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quarta-feira, 9 de março de 2011

Luís Amado teve encontro informal com emissário de Khadafi

Luís Amado teve um "encontro informal" com emissário de Khadafi

09.03.2011 - 17:28 Por PÚBLICO
Um emissário do líder líbio Muammar Khadafi encontrou-se hoje, em Lisboa, com o chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, confirmou ao PÚBLICO a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Khadafi activou uma série de missões diplomáticas Khadafi activou uma série de missões diplomáticas (Huseyin Dogan/REUTERS)
A reunião "informal", que decorreu num hotel na capital, destinava-se a explicar "a situação que se vive na Líbia", e decorreu na sequência de "um pedido" do emissário do coronel Khadafi. O Ministério não quis adiantar a identidade do responsável líbio, nem o tipo de cargo que ocupa no regime de Trípoli.

A mesma responsável garantiu apenas que o encontro foi concertado com a Alta Representante para a Política Externa e de Segurança da União Europeia, Catherine Ashton, e "enquadra-se na preparação das reuniões extraordinárias do Conselho de Negócios Estrangeiros e do Conselho Europeu que se realizam nos próximos dias".

A vinda a Lisboa justifica-se pelo facto de Portugal, membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ter sido eleito para a presidência do Comité de Sanções à Líbia, criado pela resolução 1970 (2011) da ONU.

Para além da paragem em Portugal, as agências AFP e EFE referem que três aviões privados partiram hoje de Trípoli com emissários de Khadafi: um deles aterrou no Cairo, outro, segundo o “Times of Malta”, destinar-se-ia a Bruxelas.

Os emissários de Khadafi estarão a viajar para a capital belga para reuniões com responsáveis da UE e da NATO, previstas para quinta e sexta-feira, adiantou à Reuters o chefe da diplomacia italiana, Franco Frattini. “Não sei o que será dito no Cairo, não sei quem se vai encontrar com quem em Bruxelas, mas estes movimentos são um facto que temos de ter em consideração”, disse Frattini.

A chefe da política externa da UE também não confirma estes encontros. A sua porta-voz refere que os rumores sobre eventuais reuniões em Bruxelas são para já “especulação”.

A pomada de posse 2

Quarta-feira, 9 de Março de 2011

A pomada de tosse 2 – Eu não disse?


Tal como estava previsto, lá ouvimos o “fado do empossado”. Houve beija-mão real e no fim cantou-se o Hino. Dizem que ele foi duro com estes e aqueles. Dizem que estes e aqueles estavam com cara de paragem de digestão... dizem que alguns ficaram zangados com o que ele disse.
Por mim, como quase sempre que ele fala acaba por me fazer lembrar de uma anedota, desta vez não foi diferente.
Pergunta: Qual é a diferença entre este púlpito e um caixão?
Resposta: O caixão, normalmente, tem o cadáver lá dentro.
(Situação infeliz, que explica o ar verdadeiramente aflito com que a mocinha da língua gestual aperta o nariz...)
 
Samuel blog O Cantigueiro

Estado recompra 14 milhões de €

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) voltou hoje ao mercado para promover um leilão de recompra das duas linhas de Obrigações do Tesouro (OT) que vencem este ano, mas retirou do mercado apenas 14 milhões de euros da linha que vence em junho.

Da linha de OT com cupão de 5,15 por cento, que o Estado tem de amortizar até junho deste ano, o Estado retira assim 14 milhões de euros, tendo tido ofertas de 262 milhões de euros.

O saldo vivo da linha (valor que tem de ser amortizado até à sua maturidade, em junho) fica assim nos 4.899 milhões de euros.

No caso da linha de OT que vence em abril deste ano, apesar das ofertas na ordem dos 226 milhões de euros, o IGCP não recomprou qualquer valor, mantendo-se o saldo vivo desta linha nos 4.252 milhões de euros.

Na semana passada, o IGCP já havia promovido um leilão de recompra destas duas linhas, retirando do mercado 110 milhões de euros das linhas de Obrigações que vencem em abril e junho, pouco mais de metade que na anterior operação recompra (a 16 de fevereiro).

A operação, que decorreu no dia 02 de março, conseguiu retirar do mercado 90 milhões de euros da linha de Obrigações do Tesouro com vencimento em abril e 20 milhões de euros amortizados da linha que vence em junho.

Com esta operação, o saldo vivo da linha de OT que vence em abril, com um juro de 3,2 por cento, havia ficado em 4.252 milhões de euros, e a linha de OT que vence em junho, com um juro de 5,15 por cento, em 4.913 milhões de euros.

Na recompra de 90 milhões de euros da linha que vence em abril, o Estado paga um juro médio de 1,54 por cento, enquanto que a recompra na linha que vence em junho paga 1,931 por cento.

Ainda em fevereiro, o IGCP tinha ido ao mercado para realizar uma operação semelhante, tendo na altura retirado do mercado 215 milhões de euros nestas duas linhas de obrigações, 190 milhões de euros da linha que vence em abril e 25 milhões de euros da linha com maturidade em junho deste ano.

A pomada de tosse ( o empossado não é melhor do que este trocadilho pateta )

Depois de ler algumas notícias sobre a infinidade parola de pormenores do protocolo exigido na cerimónia de tomada de posse de Cavaco Silva, pormenores como: quem cumprimenta, quem chega primeiro, quem pode aplaudir, quantos jovens serão convocados, qual o bobo de serviço, etc., etc., ad nauseam... decidi renovar os meus votos de “Por mim, já ias à tua vidinha!”, com este texto seguramente pouco protocolar.
Hoje, poucas horas depois do momento em que escrevo, este traste tomará posse para um segundo mandato como Presidente da (pobre) República. A não serem descobertas provas irrefutáveis da ligação do espertalhaço a um, ou vários dos casos de trafulhices protagonizadas pelos seus amigos e protegidos, trafulhices a que o seu nome tem sido ligado, serão mais cinco anos de indigência política, de discursos patéticos, de manobrismo bacoco, sempre com foco num único interesse: a sua própria figura.
Este mandato terá, no entanto, uma novidade: a “coragem” presidencial. Uma injeção de “coragem” de fancaria, só possível pelo facto de já não estar em causa nenhuma futura eleição do cidadão Aníbal Cavaco Silva, nem para PR, nem para cargo algum... sendo esta, provavelmente, a única boa notícia em toda esta estória.
Seja como for, vinte e poucos por cento de portugueses votaram nele... e mandam as regras destas eleições e desta democracia que ele possa ocupar o lugar de Presidente... mesmo nessas condições.
Já vai tarde para fazer grandes discursos, para os quais não tem nem cultura nem dom de palavra. Já vai tarde para cometer grandes actos de Estado, para os quais não tem dimensão. Meu Presidente, nunca será! Meu, é apenas o embaraço de ter tal figura a representar Portugal.

Samuel Blog O Cantigueiro