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domingo, 20 de novembro de 2011

À LUZ DOS HOLOFOTES

«A detenção de Duarte Lima ocorreu com estrondo mediático. Ao lado da Policia Judiciária avançaram os jornalistas, as televisões. Agastado o procurador-geral fez mais uma vez a figura do costume. É sempre o último a saber. Ou faz de conta que é, mas isso pouco importa para o caso agora. O importante é pensarmos porque foi preciso tanto estrondo para deter um indivíduo que nem sequer pode fugir do país uma vez que pende sobre ele um mandado de captura internacional. Vale a pena pensar porque se deram as televisões ao cuidado de ir investigar e entrevistar até uns presumíveis lesados que o fisco tem à perna por causa de umas vendas de terrenos ali para os lados de Oeiras. Ficaram agora com pena dos herdeiros de Mota Franco a quem a empresa fantasma de Duarte Lima e companhia enrolou atirando para cima deles mais-valias que nunca mais acabam quando aquela gente nem cheirou o dinheiro? Não. Não é certamente por causa dos lesados. A razão só pode ser uma. Mostrar que a Justiça Portuguesa também persegue os homens de colarinho branco do BPN (Banco Português de Negócios). Nada mais falso. Os grandes responsáveis como Dias Loureiro por exemplo e seus amigos do PSD continuam incólumes e vão continuar. Mas afinal que interessa isso? Os portugueses já estão a pagar os prejuízos. É essa a parte importante. Bem pode o Estado esforçar-se agora por mostrar que tem mão dura. Não tem. Montou apenas uma operação mediática para impressionar o pagode que está a pagar a factura das trafulhices de meia dúzia. Quando os portugueses se recusarem fazer sacrifícios para pagar as trafulhices dessa meia dúzia então aí se calhar o Estado irá tomar outras medidas. Nessa altura não vai bastar deter um salafrário à luz dos holofotes.» CC

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