que inundam os jornais, as rádios, as televisões e os blogues. Apesar de tudo, Nobre não merecia estas afrontas. Segundo, porque os votos obtidos nas eleições para a Presidência, não são transferíveis. O êxito dele correspondeu a um momento histórico particularmente confuso e delicado.

A estratégia de Passos corresponde a um disparate pessoal e a um desastre político, facilmente adivinhável. Ele tem de perceber que, no próprio PSD, o querem afastar. Os seus inimigos não estão, somente, cá fora; talvez, até, estejam no "interior" os mais raivosos e implacáveis. A escolha de Fernando Nobre, que gerou grande desassossego naquele partido, constitui uma precipitação indesculpável, um erro de avaliação (fatal num político) e um tropeção aproveitado por quem o detesta. Quem o aconselhou? Uma decisão desta natureza não nasce de uma congeminação individual. E quem o aconselhou está a prejudicá-lo seriamente.

E, agora, porque motivo, quais as razões secretas que levaram Fernando Nobre a concordar com o convite, duas semanas depois de ter declarado nada querer de partidos, de lugares, de honrarias? As pessoas que nele acreditaram merecem, acaso, uma explicação mais plausível do que aquela, atabalhoada, que, em seu nome, formulou o porta-voz do movimento que desencadeou. Segundo este, o dr. Nobre é um homem livre e pode escolher os momentos e as circunstâncias que o impelem a tomar esta ou aquela atitude. Aliás, acrescentou, em ocasiões anteriores, apoiou outros partidos e candidatos a lugares políticos. O porta-voz enterrou, ainda mais, o dr. Fernando Nobre, porque já ninguém acredita na bondade do acto.

Há quem afirme que deseja ir para o Parlamento, a fim de "reformá-lo por dentro." Como não pode proceder a tão titânico esforço, apenas como deputado, dizem que o contrato com Pedro Passos Coelho só é válido se for eleito presidente da Assembleia da República. O homem da ética, da lisura de hábitos e da honra no exercício da política, sai-se com esta! Será verdade? Só o visado poderá esclarecer, devidamente, este imbróglio. Deve-o não só aos que o apoiaram como àqueles milhares de portugueses que simpatizaram com o seu projecto. O homem foi ingénuo e caiu numa esparrela?

A vida portuguesa está repleta de surpresas e de inquietações. Bem basta o que nos chega, de supetão, e ainda levamos mais nos lombos. O meu amigo Otelo Saraiva de Carvalho admitiu o impensável: se soubesse ao que "isto" chegou "não teria feito o 25 de Abril", ao mesmo tempo que admitia ser possível, apenas com oitocentos homens, "realizar um outro 25 de Abril." Para essa revolta bastava que continuassem a chatear os militares. As declarações do meu amigo mereciam uma discussão mais alargada. Com tudo o que elas comportam de gravidade e, até, de angústia, não mereciam ser esquecidas e atiradas para o caixote das inutilidades.

Por outro lado, os prestamistas do FMI já cá estão (creio que já cá estavam) e estudam o processo de ordenar ao Governo o que o Governo deve fazer. Indicam sábios economistas que vamos passar pelas passas do Algarve. Já o estávamos. De uma forma ou de outra a "prosperidade" nunca tocou, abertamente, na nossa porta. E, quando a Europa nos encheu de dinheiro, o dr. Cavaco, que mandava no País (não o esqueçamos nunca), esbanjou-o com futilidades. Não tinha, não tem, nunca terá o estofo de um estadista. E pagámos caro o poder que lhe foi dado pelos grandes interesses económico-financeiros.

A impunidade, em Portugal, continua impante e firme. Como chegámos a esta situação de esmoler? Quem nos enganou e nos traiu? Os mesmo que se preparar para voltar ao poder com outras vestes. Contudo, as coisas estão muito vagas, muito imprecisas, e talvez a revolta dos eleitores deixe de estar anestesiada. Talvez. A verdade é que a situação pestilenta em que sobrenadamos não pode continuar mais.


b.bastos@netcabo.pt

O secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa voltou hoje a defender a renegociação da dívida pública portuguesa



O secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa voltou hoje a defender a renegociação da dívida pública portuguesa, em alternativa à ajuda externa, frisando que «ninguém está a ajudar Portugal desinteressadamente». «Como é sabido, a verba atribuída para a intervenção externa leva uma imediata cobrança de taxas de juro que significam não um favor mas um ganho para esses países» que vão ajudar Portugal, afirmou esta tarde Jerónimo de Sousa momentos antes da apresentação da lista de candidatos a deputados pelo círculo do Porto às eleições de 5 de Junho.
Logo acrescentou: «que fique claro, ninguém está a ajudar Portugal desinteressadamente. Aquilo que vai ficar ao dispor da banca, há uma outra parte que fica logo retida tendo em conta taxas de juro elevadas».
Para o líder do PCP, há «outra alternativa», considerando ser «falso que a chamada ajuda [externa] venha resolver os problemas estruturantes do país».
Durante o discurso de apoio à lista do Porto, encabeçada novamente por Honório Novo e com Jorge Machado a número dois, Jerónimo de Sousa defendeu «a imediata renegociação da dívida pública portuguesa, quer quanto a prazos, quer quanto a taxas de juro».
«Esta proposta do PCP pode não ser entendida agora, mas há-de chegar o momento em que esta questão da renegociação da dívida, dos prazos e taxas, vai ter que ser colocada na ordem do dia em nome dos interesses de Portugal. Não estamos na fase de dizer não pagamos . O grande drama é se não há essa renegociação, corremos o risco de um dia dizer que não podemos pagar», salientou aos jornalistas.
Criticando o governo socialista, destacou que a decisão «inaceitável» e «ruinosa» de pedir ajuda externa «deixou bem claro que é a banca que comanda a ação do governo» e que «Sócrates pode dizer que a culpa é de quem chumbou o PEC que nada pode apagar [essa] subserviência».
Falando sobre eleições, o comunista disse mesmo que PS, PSD e CDS «querem um país resignado e condenado a escolher entre a solução pior e a pior solução», acrescentando que esses partidos «disfarçam com o empolamento de diferenças secundárias».
Apresentou por isso o PCP como uma «alternativa» capaz de «salvar o país».
Instado sobre o apoio de Fernando Nobre ao PSD, respondeu aos jornalistas ter «avisado» que o ex-candidato às presidenciais teve um percurso «ora apoiando um e outros consoante as circunstâncias», pelo que este «desfecho» não o surpreendeu.
Realçou porém que «para as pessoas bem intencionadas que participaram na campanha de Fernando Nobre, isto deve ser motivo de reflexão».
Lusa / SOL

TROCAS & BALDROCAS - A CANÇÃO DO BANDIDO !


OLHEM QUEM ELA É !!


Media: Miguel Relvas defende comunicação social privada

PSD quer Estado fora dos media

O secretário-geral do PSD defendeu ontem a "saída do Estado da Comunicação Social [RTP e Lusa]." Segundo Miguel Relvas, esta medida seria um dos "efeitos positivos da crise".
"Este não é um sector para o Estado estar presente. Não tem lógica que esteja presente, diariamente, com o dinheiro dos contribuintes, a tentar condicionar a informação, e é essa a realidade que nós temos tido", sublinhou. Miguel Relvas disse ainda que seria mais fácil falar com o PS se o partido fosse liderado por António Costa, Francisco Assis ou António José Seguro, que cumprem a sua palavra. O socialista, que também participou no debate, recusou fazer qualquer comentário político, alegando que o debate era académico. Para António José Seguro, o actual debate mediático gira mais em "torno de personalidades" do que de ideias. "O diálogo político é feito numa lógica de trincheira", afirmou.

Portugal terá um prazo máximo de dez anos para pagar o pacote de ajuda financeira

http://youtu.be/f9wYUWasreo calque aqui no link ! Carlos Carvalhas e o FMI

FMI vai ficar 10 anos em Portugal
Portugal terá um prazo máximo de dez anos para pagar o pacote de ajuda financeira e durante três anos irá receber, pelo menos, duas visitas anuais das equipas do FMI para acompanhar a evolução das contas nacionais, segundo as regras dos fundos de auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE) a que o país irá recorrer. O FMI dá ainda a opção de alargar a duração do plano de ajuda de três para quatro anos. O primeiro reembolso será feito em 2016.
O resgate português começou a ser desenhado esta semana, com a chegada a Lisboa das equipas da Comissão Europeia (CE), FMI e Banco Central Europeu (BCE), grupo conhecido como a troika. Nestes primeiros dias, fez-se apenas o levantamento das necessidades de financiamento da economia - do Estado à banca, passando pelas empresas públicas -, segundo adiantou fonte da CE ao SOL. Temas como a dimensão, duração ou contrapartidas só começam a ser discutidas a partir de segunda-feira, quando se iniciarem os encontros com o Governo e partidos políticos.
A ajuda a Portugal deverá oscilar entre 75 e 90 mil milhões de euros e será suportada pela UE (70%) e pelo FMI (30%), através do mesmo fundo que foi utilizado para a Irlanda, o Extended Fund Facitlity (EFF), destinado a Estados necessitados de reformas estruturais e sem acesso aos mercados financeiros.
Portugal deverá receber um programa de ajuda com um juro entre 4% e 4,5% e um prazo de pagamento de 7,5 anos, de acordo com as estimativas médias dos analistas contactados pelo SOL (BNP Paribas, Royal Bank of Scotland, XTB e IMF).
As condições acordadas não deverão diferenciar-se muito das impostas à Grécia ou à Irlanda, sendo muito pouco provável que Portugal receba um pacote mais ligeiro. Atenas paga um juro de 4,2% a 7,5 anos e Dublin de 5,8% a 7,5 anos. Os analistas frisam que só um intervalo entre 4% e 4,5% é sustentável para a economia portuguesa. «Um juro acima de 5% é mais um problema que uma solução», diz Filipe Garcia, da IMF.
Para aceder a melhores condições de auxílio, porém, a unidade política será factor-chave nas negociações. «Pela nossa experiência, quanto maior cooperação um país mostrar nas negociações, mais barato ficará o pacote de ajuda», refere ao SOL Thibault Mercier, economista responsável pelo países periféricos da Zona Euro do BNP Paribas. «Está tudo dependente da vontade e capacidade que os responsáveis portugueses demonstrarem para a implementação das medidas impostas pelo FMI e UE», diz.
Esta semana, Durão Barroso, apelou «ao maior sentido de responsabilidade» e à unidade dos partidos.

Sol

Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

A fábula do Nobre, do Coelho e da “Lebre”!

O Nobre foi escolhido pelo Coelho para cabeça de lista por Lisboa. Caso vençam, os social-democratas vão indicar o seu nome para a presidência do Parlamento. 
Será que o Nobre não terá sido a “Lebre” do Sr. Silva nas presidenciais?
”Artur Pereira, ex-porta-voz do Nobre, afirma que caso o médico não seja eleito Presidente do Parlamento, abandona o cargo de deputado. “
“in Jornal de Negócios”.
Sendo assim, o Nobre mostra ganância pelo poder e por uma reforma dourada! Lá se foi a fábula da cidadania e começa a palhaçada corrupta  á portuguesa!
O coordenador no distrito de Viana do Castelo da candidatura de Fernando Nobre às Presidenciais acusou o anunciado cabeça de lista do PSD em Lisboa de "mergulhar na lama a palavra Cidadania".”A onda de esperança e movimentos de cidadania que, se desenvolveu na sociedade portuguesa acaba de sofrer um enorme abalo". Estaremos doravante 'à rasca' para distinguir o que é Nobre do que é rasca".
Se alguém tem dúvidas de que este país enlouqueceu, basta acompanhar esta telenovela em horário Nobre!
Ouvi-o num comício em Coimbra, quando foi mandatário nacional do Bloco de Esquerda às eleições europeias de 2005, parecia-me uma pessoa sensata, humanista e tolerante, o seu discurso era sem dúvida de esquerda.
Achei estranho que se tivesse candidatado à Presidência da República com um discurso anti-partidário, mas daí até á sua aceitação para encabeçar uma lista do PSD!!??
Todos os seres humanos podem mudar de ideias e até de orientações políticas! Mas fazê-lo a troco da fantasia de presidir a Assembleia da República?!?!
Nobre conseguiu enganar milhares de portugueses, que com boas intenções apoiaram a candidatura da cidadania e inclusivamente gastaram muitos milhões de euros dos seus próprios bolsos, para custear as despesas com a campanha.
Será que vê em Passos Coelho os valores humanitários, a dignidade e respeito que tanto apregoava?
Ou será que chegou a hora do Sr. Silva dar a “cenoura” á “Lebre”?
 
parafuso vadio blogspot.