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terça-feira, 29 de março de 2011

PORTUGAL E SOUTO MOURA DE PARABÉNS !


Nem tudo são tristezas, em Portugal. O arquitecto Eduardo Souto Moura  venceu o Prémio Pritzker (equivalente ao Nobel, para Arquitectura) 2011. Em menos de 20 anos a Arquitectura Portuguesa recebe 2 Pritzker - é de destacar o facto,  Com uma obra já vasta e abrangente, que conta no curriculum, com o Estádio do Braga (em imagem) integrado numa pedreira desactivada (3003/4), a "Casa das Histórias", em Cascais, para albergar o obra de Paula Rego, ou as estações do Metro do Porto (1997-2004), Souto Mouro está de parabéns.


 
O júri do prémio Pritzker anunciou, em comunicado, que Eduardo Souto Moura é o vencedor da edição de 2011 do maior galardão da arquitetura mundial.
"Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitetura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar características opostas, como o poder e a modéstia, a coragem e a subtileza", realça o comunicado do júri, que destaca a obra do Estádio Municipal Braga, construído numa antiga pedreira, por ocasião da realização, em Portugal, do Campeonato da Europa de Futebol de 2004.
Nascido em 1952, no Porto, Eduardo Souto Moura é o segundo arquitecto português a receber esta distinção, depois de Álvaro Siza Vieira ter vencido em 1992. E junta o seu nome aos de outros grandes arquitetos mundiais, como Oscar Niemeyer, Frank Gehry, Jean Nouvel e Rem Koolhaas.
Da sua vasta obra, há a destacar a Casa das Histórias em Cascais, a Casa das Artes no Porto, a Estação de Metro da Trindade, o Centro de Arte Contemporânea de Bragança, o Hotel do Bom Sucesso em Óbidos, o Mercado da Cidade de Braga, a Marginal de Matosinhos-Sul, o Crematório de Kortrijk (Bélgica), o Pavilhão de Portugal na 11ª Bienal de Arquitectura de Veneza (Itália) ou a Casa Llabia (Espanha).
O prémio Pritzker tem o valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros) e será entregue a Eduardo Souto Moura numa cerimónia marcada para o próximo mês de Junho, em Washington, nos Estados Unidos.



Este prémio anual, promovido pela Fundação Hyatt, foi criado em 1979 e tem como objetivo distinguir um arquiteto vivo

IP8 VAI CORTAR AO MEIO O OLIVAL QUE PRODUZ O MELHOR AZEITE DO MUNDO

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A área do olival equivale a cerca de 1000 campos de futebol
IP8 vai cortar ao meio olival que produz o melhor azeite do mundo
29.03.2011
Carlos Dias
A Sociedade Taifas, empresa que explora um olival com 700 hectares, na Quinta de São Vicente, em Ferreira do Alentejo, e que em 2010 ganhou o prémio para o melhor azeite maduro frutado do mundo, vai ter a sua exploração cortada ao meio pelo Itinerário Principal n.º 8 (IP8), que ligará Sines a Beja.
João Filipe Passanha, um dos responsáveis da empresa familiar que produz azeite na Quinta de São Vicente desde 1738, diz estar "incrédulo" e ao mesmo preocupado pelo futuro da exploração. O prestígio já granjeado junto dos importadores que "são extremamente exigentes" com as condições ambientais da produção, pode ficar comprometido. "O mais aberrante em tudo isto é que nem se deram conta das infra-estruturas que existiam", quando optaram trazer o traçado do IP8 pela Quinta de São Vicente, acentua Filipe Passanha.

Para além de perder cerca de 6000 árvores e uma parcela de terreno com três quilómetros de comprimento por 80 metros de largura, a viabilidade económica e ambiental da empresa pode ser afectada. Em 2010, a Sociedade Taifas exportou, para 18 países, quase 90 por cento das 800 toneladas de azeite que produziu em lagar próprio. Os principais importadores encontram-se em Inglaterra, Noruega, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Brasil, China e Estados Unidos da América.

A divisão da exploração em duas partes faz com que a rede de rega "fique debaixo da auto-estrada", o mesmo acontecendo com as condutas da rede secundária do sistema Alqueva. Resta saber o que acontece quando houver rupturas.

Outro problema grave: a rega gota a gota dos 700 hectares de olival é suportada por sete estações de bombagem. A nova situação obriga a aumentar a potência do sistema.

Com a herdade cortada ao meio "temos de gerir o olival nos dois lados da estrada", observa Filipe Passanha, que assegura que o traçado do IP8 vai causar "impactes brutais na exploração". Até a máquina que faz a recolha mecânica da azeitona vai ficar limitada. Foi concebida para percorrer as linhas de olival que, agora, ficarão cortadas ao meio.

Filipe Passanha garante que não teve conhecimento prévio da passagem do IP8 pela Quinta de São Vicente. "Nunca consegui perceber quem é o interlocutor ou com quem podia discutir o problema do traçado", vinca.Tudo isto seria evitado se "mudassem o traçado para a periferia da exploração", onde até o solo é de má qualidade, ao contrário da Quinta de São Vicente - que integra a zona dos barros de Beja, um dos solos mais férteis do país, conclui Filipe Passanha.

O presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa (PS), admite ter existido falta de articulação e frisa que a obra foi planeada du- rante quase oito anos. "Devia ter havido mais concertação", defende, subli- nhando porém que o corredor do traçado "já está definido há bastante tempo". A alternativa, mais a sul do actual, teria "danos ambientais" mais graves, em diversos povoamentos de montado.

Referindo-se ao impacte nos novos olivais, o autarca diz que realizou, à cerca de quatro anos, contactos "informais" com os empresários, incluindo os da Sociedade Taifas da Quinta de São Vicente, advertindo-os para as consequências se persistissem em plantar novos olivais. Mas "ninguém acreditou que a estrada viesse a ser construída".

A indemnização que a concessionária da obra oferece à empresa do olival cobre "apenas 25 por cento" do seu va- lor real, sustenta Filipe Passanha, frisando que já tem uma equipa de advogados a analisar este contencioso.

O PÚBLICO pediu ao Ministério da Agricultura esclarecimentos sobre a situação. A resposta foi telegráfica: "O Ministério da Agricultura não tem comentários a fazer
A área do olival equivale a cerca de 1000 campos de futebol
IP8 vai cortar ao meio olival que produz o melhor azeite do mundo
29.03.2011
Carlos Dias
A Sociedade Taifas, empresa que explora um olival com 700 hectares, na Quinta de São Vicente, em Ferreira do Alentejo, e que em 2010 ganhou o prémio para o melhor azeite maduro frutado do mundo, vai ter a sua exploração cortada ao meio pelo Itinerário Principal n.º 8 (IP8), que ligará Sines a Beja.
João Filipe Passanha, um dos responsáveis da empresa familiar que produz azeite na Quinta de São Vicente desde 1738, diz estar "incrédulo" e ao mesmo preocupado pelo futuro da exploração. O prestígio já granjeado junto dos importadores que "são extremamente exigentes" com as condições ambientais da produção, pode ficar comprometido. "O mais aberrante em tudo isto é que nem se deram conta das infra-estruturas que existiam", quando optaram trazer o traçado do IP8 pela Quinta de São Vicente, acentua Filipe Passanha.

Para além de perder cerca de 6000 árvores e uma parcela de terreno com três quilómetros de comprimento por 80 metros de largura, a viabilidade económica e ambiental da empresa pode ser afectada. Em 2010, a Sociedade Taifas exportou, para 18 países, quase 90 por cento das 800 toneladas de azeite que produziu em lagar próprio. Os principais importadores encontram-se em Inglaterra, Noruega, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Brasil, China e Estados Unidos da América.

A divisão da exploração em duas partes faz com que a rede de rega "fique debaixo da auto-estrada", o mesmo acontecendo com as condutas da rede secundária do sistema Alqueva. Resta saber o que acontece quando houver rupturas.

Outro problema grave: a rega gota a gota dos 700 hectares de olival é suportada por sete estações de bombagem. A nova situação obriga a aumentar a potência do sistema.

Com a herdade cortada ao meio "temos de gerir o olival nos dois lados da estrada", observa Filipe Passanha, que assegura que o traçado do IP8 vai causar "impactes brutais na exploração". Até a máquina que faz a recolha mecânica da azeitona vai ficar limitada. Foi concebida para percorrer as linhas de olival que, agora, ficarão cortadas ao meio.

Filipe Passanha garante que não teve conhecimento prévio da passagem do IP8 pela Quinta de São Vicente. "Nunca consegui perceber quem é o interlocutor ou com quem podia discutir o problema do traçado", vinca.Tudo isto seria evitado se "mudassem o traçado para a periferia da exploração", onde até o solo é de má qualidade, ao contrário da Quinta de São Vicente - que integra a zona dos barros de Beja, um dos solos mais férteis do país, conclui Filipe Passanha.

O presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa (PS), admite ter existido falta de articulação e frisa que a obra foi planeada du- rante quase oito anos. "Devia ter havido mais concertação", defende, subli- nhando porém que o corredor do traçado "já está definido há bastante tempo". A alternativa, mais a sul do actual, teria "danos ambientais" mais graves, em diversos povoamentos de montado.

Referindo-se ao impacte nos novos olivais, o autarca diz que realizou, à cerca de quatro anos, contactos "informais" com os empresários, incluindo os da Sociedade Taifas da Quinta de São Vicente, advertindo-os para as consequências se persistissem em plantar novos olivais. Mas "ninguém acreditou que a estrada viesse a ser construída".

A indemnização que a concessionária da obra oferece à empresa do olival cobre "apenas 25 por cento" do seu va- lor real, sustenta Filipe Passanha, frisando que já tem uma equipa de advogados a analisar este contencioso.

O PÚBLICO pediu ao Ministério da Agricultura esclarecimentos sobre a situação. A resposta foi telegráfica: "O Ministério da Agricultura não tem comentários a fazer
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Foto: Foto: Enric Vives-Rubio
A área do olival equivale a cerca de 1000 campos de futebol
IP8 vai cortar ao meio olival que produz o melhor azeite do mundo
29.03.2011
Carlos Dias
A Sociedade Taifas, empresa que explora um olival com 700 hectares, na Quinta de São Vicente, em Ferreira do Alentejo, e que em 2010 ganhou o prémio para o melhor azeite maduro frutado do mundo, vai ter a sua exploração cortada ao meio pelo Itinerário Principal n.º 8 (IP8), que ligará Sines a Beja.
João Filipe Passanha, um dos responsáveis da empresa familiar que produz azeite na Quinta de São Vicente desde 1738, diz estar "incrédulo" e ao mesmo preocupado pelo futuro da exploração. O prestígio já granjeado junto dos importadores que "são extremamente exigentes" com as condições ambientais da produção, pode ficar comprometido. "O mais aberrante em tudo isto é que nem se deram conta das infra-estruturas que existiam", quando optaram trazer o traçado do IP8 pela Quinta de São Vicente, acentua Filipe Passanha.

Para além de perder cerca de 6000 árvores e uma parcela de terreno com três quilómetros de comprimento por 80 metros de largura, a viabilidade económica e ambiental da empresa pode ser afectada. Em 2010, a Sociedade Taifas exportou, para 18 países, quase 90 por cento das 800 toneladas de azeite que produziu em lagar próprio. Os principais importadores encontram-se em Inglaterra, Noruega, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Brasil, China e Estados Unidos da América.

A divisão da exploração em duas partes faz com que a rede de rega "fique debaixo da auto-estrada", o mesmo acontecendo com as condutas da rede secundária do sistema Alqueva. Resta saber o que acontece quando houver rupturas.

Outro problema grave: a rega gota a gota dos 700 hectares de olival é suportada por sete estações de bombagem. A nova situação obriga a aumentar a potência do sistema.

Com a herdade cortada ao meio "temos de gerir o olival nos dois lados da estrada", observa Filipe Passanha, que assegura que o traçado do IP8 vai causar "impactes brutais na exploração". Até a máquina que faz a recolha mecânica da azeitona vai ficar limitada. Foi concebida para percorrer as linhas de olival que, agora, ficarão cortadas ao meio.

Filipe Passanha garante que não teve conhecimento prévio da passagem do IP8 pela Quinta de São Vicente. "Nunca consegui perceber quem é o interlocutor ou com quem podia discutir o problema do traçado", vinca.Tudo isto seria evitado se "mudassem o traçado para a periferia da exploração", onde até o solo é de má qualidade, ao contrário da Quinta de São Vicente - que integra a zona dos barros de Beja, um dos solos mais férteis do país, conclui Filipe Passanha.

O presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa (PS), admite ter existido falta de articulação e frisa que a obra foi planeada du- rante quase oito anos. "Devia ter havido mais concertação", defende, subli- nhando porém que o corredor do traçado "já está definido há bastante tempo". A alternativa, mais a sul do actual, teria "danos ambientais" mais graves, em diversos povoamentos de montado.

Referindo-se ao impacte nos novos olivais, o autarca diz que realizou, à cerca de quatro anos, contactos "informais" com os empresários, incluindo os da Sociedade Taifas da Quinta de São Vicente, advertindo-os para as consequências se persistissem em plantar novos olivais. Mas "ninguém acreditou que a estrada viesse a ser construída".

A indemnização que a concessionária da obra oferece à empresa do olival cobre "apenas 25 por cento" do seu va- lor real, sustenta Filipe Passanha, frisando que já tem uma equipa de advogados a analisar este contencioso.

O PÚBLICO pediu ao Ministério da Agricultura esclarecimentos sobre a situação. A resposta foi telegráfica: "O Ministério da Agricultura não tem comentários a fazer

Se roçar é o mesmo que pôr dentro....


Sai uma de salão:

Um escocês, casado (famosos pela sua sovinice) foi à igreja e confessou ao padre que que quase tinha tido uma aventura com outra mulher.
- O que quer dizer com "quase"? - perguntou o padre.
- Bem, despimo-nos e roçámo-nos um pelo outro, mas depois parámos.
...Disse o pader: "Roçarem-se é o mesmo que pôr dentro. Não voltará a ver essa mulher e vai rezar 5 Ave-marias e depositar 50 libras na caixa de esmolas.
O escocês saiu do confessionário, rezou as 5 Avé-marias e parou junto da caixa de esmolas e preparou-se para sair.
O padre, que estava atento ao comportamento do penitente, chamou-o e disse: "Eu vi, eu vi! Não pôs nenhum dinheiro na caixa."
- Pois não, não pus, mas esfreguei a nota na caixa. E como o padre disse que esfregar é o mesmo que pôr dentro...
 retirada do facebook
pub. Luis Gaspar

LULA DA SILVA PEDE UMA NOVA GOVERNAÇÃO MUNDIAL

A reforma do sistema financeiro internacional, o combate às violações dos direitos humanos e garantir o crescimento económico com distribuição de rendimento são caminhos apontados pelo ex-presidente brasileiro Lula da Silva para uma nova governação mundial. Luiz Inácio Lula da Silva fez estas considerações durante o seu discurso na entrega do Prémio Norte-Sul, que lhe foi atribuído hoje, na Assembleia da República, sendo laureada também Louise Arbour.
«O mundo não pode tolerar a violência contra as pessoas, a violação de seus direitos vitais inscritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pelas Nações Unidas em 1948», referiu Lula da Silva.
Segundo o ex-presidente brasileiro, esta declaração, passados tantos anos, ainda não é respeitada em diversos lugares do mundo.
«O processo democrático ganha nova dimensão quando acompanhado da garantia dos direitos económicos e sociais básicos, da redução das desigualdades e da construção de uma sociedade mais justa do ponto de vista social e económico», referiu Lula da Silva.
Segundo o ex-presidente, «os países emergentes estão a demonstrar, na prática, que é perfeitamente possível combinar um crescimento económico vigoroso e continuado com uma forte distribuição de renda e ampliação dos direitos sociais».
«A paz que desejamos só será completa e duradoura se forjarmos uma ordem económica internacional menos desigual e excludente», afirmou.
Lula da Silva disse ainda que é preciso avançar nas negociações da ronda de Doha para fazer desaparecer definitivamente as barreiras comerciais e haver um sistema multilateral de comércio fortalecido, que é parte fundamental como resposta à crise económica mundial.
O ex-chefe de Estado acrescentou ainda que é necessário banir a especulação financeira mundial, com a reforma do sistema financeiro internacional, e saudou o protagonismo cada vez maior das ONG nas causas de interesse social.
«São grandes os desafios, a plenitude dos direitos sociais políticos e económicos ainda exigirá muito comprometimento, acção, batalhas. Exigirá uma nova governação mundial em que os organismos multilaterais correspondam com a velocidade com que a sociedade civil se mobiliza contras as injustiças», disse.
Para que esta nova governação mundial aconteça, disse, é necessário a reforma da ONU e do Conselho de Segurança, que este seja mais representativo, reflectindo a realidade do século XXI.
Esta nova ONU irá ajudar nos conflitos que surgem, como no Norte da África e no Médio Oriente, onde jovens lutam para conquistar a democracia.
Já a laureada Louise Arbour, presidente do International Crisis Group, realçou no seu discurso a luta pelos direitos humanos e pela democracia, citando também a luta da população do Norte de África e Médio Oriente por uma sociedade mais democrática.
Os dois galardoados receberam o Prémio Norte-Sul, atribuído pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, das mãos do Presidente da República, Cavaco Silva, numa cerimónia que contou com várias autoridades portuguesas, como o primeiro-ministro, José Sócrates, e estrangeiras.
Lusa/SOL

CGD ENTREGOU AO ESTADO 2 MIL MILHÕES DE EUROS DE 2004 A 2010

Uma análise dos resultados da CGD nos últimos 7 anos, de 2004 a 2010, faltando ainda conhecer-se o montante de dividendos que o Grupo CGD irá entregar por conta dos resultados de 2010, permite-nos concluir que neste período o Estado recebeu da CGD cerca de 2 mil milhões de euros de dividendos e de IRC, mais precisamente 1997,3 milhões de euros.

Isto apesar do dinheiro que o Estado obrigou o Banco a enterrar no BPN e do apoio que teve de dar ao BPP.

Dá para perceber porque é que a direita que Passos Coelho tão bem representa e que ansiosamente aguarda que o poder lhe caia nas mãos, depois de 6 anos de um Governo PS com a sua política de direita nos conduziu até aqui, acha que chegou a hora da privatização da CGD.

Desta forma foram-se os anéis e agora vão-se os dedos.

OS INTERESSES E OS VALORES DO IMPERIALISMO AMERICANO

EUA agiram na Líbia porque sentiram os seus "interesses e valores ameaçados"

09h46m
Os Estados Unidos devem agir quando "os seus interesses e os seus valores" são ameaçados, explicou o presidente Barack Obama para justificar a intervenção norte-americana na Líbia. NATO assume, quarta-feira, o comando militar das operações, adiantou, ainda, Obama, num discurso na Universidade de Defesa nacional, em Washingto

Barack Obama

Apesar da justificação para a intervenção na Líbia pela defesa "dos interesses e valores dos EUA", o presidente norte-americano mostrou-se "consciente" dos "riscos e dos custos" colocados pela operação.
"Conscientes dos riscos e dos custos de uma acção militar, estamos naturalmente reticentes face ao uso da força para resolver os problemas mundiais. Mas quando os nossos interesses e os nossos valores são ameaçados, temos a responsabilidade de agir", disse.
"Foi o que aconteceu na Líbia", acrescentou, durante uma alocução televisiva na Universidade de Defesa Nacional em Washington, sublinhando que "há gerações que os Estados Unidos desempenham um papel único na segurança mundial e na defesa da liberdade".
Evitar os erros da Guerra do Iraque
Os Estados Unidos "não podem dar-se ao luxo" de repetir os erros da guerra no Iraque, tentando derrubar militarmente o dirigente líbio Muammar Kadafi. "Se tentarmos derrubar Kadafi pela força, a nossa coligação vai desfazer-se em pedaços", afirmou o presidente norte-americano, num discurso desde a Universidade de Defesa Nacional em Washington.
Ainda assim, segundo o chefe de Estado, os EUA "devem provavelmente enviar tropas norte-americanas para o terreno".
"Os perigos corridos pelos nossos homens e mulheres em uniforme seriam bem grandes. Bem como os custos e a parte da nossa responsabilidade pelo que aconteceria depois" na Líbia, prosseguiu Barack Obama.
"Seguimos esse caminho no Iraque (...) mas a mudança de regime durou oito anos, custou milhares de vidas norte-americanas e iraquianas e perto de mil milhões de dólares. Não podemos permitir que isso volte a acontecer na Líbia", disse, ainda, o presidente norte-americano.
Uma transição democrática na Líbia será uma "tarefa difícil" e responsabilidade caberá principalmente ao "povo líbio", sublinhou Obama. "A transição que vai conduzir a um Governo legítimo que responda às expectativas do povo líbio será uma tarefa difícil", explicou Barack Obama.
"Mesmo que os Estados Unidos assumam a sua parte da responsabilidade para garantir a sua ajuda, é uma tarefa que cabe à comunidade internacional e sobretudo ao povo líbio", disse.
"Mesmo depois da partida de Kadafi, quarenta anos de tirania terão deixado a Líbia fracturada e sem instituições civis fortes", acrescentou.
NATO assume comando
A NATO assumirá quarta-feira os comandos do conjunto das operações militares da coligação internacional na Líbia, adiantou, ainda, o presidente dos EUA. "A nossa aliança mais eficaz, a NATO, assumiu a responsabilidade da aplicação do embargo sobre as armas e a zona de exclusão aérea" na Líbia, relembrou o presidente norte-americano.
"Na última noite, a NATO decidiu assumir uma responsabilidade suplementar, a de proteger os civis líbios. Esta transferência dos Estados Unidos para a NATO terá lugar quarta-feira", disse.
"Com o tempo, a direcção da aplicação da zona de exclusão aérea e da protecção dos civis sobre o terreno será transmitida aos nossos aliados e parceiros e tenho inteira confiança na capacidade da nossa coligação em manter a pressão sobre o que resta das forças de Kadafi", concluiu.

CONSELHO DE ESTADO QUER GOVERNO MAIORITÁRIO !

Na reunião do Conselho de Estado, marcada pelo Presidente da República para a próxima quinta-feira, os conselheiros de Estado vão chegar a Belém com uma ideia comum: o próximo governo tem de ser maioritário. Em cima da mesa desta reunião está também a data para a dissolução da Assembleia da República e para as eleições antecipadas.

"É imperativo que saia das eleições um governo maioritário e uma solução estável para o país", diz ao i Bagão Félix, que substitui Anacoreta Correia como conselheiro de Estado (ver texto ao lado). "Um governo minoritário nunca é uma boa solução para o momento que o país atravessa, em que são precisas medidas graves e eficazes", acrescenta. Quanto a uma coligação alargada entre PS, PSD e CDS-PP, Bagão Félix afirma que "a solução maioritária pode ser mais ou menos reforçada, mas quanto maior for a acção do futuro governo, melhor". Marcelo Rebelo de Sousa, conselheiro de Estado, já defendeu uma coligação deste tipo: "PS/PSD ou PSD/PS, conforme a escolha dos portugueses, e CDS".

A solução de um governo maioritário é partilhada entre os conselheiros de Estado. "Cavaco Silva não deverá dar posse a não ser que haja uma coligação maioritária. Devem ser chamados ao governo diferentes forças políticas e personalidades independentes", afirmou ao i outro conselheiro de Estado. No domingo, Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, foi mais longe ao dizer que "não basta ter uma maioria". Jardim quer mesmo uma maioria constitucional, capaz de alterar a Constituição da República Portuguesa, porque o contrário será "virar o disco e ouvir a mesma música".

Em Belém, consenso é uma palavra apreciada, sobretudo tendo em conta a crise económica e financeira do país. Ainda ontem o próprio Presidente da República veio confirmar à Bloomberg que "os três maiores partidos garantiram o seu compromisso inequívoco em relação à estratégia de consolidação orçamental e aos objectivos de redução do défice anunciados pelo Estado português, de forma a garantir o caminho da sustentabilidade da dívida pública".

Para Bagão Félix, ex-ministro das Finanças, este é "um ponto fundamental". "Neste momento transitório é fundamental para dar confiança aos mercados de que, apesar das diferenças de opinião entre os partidos, sobre esta matéria não há divergência", explicou. Outro conselheiro de Estado contactado pelo i reforçou o "efeito tranquilizador para os mercados" mas avisou que é necessário "saber até onde vai o buraco para saber que medidas os partidos podem propor". Apesar de o PSD ter dúvidas sobre o estado das contas públicas, Bagão Félix diz que os partidos que se comprometeram com Cavaco Silva para cumprir as metas do défice devem "desde logo ter programas eleitorais que reflictam essa situação". "Não estamos em tempos de falsas ilusões nem de quimeras. É necessário que os partidos se apresentem a eleições com balizas e uma formatação para cumprir essas metas", assegurou Bagão Félix.



Datas A data para a dissolução da Assembleia da República também será tema no Conselho de Estado. Cavaco Silva poderá dissolver o parlamento no próprio dia ou logo no dia seguinte. Se assim for, o primeiro-ministro já não terá de ir ao debate quinzenal marcado para esta sexta-feira. No governo a agenda desta semana está a ser gerida dia a dia, precisamente por não haver data exacta para a dissolução.

Ontem o presidente da Assembleia, Jaime Gama, esteve reunido com Cavaco para discutir esta matéria, mas não quis "adicionar palavras" ao "momento difícil" do país. "Reservo as minhas palavras porque considero que não devemos adicionar palavras que contribuam para não resolver os problemas do país. É um momento difícil para a nossa economia e para a nossa vida de portugueses e todos devemos ser responsáveis ao enfrentar estes momentos", afirmou à saída da reunião com o Presidente da República.

Para que as eleições antecipadas sejam realizadas a 29 de Maio, uma das datas mais apontadas, Cavaco Silva tem de dissolver o parlamento até segunda-feira. A data não gera consenso entre os conselheiros de Estado. O presidente do governo regional dos Açores, Carlos César, já disse que não quer que as eleições antecipadas se realizem a 29 de Maio devido à coincidência com as tradicionais Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, que todos os anos levam milhares de visitantes àquela região.

"Partidos devem ter programas eleitorais que reflictam [o cumprimento do défice]", diz Bagão Félix

OS NOSSOS RECURSOS - UVAS PORTUGUESAS ALGUMAS EM EXTINÇÃO !

Mercearias Finas 28 : Castas de uvas portuguesas


Proporcionalmente ao território, Portugal é, muito provavelmente, o país europeu que tem maior diversidade de castas de uvas autóctones. São mais de 150. Algumas, no entanto, em vias de extinção, muito embora a Herdade do Esporão esteja a levar a cabo um projecto de preservação de grande parte delas. Algumas castas são, geograficamente, de implantação regional, como é o caso da casta Baga, na Bairrada, ou do Alvarinho no Alto-Minho. Vamos referir, por curiosidade as mais importantes, para além das duas acima citadas.

Para vinhos tintos: Touriga Nacional (considerada a raínha das castas portuguesas), Tinta Roriz que, no Alentejo, dá pelo nome de Aragonez; Alfrocheiro, Jaen, Trincadeira, Touriga Franca, Rufete... Para vinhos brancos: Loureiro (no Minho), Viozinho (Douro), Arinto, Encruzado (Dão), Antão Vaz (Alentejo), Fernão Pires, Rabo de Ovelha... Imensas ficam, ainda, por referir.

Pelo menos, na enorme variedade de castas portuguesas, não somos um país pobre.