quinta-feira, 31 de março de 2011

O BPN custou-nos mais de 13 milhões de salários mínimos. E o povo, pá?



"O caso BPN configura o processo de desagregação do Estado democrático, onde se salvam os accionistas e as entidades reguladoras, onde se escolhe salvar os activos nacionalizando os prejuízos à conta dos impostos que pagamos. O caso BPN diz-nos que em Portugal a fraude compensa e, quando esta vence, a democracia perde. Portugal está transformado num país onde há Estado máximo para alguns e Estado mínimo para quase todas as outras pessoas.

Quando nos dizem que o tempo é de sacríficios , sabemos que a sua distribuição não é justa nem democrática. Quem escolhe salvar Bancos para salvar amigos legitima a corrupção. Para o fazer, corta onde é mais necessário: nos serviços públicos e nas prestações sociais.
Não nos falem de austeridade, falem-nos de justiça."


REAL MADRID, PROTOFASCISMO E ... SHAKIRA ?!


Por vezes perguntam-me de onde me veio o indisfarçável desamor pela realidade do futebol profissional, o que tem uma resposta muito simples. Não se trata de nada muito profundo. Simplesmente, a educação a que, para o mal e para o bem, fui sujeito em criança, manteve-me afastado da influência do fenómeno da bola. Esse “vírus” dificilmente se apanha depois, na idade adulta.
Agora passamos à questão “o que é que está aqui a fazer a cantora “pop” Shakira? Faz parte da estória de hoje. A Shakira, cuja música ligeira ou as coreografias incendiárias não me fariam escrever, em princípio, uma linha, é uma miúda simpática e simples e inteligente, a quem a fama planetária acompanhada do rio de dinheiro que normalmente vem atrás de um tão grande sucesso, não cegou. Não é notícia pelos consumos de álcool ou drogas, nem por orgias em casa do Berlusconi... mas sim por ser uma cidadã atenta, empenhada (seriamente e não para a fotografia) em várias causas humanitárias, algumas ligadas às crianças pobres e órfãs, filhas de gente miseravelmente explorada, injustiçada e assassinada no seu país, a Colômbia. Fez, no entanto, uma coisa que de todo não deveria ter feito: apaixonou-se pelo rapaz errado... pelo menos para alguns.
E aqui voltamos ao futebol, quanto mais não seja para, além de "admirar" esta estória, termos a consolação de confirmar que não é só em Portugal que alguns clubes de futebol são dirigidos por energúmenos, por vezes a roçar o débil mental (entre outras grandes e similares qualidades) e, ao mesmo tempo, perceber aonde é que algumas “claques” de “adeptos” vão beber a inspiração para os ventos de fascismo que transportam consigo.
Em poucas linhas, a jovem Shakira apaixonou-se pelo jogador do BarcelonaGerard Piqué (pecado mortal!) e ambos já assumiram publicamente o seu namoro... razão considerada suficiente por quem manda no Real Madrid, para a banir do seu estádio, ou mais precisamente, decretar que as suas músicas passam a estar proibidas de passar no sistema sonoro do Estádio Santiago Barnabéu.
Brilhante! Está dado o mote. É meio caminho andado para que elementos das claques madrilenas vão aos concertos da cantora, insultá-la, boicotando e espalhando a violência nos espectáculos.
Lá, como cá, serão mais umas centenas, ou milhares, com coisas “bem mais importantes” em que pensar... do que a maçada da situação económica, capitalismo, exploração, precariedade, desemprego, partidos, eleições, alternativas políticas...

PEÇO DESCULPA PELO ASSALTO !

Loulé: Depois de assaltar restaurante e ser detido, ladrão regressa e pede desculpa

Vítima indignada por suspeito ter saído em liberdade dois dias após ser detido.

O provérbio diz que o ladrão regressa sempre ao local do crime. E desta vez confirmou-se. O homem que assaltou o restaurante Afonso III, em Loulé, no sábado, foi ao local dois dias depois pedir desculpa ao dono.

"Na segunda-feira, estava eu no restaurante, aparece ele com um amigo", conta João Guerreiro. "Veio ter comigo e pediu-me desculpa pelo assalto", acrescenta.

Independentemente do pedido, João Guerreiro ficou perplexo por o homem estar em liberdade. "Eu, a GNR e a Polícia Judiciária andámos uma tarde à procura dele e dois dias depois, quando vai a tribunal, é posto cá fora?", questiona-se, ele que ajudou as autoridades, pois reconheceu o assaltante, que mora próximo do restaurante.

Recorde-se que durante o assalto, por volta das 13h00 de sábado, o assaltante apontou uma pistola à nuca do proprietário do restaurante. A arma, no entanto, viria a revelar-se uma réplica em plástico.

"Depois de as autoridades me dizerem que ele já tinha cadastro e de o sujeito confessar o crime, pergunto aos ministros da Justiça e da Administração Interna que justiça é esta que temos em Portugal?", continua João Guerreiro.

"Diariamente comerciantes como eu são vítimas de assaltos perpetrados por pessoas que, após serem detidos, são soltos quase imediatamente", lamenta

Bombeiros



Os Bombeiros são anjos na terra...
que a toque de sirenes, deixam a família e os trabalhos e correm abnegadamente para salvar bens e vidas de pessoas, que nem conhecem.
Assinalamos o 225º aniversário da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, com uma pequena reportagem do exercício realizado no dia 21 de Fevereiro, na Praça do Bocage, homenageando assim todos os Soldados da Paz deste País.
anna netto

CONHECER A SITUAÇÃO FINANCEIRA DO NOSSO PAÍS !


Quinta-feira, Março 31, 2011


Petição para Auditoria Imediata das Contas do Estado.

O Movimento para a Democracia Directa - DD lançou uma Petição para Auditoria Imediata das Contas do Estado, cujo texto publico abaixo. Se concordar, subscreva e divulgue esta petição pública pelos seus contactos.

«Petição para Auditoria Imediata das Contas do Estado

A situação financeira, económica, social e política, de Portugal é ruinosa. No plano financeiro, o endividamento do Estado e a incapacidade de o Governo suster o crescimento da despesa provocaram um aumento incomportável da taxa de juro e impedem o financiamento do Estado para que este possa solver os seus compromissos. No plano económico, assiste-se, sem reacção governativa eficaz, à falência e ao encerramento de empresas e à diminuição da produção. No plano social, a redução do rendimento e o aumento do desemprego asfixiam as famílias, reduzem o bem estar das comunidades e forçam à emigração. No plano político, verifica-se a deriva ditatorial do governo, que desrespeita a Constituição, restringe a liberdade e distorce a democracia.

A desconfiança no Governo não é apenas dos credores. Os cidadãos portugueses estão perplexos face ao descontrolo da despesa, ao falhanço de todas as previsões do Governo e à apresentação de sucessivos planos de estabilização financeira que logo são substituídos por outros. A taxa de juro subiu acima do ponto de não-retorno (8,86% na taxa das obrigações do Estado, a cinco anos, em 29-3-2011), mas o Governo afirma que não pede socorro financeiro à União Europeia/FMI e tenta empréstimos em condições gravosas.

Perante o colapso, vão ser convocadas eleições legislativas antecipadas. O Governo não pode distorcer a democracia com uma organização enviesada do sufrágio, como sucedeu nas últimas eleições - legislativa e presidencial -, subvertendo as regras do processo eleitoral democrático. Não pode haver eleições verdadeiramente livres e justas sem uma imprensa livre da tutela directa e indirecta do Governo PS, sem que todos os eleitores saibam qual é a sua assembleia de voto (resolvendo a trapalhada do voto de eleitores com cartão do cidadão) e, principalmente, sem ser informado da situação financeira do Estado e do seu sector empresarial.

No momento actual do País, a falta de conhecimento da verdadeira situação das contas do Estado, e do seu sector empresarial, é a principal preocupação do País. O povo não sabe. E tem o direito de saber.

Assim sendo, os cidadãos abaixo identificados requerem aos partidos representados na Assembleia da República, com o patrocínio do Presidente da República, a designação urgente de uma equipa para a realização imediata de uma auditoria independente e rigorosa das contas do Estado, através da Unidade Técnica de Apoio Orçamental do Parlamento, do Banco de Portugal e do Tribunal de Contas, e a publicação de um relatório, até à data de início da campanha eleitoral, sobre a situação financeira do Estado e do seu sector empresarial.»

Breve história do Banco de Portugal

Breve história do Banco de Portugal

Camara Municipal de Lisboa onde o Banco de Portugal funcionou até 1887

O Banco de Portugal foi criado por decreto régio em 19 de Novembro de 1846, tendo a função de banco comercial e de banco emissor. Surgiu da fusão do Banco de Lisboa e da Companhia Confiança Nacional, uma sociedade de investimento especializada no financiamento da dívida pública.
Foi fundado com o estatuto de sociedade anónima e, até à sua nacionalização, em 1974, era maioritariamente privado.

Até 1887, o Banco de Portugal partilhou com outras instituições o direito de emissão de notas. Com a publicação do Decreto de 9 de Julho de 1891, o Banco de Portugal passou efectivamente a deter o exclusivo da emissão para o Continente, Açores e Madeira.

Durante a primeira década de existência, o Banco de Portugal atravessou um período agitado, findo o qual entrou numa longa fase de crescimento vigoroso, como banco comercial mais importante do país, a qual durou até à I Guerra Mundial. Contribuiu significativamente para isto o facto de a dívida pública, que era persistente, se ter podido monetizar, em grande parte, à custa de empréstimos públicos e não através da emissão de moeda. Enquanto durou o padrão-ouro (até 1891), uma das principais preocupações do Banco de Portugal foi assegurar a convertibilidade em moeda metálica das notas que emitia.

Sem que oficialmente isso fosse parte das suas atribuições, o Banco de Portugal assegurava paralelamente a função de "prestamista de última instância" no sistema bancário, prevenindo ou atenuando várias crises do mesmo.

A partir da crise financeira e monetária de 1891 e do estabelecimento da inconvertibilidade das notas do Banco de Portugal, cessou esta política monetária activa, fixando-se a taxa de desconto num nível que perdurou até 1914. Em contrapartida, manteve-se e desenvolveu-se a função de "banco dos bancos", acompanhada de um certo grau de supervisão informal do sector.

Em Junho de 1931, operou-se uma profunda reforma nas funções e nos estatutos do Banco de Portugal. Foram definidas novas regras que limitavam a expansão do passivo do Banco de Portugal, relacionando-o com o montante de reservas em divisas. Estas regras, juntamente com outras de aplicação rigorosa, que limitavam a capacidade do banco para financiar o Estado, criaram condições para o controlo monetário efectivo. A dependência administrativa do Governo aumentou e o Banco de Portugal assumiu o compromisso de prosseguir uma política de taxas de juros e de câmbios fixos.

Em seguida, o comércio e os movimentos de capitais foram totalmente liberalizados. O facto de haver excedentes orçamentais possibilitou esta liberalização e assegurou a viabilidade de uma política monetária de modo geral passiva, até meados da década de setenta. Durante todo este período, as funções do Banco de Portugal modificaram-se substancialmente, e o seu âmbito foi alargado à área dos pagamentos internacionais, à gestão das reservas e à política monetária interna.

Pós-guerra

Durante a II Guerra Mundial e no pós-guerra voltaram a ser introduzidas restrições às transacções internacionais, o que levou ao desenvolvimento de um sistema muito complexo de controlo cambial, abrangendo as operações de capitais, de mercadorias e de invisíveis correntes. As competências normativas nesta área, assim como a supervisão do sistema, passaram a ser da responsabilidade do Banco de Portugal, o qual começou a actuar como agente do Governo nas relações com organizações monetárias internacionais.

No final da década de 50, foi criado um enquadramento normativo regulador da actividade dos bancos comerciais e de outras instituições de crédito.

Entre 1957 e 1960, foram aprovadas leis que obrigaram os bancos a constituir reservas mínimas de caixa e que conferiam ao Banco de Portugal grandes responsabilidades, permitindo-lhe maior intervenção nas áreas de controlo do crédito e na fixação das taxas de juro.

Da nacionalização até 1997

Depois da sua nacionalização, em Setembro de 1974, as funções e estatutos do Banco de Portugal foram redefinidos através da Lei Orgânica publicada em 15 de Novembro de 1975, que lhe atribuía o estatuto de banco central e incluía, pela primeira vez, a função de supervisão do sistema bancário.

Devido às alterações sociais, a política monetária tornou-se mais activa e o Banco de Portugal assumiu importantes responsabilidades nas áreas do controlo monetário e do crédito e na organização e regulamentação dos mercados monetários, principalmente após a adesão de Portugal à Comunidade Europeia, em 1986.

À medida que a política orçamental ia sendo controlada e se verificava uma integração crescente nos mercados europeus, as funções do Banco de Portugal aproximavam-se das dos restantes bancos centrais europeus.

Em Outubro de 1990, foi promulgada nova Lei Orgânica, cujas principais inovações diziam respeito às limitações impostas ao financiamento dos défices do Estado, sendo incluídas outras disposições garantindo maior independência ao Conselho de Administração do Banco de Portugal.

O enquadramento da política económica sofreria, entretanto, uma modificação substancial ao longo de 1992, traduzindo a opção das autoridades por políticas voltadas para a estabilidade nominal.

Assim, em Abril, ocorreu a adesão do Escudo ao Mecanismo das Taxas de Câmbio (MTC) do Sistema Monetário Europeu (SME).

Em Dezembro, foi decidida a completa liberalização dos movimentos de capitais, tornando o escudo plenamente convertível.

Também no quadro das adaptações decorrentes da preparação para a União Económica e Monetária (UEM), a Lei Orgânica do Banco de Portugal viria a sofrer alterações profundas em 1995.

A estabilidade dos preços surge como a principal missão do Banco de Portugal; é alargada a sua autonomia na condução da política monetária; e aumentam as suas atribuições no domínio dos sistemas de pagamentos.

União Económica e Monetária

Símbolo do euroEm Janeiro de 1998, a Lei Orgânica do Banco de Portugal voltou a sofrer profundas alterações, que visaram reforçar a sua autonomia, nos termos exigidos pela participação de Portugal na terceira fase da UEM, e preparar a sua integração no Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC) a partir de 1 de Janeiro de 1999.

Em Março de 1998, a Comissão Europeia propôs a participação na área do euro, a partir de 1 de Janeiro de 1999, de 11 Estados-membros, Portugal incluído. Nesse mesmo mês, o Banco de Portugal emitiu a pedido do Governo um parecer segundo o qual a recomendação formulada pela Comissão Europeia correspondia ao espírito e à letra do Tratado da União Europeia (UE).

Em 2 de Maio de 1998, os chefes de Estado e de Governo da UE decidiram que a UEM se iniciaria em 1 de Janeiro de 1999 com 11 Estados-Membros, Portugal incluído. Na mesma altura, os ministros dos Estados-Membros que adoptam o euro como moeda única, os governadores dos bancos centrais dos referidos Estados-Membros, a Comissão Europeia e o Instituto Monetário Europeu (IME) chegaram a acordo quanto ao método de determinação das taxas de conversão irrevogáveis para o euro na data de início da Terceira Fase da UEM. Decidiram também que as então taxas centrais bilaterais do MTC das moedas dos Estados-Membros participantes seriam utilizadas para determinar as taxas de conversão irrevogáveis para o euro.

A partir de 1 de Junho de 1998, o Banco de Portugal passou a fazer parte do SEBC.

Em 1 de Janeiro de 1999, depois de na véspera o Conselho da UE ter aprovado as taxas irrevogáveis de conversão entre o euro e as moedas dos 11 Estados-Membros participantes, deu-se início à Terceira Fase da UEM, marcada pela existência de uma política monetária única e de uma moeda única - o euro. As moedas dos 11 Estados-membros participantes, entre os quais o escudo, passaram assim a ser meras denominações nacionais do euro.

Nesta data entrou em vigor uma nova versão da Lei Orgânica do Banco de Portugal, incorporando as alterações decorrentes da sua integração no SEBC que apenas careciam de entrar em vigor a partir do início da Terceira Fase da UEM.

Em 1 de Janeiro de 2002, entraram em circulação as notas e moedas de euro. Na introdução física do euro em Portugal, bem como na campanha de informação que lhe esteve associada, o Banco de Portugal desempenhou um papel determinante.

quarta-feira, 30 de março de 2011

País - Cortes no combate a incêndios obrigam a "pensar na prevenção" - RTP Noticias

País - Cortes no combate a incêndios obrigam a "pensar na prevenção" - RTP Noticias 
Clik no link acima para ir para a notícia ^^

CUIDADO ELES ANDAM POR AÍ !!!


CUIDADO, ELES ANDAM POR AÍ!

Informa o Público que o último número do Boletim do «Centro de Recursos em Conhecimento do Instituto de Segurança Social» recomenda aos seus leitores a participação num «banquete de celebração dos 122 anos do nascimento de Salazar».
Para mais informações sobre o banquete, o Boletim remete para um site da organização fascista que promove a iniciativa.

A coordenadora do Centro de Recursos em Conhecimento do ISS, de seu nome Mónica Baptista, explica assim a inclusão desta «sugestão» na agenda do Boletim e a divulgação do site:
«Foi-nos enviada esta informação e divulgámos. E aquele foi o link fornecido para completar a informação» - isto, não obstante reconhecer que se trata de matéria que «nada tem a ver com o âmbito das competências do Centro»...

E desvalorizando o caso - ou seja: dando de barato o facto de o Boletim de que é responsável estar a divulgar uma iniciativa que tem como objectivo homenagear o ditador que durante quase meio século oprimiu e reprimiu brutalmente Portugal e os portugueses - a senhora coordenadora acrescentou:
«Para nós não tem interesse, mas uma vez que nos foi solicitado achámos bem (divulgar o banquete). Estamos em democracia e as pessoas podem seleccionar aquilo que mais lhes interessa»...

Sem comentários.
Apenas com um alerta que, aliás, é recorrente aqui no Cravo de Abril:
Cuidado, eles andam por aí!

Ria Formosa excluida da interdição de apanha de bivalves.

PODE-SE COMER O MARISCO DA RIA FORMOSA



Pink Floyd - Time

A IMORTAL BANDA PINK FLOYD - MÚSICA DE QUALIDADE.

DUAS MÁSCARAS PARA O MESMO ASSASSINO

A grande fraude política e humana que é Barack Obama, justificou a intervenção militar na Líbia, para a qual arrastou os acéfalos lacaios do costume, dizendo que sempre que os interesses e os valores dos EUA estejam em causa, o seu país deve “agir”.
Primeiro, não valia pena ter dito “interesses e valores” na mesma frase, já que são uma e a mesma coisa.
Segundo, é extraordinário confirmar que milhares de soldados de vários países, incluindo o nosso, andam pelo mundo a matar e a morrer para defender os interesses e valores... dos EUA.
Terceiro, isto é um tremendo e sonoro aviso a todos os países do mundo, sem exceção... mesmo aqueles que acreditam pertencer à lista de amigos dos EUA.
Quarto, olhem... meus amigos e amigas, adaptem-se à “nova ordem internacional” perfeitamente aplicável às relações entre vizinhos. Sempre que acharem que o vosso vizinho de cima, ou do lado, ou do fundo da rua, não está a corresponder plenamente aos vossos “interesses e valores”, já sabem... bombardeiem-no, incendeiem-lhe a casa, ou então, se quiserem resolver o assunto de forma mais “humanitária”... dêem-lhe uma amostra do “sonho americano”. Matem-no!
 
pub O cantigueiro

terça-feira, 29 de março de 2011

PORTUGAL E SOUTO MOURA DE PARABÉNS !


Nem tudo são tristezas, em Portugal. O arquitecto Eduardo Souto Moura  venceu o Prémio Pritzker (equivalente ao Nobel, para Arquitectura) 2011. Em menos de 20 anos a Arquitectura Portuguesa recebe 2 Pritzker - é de destacar o facto,  Com uma obra já vasta e abrangente, que conta no curriculum, com o Estádio do Braga (em imagem) integrado numa pedreira desactivada (3003/4), a "Casa das Histórias", em Cascais, para albergar o obra de Paula Rego, ou as estações do Metro do Porto (1997-2004), Souto Mouro está de parabéns.


 
O júri do prémio Pritzker anunciou, em comunicado, que Eduardo Souto Moura é o vencedor da edição de 2011 do maior galardão da arquitetura mundial.
"Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitetura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar características opostas, como o poder e a modéstia, a coragem e a subtileza", realça o comunicado do júri, que destaca a obra do Estádio Municipal Braga, construído numa antiga pedreira, por ocasião da realização, em Portugal, do Campeonato da Europa de Futebol de 2004.
Nascido em 1952, no Porto, Eduardo Souto Moura é o segundo arquitecto português a receber esta distinção, depois de Álvaro Siza Vieira ter vencido em 1992. E junta o seu nome aos de outros grandes arquitetos mundiais, como Oscar Niemeyer, Frank Gehry, Jean Nouvel e Rem Koolhaas.
Da sua vasta obra, há a destacar a Casa das Histórias em Cascais, a Casa das Artes no Porto, a Estação de Metro da Trindade, o Centro de Arte Contemporânea de Bragança, o Hotel do Bom Sucesso em Óbidos, o Mercado da Cidade de Braga, a Marginal de Matosinhos-Sul, o Crematório de Kortrijk (Bélgica), o Pavilhão de Portugal na 11ª Bienal de Arquitectura de Veneza (Itália) ou a Casa Llabia (Espanha).
O prémio Pritzker tem o valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros) e será entregue a Eduardo Souto Moura numa cerimónia marcada para o próximo mês de Junho, em Washington, nos Estados Unidos.



Este prémio anual, promovido pela Fundação Hyatt, foi criado em 1979 e tem como objetivo distinguir um arquiteto vivo

IP8 VAI CORTAR AO MEIO O OLIVAL QUE PRODUZ O MELHOR AZEITE DO MUNDO

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A área do olival equivale a cerca de 1000 campos de futebol
IP8 vai cortar ao meio olival que produz o melhor azeite do mundo
29.03.2011
Carlos Dias
A Sociedade Taifas, empresa que explora um olival com 700 hectares, na Quinta de São Vicente, em Ferreira do Alentejo, e que em 2010 ganhou o prémio para o melhor azeite maduro frutado do mundo, vai ter a sua exploração cortada ao meio pelo Itinerário Principal n.º 8 (IP8), que ligará Sines a Beja.
João Filipe Passanha, um dos responsáveis da empresa familiar que produz azeite na Quinta de São Vicente desde 1738, diz estar "incrédulo" e ao mesmo preocupado pelo futuro da exploração. O prestígio já granjeado junto dos importadores que "são extremamente exigentes" com as condições ambientais da produção, pode ficar comprometido. "O mais aberrante em tudo isto é que nem se deram conta das infra-estruturas que existiam", quando optaram trazer o traçado do IP8 pela Quinta de São Vicente, acentua Filipe Passanha.

Para além de perder cerca de 6000 árvores e uma parcela de terreno com três quilómetros de comprimento por 80 metros de largura, a viabilidade económica e ambiental da empresa pode ser afectada. Em 2010, a Sociedade Taifas exportou, para 18 países, quase 90 por cento das 800 toneladas de azeite que produziu em lagar próprio. Os principais importadores encontram-se em Inglaterra, Noruega, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Brasil, China e Estados Unidos da América.

A divisão da exploração em duas partes faz com que a rede de rega "fique debaixo da auto-estrada", o mesmo acontecendo com as condutas da rede secundária do sistema Alqueva. Resta saber o que acontece quando houver rupturas.

Outro problema grave: a rega gota a gota dos 700 hectares de olival é suportada por sete estações de bombagem. A nova situação obriga a aumentar a potência do sistema.

Com a herdade cortada ao meio "temos de gerir o olival nos dois lados da estrada", observa Filipe Passanha, que assegura que o traçado do IP8 vai causar "impactes brutais na exploração". Até a máquina que faz a recolha mecânica da azeitona vai ficar limitada. Foi concebida para percorrer as linhas de olival que, agora, ficarão cortadas ao meio.

Filipe Passanha garante que não teve conhecimento prévio da passagem do IP8 pela Quinta de São Vicente. "Nunca consegui perceber quem é o interlocutor ou com quem podia discutir o problema do traçado", vinca.Tudo isto seria evitado se "mudassem o traçado para a periferia da exploração", onde até o solo é de má qualidade, ao contrário da Quinta de São Vicente - que integra a zona dos barros de Beja, um dos solos mais férteis do país, conclui Filipe Passanha.

O presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa (PS), admite ter existido falta de articulação e frisa que a obra foi planeada du- rante quase oito anos. "Devia ter havido mais concertação", defende, subli- nhando porém que o corredor do traçado "já está definido há bastante tempo". A alternativa, mais a sul do actual, teria "danos ambientais" mais graves, em diversos povoamentos de montado.

Referindo-se ao impacte nos novos olivais, o autarca diz que realizou, à cerca de quatro anos, contactos "informais" com os empresários, incluindo os da Sociedade Taifas da Quinta de São Vicente, advertindo-os para as consequências se persistissem em plantar novos olivais. Mas "ninguém acreditou que a estrada viesse a ser construída".

A indemnização que a concessionária da obra oferece à empresa do olival cobre "apenas 25 por cento" do seu va- lor real, sustenta Filipe Passanha, frisando que já tem uma equipa de advogados a analisar este contencioso.

O PÚBLICO pediu ao Ministério da Agricultura esclarecimentos sobre a situação. A resposta foi telegráfica: "O Ministério da Agricultura não tem comentários a fazer
A área do olival equivale a cerca de 1000 campos de futebol
IP8 vai cortar ao meio olival que produz o melhor azeite do mundo
29.03.2011
Carlos Dias
A Sociedade Taifas, empresa que explora um olival com 700 hectares, na Quinta de São Vicente, em Ferreira do Alentejo, e que em 2010 ganhou o prémio para o melhor azeite maduro frutado do mundo, vai ter a sua exploração cortada ao meio pelo Itinerário Principal n.º 8 (IP8), que ligará Sines a Beja.
João Filipe Passanha, um dos responsáveis da empresa familiar que produz azeite na Quinta de São Vicente desde 1738, diz estar "incrédulo" e ao mesmo preocupado pelo futuro da exploração. O prestígio já granjeado junto dos importadores que "são extremamente exigentes" com as condições ambientais da produção, pode ficar comprometido. "O mais aberrante em tudo isto é que nem se deram conta das infra-estruturas que existiam", quando optaram trazer o traçado do IP8 pela Quinta de São Vicente, acentua Filipe Passanha.

Para além de perder cerca de 6000 árvores e uma parcela de terreno com três quilómetros de comprimento por 80 metros de largura, a viabilidade económica e ambiental da empresa pode ser afectada. Em 2010, a Sociedade Taifas exportou, para 18 países, quase 90 por cento das 800 toneladas de azeite que produziu em lagar próprio. Os principais importadores encontram-se em Inglaterra, Noruega, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Brasil, China e Estados Unidos da América.

A divisão da exploração em duas partes faz com que a rede de rega "fique debaixo da auto-estrada", o mesmo acontecendo com as condutas da rede secundária do sistema Alqueva. Resta saber o que acontece quando houver rupturas.

Outro problema grave: a rega gota a gota dos 700 hectares de olival é suportada por sete estações de bombagem. A nova situação obriga a aumentar a potência do sistema.

Com a herdade cortada ao meio "temos de gerir o olival nos dois lados da estrada", observa Filipe Passanha, que assegura que o traçado do IP8 vai causar "impactes brutais na exploração". Até a máquina que faz a recolha mecânica da azeitona vai ficar limitada. Foi concebida para percorrer as linhas de olival que, agora, ficarão cortadas ao meio.

Filipe Passanha garante que não teve conhecimento prévio da passagem do IP8 pela Quinta de São Vicente. "Nunca consegui perceber quem é o interlocutor ou com quem podia discutir o problema do traçado", vinca.Tudo isto seria evitado se "mudassem o traçado para a periferia da exploração", onde até o solo é de má qualidade, ao contrário da Quinta de São Vicente - que integra a zona dos barros de Beja, um dos solos mais férteis do país, conclui Filipe Passanha.

O presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa (PS), admite ter existido falta de articulação e frisa que a obra foi planeada du- rante quase oito anos. "Devia ter havido mais concertação", defende, subli- nhando porém que o corredor do traçado "já está definido há bastante tempo". A alternativa, mais a sul do actual, teria "danos ambientais" mais graves, em diversos povoamentos de montado.

Referindo-se ao impacte nos novos olivais, o autarca diz que realizou, à cerca de quatro anos, contactos "informais" com os empresários, incluindo os da Sociedade Taifas da Quinta de São Vicente, advertindo-os para as consequências se persistissem em plantar novos olivais. Mas "ninguém acreditou que a estrada viesse a ser construída".

A indemnização que a concessionária da obra oferece à empresa do olival cobre "apenas 25 por cento" do seu va- lor real, sustenta Filipe Passanha, frisando que já tem uma equipa de advogados a analisar este contencioso.

O PÚBLICO pediu ao Ministério da Agricultura esclarecimentos sobre a situação. A resposta foi telegráfica: "O Ministério da Agricultura não tem comentários a fazer
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Foto: Foto: Enric Vives-Rubio
A área do olival equivale a cerca de 1000 campos de futebol
IP8 vai cortar ao meio olival que produz o melhor azeite do mundo
29.03.2011
Carlos Dias
A Sociedade Taifas, empresa que explora um olival com 700 hectares, na Quinta de São Vicente, em Ferreira do Alentejo, e que em 2010 ganhou o prémio para o melhor azeite maduro frutado do mundo, vai ter a sua exploração cortada ao meio pelo Itinerário Principal n.º 8 (IP8), que ligará Sines a Beja.
João Filipe Passanha, um dos responsáveis da empresa familiar que produz azeite na Quinta de São Vicente desde 1738, diz estar "incrédulo" e ao mesmo preocupado pelo futuro da exploração. O prestígio já granjeado junto dos importadores que "são extremamente exigentes" com as condições ambientais da produção, pode ficar comprometido. "O mais aberrante em tudo isto é que nem se deram conta das infra-estruturas que existiam", quando optaram trazer o traçado do IP8 pela Quinta de São Vicente, acentua Filipe Passanha.

Para além de perder cerca de 6000 árvores e uma parcela de terreno com três quilómetros de comprimento por 80 metros de largura, a viabilidade económica e ambiental da empresa pode ser afectada. Em 2010, a Sociedade Taifas exportou, para 18 países, quase 90 por cento das 800 toneladas de azeite que produziu em lagar próprio. Os principais importadores encontram-se em Inglaterra, Noruega, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Brasil, China e Estados Unidos da América.

A divisão da exploração em duas partes faz com que a rede de rega "fique debaixo da auto-estrada", o mesmo acontecendo com as condutas da rede secundária do sistema Alqueva. Resta saber o que acontece quando houver rupturas.

Outro problema grave: a rega gota a gota dos 700 hectares de olival é suportada por sete estações de bombagem. A nova situação obriga a aumentar a potência do sistema.

Com a herdade cortada ao meio "temos de gerir o olival nos dois lados da estrada", observa Filipe Passanha, que assegura que o traçado do IP8 vai causar "impactes brutais na exploração". Até a máquina que faz a recolha mecânica da azeitona vai ficar limitada. Foi concebida para percorrer as linhas de olival que, agora, ficarão cortadas ao meio.

Filipe Passanha garante que não teve conhecimento prévio da passagem do IP8 pela Quinta de São Vicente. "Nunca consegui perceber quem é o interlocutor ou com quem podia discutir o problema do traçado", vinca.Tudo isto seria evitado se "mudassem o traçado para a periferia da exploração", onde até o solo é de má qualidade, ao contrário da Quinta de São Vicente - que integra a zona dos barros de Beja, um dos solos mais férteis do país, conclui Filipe Passanha.

O presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo, Aníbal Reis Costa (PS), admite ter existido falta de articulação e frisa que a obra foi planeada du- rante quase oito anos. "Devia ter havido mais concertação", defende, subli- nhando porém que o corredor do traçado "já está definido há bastante tempo". A alternativa, mais a sul do actual, teria "danos ambientais" mais graves, em diversos povoamentos de montado.

Referindo-se ao impacte nos novos olivais, o autarca diz que realizou, à cerca de quatro anos, contactos "informais" com os empresários, incluindo os da Sociedade Taifas da Quinta de São Vicente, advertindo-os para as consequências se persistissem em plantar novos olivais. Mas "ninguém acreditou que a estrada viesse a ser construída".

A indemnização que a concessionária da obra oferece à empresa do olival cobre "apenas 25 por cento" do seu va- lor real, sustenta Filipe Passanha, frisando que já tem uma equipa de advogados a analisar este contencioso.

O PÚBLICO pediu ao Ministério da Agricultura esclarecimentos sobre a situação. A resposta foi telegráfica: "O Ministério da Agricultura não tem comentários a fazer

Se roçar é o mesmo que pôr dentro....


Sai uma de salão:

Um escocês, casado (famosos pela sua sovinice) foi à igreja e confessou ao padre que que quase tinha tido uma aventura com outra mulher.
- O que quer dizer com "quase"? - perguntou o padre.
- Bem, despimo-nos e roçámo-nos um pelo outro, mas depois parámos.
...Disse o pader: "Roçarem-se é o mesmo que pôr dentro. Não voltará a ver essa mulher e vai rezar 5 Ave-marias e depositar 50 libras na caixa de esmolas.
O escocês saiu do confessionário, rezou as 5 Avé-marias e parou junto da caixa de esmolas e preparou-se para sair.
O padre, que estava atento ao comportamento do penitente, chamou-o e disse: "Eu vi, eu vi! Não pôs nenhum dinheiro na caixa."
- Pois não, não pus, mas esfreguei a nota na caixa. E como o padre disse que esfregar é o mesmo que pôr dentro...
 retirada do facebook
pub. Luis Gaspar

LULA DA SILVA PEDE UMA NOVA GOVERNAÇÃO MUNDIAL

A reforma do sistema financeiro internacional, o combate às violações dos direitos humanos e garantir o crescimento económico com distribuição de rendimento são caminhos apontados pelo ex-presidente brasileiro Lula da Silva para uma nova governação mundial. Luiz Inácio Lula da Silva fez estas considerações durante o seu discurso na entrega do Prémio Norte-Sul, que lhe foi atribuído hoje, na Assembleia da República, sendo laureada também Louise Arbour.
«O mundo não pode tolerar a violência contra as pessoas, a violação de seus direitos vitais inscritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pelas Nações Unidas em 1948», referiu Lula da Silva.
Segundo o ex-presidente brasileiro, esta declaração, passados tantos anos, ainda não é respeitada em diversos lugares do mundo.
«O processo democrático ganha nova dimensão quando acompanhado da garantia dos direitos económicos e sociais básicos, da redução das desigualdades e da construção de uma sociedade mais justa do ponto de vista social e económico», referiu Lula da Silva.
Segundo o ex-presidente, «os países emergentes estão a demonstrar, na prática, que é perfeitamente possível combinar um crescimento económico vigoroso e continuado com uma forte distribuição de renda e ampliação dos direitos sociais».
«A paz que desejamos só será completa e duradoura se forjarmos uma ordem económica internacional menos desigual e excludente», afirmou.
Lula da Silva disse ainda que é preciso avançar nas negociações da ronda de Doha para fazer desaparecer definitivamente as barreiras comerciais e haver um sistema multilateral de comércio fortalecido, que é parte fundamental como resposta à crise económica mundial.
O ex-chefe de Estado acrescentou ainda que é necessário banir a especulação financeira mundial, com a reforma do sistema financeiro internacional, e saudou o protagonismo cada vez maior das ONG nas causas de interesse social.
«São grandes os desafios, a plenitude dos direitos sociais políticos e económicos ainda exigirá muito comprometimento, acção, batalhas. Exigirá uma nova governação mundial em que os organismos multilaterais correspondam com a velocidade com que a sociedade civil se mobiliza contras as injustiças», disse.
Para que esta nova governação mundial aconteça, disse, é necessário a reforma da ONU e do Conselho de Segurança, que este seja mais representativo, reflectindo a realidade do século XXI.
Esta nova ONU irá ajudar nos conflitos que surgem, como no Norte da África e no Médio Oriente, onde jovens lutam para conquistar a democracia.
Já a laureada Louise Arbour, presidente do International Crisis Group, realçou no seu discurso a luta pelos direitos humanos e pela democracia, citando também a luta da população do Norte de África e Médio Oriente por uma sociedade mais democrática.
Os dois galardoados receberam o Prémio Norte-Sul, atribuído pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, das mãos do Presidente da República, Cavaco Silva, numa cerimónia que contou com várias autoridades portuguesas, como o primeiro-ministro, José Sócrates, e estrangeiras.
Lusa/SOL

CGD ENTREGOU AO ESTADO 2 MIL MILHÕES DE EUROS DE 2004 A 2010

Uma análise dos resultados da CGD nos últimos 7 anos, de 2004 a 2010, faltando ainda conhecer-se o montante de dividendos que o Grupo CGD irá entregar por conta dos resultados de 2010, permite-nos concluir que neste período o Estado recebeu da CGD cerca de 2 mil milhões de euros de dividendos e de IRC, mais precisamente 1997,3 milhões de euros.

Isto apesar do dinheiro que o Estado obrigou o Banco a enterrar no BPN e do apoio que teve de dar ao BPP.

Dá para perceber porque é que a direita que Passos Coelho tão bem representa e que ansiosamente aguarda que o poder lhe caia nas mãos, depois de 6 anos de um Governo PS com a sua política de direita nos conduziu até aqui, acha que chegou a hora da privatização da CGD.

Desta forma foram-se os anéis e agora vão-se os dedos.

OS INTERESSES E OS VALORES DO IMPERIALISMO AMERICANO

EUA agiram na Líbia porque sentiram os seus "interesses e valores ameaçados"

09h46m
Os Estados Unidos devem agir quando "os seus interesses e os seus valores" são ameaçados, explicou o presidente Barack Obama para justificar a intervenção norte-americana na Líbia. NATO assume, quarta-feira, o comando militar das operações, adiantou, ainda, Obama, num discurso na Universidade de Defesa nacional, em Washingto

Barack Obama

Apesar da justificação para a intervenção na Líbia pela defesa "dos interesses e valores dos EUA", o presidente norte-americano mostrou-se "consciente" dos "riscos e dos custos" colocados pela operação.
"Conscientes dos riscos e dos custos de uma acção militar, estamos naturalmente reticentes face ao uso da força para resolver os problemas mundiais. Mas quando os nossos interesses e os nossos valores são ameaçados, temos a responsabilidade de agir", disse.
"Foi o que aconteceu na Líbia", acrescentou, durante uma alocução televisiva na Universidade de Defesa Nacional em Washington, sublinhando que "há gerações que os Estados Unidos desempenham um papel único na segurança mundial e na defesa da liberdade".
Evitar os erros da Guerra do Iraque
Os Estados Unidos "não podem dar-se ao luxo" de repetir os erros da guerra no Iraque, tentando derrubar militarmente o dirigente líbio Muammar Kadafi. "Se tentarmos derrubar Kadafi pela força, a nossa coligação vai desfazer-se em pedaços", afirmou o presidente norte-americano, num discurso desde a Universidade de Defesa Nacional em Washington.
Ainda assim, segundo o chefe de Estado, os EUA "devem provavelmente enviar tropas norte-americanas para o terreno".
"Os perigos corridos pelos nossos homens e mulheres em uniforme seriam bem grandes. Bem como os custos e a parte da nossa responsabilidade pelo que aconteceria depois" na Líbia, prosseguiu Barack Obama.
"Seguimos esse caminho no Iraque (...) mas a mudança de regime durou oito anos, custou milhares de vidas norte-americanas e iraquianas e perto de mil milhões de dólares. Não podemos permitir que isso volte a acontecer na Líbia", disse, ainda, o presidente norte-americano.
Uma transição democrática na Líbia será uma "tarefa difícil" e responsabilidade caberá principalmente ao "povo líbio", sublinhou Obama. "A transição que vai conduzir a um Governo legítimo que responda às expectativas do povo líbio será uma tarefa difícil", explicou Barack Obama.
"Mesmo que os Estados Unidos assumam a sua parte da responsabilidade para garantir a sua ajuda, é uma tarefa que cabe à comunidade internacional e sobretudo ao povo líbio", disse.
"Mesmo depois da partida de Kadafi, quarenta anos de tirania terão deixado a Líbia fracturada e sem instituições civis fortes", acrescentou.
NATO assume comando
A NATO assumirá quarta-feira os comandos do conjunto das operações militares da coligação internacional na Líbia, adiantou, ainda, o presidente dos EUA. "A nossa aliança mais eficaz, a NATO, assumiu a responsabilidade da aplicação do embargo sobre as armas e a zona de exclusão aérea" na Líbia, relembrou o presidente norte-americano.
"Na última noite, a NATO decidiu assumir uma responsabilidade suplementar, a de proteger os civis líbios. Esta transferência dos Estados Unidos para a NATO terá lugar quarta-feira", disse.
"Com o tempo, a direcção da aplicação da zona de exclusão aérea e da protecção dos civis sobre o terreno será transmitida aos nossos aliados e parceiros e tenho inteira confiança na capacidade da nossa coligação em manter a pressão sobre o que resta das forças de Kadafi", concluiu.

CONSELHO DE ESTADO QUER GOVERNO MAIORITÁRIO !

Na reunião do Conselho de Estado, marcada pelo Presidente da República para a próxima quinta-feira, os conselheiros de Estado vão chegar a Belém com uma ideia comum: o próximo governo tem de ser maioritário. Em cima da mesa desta reunião está também a data para a dissolução da Assembleia da República e para as eleições antecipadas.

"É imperativo que saia das eleições um governo maioritário e uma solução estável para o país", diz ao i Bagão Félix, que substitui Anacoreta Correia como conselheiro de Estado (ver texto ao lado). "Um governo minoritário nunca é uma boa solução para o momento que o país atravessa, em que são precisas medidas graves e eficazes", acrescenta. Quanto a uma coligação alargada entre PS, PSD e CDS-PP, Bagão Félix afirma que "a solução maioritária pode ser mais ou menos reforçada, mas quanto maior for a acção do futuro governo, melhor". Marcelo Rebelo de Sousa, conselheiro de Estado, já defendeu uma coligação deste tipo: "PS/PSD ou PSD/PS, conforme a escolha dos portugueses, e CDS".

A solução de um governo maioritário é partilhada entre os conselheiros de Estado. "Cavaco Silva não deverá dar posse a não ser que haja uma coligação maioritária. Devem ser chamados ao governo diferentes forças políticas e personalidades independentes", afirmou ao i outro conselheiro de Estado. No domingo, Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, foi mais longe ao dizer que "não basta ter uma maioria". Jardim quer mesmo uma maioria constitucional, capaz de alterar a Constituição da República Portuguesa, porque o contrário será "virar o disco e ouvir a mesma música".

Em Belém, consenso é uma palavra apreciada, sobretudo tendo em conta a crise económica e financeira do país. Ainda ontem o próprio Presidente da República veio confirmar à Bloomberg que "os três maiores partidos garantiram o seu compromisso inequívoco em relação à estratégia de consolidação orçamental e aos objectivos de redução do défice anunciados pelo Estado português, de forma a garantir o caminho da sustentabilidade da dívida pública".

Para Bagão Félix, ex-ministro das Finanças, este é "um ponto fundamental". "Neste momento transitório é fundamental para dar confiança aos mercados de que, apesar das diferenças de opinião entre os partidos, sobre esta matéria não há divergência", explicou. Outro conselheiro de Estado contactado pelo i reforçou o "efeito tranquilizador para os mercados" mas avisou que é necessário "saber até onde vai o buraco para saber que medidas os partidos podem propor". Apesar de o PSD ter dúvidas sobre o estado das contas públicas, Bagão Félix diz que os partidos que se comprometeram com Cavaco Silva para cumprir as metas do défice devem "desde logo ter programas eleitorais que reflictam essa situação". "Não estamos em tempos de falsas ilusões nem de quimeras. É necessário que os partidos se apresentem a eleições com balizas e uma formatação para cumprir essas metas", assegurou Bagão Félix.



Datas A data para a dissolução da Assembleia da República também será tema no Conselho de Estado. Cavaco Silva poderá dissolver o parlamento no próprio dia ou logo no dia seguinte. Se assim for, o primeiro-ministro já não terá de ir ao debate quinzenal marcado para esta sexta-feira. No governo a agenda desta semana está a ser gerida dia a dia, precisamente por não haver data exacta para a dissolução.

Ontem o presidente da Assembleia, Jaime Gama, esteve reunido com Cavaco para discutir esta matéria, mas não quis "adicionar palavras" ao "momento difícil" do país. "Reservo as minhas palavras porque considero que não devemos adicionar palavras que contribuam para não resolver os problemas do país. É um momento difícil para a nossa economia e para a nossa vida de portugueses e todos devemos ser responsáveis ao enfrentar estes momentos", afirmou à saída da reunião com o Presidente da República.

Para que as eleições antecipadas sejam realizadas a 29 de Maio, uma das datas mais apontadas, Cavaco Silva tem de dissolver o parlamento até segunda-feira. A data não gera consenso entre os conselheiros de Estado. O presidente do governo regional dos Açores, Carlos César, já disse que não quer que as eleições antecipadas se realizem a 29 de Maio devido à coincidência com as tradicionais Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, que todos os anos levam milhares de visitantes àquela região.

"Partidos devem ter programas eleitorais que reflictam [o cumprimento do défice]", diz Bagão Félix

OS NOSSOS RECURSOS - UVAS PORTUGUESAS ALGUMAS EM EXTINÇÃO !

Mercearias Finas 28 : Castas de uvas portuguesas


Proporcionalmente ao território, Portugal é, muito provavelmente, o país europeu que tem maior diversidade de castas de uvas autóctones. São mais de 150. Algumas, no entanto, em vias de extinção, muito embora a Herdade do Esporão esteja a levar a cabo um projecto de preservação de grande parte delas. Algumas castas são, geograficamente, de implantação regional, como é o caso da casta Baga, na Bairrada, ou do Alvarinho no Alto-Minho. Vamos referir, por curiosidade as mais importantes, para além das duas acima citadas.

Para vinhos tintos: Touriga Nacional (considerada a raínha das castas portuguesas), Tinta Roriz que, no Alentejo, dá pelo nome de Aragonez; Alfrocheiro, Jaen, Trincadeira, Touriga Franca, Rufete... Para vinhos brancos: Loureiro (no Minho), Viozinho (Douro), Arinto, Encruzado (Dão), Antão Vaz (Alentejo), Fernão Pires, Rabo de Ovelha... Imensas ficam, ainda, por referir.

Pelo menos, na enorme variedade de castas portuguesas, não somos um país pobre.