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domingo, 13 de março de 2011

COMPANHEIROS DE CAMINHO

  • Francisco Mota

Companheiros de caminho
A porta abriu-se e Pedro deixou passar um homem alto, magro e com uma cara talhada por rugas, mas atractivo. Entrou com a cabeça baixa, que só levantou quando a porta se fechou. Cumprimentou os donos da casa, Isabel e Jorge, e agradeceu a hospedagem que estes amigos lhe davam a pedido de Pedro, velho amigo dos dois.

A todos os que estiveram ao nosso lado durante os dias tristes e as noites frias
O casal não sabia muito bem o que dizer e desejaram-lhe que se sentisse bem em casa deles. O «amigo», como o passaram a tratar porque não sabiam o nome dele nem queriam perguntar, sorriu, e a sua cara mostrava uma calma que ia crescendo, como se o calor lhe fosse aquecendo o corpo.
Mostraram-lhe o seu pequeno quarto, com uma cama e uma mesa. Junto a uma parede havia um armário. Tinha duas janelas, uma para a rua e outra para uns quintais nas traseiras das casas. O amigo estudou sobretudo a parte de trás e pareceu-lhe tudo bem. Deixou a sua malinha no quarto e juntou-se aos três na pequena casa de jantar. Isabel tinha feito para o jantar umas favas guisadas, só com chouriço, toucinho e morcela, que serviu acompanhando umas cavalas pequeninas fritas. O amigo olhou e surpreendeu-se: «nunca tinha visto favas guisadas com peixe frito». Isabel respondeu-lhe que era um prato muito comum no Algarve, onde em pouco tempo se passa do mar para o barrocal, onde há muitas hortas. Provaram. A cara do amigo mostrava profundos sinais de prazer e quase se emocionava. «É muito bom, amiga». Foram comendo e bebendo um copinho de tinto de garrafão, bastante aceitável, e começaram a conversar com amizade.
Pedro já tinha dito à Isabel e ao Jorge que o amigo não podia dizer quanto tempo ficaria em casa deles. Tanto podiam ser três ou quatro dias como umas duas semanas. Ele não sairia de casa e pedia-lhes que não dissessem a ninguém que tinham lá uma pessoa, coisa que eles já sabiam. Ao princípio talvez a sua presença fosse um incómodo, mas seria o mais discreto possível. Isabel e Jorge tranquilizaram-no: «não sabemos quem é o amigo, nem como se chama, nem por que precisa da nossa ajuda, mas sabemos que é amigo do Pedro como nós e tudo faremos para ajudar».
O jantar tinha aberto as caras, aquecido os corpos e todos se sentiam bem. Lá fora, na rua, estava o silêncio, que para o amigo podia ser traiçoeiro.
Com tudo conversado, alguns fumaram, sobretudo o amigo, que se via que fumava muito. Depois Pedro saiu, mas na manhã seguinte encontrar-se-ia com Jorge porque trabalhavam na mesma empresa e eram ambos engenheiros civis. Isabel era engenheira química e também sairia logo de manhã para o trabalho no laboratório. O amigo ficaria sozinho. Disse «não se preocupem comigo. Tenho muito que fazer».
E foi assim que cada um foi para seu lado. Sentiram que o amigo só tinha acendido um pequeno candeeiro de mesa, depois de ter fechado as persianas. Pouco depois perceberam que já dormia. Devia estar cansado, pensaram.
Eles arrumaram a cozinha e depois também se deitaram. Estavam casados há menos de um ano, depois de Pedro os ter apresentado durante uma greve na universidade. Sempre tinham simpatizado com os que lutavam contra o fascismo, mas não eram de nenhum partido, nem faziam parte de nenhum grupo organizado. Tinham a sensação de que estavam a participar, ainda que passivamente, numa acção de implicações políticas. Estranhamente para eles, sentiam-se bem. Talvez se devesse à grande amizade pelo Pedro, mas também à serenidade e modéstia que tinham visto no amigo. Estavam calmos, mas nessa noite não conseguiram dormir, atentos como estavam a qualquer ruído estranho. Às vezes sentiam um fino medo muito frio.

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Um prato da cozinha da fome


Os dias passavam e eles começavam a parecer uma pequena família. Agora, passados seis ou sete dias, já conseguiam dormir razoavelmente. Falavam das dificuldades da vida, do tempo que faltaria para o fascismo cair, dos aumentos dos preços, das perspectivas deles dois, que se sabiam privilegiados por poderem ter acabado a universidade e ter uns empregos bons. Falavam também da ajuda que tinham recebido dos pais, gente humilde e trabalhadora, que, ainda que não falassem disso, também não gostavam do fascismo. O amigo sentia uma grande vontade de também ele falar da sua companheira e sobretudo da sua filha, ainda tão pequenina e que não via há muito tempo. Falar-lhes de Lisboa, que era a sua terra, quando eles falavam do Porto, terra do Jorge, e de Estremoz, da Isabel. Mas não podia. Eles já se tinham habituado aos seus silêncios súbitos e à ausência de dados pessoais.
Tinham combinado que lhe deixariam comida para o almoço, ao que ele se negou para não dar mais trabalho. Aceitou a insistência deles e ir ao frigorífico e tirar o que quisesse, mas exigiu lavar ele a loiça do jantar nos dias seguintes. Num jantar, Isabel disse-lhe que ia fazer um prato da sua terra e de todo o Alentejo. O amigo seguiu-a e viu como ela esmagava num almofariz um molho grande de coentros, dentes de alho e sal grosso, até ficar uma papa que cheirava a campo. Entretanto tinha posto uma posta de bacalhau a cozer numa panela de água, aí com cerca de um litro. Quando o bacalhau estava cozido, tirou-o o desfiou-o tirando peles e espinhas. Tinham-lhe trazido uns pães de Estremoz e tinha cortado umas fatias finas de pão que deixou endurecer até fazer 300 ou 400 gramas, mais ou menos. Na água ainda a ferver donde tinha tirado o bacalhau escalfou três ovos que retirou quando a clara estava coalhada, mas a gema não. Pôs numa malga de lado. Numa bacia de barro alentejano deitou a papa do almofariz, azeite e depois a água quente onde tinha cozido o bacalhau e escalfado os ovos. Mexeu para que tudo se misturasse e com uma sopa de pão provou de sal e azeite. Estava bem. Deitou o resto do pão na bacia, juntamente com o bacalhau desfiado e finalmente os ovos escalfados.
«Está muito bom, mas o que me admira é a velocidade com que a Isabel faz todos os gestos e a atenção que põe em cada passo e em cada movimento. Parece uma máquina bem oleada» disse o amigo. «É que já fiz esta açorda muitas vezes e desde pequena que me lembro de ver a minha mãe fazê-la», respondeu Isabel, e acrescentou: «é um prato da cozinha da fome que se come no Alentejo. Hoje tinha um pouco de bacalhau, ovos, mas os trabalhadores não têm dinheiro para isso. Portanto fazem a açorda só com água, pão, um pouco de azeite e ervas. Durante o ano comem centenas de açordas só com o acompanhamento de azeitonas». O amigo já tinha ouvido falar e até comido açordas, mas como esta nunca. «Os pobres, devido à necessidade, têm maior capacidade de invenção de pratos, com que matar a fome, quase sem gastar dinheiro», acrescentou Isabel. O amigo ficou a pensar e depois disse «vocês os dois, amigos, são pessoas muito interessantes e vêem mais longe e analisam melhor a vida do que muita gente que manda neste País, ou que se considera inteligente». Uma nuvem de emoção atravessou o ar, porque sempre tropeçavam na certeza de que o amigo não podia dizer tudo o que sentia, nem falar de coisas íntimas. A defesa de todos estava nesta sua obrigação ao silêncio em muitas coisas. «Vamos, amigo acaba a açorda, porque se vê muito bem que gostaste» disse Jorge para cortar o silêncio. «Está bem, porque vocês me obrigam» disse o amigo, e todos riram com alívio e alegria.
O Pedro vinha de vez em quando, mas todos os dias no trabalho o Jorge lhe contava o dia anterior ou dava-lhe uns papelinhos que o amigo tinha mandado. Às vezes também o Pedro lhe entregava coisas para o amigo em envelopes brancos fechados. Quando lhos dava, o amigo ia para o seu quarto, e quando saía eles liam-lhe na cara se as notícias eram boas ou más. Não faziam perguntas.
Uma tarde, quando chegaram a casa trazendo o Pedro a pretexto de jantar com eles, viram o amigo com o fato já puído com que tinha chegado, a malinha ao lado, a porta do quarto aberta e um ar triste e feliz ao mesmo tempo. «Amigos, o Pedro não veio jantar connosco, veio buscar-me para me levar para um sítio onde eu possa retomar a minha luta. Foi muito bom estar com vocês estes dezoito dias. A vossa ajuda foi muito valiosa. Eu recuperei-me do corpo e da alma, que estavam muito mal quando aqui cheguei e agora sinto de novo força e confiança em mim próprio. O corpo melhorou com o dormir bem e com os jantares que a Isabel fez todos os dias. A alma, com o convívio com pessoas tão boas e sérias como vocês. Tenho a certeza de que nos voltaremos a encontrar, com o céu mais azul e o ar mais limpo».
Jorge, com umas lágrimas travessas nos olhos, abraçou-o sem poder falar. O amigo disse a Isabel: «Posso dar-lhe um beijo? «Ela abraçou-o e também o beijou na face curtida por mil batalhas que desconheciam mas adivinhavam. Ele também a beijou e todos viram que o amigo também tinha os olhos líquidos. Já era de noite e Pedro começou a descer as escadas. Ele baixou a cabeça como tinha entrado e desceu sem olhar para nenhum lado.
Isabel e Jorge abraçaram-se e interrogaram-se: «para onde irá?»

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Deixo-vos um poema


Ficaram os dois. Um silêncio pesado caía sobre a casa. Quando entraram no quarto do amigo, viram a roupa usada dobrada sobre uma cadeira. A cama estava feita de lavado e a janela um pouco aberta para sair o cheiro a tabaco. Sobre a mesinha onde ele trabalhava todos os dias encontraram um papel muito fino onde tinha escrito: «Amigos, obrigado pelo acolhimento e pela força moral que me deram. Hoje, só vos quero deixar um pequeno poema, escrito na prisão, por José Craveirinha, lutador pela independência do seu país, Moçambique e grande poeta:
Havia uma formiga
compartilhando comigo o isolamento
e comendo juntos.
Estávamos iguais
com duas diferenças:
Não era interrogada
e por descuido podiam pisá-la.
Mas aos dois intencionalmente
podiam pôr-nos de rastos
mas não podiam
ajoelhar-nos.
Saúde, amigos. Sei que um dia nos veremos.»
Passaram anos. Pedro não falava do amigo e Jorge não lhe perguntava nada. Isabel e Jorge tiveram dois filhos. O trabalho continuava e Pedro às vezes pedia a Jorge algum dinheiro para ajudar «os amigos». Também lhe pedia alguma ajuda mais concreta, que ele sempre fazia sem perguntar nada, como levar ao Porto de carro um seu conhecido, que precisava de boleia. Mas mais nada.
Quando explodiu a manhã maravilhosa de 25 de Abril, foram juntos buscar alguns amigos a casas que Pedro conhecia. A alegria dos três era imensa e viviam num turbilhão de coisas para fazer. Numa tarde, depois do 1.º de Maio, Pedro pediu aos dois que o ajudassem numa tarefa, onde se necessitava de um casal. Foram a uma casa de Alcântara, entraram e subiram a escada. Abriu-se a porta do segundo andar, como se os esperassem. De pé, com a cara iluminada com um grande sorriso, correu para eles e abraçou-os. Disse: «sou e serei o amigo, mas chamo-me José Magro. Lembram-se de mim?» Como podiam tê-lo esquecido apesar dos doze anos passados desde a saída da casa deles? Mais uma vez Isabel e Jorge choravam, o Zé Magro continuava com os olhos líquidos, e até ao «duro» Pedro lhe corria pela cara uma lágrima denunciadora.
Isabel foi a primeira a falar: «Devo dizer-lhe, perdão, devo dizer-te que este Pedro é um mentiroso. Disse-nos que precisava de nós e afinal nós é que precisávamos de te ver. Tens que vir jantar a nossa casa!» Ele concordou que os avisaria quando tivesse tempo e pôs uma condição: «Tens que fazer favas com peixe frito!» Isabel concordou e disse que desta vez não seriam cavalinhas, mas peixe espada frito, que acompanhava muito bem, com aquela carne branca, imaculada, saborosa. Vou exigir à peixeira o melhor. «Moramos no mesmo sítio, lembras-te?» ao que o Zé Magro respondeu que não sabia onde viviam, porque essa era uma regra da clandestinidade: «se não sei onde vivem, não podia confessar nada à PIDE».
Lembraram-se então que o Zé entrou e saiu de casa deles sempre com a cabeça baixa, sem olhar para nada. Tão simples e nunca lhes tinha passado pela cabeça.
Passou mais tempo. Um dia Pedro telefonou-lhes e disse secamente que o amigo, o Zé Magro, tinha morrido. Foram ao enterro acompanhando pela última vez o amigo querido. Choravam. Quando tudo terminou, Jorge disse ao Pedro: «Nós sempre desconfiamos que tu eras membro do Partido já em 1960. Adivinhámos que o amigo era um funcionário na clandestinidade. Agora ele morreu. A Isabel propôs que, uma vez que o Partido perdeu uma pessoa tão grande, nós os dois entrássemos para o Partido, mesmo se juntos não valemos nem um pouco dele.
Pedro, o duro, abraçou-os e finalmente viram-no chorar.


11 de Março - Nacionalizações

11 de março- nacionalizações

UMA FLOR PARA OS HOMENS E MULHERES QUE IMPULSIONARAM AS NACIONALIZAÇÔES
Retirado da Entrevista ao general Vasco Gonçalves conduzida por Armando Pereira da Silva.


As nacionalizações acabariam por fazer-se após a tentativa de golpe de 11 de Março de 1975.

Sabíamos que mais dia menos dia haveria uma tentativa de golpe militar contra-revolucionário. Concretizou-se a 11 de Março, à antiga portuguesa... Entretanto, a sabotagem económica ia-se agravando. Após a contenção do golpe, nas condições conhecidas, os trabalhadores bancários fecharam a Banca, para evitar uma fuga maciça de capitais. Estavam finalmente criadas as condições subjectivas para a nacionalização da Banca e dos Seguros. Era um passo essencial para salvar a economia nacional, interligado com a Reforma Agrária e com a nacionalização de sectores básicos, como a energia, as telecomunicações, os cimentos. Não nacionalizámos pequenas e médias empresas. O mercado continuou a funcionar, mas regulamentado. O forte sector público assim criado passaria a ser a base do desenvolvimento do País.

Quais as medidas de cariz social imediatas que gostaria de valorizar?

São tantas... Uma política geral de mais justa distribuição da riqueza, nomeadamente através dos salários, o salário mínimo, as férias para todos os trabalhadores, o conjunto de leis laborais, os direitos sindicais, o controlo de gestão, as liberdades públicas (de expressão, de organização dos partidos políticos), as grandes medidas aprovadas no campo da educação (ensino comum, alteração dos currículos, gestão democrática das escolas, suplemento alimentar aos alunos), os direitos das mulheres, o reconhecimento das uniões de facto, a universalização da segurança social, a melhoria das pensões, a dignificação da função pública, nomeadamente através do aperto do leque salarial, a abolição da censura, a nova lei de Imprensa...


Economia controlada num contexto difícil


Uma das acusações mais mediáticas que certos sectores fizeram aos seus Governos foi a de terem levado o País à bancarrota...

Nada mais falso. Como sabe, recebemos o País mergulhado na mais grave crise da economia mundial do pós-guerra, em pleno choque petrolífero. A sabotagem continuada feita pelo poder económico dominante dificultou ainda mais a nossa missão. Apesar disso, uma delegação do Departamento de Economia do Massachussetts Institute of Technology (MIT) que, a convite da OCDE, esteve em Portugal em Dezembro de 1975, concluiu, no seu relatório, que «embora a situação seja muito fluída, no princípio de 1976, a economia portuguesa está surpreendentemente saudável. Se há uma potencialidade perigosa para declínios reais no produto e no rendimento, mais desemprego e inflação, há, também, a potencialidade para uma forte recuperação (...). Para um país que recentemente passou através de reformas sociais, um mar de mudanças na sua posição no comércio externo e seis governos revolucionários nos últimos dezanove meses, Portugal goza, inesperadamente, de boa saúde económica». Mas se esta situação era uma surpresa para os autores do relatório, não o era para nós: foram precisamente as mudanças estruturais, as nacionalizações da banca e dos seguros, dos sectores básicos da produção, comunicações e transportes, a reforma agrária, a participação dos trabalhadores, as melhorias salariais, que salvaram a nossa economia do colapso. E se colapso houve, foi posterior e deveu-se à política aventureirista de sentido contrário, à política desenfreada de recuperação capitalista que se seguiu.
(...) Mili
*****
A.C:
« (...)as nacionalizações aparecem como resultado do processo revolucionário, como consequência lógica da agudização da luta de classes, que opunha à Revolução portuguesa os grupos monopolistas, o grande capital»*.
Antes do 11 de Março, já se haviam nacionalizado as três entidades emissoras de moeda, mas foi «a derrota da reacção no 11 de Março, o comprometimento do grande capital na conspiração, o súbito avanço das forças revolucionárias, a luta enérgica dos trabalhadores, a acção dos militares do MFA, a aliança Povo-MFA, que permitiram dar início às nacionalizações que, num curto espaço de tempo, abrangeram os sectores básicos da economia nacional»*

Após a decisão do Conselho da Revolução de nacionalizar os bancos e as companhias de seguros, tomada a 14 e 15 de Março, inicia-se um processo que, com a acção dos trabalhadores e da classe operária aliada à firmeza dos IV e V governos provisórios, colocou ao serviço do povo e do desenvolvimento do País «245 empresas: 24 bancos e outras instituições de crédito, 36 companhias de seguros, 16 de electricidade, 5 de petróleos, 8 de fabricação de produtos minerais não metálicos, 1 de fabricação de vidro, 1 na indústria do ferro e aço, 2 de construção de material de transportes, 2 mineiras, 4 de produtos químicos, 6 de celulose e papel, 5 de tabaco, 7 de bebidas, 8 de pesca, 1 da agricultura, 96 de transportes terrestres, 8 de transportes marítimos, 1 de transportes aéreos, 10 de cinema e televisão, 4 editoras e tipografias
«as nacionalizações aparecem como resultado do processo revolucionário, como consequência lógica da agudização da luta de classes, que opunha à Revolução portuguesa os grupos monopolistas, o grande capital»*
*Alvaro Cunhal "A revolução Portuguesa- O passado e o Futuro."

Nota para não esquecer: no dia seguinte ás nacionalizações Mário Soares colocou-se à frente da manifestacão de apoio a esta decisão do Conselho da Revolução....Mais palavras para quê....

11 burros caem no estomago vazio (excerto)



UM RETRATO DO NOSSO PORTUGAL