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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Amazing choir (Perpetuum Jazzile) uses their hands to simulate storm


O QUE A VOZ HUMANA CONSEGUE FAZER !

ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E CULTURAL DE MÚSICOS - FARO

Cultura
Associação dos Músicos não será despejada sem julgamento, diz Tribunal da Relação

Associação Recreativa e Cultural de Músicos
O Tribunal da Relação decidiu anular o processo que determinava o despejo da Associação Recreativa e Cultural de Músicos das suas instalações em Faro e determinou que a ação de despejo colocada pelo atual senhorio da coletividade terá mesmo de ser levada a julgamento.
A Relação dá, desta forma, razão à ARCM, que contestou uma decisão do Tribunal Judicial de Faro, que, em outubro do ano passado e apenas seis meses depois da ação de despejo ser desencadeada, deu razão ao senhorio e considerou que «não havia necessidade de audiência de julgamento», revelou num comunicado a coletividade.

Visão diferente teve o Tribunal da Relação, instância superior para a qual os músicos recorreram, que num acórdão lançado em final de março deu razão à ARCM, «ordenando que o processado fosse anulado desde a contestação e ordenando que se procedesse à seleção da matéria de facto e que se realizasse audiência de Julgamento».

«Na prática, isto significa que o Tribunal Judicial de Faro terá que levar a ação de despejo a julgamento de modo a decidir-se quem tem a razão: a CLEBER (atual proprietária) ou a inquilina ARCM», precisou a associação.

«A ARCM congratula-se pela decisão do Tribunal da Relação e espera que a possibilidade de se defender, em Julgamento, permita o esclarecimento sobre o direito de, enquanto inquilina, continuar a ocupar as atuais instalações, nas quais continuará a desenvolver as suas atividades enquanto não houver solução alternativa de realojamento garantida», acrescentou.
4 de Abril de 2011
barlavento

O QUE SE AVANÇOU EM 12 ANOS ! ESPAÇO !


ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL


ESTAÇÃO ESPACIAL... O QUE SE FEZ EM APENAS 12 ANOS!!!


Veja o que aconteceu de 1998 a 2010.

Em apenas doze anos tem crescido mais e mais.

Esta é a Estação Espacial Internacional (ISS).

Observe o diagrama, crescendo pedaço a pedaço. E esteja atento às datas, na parte superior esquerda. Poucos imaginariam quanto a Estação Espacial cresceu até atingir este tamanho.

É realmente surpreendente!... Que peça de engenharia fantástica!


TEMPO AGRESTE - uma cor


uma cor



No calar da chuva

e no silêncio do vento

Há sempre um mar

Que corre para um lugar

De aconchego, quente

ardente

Corre para os braços

Do verde dos sargaços

Pintando dessa cor

Todo o sentido

do meu amor...!

(tela de Rosa Goulart)

as aparencias iludem !

Esta democracia é uma farsa !

Abril de 2011

Moody’s – Desculpem lá a minha insistência...




Desculpem lá a minha insistência... mas portanto, como vemos, o Parlamento, os deputados em geral e a oposição em particular, já não respondem perante o os eleitores e os restantes cidadãos. Os partidos políticos e os seus dirigentes, já não respondem perante os seus militantes e simpatizantes. Agora, respondemos todos perante as agências de extorsão! Ou diretamente... ou através da sua agente para a Europa, a frau Angela Merkel.

Vá lá!…  Agora digam-me que sou um exagerado, se afirmar que o capitalismo é um crime, que esta “liberdade” é precária e que esta "democracia" é uma farsa.
 
por Samuel - O cantigueiro

Embora discorde de que o FMI é um caminho para resolver a situação do nosso país, este artigo merece ser lido.

FMI, não há graça que não faça o FMI

Terça-feira, 5 de Abril de 2011


Num momento em que tudo parece empurrar o país para a ajuda externa do FMI ou do FEEF, a linha acima da conhecida música de José Mário Branco relembra bem que esta não seria a primeira vez que tal acontece. Mas relembra também, e este é o ponto que parece estar a ser esquecido na (pobre) discussão que tem envolvido esta questão, que este tipo de ajuda externa não sucede sem contrapartidas. Ou seja, não são apenas os níveís das taxas de juro que merecem ser tidos em conta, mas sim o teor das reformas económicas que têm de ser implementadas como contrapartida da ajuda. E é sobretudo o teor das referidas reformas que merece, no mínimo, algum relevo na discussão a ter.

Contrariamente ao que é veiculado, quer por uma certa preguiça da comunicação social, quer por natural conveniência dos actores políticos, a política económica envolve de facto opções políticas. Envolve a escolha entre modelos diversos, entre soluções diferenciadas. E é também nas situações de crise que as diferenças na abordagem económica mais se podem fazer sentir. Porquê cortar aqui e não ali? Deveremos cortar ou deveremos investir para redinamizar a economia? Neste sentido, importa pelo menos ter a noção que o caminho imposto por instituições como o FMI ou o FEEF, passarão necessariamente por um solucionamento liberal dos problemas económico-financeiros do país. No fundo, um aprofundamento da linha política que tem sido seguida nos diversos PECs.

O liberalismo económico acredita que é através do livre funcionamento das forças do mercado que se obtém desenvolvimento. Ou seja, quanto menos constragimentos existirem à actuação dos mercados, mais riqueza se produzirá. Neste sentido, tudo deve ser feito para abrir caminho às empresas, reduzindo-se por exemplo a taxação das mesmas para que estas possam reinvestir. Por outro lado, a crença no mercado e no poder da iniciativa privada determina também o pensamento sobre o papel do Estado. Para um liberal, o Estado deverá apenas intervir onde a iniciativa privada não consegue chegar. Defende portanto um Estado mínimo, não intrometido na economia e com limitadas funções sociais.

Neste sentido, o recurso à ajuda externa terá necessariamente como contrapartida o recurso a medidas de teor liberal para enfrentar a actual crise. É esta a contrapartida exigida pelo FMI e será também a pedida pelo FEEF. Implicará uma aposta revigorada no emagrecimento do aparelho do Estado, um recuo nas suas atribuições de teor social (pensões, subsídios de desemprego, abonos,etc), a tendência para flexibilizar o mercado de trabalho e de baixar os impostos sobre as empresas, entre outras medidas. Em suma, significará o reforço das medidas de austeridade até agora aplicadas.

Este é sem dúvida um dos caminhos políticos possíveis. Mas “se calhar” conviria colocar à discussão caminhos alternativos que impliquem a redução da despesa pública diminuindo por exemplo as parcerias público-privadas e a externalização de serviços que podem ser desenvolvidos internamente. Caminhos que considerem que a redução de salários contrai a procura interna e promove a recessão económica. Caminhos que considerem que a solução desta crise passa por uma mudança no sistema financeiro internacional que a provocou e não por um alimentar acrítico do mesmo. Mas, pelos vistos, exigir a discussão de políticas económicas alternativas é visto como um devaneio lírico, uma espécie de excentricidade inconsequente e até perigosa. Esquece-se assim que, em política, a afirmação de uma solução sem alternativas, do tipo “ou isto ou o caos”, sempre foi altamente empobrecedora da democracia.
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Artigo hoje publicado no Açoriano Oriental