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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Filosofia da bebedeira - Francisco Dias Bexiga, poeta popular de Santa Bárbara de Nexe


 Da maldita bebedeira
o Domingo é que é culpado
e a pobre da segunda feira
é que a tem sempre aguentado
de manhã começa ela
com uns copos de aguardente
e ao meio dia já se sente
a fermentar a cadela
perdida toda a cautela
quando se trata da petisqueira
fica limpa a algibeira
com tantos copos pagar
que eu terei que me queixar
da maldita bebedeira
ás vezes á hora morta
a filha duma magana
vai do quarto prá cabana
até perde o rumo á porta
muitas vezes por ser torta
vai dormir pró sobrado
no palheiro já tem ficado
arrisco a dar fogo á palha
e toda a semana trabalha
e o do mingo é que é culpado
pra que nunca mais eu sinta
no meu corpo a fazer mal
eu vou por em tribunal
a sexta, a quarta e a quinta
e a terça que não minta
que é testemunha verdadeira
que também sofre a canseira
e está farta de sofrer
a ver se pode defender
a pobre da segunda feira
para acabar com as manias e evitar as discussões
têm culpa todos os dias
de se empinar uns canhões
e para me livrar de ações
e ninguém seja incomodado
quem bebe demasiado
noite e dia e a toda a hora
e não deita nada fora
é que a tem sempre aguentado !




Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Preparem-se Chegou a Portugal o F.M.I. os Vampiros que vem sugar o resto do sangue a quem trabalha.

Chegou hoje a Portugal o F.M.I., ou seja os modernos Vampiros que vem sugar o sangue a quem trabalha, e dar dinheiro às paletes, a quem foi culpado da crise, ou seja, o governo de Sócrates e o sistema bancário.
Sócrates há um Mês atrás dizia, que nunca ia governar com o FMI em Portugal, mais uma mentira de um politico que confunde a verdade com a mentira já não havendo diferença entre as duas.Pois bastou os banqueiros exigirem a entrada do FMI e logo Sócrates obedeceu caninamente,e recandidatou-se ao cargo de 1º ministro, contrariamente ao que já anuciou, seu homologo Zapatero, sabendo de antemão, que a Espanha é o país que se segue, e que os Vampiros do FMI, vão lá entrar.
Como sempre vai ser quem trabalha que vai ser novamente sacrificado a não ser que o povo faça o que estão a fazer as pessoas na Islândia,que me referendo se recusam a pagar a quem foi responsável pela crise na Islândia(como podem ver carregando aqui).
Em Portugal o FMI vai fazer a mesma coisa que faz nos outros paises mal governados, carregar ainda mais, em cima de quem trabalha, salvando o sistema bancário capitalista, e os governantes culpados pela crise, pois o governo de Sócrates em 6 anos duplicou a divida externa e em 2012 vai ser o único país no mundo em recessão.
A única saída para quem trabalha é sair para a rua,para exigir referendos,para ver quem tem de pagar a crise, e exigir a responsabilização criminal, de toda a classe politica que nos governou até aqui

Olhão Livre
450 milhões de euros em receitas no Casino de Lisboa
Foi este o valor da receita nos últimos cinco anos, sendo que mais de metade deste valor reverteu para o Estado.
O Casino de Lisboa, inaugurado há cinco nos, que se completam no próximo dia 19, gerou 450 milhões de euros em receitas brutas, dos quais mais de metade reverteu para o Estado, revela um balanço da empresa proprietária

Segundo o mesmo documento da Estoril-Sol a que a agência Lusa teve acesso, o Estado arrecadou 258,4 milhões de euros em receitas, sendo 225 milhões de euros a título das contrapartidas anuais e 33,4 da 
contrapartida inicial.No economico 

OTELO O ESTRATEGA DO 25 DE ABRIL

2011
Otelo questiona utilidade da Revolução

25 de Abril
Otelo: Se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução
13.04.2011 — 10:24 Por Lusa
Otelo Saraiva de Carvalho ouve todos os dias populares dizerem-lhe que o que faz falta é uma nova revolução, mas, 37 anos depois, garante que, se soubesse como o país ia ficar, não teria realizado o 25 de Abril.
Aos 75 anos, Otelo mantém a boa disposição e fala da revolução dos cravos como se esta tivesse acontecido há dois dias.
Recorda os propósitos, enumera nomes, sabe de cor as funções de cada um dos intervenientes, é rigoroso nas memórias, embora reconheça que ainda hoje vai sabendo de contributos de anónimos que revelam, tantas décadas depois, o papel que desempenharam no golpe que deitou por terra uma ditadura de 41 anos.
Essa permanente actualização tem justificado, entre outros propósitos, a sua obra literária, como o mais recente “O dia inicial”, que conta a história do 25 de Abril “hora a hora”.
Apesar de estar associado ao movimento dos “capitães de Abril” e aceitar o papel que a história lhe atribuiu nesta revolução, Otelo não esconde algum desânimo. Ele, que se assume como um “optimista por natureza”.
“Sou um optimista por natureza, mas é muito difícil encarar o futuro com optimismo. O nosso país não tem recursos naturais e a única riqueza que tem é o seu povo”, disse, em entrevista à Agência Lusa.
Otelo lamenta as “enormes diferenças de carácter salarial” que existem na sociedade portuguesa e vai desfiando nomes de personalidades públicas, cujo vencimento o indigna.
“Não posso aceitar essas diferenças. A mim, chocam-me. Então e os outros? Os que se levantam às 05:00 para ir trabalhar na fábrica e na lavoura e chegam ao fim do mês com uma miséria de ordenado?”, questiona, sem esconder o desânimo.
Para este capitão de Abril, o que mais o desilude é “questões que considerava muito importantes no programa político do Movimento das Forças Armadas (MFA) não terem sido cumpridas”.
Uma delas, que considera “crucial”, era a criação de um sistema que elevasse rapidamente o nível social, económico e cultural de todo um povo que viveu 48 anos debaixo de uma ditadura”. “Este povo, que viveu 48 anos sob uma ditadura militar e fascista merecia mais do que dois milhões de portugueses a viverem em estado de pobreza”, adiantou.
Esses milhões, sublinhou, significa que “não foram alcançados os objectivos” do 25 de Abril.
“Nunca mais punha os pés no quartel”
Por esta, e outras razões, Otelo Saraiva de Carvalho garante que hoje em dia não faria a revolução, se soubesse que o país iria estar no estado em que está.
“Pedia a demissão de oficial do Exército, nunca mais punha os pés no quartel, pois não queria assumir esta responsabilidade”, frisou.
Otelo justifica: “O 25 de Abril é feito em termos de pensamento político, com a vontade firme de mudar a situação e desenvolver rapidamente o nível económico, social e cultural do povo. Isso não foi feito, ou feito muito lentamente”.
“Fizeram-se coisas importantes no campo da educação e da saúde, mas muito delas têm vindo a ser cortadas agora outra vez”, lamentou.


“Não teria feito o 25 de Abril se pensasse que íamos cair na situação em que estamos actualmente. Teria pedido a demissão de oficial do Exército e, se calhar, como muitos jovens têm feito actualmente, tinha ido para o estrangeiro”, concluiu

Algarve: Movimento “Geração à Rasca”(GàR) a caminho da internacionalização

Algarve: Movimento “Geração à Rasca”(GàR) a caminho da internacionalização
12-04-2011 19:11:00

A 12 de março levaram para a rua em Faro a 3ª manif do país mais concorrida. Agora mobilizam-se para participar, a 15 de maio, num protesto de nível europeu, cuja convocatória já circula pela internet. Partidos políticos já “piscam o olho” aos organizadores da GàR do Algarve.
Espanha, Itália, França, Espanha, Hungria são alguns dos países onde estão a nascer, inspirados pelo Movimento “Geração à Rasca” português, iniciativas cívicas críticas do tipo de governação que “afeta todos os cidadãos”.
Já há uma data, 15 de maio, para se realizarem manifestações nos diversos países da Europa, afirma Paulo Ribeiro, “trabalhador” que, a par do estudante Rubem Dias, do desempregado José Martins e do dono de uma micro-empresa, Carlos Lucas ,realizaram hoje um Faro uma conferência de imprensa para lançarem pistas sobre novas iniciativas do GàR Algarve.
Sempre sob o signo de movimento “apartidário, laico e pacífico” um dos primeiros objetivos é a cooperação com outros movimentos semelhantes a nível nacional e fora do país. “Há já cooperação com a Organização não governamental (ONG) Malestar, e as GàR’s da Terceira (Açores), Leiria, Viseu e Castelo Branco ”, com as quais se vai avançar de imediato para uma plataforma de comunicação aberta a todos os que queiram deixar ideias” explica ainda Paulo Ribeiro.
Inevitavelmente, o ponto de encontro é nas redes sociais através da página, já ativa no Facebook, do GàR Algarve .
A participação poderá passar por “vídeos críticos sobre as más políticas de governação que afetam as populações, mas também sobre a proposta de novos atos de cidadania e debate sobre os problemas das comunidades”.
Partidos estão atentos e piscam o olho à GàR Algarve
Questionados pelo Observatório do Algarve sobre qual o impacto de terem sido os organizadores da terceira maior manifestação do país, quando a 12 de março mais de 6000 pessoas sairam à rua em Faro, é o estudante Rubem Dias quem reconhece que “já houve convites para integrar listas partidárias” sem todavia nomear quais os partidos que protagonizaram esses contactos.
“Há os que se ofereceram para ajudar, mas creio que o interesse real é capitalizar votos, pelo que nos vamos manter como movimento de cidadania com as mesmas regras de início", concluiu.
“Este é um movimento sem donos” reforça por sua vez José Martins, que no entanto reconhece neste interesse das estruturas partidárias "uma prova" de os movimentos de cidadania estarem a ganhar importância.
“Não queremos ser apenas um movimento de protesto e de manifestações” e para isso impõe-se uma maior união entre as diversas estruturas que iniciam atos de participação cívica”, defende.
Se a participação a nível internacional é uma das iniciativas imediatas, a nível caseiro e “à beira de eleições” o GàR Algarve apela ao voto, como uma forma de cidadania ativa.
A nível regional, e sem pretender “protagonismos, nem nomear líderes” os promotores do movimento geração à rasca no Algarve apoiam a iniciativa cívica contra as portagens na Via do Infante, mas também querem incentivar a participação no governo autárquico, "através de uma maior participação dos cidadãos nas assembleias municipais e de freguesia".
Paulo Ribeiro conta ao Observatório do Algarve que a organização da manifestação em Faro partiu da necessidade, partilhada através das redes sociais, de os protagonistas quererem participar na reunião de 12 de março convocada para Lisboa, onde estiveram cerca de 200 mil pessoas, mas “não havia dinheiro para isso. E então pensamos que nos podíamos manifestar aqui mesmo, em Faro, mas só nos conhecemos pessoalmente naquele dia”.
“Só tínhamos uns dois mil ‘gostos’ (pessoas que concordam com as mensagens do Facebook) e depois apareceram mais de seis mil”, recorda.
Está também no calendário a participação na inciativa "vem abraçar Portugal" que sairá para a rua em várias cidades do país a 22 de Maio, porque afinal há que "consolidar", nem que seja com abraços, o ponto de encontro virtual que são as redes sociais.
Artigo retirado do Observatório do Algarve on line

Opinião Baptista Bastos

quarta-feira, 13 de abril de 2011


OPINIÃO > Baptista-Bastos: «Os dias de todos os espantos»


Parece que os socialistas ficaram muito contentes com o congresso do seu partido. E o mais contente de todos eles foi José Sócrates. Ungido como salvador da pátria e inocente vítima de inimigos inclementes, ele perguntou, comovido e lacrimejante, se os seus camaradas o seguiam, o desejavam, o amavam. Em coro, congestionados de amor e devoção, mil e oitocentos congressistas gritaram que sim. A nota e o resultado estavam dados. Só faltou o ceptro, a coroa e o manto vermelho de seda e gola de arminho. Depois, foram para casa, felizes por terem cumprido, com veneração e afecto, a liturgia da consagração.
O congresso do PS não serviu para outra coisa senão como metáfora de um particular panteísmo de linguagem e de espectáculo. É sempre assim, em qualquer reunião daquela natureza, dir-se-á. Por isso mesmo é que produzem a indiferença. A veneração quando atinge as raias da sabujice tem um preço. Um preço reconcentrado e vasto que se exprime das formas mais diversas. Uma delas é tornar oblíquo o pensamento e liquidar as ideias críticas. Nem um projecto, nem o esboço de uma teoria, nem o sopro de uma referência ideológica, nem o mais escasso resquício de vergonha interior pelo passado, pelos actos e actividades dos governos PS. Somente uma pose, uma farsa desesperada de quem abandonou o compromisso e a esperança, e se remete para um signo que se oculta noutro signo. Ana Gomes, a única que não destilou banalidades e fugiu um pouco à dissimulação, foi colocada à meia-noite para falar. Vinte socialistas esparsos e ensonados estavam na sala.
A coroação de Sócrates é uma vitória do próprio e uma nova derrota daqueles que, no PS, ainda acreditam nos ideais (que quer isto dizer?) e na possibilidade de se alterar o estado das coisas. Porém, as evidências e as comparações históricas são severas para quem embala essa fé: nenhum partido é reformável “por dentro”. A dissidência tem sido o caminho e o estigma de quem a tal se aventurou. Por exemplo: nos partidos comunistas. A lição é crucial. Mas, como não tem sido apreendida e reflectida, as forças do progresso saem cada vez mais enfraquecidas. A soma e o resto estão à vista. Estes dias últimos fazem com que fiquemos mais ensimesmados, funestos e sigilosos. Um prestamista internacional vem ditar-nos o molde dos nossos comportamentos, e achincalhar o que sobrevive da nossa dignidade. Um homem que desdenhava a petulância dos partidos e a tacanhez afectada dos políticos mudou de carril com desenvolta impassibilidade. Os factos rasgam as nossas feridas e os paradigmas volatilizam-se. Não há em quem nem em que acreditar. A honra e a decência deixaram de possuir exactos significados e transferiram-se para os territórios da ambiguidade e das evasivas. Resta-nos as palavras. E mesmo assim...