AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


domingo, 27 de março de 2011

CONTRA A IRRACIONALIDADE - BAPTISTA BASTOS


As notícias não são animadoras. Mas há quanto tempo é que as notícias o não são? Vivemos no interior de muitos medos e parece que ninguém é capaz de os aniquilar ou, pelo menos, de os atenuar. Possuímos uma larga, histórica, dir-se-ia que fatal experiência do medo. Temos sobrevivido entre a resignação e a revolta cabisbaixa. Entretanto, fomos alimentando a esperança, sempre fugidia, de que as coisas iriam melhorar. Os dias de amanhã seriam melhores e mais belos. Tivemos uns fogachos de alegria, seja dito; porém, há quem deteste que sejamos felizes, mesmo mitigadamente.
Ao que leio e ao que me dizem sábias criaturas, o Governo vai cair. O estrondo não será grande. Já se previa. O pior é que o pior está para vir. E o putativo substituto de Sócrates não o esconde. O pouco que resta do 25 de Abril, Passos Coelho encarregar-se-á de remover.
A preguiça, a indiferença e, até, a cobardia podem explicar as razões por que chegámos aonde estamos. Ainda conseguimos concentrar energias para encher praças e avenidas com os nossos protestos. Não têm servido para muito. A democracia portuguesa está reduzida a um funcionamento processual, que limitou, dramaticamente, os horizontes das nossas escolhas, dos nossos valores e dos nossos sonhos. Recalcitramos, mas de muito pouco nos vale.
No tempo do fascismo os estribilhos eram, entre outros: "Quem manda?", "Salazar! Salazar! Salazar!" E as respostas, em forma de certezas inabaláveis: "Quem viva?", "Portugal! Portugal! Portugal!" Simultaneamente, a submissão, e o seu suporte simbólico. São os netos de Salazar que se encontram no poder. O sentido de pluralidade, que dá corpo e razão à democracia, foi abreviado pela homogeneidade e pela unificação de interesses do PS e do PSD. A queda do Governo é, apenas, o episódio comezinho da substituição de rabos nas cadeiras.
Atingimos uma situação extraordinária: somos dissidentes de nós próprios. A "democracia da desconfiança" atingiu-nos com tal violência que ficámos incapazes de nos desembaraçar da tenaz, astutamente formada pelos dois "mais importantes" partidos. "Mais importantes" porquê? E os outros? São, apenas, elementos decorativos? Não fazem parte da participação (que deveria ser permanente) dos cidadãos nos domínios políticos?

REFLEXÕES

a morte do avarento

O Dinheiro não é tudo, mito ou verdade?

A minha caixa de correio tem sido muito visitada nos últimos tempos, e se os tempos fossem outros trazia comigo lágrimas e sorrisos neste momento, mas não, enquanto me incomodo com cartas outros incomodam-se com armas, mortes, perdas, sobrevivências, fome... e quem vê o todo, questiona o fim e a sí mesmo: onde é que isto tudo vai parar? E não vai parar.

Fica-me o ditado "o dinheiro não é tudo".

É, neste mundo consequente é, no macro e no micro, é.

Não é, somos um reflexo mais ou menos condicionado pela forma como lidamos com o dinheiro.

Há quem tenha dinheiro mas queixa-se até do preço do detergente que limpou o pentelho caido por debaixo da cama, não tenho paciência para essa malta. Conheci quem teve vergonha por ter muito dinheiro, conheci quem tenha se passado por outra pessoa por não ter dinheiro algum e nunca mencionar qualquer parente; compreendo esta atitude mas não concordo mas de facto catalogar as pessoas pela sua condição financeira era prática comum há uns anos. Hoje apesar de tudo por onde me passeio já não acontece bem assim. A crise tem provocado mais imigrações, seja lá para onde for, porque as pessoas começam por tentar a sua sorte noutros locais... alguns tinham razão, outras nem por isso.

Associo as finanças como um desporto radical, por vezes aparecem set's de ondas que só de vê-las a formarem-se dá aquele aperto de adrenalina no peito, depois apanhamos uma onda e caimos quase no fim, mas ainda aparece outra logo atras que nos obriga a subir para a prancha rapidamente e submergir-nos de forma a não sermos levados por ela sem segurança, há quem tenha um amigo com um jet sky para nos colocar novamente no acontecimento, há quem reze para vir a onda perfeita, mas todos saimos do mar molhados. A água entra-nos na pele e absorvemos aquela energia, se correu bem o riso sente-se cá dentro, se correu mal sentimos a mossa pelo corpo todo e não nos apetece fazer nada... e aí pensamos, será que é altura de mudar de desporto? O mar, tu, a prancha; o trabalho, tu, as tuas ferramentas; as vezes não têm de ser alteradas, as vezes sim. Nos dias que correm é preciso aprender a viver quando se tem e quando não se tem, porque já nada é certo. Guardar tudo para a reforma? que reforma? Pensar nos recursos naturais de onde se habita?

A verdade é que já não há previsão de nada, a não ser que é melhor estar preparado para o imprevisto.

Será que o ditado "melhores dias virão" será outro mito, ou outra verdade?

AMOR VERDADEIRO !




AMOR VERDADEIRO


"Um homem bastante idoso entrou numa clínica para lhe fazerem um curativo na sua mão ferida, e logo se confessou muito apressado porque estava atrasado para um compromisso.
Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua pressa e ele disse que precisava de ir a um Lar de Idosos tomar o pequeno almoço com a sua mulher que vivia lá há bastante tempo...
A sua mulher sofria da doença de Alzheimer em estágio bastante avançado...
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo facto de ele estar atrasado.
-" Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que ela não me reconhece..."
Intrigado o médico pergunta-lhe:
-"Mas se ela já não sabe quem é o senhor, por que essa necessidade premente de estar com ela todas as manhãs?"
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:
-"É verdade, ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É"
Enquanto o velhinho saía apressado, o jovem médico sorria emocionado e pensava:
-"Esta é a qualidade de amor que eu gostaria para a minha vida"


O Amor não se resume à atracção física, à paixão e ao romantismo...
O Amor verdadeiro é a aceitação
DE TUDO O QUE O OUTRO É....
DE TUDO QUE O OUTRO FOI....
DO QUE SERÁ....
DO QUE JÁ NÃO É......


Abrigo dos sábios.


Sexta-feira, Março 25, 2011


A situação política e económica em Portugal vista por um estrangeiro

Ultimamente tenho-me tornado cada vez mais um visitante assíduo da Al Jazeera on-line, acompanhando a par e passo os relatos acerca do que vai acontecendo nos países do Norte de África e do Médio Oriente, e posso dizer que estou extremamente impressionado com a qualidade do serviço informativo prestado por esta estação televisiva.

Nos últimos dias, a Al Jazeera tem acompanhado também a situação político-económica em Portugal através dos seus correspondentes europeus. Entre as várias peças acerca do nosso cantinho à beira-mar plantado, descobri esta crónica, da autoria de Barnaby Phillips (correspondente europeu no Reino Unido), que relata a sua viagem de ontem a Lisboa e na qual faz o retrato de um país desiludido, ansioso e receoso à beira do colapso. Tomei a liberdade de a traduzir pois vale a pena ler.



Apanhei um táxi do aeroporto para o meu hotel no centro de Lisboa e pedi recibo ao condutor.

Ele era um homem amigável e tínhamos tido uma conversa interessante. "Quanto quer que lhe ponha no recibo?" perguntou-me, com um sorriso e um piscar de olho. Depois da fria e respeitável Londres, foi o recordar de que me encontrar num lugar -como dizê-lo?- talvez mais mediterrânico (com o devido pedido de desculpas se ofendi alguém).

De facto, Lisboa é uma das minhas cidades favoritas. Adoro os bairros antigos agarrados às encostas das colinas, a arquitectura e os pequenos eléctricos que andam para cima e para baixo nas ruas com calçada.

Sou fascinado pela história e pelas ligações coloniais com Angola e Moçambique. As pessoas são gentis e generosas, a comida é óptima.

Mas não há lugar para equívocos em relação ao estado de humor, desta vez; uma mistura de ressentimento fervilhante em relação aos políticos portugueses e uma cruel resignação perante o facto de o pior estar ainda por vir.

Já senti este estado de alma antes; lembra-me a Grécia durante os primeiros meses de 2010, à medida que o país caía na bancarrota.

Está presente o mesmo cinismo em relação aos que se encontram no poder, o mesmo sentimento de desamparo e frustração... (e, atrevo-me a dizê-lo, a mesma tendência criativa em relação a alguns aspectos de contabilidade).

Em alguns aspectos, Portugal encontra-se numa situação ainda pior.

Pelo menos a Grécia, sob a liderança do Primeiro Ministro George Papandreou, elegeu recentemente um governo com um mandato forte que lhe permitiu tomar acções firmes para salvar a economia.

Portugal está à deriva após a demissão do Primeiro Ministro José Sócrates.

As eleições podem estar a semanas de distância e podem ser inconclusivas.

É certo que a dívida e o défice de Portugal são menores do que os da Grécia.

Também é verdade que os bancos se encontram em melhor situação do que os da Irlanda ou da Espanha.

Contudo, os problemas económicos são aqui muito profundos; o mercado de trabalho é inflexível e há pouca inovação.

Hoje visitei uma uma empresa de Tecnologias de Informação, dirigida por um grupo de jovens empreendedores portugueses.

Todos eles eram extremamente brilhantes e a empresa está a portar-se bem.

Mas eles partilharam o seu desagrado e sentimento de alienação em relação os políticos do país e o seu sentimento de desespero ao verem cada vez mais colegas seus a procurar emigrar para o Norte da Europa e para os EUA.

Hoje, o metropolitano de Lisboa estava em greve. Ontem eram os ferries. Amanhã serão os comboios.

Será uma maré crescente de inquietação industrial à medida que as medidas de austeridade se tornam mais severas?

Talvez, embora Lisboa não tenha a tradição de protestos de rua dramáticos de Atenas.

Sendo assim, para onde vamos a partir daqui?

Os mercados financeiros claramente não acreditam que Portugal consiga o crescimento necessário para lhe permitir saldar as suas dívidas e há agora imensa especulação sobre o país vir a necessitar de um resgate na ordem dos 70 biliões de euros.

Isto irá levantar mais questões acerca do futuro das fracas economias periféricas da Zona Euro e reavivar os receios de contágio que possam afectar economias maiores como a da Espanha.

Infelizmente, a lição que se tira de Portugal, da Grécia e da Irlanda, é que optar pelo resgate não singnifica necessariamente o fim das aflições do país.

Pelo contrário, é apenas o início de um novo capítulo, num longo e doloroso processo de reforma.



Read more: http://dokatano.blogspot.com/2011/03/situacao-politica-e-economica-em.html#ixzz1Hn2ts9Vz

CRÍTICAS AO PACTO DO EURO - O PS FRANCES CRITICA - ATÉ QUE EMFIM HÁ UM JORNAL QUE DENUNCIA ! SITUAÇÃO ISLANDESA.


Notícias Breves-O Pacto do Euro e a Islândia - tadução do Google.

Notícias Breves-O Pacto do Euro e a Islândia

O PS francês e Chevènement criticam o "Pacto do Euro". Por cá como se sabe PS,PSD,CDS e os comentadores do inevitável e da submissão de que destaco os inefáveis Vasco Pulido Valente e Teresa De Sousa consideram -no positivo ... ************ 1-.Pacte pour l'euro : le PS dénonce "un pacte de régression" le PSdénoncé vendredi le "pacte pour l'euro" décidé par le Conseil européen à Bruxelles comme "un pacte de régression" et réclamé "autre chose qu'un arsenal de sanctions contre les Etats"Le PS "les conclusions du sommet européen, "inefficaces sur le plan économique et injustes sur le plan social"dans un communiqué l'eurodéputée Pervenche Berès, présidente de la Commission emploi et affaires sociales du Parlement européen et les secrétaires nationaux Jean-Christophe Cambadélis (Europe, international), Michel Sapin (économie), Liêm Hoang-Ngoc (adjoint à l'économie)les conclusions du Conseil européenpris pour la mise en place d'une taxe européenne sur les transactions financières, dont le principe, sous l'impulsion des socialistes européensété voté par le Parlement européen au début du mois"autre chose qu'un arsenal de sanctions contre les Etats refusant la saignée sociale prônée par la droite européenne" ` ******** 2-.Chevènement appelle la gauche à s'unir contre la "politique antisociale" de Bruxelles Chevènement, président d'honneur du MRCle critique le pacte de "carcan réactionnaire", pacte "de super-rigueur" et "la politique antisociale et anti-européenne" décidée par le Conseil européen de Bruxelles, "le pacte léonin de super-rigueur concocté par Madame Merkel avec la complicité de M. Sarkozy, pacteêtre adopté à Bruxelles par le Conseil européen"M. Chevènementinstitutions européennes privéestemps de redresser politiquement la construction européenne, de lancer une initiative européenne de croissance par le biais de relèvement des salaires et de permettre à la Banque centrale européenne de racheter massivement les titres de dettes publiques des Etats en difficulté", seul moyen de casser la spéculation,et léclatement de la zone euro inévitable", juge M. Chevènement Cette politique de la droite européenne conduit dans le mur Les dirigeants européens à une nouvelle crise, avec une forme de Fonds monétaire pour aider les pays en difficulté et un "pacte" pour améliorer la convergence des politiques économiques nationales. ****** Outra notícia: 3-O Jornal I na sua edição de fim -de- semana,na sua página 24 traz um interessante artigo sobre a Islândia da jornalista Joana Azevedo Viana que recomendamos.Criticámos aqui a ausência de notícias sobre a Islãndia e até que enfim que há um Jornal que rompe o silêncio eo pensamento único.E já não é a primeira vez...
 
tradução GOOGLE

O PS francês e Chevenement criticam o "pacto do Euro". Por cá como para sabe PS, PSD, CDS e os comentadores fazer inevitável e da submissão que destaco os inefáveis Vasco Pulido Valente e Teresa De Sousa consideram - n. º positivo... * 1-.Pacto para o euro: o PS denunciou "um Pacto regressão" a PSdénoncé sexta-feira o "Pacto para o euro" decidiu pelo o Conselho Europeu Bruxelas como "uma Aliança de regressão" e alegou "outra coisa qu'um arsenal de sanções contra os Estados"o PS "para a Cimeira Europeia de conclusões ", "ineficaz no plano económico e injusta no social plano "em um comunicado de imprensa oMEP vinca Berès, Presidente da Comissão emprego e social do Parlamento Europeu e os secretários nacionais dos Assuntos Jean -Christophe Cambadélis (Europeu, internacional), Michel FIR (economia), Liêm Hoang-Ngoc (Assistente para aeconomia)as conclusões do Conselho européenpris para configuração no lugar de um imposto em transações financeiras, que a princípio Europeu , sob oimpulso do Socialista européensété votaram pelo o Europeu Parlamento para o de meses começo "outra coisa qu'um arsenal de "sanções contra os Estados recusando social defendida pelo direito Europeu sangramento "' * 2-."Chevenement chamadas de esquerda para unir-se contra o "anti-socialpolítica" Bruxelas ChevenementJean-Pierre Chevenement, Presidente dehonra doa "camisa de força reacionária" MRC do convênio "de super -rigor" e "a política anti-social e anti -Europeia" decidiu pelo o Conselho Europeu Bruxelasem um comunicado de imprensa "a unilateral super -rigor Pacto "inventado por senhora Merkel com a cumplicidade de Nicolas Sarkozy, Pactosendo adoptadas em Bruxelas pelo o Europeu "Senhor Chevènement Europeu privado Conselhotempo para endireitar politicamente construção osinstituições europeias, lançar uma iniciativa Europeia crescimento pelo viés de salários e para permitir que o banco reabilitação " Central Europeu comprar maciçamente os títulos dívidas públicas de Estados em dificuldade", fatoeuro, lrotura doinevitáveleuro zona ", julgar Senhor ChevènementEsta política direito Europeu conduit na paredeos líderes europeuspara uma Nova crise, avec une forme de Fonds monétaire pour aider les pays en difficulté et un "pacte" pour améliorer la convergence des politiques économiques nationales. ****** 3-O Jornal I na sua edição de fim -de- semana,na sua página 24 trz um interessante artigo sobre a Islândia da jornalista joana Azevedo Viana que recomendamos.Criticámos aqui a ausência de notícias sobre a Islãndia e até que enfim que há um Jornal que rompe o silêncio eo pensamento único.E já não é a primeira vez...