AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sábado, 19 de março de 2011

MILHARES E MILHARES NA MANIFESTAÇÃO DA CGTP IN - VITORINO E HOMENS DA LUTA NA FRENTE DA MANIFESTAÇÃO

PENSAMENTOS E REFLEXÕES

Aos Pregadores de Moral

Não quero fazer moral, mas dou o seguinte conselho àqueles que a fazem: se quereis tirar às melhores coisas todo o prestígio e todo o valor, continuai a falar delas como o fazeis. Fazei disso o centro da vossa moral, repeti de manhã à noite a felicidade da virtude, a tranquilidade da alma, a equidade e a justiça imanente; pelo caminho por onde ides, essas excelentes coisas acabarão por ganhar o coração do povo; a voz do povo estará do seu lado; mas, passando de mão em mão, perderão toda a sua duradoura; pior: o seu ouro transformar-se-á em chumbo. Ah! Como sois peritos nessas contra-alquimias! Como sabeis desvalorizar as substâncias mais preciosas! Tentai, portanto, uma vez, a título de experiência, uma receita diferente, se não quereis, como até agora, conseguir o contrário daquilo que procurais: negai essas excelentes coisas, retirai-lhes o aplauso da multidão, entravai a sua circulação, voltai a fazê-las outra vez o objecto de secreto pudor da alma solitária, dizei que a moral é um fruto proibido! Talvez ganheis então para a vossa causa a única espécie de homens que interessa, quero dizer, a raça dos heróis. Mas seria necessário que esta causa inspirasse o receio, e não o desprezo, como fez até aqui! Não seremos, com efeito, tentados hoje a dizer à moral, à maneira de Mestre Eckardt: «Peço a Deus que me liberte de Deus?»

Friedrich Nietzsche, in 'A Gaia Ciência'


Deputada do PS enganou-se e votou a favor da moção de censura !

Sexta-feira, 11 de Março de 2011


Deputada socialista votou contra o governo!

Teresa Venda, enganou-se e carregou no botão verde quando queria carregar no vermelho de voto contra.O aparecimento, nos quadros de votação de um voto a favor da moção de censura pela bancada do PS, lançou alguma confusão na sala. Entre alguns risos, os socialistas acabaram por identificar a "traidora".
“Diário de Noticias”
Será que foi engano, ao está feita com o Bloco de Esquerda?
Se o carnaval não tivesse acabado, até podíamos pensar que era alguma brincadeira! 
Mas não foi brincadeira, passou-se na realidade, no sítio onde é destroçado o dinheiro dos nossos impostos.
Comentários a esta notícia retirados do “Diário de Noticias”
- Já uma pessoa não se pode enganar na cor! Então Durão Barroso quando se enganou na cor, e trocou o vermelho do MRPP, pelo laranja do PSD, alguém o criticou? Até são cores parecidas. E se contarmos todos os políticos que se enganaram na cor e mudaram de partido, são mais que muitos! Afinal, também ninguém explicou à senhora que o verde e o vermelho são cores diferentes. E para ser deputado, não é preciso saber identificar as cores. Até Sócrates se enganou na cor. Trocou o laranja da JSD pelo rosa do PS. Nos tempos que correm, alguém liga às cores? As pessoas querem é "ir ao pote" (Passos Coelho? Estás aí?)
- Faz parte da claque...da bancada do PS: -só está lá para bater palmas,"assobiar", ou fazer coro...ainda nem lhe tinham explicado para que é que serviam aqueles "botões" coloridos. Até julgou que eram para chamar os "empregados", coitadinha... e ao fim de 2 mandatos reforma por inteiro enquanto os pobres dos contribuintes tem que trabalhar até aos 65 para levar uma reforma da "treta".
- Só os da primeira fila é que fingem que fazem alguma coisita porque quanto ao resto só lá estão a ler A Bola, a Maria, a Teleculinária, fazer sexo enquanto não chega a maralha e os restantes acabam por adormecer antes dos intervalos. Deve ter sido o caso desta deputada, adormeceu e bateu com a testa no botão verde sem dar conta...
- A senhora é daltónica!
- Se votar não beba!
- Fugiu-lhe o dedo para a verdade...
- E se isto se passasse nos USA e fosse o botão da bomba atómica!
- Deve ter acordado estremunhada e ficou desorientada! Se eu me enganasse e favorecesse uma empresa concorrente, a esta hora o meu patrão já me estava a comprar uns patins para me empurrar...
- Nem sabe o que está a fazer na assembleia. Mas não se engana quanto ao receber as mordomias. Será que não precisaria de fazer prova de leitura/ escrita como o Tiririca?
- Não foi engano nenhum. Foi apenas o subconsciente da senhora a decidir, apenas isso.
- Típico acto falhado que só mostra o que vai na alma.

MORREU O FILÓSOFO EDUARDO CHITAS.

Morreu o filósofo, o tradutor, o ateu


foto de Armando Isaac

Morreu o Eduardo Chitas, Professor da Faculdade de Letras de Lisboa e tradutor, meu camarada e homem bom. Não farei a nota biográfica, pois isso não me compete. Conto com outros companheiros para o fazerem devidamente. Direi apenas que está associado a algumas das mais importantes traduções de teoria marxista-leninista para português.
Eduardo Chitas era dessas personagens do saber e da luta quotidianos de que eu falava há uns tempos atrás. Tocou a todos que o conheceram com a sua inteligência e saber, a sua amabilidade e disponibilidade. A primeira vez que o vi com olhos de ouvir, foi numa sua intervenção, há três anos, na Assembleia do Sector Intelectual de Lisboa do PCP. Falava sobre o tempo e do uso dele, um texto que está publicado na página do meu projecto 8!8!8!.
Era um homem de uma profunda humildade e fraternidade, daquelas que se cultivam entre o meu povo. Não me lembro de algum vez ter falado com ele sobre o seu trabalho. A conversa, orientada por ele, acabava sempre por incidir sobre o meu trabalho e os meus problemas do dia- -a-dia. A última vez que falei com ele, na semana passada, assistíamos ao lançamento do livro do João Valente Aguiar.
Ele, mais uma vez, não foi diferente. Interessou-se pelas minhas dificuldades, como se houvesse muito tempo para falar das coisas importantes.
Deixo-vos com excertos de um texto de apoio a uma intervenção oral no XVIII Encontro da Associação de Professores de Filosofia, realizado no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra em 26 e 27 de Fevereiro de 2004.
Notas para um Encontro de Filosofia  - “Do sentido do mundo sem Deus”
“(…)
Para mim, sentido do mundo significa pelo menos três conjuntos de coisas interdependentes (a tríade é irrelevante; a ordem que se segue, mais cíclica do que linear, não é arbitrária) experiência humana, categoria de totalidade, cultura mundial. (…)
II.
Nenhum dos três conjuntos que balizam ou coordenam o meu “sentido do mundo” carece da presença tutelar de um demiurgo (Platão), de um arquitecto ou relojoeiro de mecânica celeste (Voltaire e outros deístas do seu tempo), de um ser supremo (Rousseau) ou do deus-homem morto na cruz. Por toda a parte encontro o sobrenatural imaginado, concebido, instituído ou transfigurado à imagem e semelhança das comunidades humanas que o imaginaram, conceberam, instituíram ou transfiguraram. Por tudo isso, por mais do que isso, deus é para mim, de raiz, um problema de antropologia, presente como tal na história das ideias e das civilizações, na história da arte e da ciência e, claro está, na fé que vive numa parte da humanidade. Mas presente também, de outros modos, em múltiplos sistemas de dominação, em alianças milenares do despotismo com a superstição, em piedosa resignação com os males do mundo e até, – impossível esquecer isso – na aliança do Evangelho com a libertação dos oprimidos no aquém terreno.
Do que precede talvez se infira sem dificuldade que, se deus é um problema de antropologia, então a teologia (literalmente, a “ciência de deus”), quer se lhe chame revelada ou natural, só pode ser compreendida como uma analítica da fé, isto é, para me exprimir à maneira de Kant, como um cânone de deduções formais, como um corpus de proposições dedutivas, não como um organon do conhecimento. Retire-se à teologia a fé, desaparece a pedra de toque da sua validade formal. Nesta perspectiva, as “ciências teológicas” (expressão que por vezes se ouve ou lê) só podem constituir, para o não-crente, um suave equívoco de linguagem. Resta um último tópico, que assinalo sem nele entrar: observou Marx que o prefixo a-, na palavra ateísmo, ainda traduz (ex negativo, por assim dizer) uma derradeira ligação ao problema de deus. Aos ateus que pensam pertence talvez trabalhar a dificuldade, para além desse último vínculo de pensamento e de linguagem.
(Para o XVIII Encontro da Associação de Professores de Filosofia, realizado no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra em 26 e 27 de Fevereiro de 2004.)
Ler na íntegra aqui
*O corpo está em câmara ardente na Igreja de S. João de Brito, na Av. da Igreja. Amanhã é cremado às 12h, no cemitério dosEste artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , . Bookmark the permalink.

PEÇO DESCULPA Á LUA CHEIA, MAS ....

OS LOBISOMENS DO CDS/PP PSD E DO PS DEVEM ANDAR A TRAMAR NOVOS CRIMES !


Agora vamos ao fenónemo em si. Este sim encantador !





HOJE SÀBADO 19 MARÇO 2011

dia de "super Lua"
Maior e mais brilhante. A lua cheia vai estar mais perto da Terra no próximo sábado, um fenómeno que não é observado há 18 anos






A última vez que a lua cheia esteve tão perto da Terra foi em Março de 1993. Quanto este fenómeno da "super Lua" ocorre, o satélite fica 50 mil quilómetros mais próximo do planeta do que quando se encontra no ponto mais afastado da sua órbita. Este sábado, vai ficar a cerca de 356,5 quilómetros de distância.

Na noite de sábado, portanto, não se esqueça de olhar para o céu: a Lua vai parecer muito maior do que o habitual e mais brilhante também. Se perder esta oportunidade, a próxima será em 2029.

TREZENTAS MIL PESSOAS A MANIFESTAR-SE NAS RUAS DO PAÍS DEVIA SUSCITAR ALGUMA APREENSÃO




Eles não querem isto por : BAPTISTA BASTOS


Trezentas mil pessoas a manifestar-se nas ruas do País devia suscitar alguma apreensão. O protesto dirigia-se, bem entendido, a quem nos governa. Mas, também, a quem nos vai governar e a quem nos tem governado. A noção de que algo está a dissolver--se, nos laços sociais que sedimentaram as nossas sociedades, emerge, aqui e além, com maior ou menor expressão de violência. Os por- tugueses que desfilaram, representando muitos mais outros, não querem "isto"; e "isto" é o sistema político-económico que se opõe à diferenciação, numa lógica que asfixia o pensamento progressista e permite as mais cruéis arbitrariedades.
A construção deste modelo de sociedade foi alegremente coadjuvada pelos partidos "de poder". E os partidos de "poder" são apoiados socialmente e sustentados financeiramente pelas forças que defendem interesses não muito claros. No século XIX, o "rotativismo" foi a expressão de um entendimento de classe que exercia o seu próprio império. Acabou com o regime. No nosso tempo, a "alternância" é o mimetismo, frequentemente arrogante, dessa política. Dá em desastre sem remissão, como está já a ver-se.
O protesto de sábado demonstrou que esta gente da "alternância" não serve, além de ser destinatária do maior dos desprezos e da mais pesada das execrações. E expressou, também, a positividade da afirmação de uma prática invulgar, que põe em causa os partidos e impõe uma "contraconduta". Numa sociedade onde as coisas estão organizadas para a partilha ser cuidadosamente dividida entre o PS e o PSD, os outros partidos não servirão, somente, como comparsas (cúmplices?) de uma atroz indignidade? O movimento de sábado introduziu, no contexto histórico, uma singularidade que interpela as relações de poder e exige novas formas de cidadania.
A situação portuguesa não pode continuar no violento constrangimento imposto pelo PS e pelo PSD, na complexa teia de estruturas sociais e políticas que desfiguram a democracia e delimitam os laços sociais. Os dois últimos discursos de José Sócrates e Pedro Passos Coelho constituem versões da mesma banalidade, como se a insatisfação permanente e impressionantemente exposta pela sociedade que criaram não exigisse novas formas de actuação. Mas ambos são notoriamente incapazes de provocar outras experiências democráticas. E vivem na estranha coincidência de desconfiar um do outro, o que seria bom se essa desconfiança conduzisse ao confronto de ideias. Impossível: eles não as têm, e agem consoante a paradoxal conjunção das incertezas do "mercado".
O problema do poder coloca-se, no caso português, como um jogo de interesses obscuros e não como uma disputa ética e política entre gente com elevado espírito de missão.

O PLANTEL MAIS CARO DO MUNDO