AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


domingo, 31 de julho de 2011


A VI Corrida Fotográfica de Monchique. Cá a do Parente...


VI Corrida Fotográfica de Monchique
Vai um calcesinho dela?... Esta aqui prantí-a no tema 'Gastronomia'

Antrô na Sexta Corrida
de Retratos de Monchique
voltô de cara caída
sem nada qu' o just'fique

nã ganhô prém'o nenhum
foi béque-me um desperdiço
e anda p'r'í um zum-zum
que ficô inzainadiço

foi p'ra lá fazer o quem
ia a filmar quái de gatas
nã vale nem um vintém
vá más é cavar batatas...

ó atão, p'a devassar
assome-se à exposição
dos que sabem bem tirar
retratos de eleição
VI Corrida Fotográfica de Monchique
O homem descascando a maçaroca antrô no tema
O parente de Refoias blog

oferta - poemas ilustrados de António Garrochinho

NEM TODOS OS CÃES SÃO DE BARRO (3)


                                                     reconstruído do meu CAÇADOR DE RELÂMPAGOS"

... enquanto aquele anjo permanecer nas areias, bem pode o vento soprar.

- O cão ou o velho?

Lentos, trôpegos, com os pés a tracejarem  caminhos de sempre, todos os dias aquelas almas percorriam memórias.
O cão mais velho que o dono  - era o guia, a sua bengala de cego. 
Pela orla da praia, desde a gruta onde viviam até à colossal duna, abrupta sobre as águas, as aves marinhas mergulhavam a pique - esbracejavam asas só para os salpicar - e eles lá iam , serenos, livres, sem palavras - imensos.
No ar cálido, o sussurro dos silêncios embalava-lhes os passos num concerto de maresias.

Chegados ao topo da montanha, era sempre assim. O velho afagava as orelhas do cão e o cão lambia-lhe as mãos.

Sentados nas areias respiravam infinitos - o perfume das algas. Adormeciam por instantes para logo despertarem o voo das aves. 

Ao longe, muito ao longe, inesperadamente, alguém de um barco bramou 

- Fuja - a duna vai desmoronar-se

Impertubável respondeu baixinho - para não acordar o cão

- A duna sou eu?



A minha aldeia

Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me enco...ntro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Angulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.

António Gedeão

 

Poema - Heinrich Heine

Encontro muitas semelhanças entre este poema de Heinrich Heine, poeta alemão, nascido em 13 de Dezembro de 1797 e falecido em 17 de Fevereiro de 1856, e o poema do meu post anterior do poeta António Aleixo. Porque António Aleixo era um quase analfabeto não o imagino a ler Heinrich Heine. Um compõe o poema de forma literária. Outro de forma simples mas igualmente com uma mensagem forte. Se António Aleixo tivesse tido a possibilidade de estudar que grandioso poeta ele tinha sido!!!


UM CONTO DE INVERNO


Amigos, quero compor para vós uma canção,
uma canção nova, uma canção melhor!
Queremos instaurar aqui na terra,
agora mesmo, o reino dos céus.

Queremos ser felizes nesta terra,
aqui queremos derrotar a fome
e que o ventre preguiçoso não devore
o que mãos trabalhadoras produziram.

Cresce, aqui em baixo, pão que chega
para os filhos dos homens
e ainda há rosas e mirtos,
beleza, alegria e ervilha-de-cheiro.

Sim, ervilhas-de-cheiro para todos.
Logo ao abrir das vagens!
O céu, não o queremos para nada,
fiquem com ele os anjos e os pardais.

 

Caixa Geral de Depósitos - "Jobs for the Boys".


O novel 1º ministro deste país, Pedro Passos Coelho (PPC), prometeu, diria mesmo que quase jurou, durante a campanha eleitoral, que com ele não ia existir "Jobs for the Boys". O exemplo da redução do número de ministros do actual governo era até apontado como exemplo de que PPC estava empenhado em cumprir essa promessa.

Não foi preciso muito tempo para verificar quanto honestos e dignos são os nossos políticos e quanto eles ligam à palavra dada. Ou seja à sua honra. Para confirmar aí temos as nomeações dos novos administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Todos nós sabemos que não são "boys" mas tão só gente competente. Tão competentes que foi necessário aumentar o número de administradores. Para caberem lá todos. Eram 7 elementos. Passaram a ser 11!!!

(Nogueira Leite novo vice-presidente executivo da CGD)

Um novo Presidente executivo, José Agostinho Matos, com ligações ao PSD, Nogueira Leite, conselheiro para assuntos económico de PPC para um dos lugares de vice-presidente, Rui Machete também do PSD, com ligações à SLN, dona do famigerado BPN, também nomeado para a administração e, como não podia deixar de ser, também era necessário um favorzinho para o CDC/PP: escolheram o advogado Nuno Fernandes Tomaz.

Mas ninguém está a enganar o país. Tal como não foi a promessa de não cortarem no subsídio de Natal. Só que vão cortar. A Bem da Nação, claro. Eu diria antes: a Bem deles...

O chamado estado de graça,  a que eu chamo de dominação total dos meios de comunicação social, permite todo o branqueamento da MENTIRA. Basta ouvir Marcelo Rebelo de Sousa nas suas crónicas domingueiras na TVI. Tudo muito simples. O significado destas nomeações simplesmente revelam que PPC não pretende privatizar a CGD. Pronto. Está dito. Pudera. É que, curiosamente, o irmão de Marcelo, Pedro Rebelo de Sousa é outro dos novos administradores da CGD. Que grande banquete!!!

E agora digam a importância dos "símbolos" deste governo. Emagreceram o governo...aumentaram o número de administradores da CGD; O 1º ministro viaja em económica nos aviões da TAP aumentaram em 15 por cento os transportes públicos; A ministra do ambiente aboliu o uso da gravata para poupar no ar condicionado vão aumentar o IVA para o consumo de água, electricidade e gás. Por favor acabem com os simbolismos senão vamos TODOS ao fundo!!! 

    foto

    China Poblana: Traje típico de Puebla

    Portugal «é oportunidade» para investidores da China


    A atual situação de crise em Portugal é uma oportunidade para os investidores chineses, que poderão ajudar à resolução dos problemas financeiros de muitas empresas nacionais, afirmou o presidente da agência de 'rating' chinesa Dagong.

    Em entrevista à Agência Lusa por telefone a partir de Macau - e que contou com a tradução da Dagong para inglês -, Guan Jianzhong observou que o «problema de Portugal é ter acumulado muita dívida ao longo dos anos, mas em termos do ambiente e do crescimento económicos, a situação não é assim tão má».

    Por outro lado, o dirigente de uma das quatro principais agências de notação da China e da única que não tem a Moody´s, Fitch ou Standard & Poor´s como parceira de negócio, também atribui a responsabilidade pela atual situação portuguesa às «inapropriadas notas dadas pelas agências de avaliação de crédito internacionais».

    CHAMAMENTO


    Esta ânsia
    incontida
    te chama
    pra mim ...

     
     
     
     
     
     

    Domingo, 31 de Julho de 2011

    Remorso

    Durante a leitura nocturna
    descia, às vezes, as escadas
    e procurava no escuro, dentro
    de um cesto, uma forma
    redonda. Na quadra iluminada
    do quarto, mordia depois a maçã
    vermelha escura. Era enorme o ruído
    dos dentes, no silêncio dessa hora
    tardia e irremediável a culpa
    de ter destruído aquela polpa húmida
    de onde pendia o descarnado pé
    no íntimo saber de pequenas sementes
    que podia perfeitamente
    ter apodrecido em paz.
     
    Blog A individualidade criativa de Vasco Barreto

    sábado, 30 de julho de 2011

    Festa do Frango de volta à Guia

    Frango da Guia vai entusiasmar apreciadores
    A freguesia da Guia, no concelho de Albufeira, vai, uma vez mais, ser palco da Festa do Frango, cuja 24.ª edição, marcada para 6 e 7 de Agosto, fará as delícias dos milhares de apreciadores que, todos os anos, participam neste festival de sabores.
    O certame vai ter lugar no recinto junto ao Estádio Arsénio Catuna, na Guia, a partir das 19:00 horas, numa organização do Guia Futebol Clube, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira e da Junta de Freguesia da Guia.
    Para além do apreciado frango da Guia, a organização não esquece a animação musical, com artistas regionais a aquecerem ainda mais as noites de verão.
    No sábado, 6, Vera Mónica e João Paulo Cavaco são as estrelas do certame. No domingo, 7, é a vez da Banda Alhada abrilhantar a noite, com a interpretação de temas tradicionais portugueses.
    D'Sul

    sexta-feira, 29 de julho de 2011

    Teresa Caeiro e Alfredo Barroso trocam insultos na SIC Notícias (vídeo)

    No frente a frente da SIC Notícias entre Teresa Caeiro e Alfredo Barroso, os ânimos exaltaram-se depois de Barroso citar um texto do Expresso. A troca de insultos foi constante e Mário Crespo teve de pedir desculpa por não conseguir moderar o debate. (Veja o vídeo) 

    12:03 Quarta feira, 27 de julho de 2011
     
    A troca de acusações e mesmo de insultos, com palavras como "rasquice" e "lamaçal", foi motivada pela alusão de Alfredo Barroso a uma notícia do Expresso na edição do último sábado, com o título "Dez coisas que ficámos a saber neste mês de Governo".
     http://aeiou.expresso.pt/

    Líbia - INFORMAÇÕES ÚTEIS…

    INFORMAÇÕES ÚTEIS…
    Eis algumas informações – que consideramos úteis – recentemente emitidas em www.counterpunvh.org.
    Como se poderá verificar, omissão e a inverdade prosseguem na nossa comunicação social dita de referência, que só por ironia se pode considerar pluralista.
    Nato's Futile War - Libyan Rebels In Retreat - By Kim Sengupta – 27-07-2011
    O autor refere que apesar de mais de 4 meses de constantes ataques aéreos pelas forças da Nato os rebeldes falharam em obter qualquer vantagem militar. Por outro lado, Kaddafi conseguiu sobreviver às tentativas de o eliminar e não há sinais que ele possa ser destituído por um golpe tipo palaciano. Neste momento o regime controla cerca de 20% mais território do que após o período a seguir ao levantamento de 17 de Fevereiro. Entretanto o governo da Líbia, que tinha oferecido um cessar fogo incondicional há um mês, parece ter endurecido a sua posição, com representantes mantendo que a Nato deve parar os bombardeamentos antes de quaisquer conversações.
    Kim Sengupta writes for the Independent, where this dispatch originally appeared.

    Worse Than Iraq- Lies Of The Libyan War By Thomas Mountain July 27, 2011

    Neste artigo, o autor refere que os observadores da Amnistia Internacional e do Human Rights Watch estiveram meses no terreno no leste da Líbia e ambos repudiaram todas as maiores as acusações usadas para justificar a guerra da Nato na Líbia.

    As alegadas violações feitas por soldados pró-Kaddafi, não puderam ser confirmadas nem mesmo por médicos. A Amnistia Internacional também não pode confirmar a existência sequer de um único mercenário africano. Esta invenção difundida pela televisão internacional por satélite, com a alegação que procediam a violações e massacres, foi usada para provocar o pânico nas populações do leste da Líbia e criar a uma onda de refugiados.

    Os observadores não puderam confirmar que helicópteros atacassem civis ou que fossem feitos bombardeamentos a populações civis, demonstrando que as acuasações para justificar a resolução do Conselho de Segurança de ONU foram totalmente fabricadas.
    Depois de 3 meses no território controlado pelos rebeldes os investigadores da Amnistia Internacional apenas puderam confirmar 110 mortes em Benghazi, incluindo apoiantes de Kaddafi, embora tenha sido afirmado serem da ordem de muitos milhares as mortes de responsabilidade do governo. A campanha da Nato baseou-se e baseia-se portanto em mentiras.
    De acordo com o Crescente Vermelho Líbio cerca de 1 100 civis foram já mortos pelas bombas da Nato, incluindo cerca de 400 mulheres e crianças. O número de feridos civis atinge os 6 000, muitos deles muito seriamente.
    A Líbia, sob o coronel Kaddafi, não invadiu nenhum vizinho nem usou armas letais contra o seu povo. Pelo contrário, nada se ouviu no entanto da parte da Nato acerca da Argélia cuja luta contra os insurrectos provocou cerca a morte de cerca de 200 000 argelinos. Nem acerca das marionetas ocidentais do Egipto e da Tunísia que não tinham nenhum apoio do seu povo – prossegue o autor.
    Na Líbia, diz-nos, a maioria do povo apoia Kaddafi e a moral dos combatentes permanece alto. A Líbia tem o melhor sistema de saúde e educacional público mundo árabe, ambos gratuitos, bem como a maior esperança de vida no mundo árabe. Milhares de egípcios e tunisinos emigravam para a Líbia para poderem alimentar as suas famílias.
    Então por que desencadeou a Nato esta guerra contra a Líbia?
    O autor explica que Kadadafi estava a criar um novo sistema bancário em África que iria pôr o FMI, BM e outras instituições ocidentais fora dos negócios em África. Previam-se 42 mil milhões de dólares no Banco Africano de Investimento para empréstimos com baixo juro ou mesmo nulo. Além disto, a Líbia estava a realizar projectos de investimento em infraestruturas através da África
    O autor conclui que a guerra contra a Líbia tem muito em comum com a guerra da Nato no Kosovo contra a Sérvia.
    Thomas C. Mountain is the only independent western journalist in the Horn of Africa, living and reporting from Eritrea since 2006. He was a member of the 1st US Peace Delegation to Libya in 1987. He can be reached at: thomascmountain at yahoo dot com

    The Enemy Is Washington - An Economy Destroyed - July 22 / 24, 2011 By Paul C.Roberts
    Diz-nos Paul Roberts que as guerras ilegais e ocupações militares dos EUA em pelo menos 6 países bem como o anel de bases construído à volta da Rússia, são a causa do défice orçamental
    O total dos orçamentos militares e de segurança são cerca de 1,1 a 1,2 biliões (triliões EUA) ou sejam 70 a 75% do défice federal.
    É portanto desonesto que políticos e eruditos culpem os programas de segurança social, sistema que pelo contrário é solvente, pelo défice. O regime criminoso de Bush (the criminal Bush regime) garantiu que a guerra no Iraque custaria 70 mil milhões. Peritos económicos e de finanças públicas calcularam que as guerras do Iraque e do Afeganistão considerando as despesas efectuadas e custos futuros em 4 biliões de dólares (triliões EUA)- (refira-se que os custos futuros incluem além das intenções assumidas a reposição do material bélico destruído ou danificado e a assistência médica e pensões às vítimas ou seus familiares norte-americanos).
    O povo americano diz-nos o autor – não está representado em Washington, que serve os interesses dos grandes grupos, do complexo militar e de segurança, dos “banksters” da Wall Street, dos negócios agro-alimentares, companhias de petróleo, farmacêuticas, seguradoras, etc.
    Estes interesses são defendidos cometendo crimes de guerra e aterrorizando populações estrangeiras, depois de roubar pensões, casas e empregos, recusar-se a defender o ambiente e estabelecer o sistema de saúde mais caro e mais lucrativo em todo o mundo.
    A economia dos EUA está em recessão que se aprofunda e cuja recuperação não é possível, pois os empregos foram deslocalizados e dados a estrangeiros. O PIB dos EUA foi entregue à China, Indía e Indonésia para que os accionistas da Wall Street possam lucrar mais.
    A balança comercial piora, o dólar declina, os preços sobem para os Americanos cujos rendimentos estagnam ou se reduzem. Isto é destruição económica e sempre ocorre quando uma oligarquia se apodera do controlo do governo. Os lucros de curto prazo dos poderosos são maximizados à custa da viabilidade da economia nacional.
    Com  22,3% de desemprego, com os salários a reduzirem-se e o peso das dividas dos consumidores tão elevadas que não podem realizar poupanças, não há nada que impulsione a economia.
    Independentemente de qualquer “redução do défice” a dívida nacional daqui a dez anos será muito maior que a actual.
    Como se vê, o texto de Paul Roberts devia servir de lição para os srs. comentadores cá da terra se estivessem dispostos a ouvir algo que não os dogmas que lhes foram transmitidos.
    Paul Craig Roberts was Assistant Secretary of the US Treasury, Associate Editor of the Wall Street Journal, and professor of economics in six universities. His latest book, How The Economy Was Lost, was published by CounterPunch/AK Press. He can be reached at: PaulCraigRoberts@yahoo.com

    Nota – Segundo www.informationclearinghouse – somente a despesa das guerras do Iraque e do Afeganistão atinge actualmente cerca de 18 milhões de dólares por hora. Número de mortos das forças internacionais no Afeganistão é oficialmente de 2 609.

    amor sem tempo


    nas águas ténues do chuveiro
    a tua pela macia, veludo
    foi tudo
    entramos numa harmonia sensual
    verdadeira
    natural
    universos pairavam sobre mim
    não sabia lidar com o desejo
    não sabia lidar com a tua partida
    só queria a tua boca, o teu beijo
    a tua vida ...
    turbilhão de soluções impensadas
    só o desejo
    os vapores expulsos dos nossos corpos
    tinham o cheiro da paixão
    mas o tabaco de tanto desespero
    sufucava-me
    na procura de alternativas
    pensamento vã
    mas acredito
    mas acredita
    o meu coração dançou,
    pulou,
    bailou
    saltou do invólucro

    o que amamos não saciou, nunca saciará
    só quando te tiver definitamente, descansarei
    as cicactrizes desse amor estão vivas
    sará-las
    sei que queremos

    António Garrochinho

    Governo revelou lista na Net com 235 nomeações

    Pedro Passos Coelho anunciou, esta sexta-feira, que já está disponível na Internet a lista de nomeações para cargos públicos feita pelo Governo. Do total de 235 nomeações reveladas, verifica-se que o salário mais baixo é de um motorista (583 euros) e o mais alto o de um chefe de gabinete do ministro das Finanças (4791 euros).
     
    foto DIREITOS RESERVADOS
    Governo revelou lista na Net com 235 nomeações
    Site do Governo com a lista de nomeações
     
    O anúncio do primeiro-ministro foi feito, esta sexta-feira de manhã, no debate quinzenal na Assembleia da República. A lista revela o nome, cargo, idade e vencimento mensal bruto. São 235 nomeações e, nos próximos dias, a lista será actualizada.
    As nomeações estão disponíveis por ministérios, mas nem todos publicaram a informação. Faltam os dados dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna, da Justiça, da Economia e do Emprego, da Saúde, da Educação e Ciência, da Solidariedade e da Segurança Social, para além da Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade.
    Quanto às nomeações disponibilizadas, ficamos a saber que o salário mais baixo é de um motorista (583 euros brutos) e os mais altos são o de um chefe de gabinete do ministro das Finanças (4791 euros brutos) e de uma adjunta do secretário de Estado da Cultura, (4724 euros brutos).
    O gabinete do primeiro-ministro tem 11 motoristas, nove secretárias, oito assessores e sete adjuntos. São no total, 35 nomeações.
    O ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi quem fez menos nomeações (18): seis adjuntos, seis secretárias, três chefes de gabinete, dois colaboradores e um assessor. A equipa do ministro da Defesa Nacional é igualmente pequena. Aguiar Branco fez 20 nomeações.
    Miguel Relvas, ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, fez 52 nomeações: 17 adjuntos, 12 especialistas, 11 secretárias, quatro elementos de apoio técnico e administrativo, cinco chefes de gabinete, dois motoristas e uma secretária pessoal.
    A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, tem 16 adjuntos, oito secretárias, cinco chefes de gabinete, seis assessores/especialistas, seis especialistas, três elementos no apoio administrativo, dois de apoio técnico, duas secretárias pessoais e dois motoristas, num total de 50 nomeações.
    O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, escolheu 13 adjuntos e oito assessores, além de seis secretárias, cinco chefes de gabinete, três colaboradores e dois assessores de imprensa. Ao todo, 37 nomeações.
    O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, fez 19 nomeações.

    OBRIGADO, SENHOR MINISTRO!

    Obrigado, sr. ministro!
    por JOÃO CÉSAR DAS NEVES
    DN 2011.07.07

    Há dias um pobre pediu-me esmola. Depois, encorajado pela minha generosidade e esperançoso na minha gravata, perguntou se eu fazia o favor de entregar uma carta ao senhor ministro. Perguntei-lhe qual ministro e ele, depois de pensar um pouco, acabou por dizer que era ao ministro que o andava a ajudar. O texto é este:
    "Senhor ministro, queria pedir-lhe uma grande ajuda: veja lá se deixa de me ajudar. Não me conhece, mas tenho 72 anos, fui pobre e trabalhei toda a vida. Vivia até há uns meses num lar com a minha magra reforma. Tudo ia quase bem, até o senhor me querer ajudar.
    Há dois anos vierem uns inspectores ao lar. Disseram que eram de uma coisa chamada Azai. Não sei o que seja. O que sei é que destruíram a marmelada oferecida pelos vizinhos e levaram frangos e doces dados como esmola. Até os pastelinhos da senhora Francisca, de que eu gostava tanto, foram deitados fora. Falei com um deles, e ele disse-me que tudo era para nosso bem, porque aqueles produtos, que não estavam devidamente embalados, etiquetados e refrigerados, podiam criar graves problemas sanitários e alimentares. Não percebi nada e perguntei-lhe se achava bem roubar a comida dos pobres. Ele ficou calado e acabou por dizer que seguia ordens. Fiquei então a saber que a culpa era sua e decidi escrever-lhe. Nessa noite todos nós ali passámos fome, felizmente sem problemas sanitários e alimentares graves.
    Ah! É verdade. Os tais fiscais exigiram obras caras na cozinha e noutros locais. O senhor director falou em fechar tudo e pôr-nos na rua, mas lá conseguiu uns dinheiritos e tudo voltou ao normal. Como os inspectores não regressaram e os vizinhos continuaram a dar-nos marmelada, frangos e até, de vez em quando, os belos pastéis da tia Francisca, esqueci-me de lhe escrever. Até há seis meses, quando destruíram tudo.
    Estes não eram da Azai. Como lhe queria escrever, procurei saber tudo certinho. Disseram-me que vinham do Instituto da Segurança Social. Descobriram que estava tudo mal no lar. O gabinete da direcção tinha menos de 12 m2 e na instalação sanitária do refeitório faltava a bancada com dois lavatórios apoiados sobre poleias e sanita com apoios laterais. Os homens andaram com fitas métricas em todas as janelas e portas e abanaram a cabeça muitas vezes. Havia também um problema qualquer com o sabonete, que devia ser líquido.
    Enfureceram-se por existirem quartos com três camas, várias casas de banho sem bidé e na área destinada ao duche de pavimento (ligeiramente inferior a 1,5 m x 1,5 m) não estivesse um sistema que permita tanto o posicionamento como o rebatimento de banco para banho de ajuda (uma coisa que nem sei o que seja). Em resumo, o lar era uma desgraça e tinha de fechar.
    Ultimamente pensei pedir aos senhores fiscais para virem à barraca onde vivo desde então, medir as janelas e ver as instalações sanitárias (que não há!). Mas tenho medo que ma fechem, e então é que fico mesmo a dormir na rua.
    Mas há esperança. Fui ontem, depois da missa, visitar o lar novo que o senhor prior aqui da freguesia está a inaugurar, e onde talvez tenha lugar. Fiquei espantado com as instalações. Não sei o que é um hotel de luxo, porque nunca vi nenhum, mas é assim que o imagino. Perguntei ao padre por que razão era tudo tão grande e tão caro. Afinal, se fosse um bocadinho mais apertado, podia ajudar mais gente. Ele respondeu que tinha apenas cumprido as exigências da lei (mais uma vez tem a ver consigo, senhor ministro). Aliás o prior confessou que não tinha conseguido fazer mesmo tudo, porque não havia dinheiro, e contava com a distracção ou benevolência dos inspectores para lhe aprovarem o lar. Se não, lá ficamos nós mais uns tempos nas barracas.
    Senhor ministro, acredito que tenha excelentes intenções e faça isto por bem. Como não sabe o que é a pobreza, julga que as exigências melhoram as coisas. Mas a única coisa que estas leis e fiscalizações conseguem é criar desigualdades dentro da miséria. Porque não se preocupam com as casas dos pobres, só com as que ajudam os pobres."

    Governo Passos/Portas – Tudo o que lhes for permitido...


    Esse grande marco da política nacional e farol de cultura que é o novo primeiro-ministro Passos Coelho, está a aproveitar até ao limite o “chapéu-de-chuva” da troika, para justificar tudo o que a canalha que está a representar no governo sempre quis, mas que por falta de condições e de coragem, ainda não tinha conseguido impor ao país.
    A terraplanagem de tudo aquilo que foi construído e conquistado desde Abril, está a avançar, às cegas, impelida por um ódio já antigo, levando as “medidas” governamentais muito para além do exigido pela própria troika.
    Até onde lhes for consentido, estes tecnocratas ultrarreacionários não hesitarão perante nenhum crime contra os trabalhadores e o povo que dia a dia os enriquece. Mesmo assim, alguns ainda cedem à tentação de se “humanizarem”... de se mostrarem cultos...
    Disso nos falou muito bem uma das personagem criadas por Saramago no seu belo romance “Fim de tarde sob as amendoeiras”.
    ... estão aqui a segredar-me que Saramago nunca escreveu um romance “Fim de tarde sob as amendoeiras”... e depois?! Não posso inventar um livro, de vez em quando? Só o Pedro Passos Coelho é que pode?
    Ainda por cima, hão de concordar que "Fim de tarde sob as amendoeiras" é um título muito mais bonito do que  “Fenomenologia do ser”.

    Nomeações do Governo disponíveis na internet

    Durante o debate quinzenal na Assembleia da República, Passos Coelho foi confrontado pelo PS e pelo PCP com o aumento do número de membros do conselho de administração da CGD. Na resposta, o primeiro-ministro anunciou que o prometido site na Internet sobre as nomeações para cargos públicos já estava disponível.
    Nomeações do Governo disponíveis na Internet
    Passos Coelho no Parlamento
    PS e PCP criticaram, esta sexta-feira, o Governo da coligação PSD/CDS-PP pelo "aumento do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), de sete para 11 membros", mas o primeiro-ministro garantiu que o novo modelo "não é mais caro".
    As nomeações do Governo foram um dos temas do debate quinzenal, no Parlamento, entre o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o novo líder do PS, António José Seguro.
    Passos Coelho tinha prometido durante a campanha eleitoral um site onde seriam publicados todos os nomes, cargos e vencimentos dos nomeados pelo Governo.
    "O senhor primeiro-ministro prometeu total transparência para as nomeações do Governo. Quero dizer-lhe que começou mal porque não criou o site e já começou a fazer nomeações para a CGD", lembrou António José Seguro. E a propósito perguntou: "Quando prevê que exista este site a funcionar?"
    No entanto, Pedro Passos Coelho já tinha resposta preparada: "Conseguimos, justamente para eu não estar aqui em falta, disponibilizar no site do Governo, desde as 09.00 horas da manhã. Infelizmente, ainda não conseguimos colocar todas as nomeações efectuadas por todos os serviços, mas durante o fim de semana vai poder aceder-se a toda a informação", contrapôs o primeiro-ministro.
    Quanto às nomeações na CGD, o chefe do Governo explicou que "não tem mais despesa do que tinha antes".
    "Estou convencido de que este novo modelo de governação da CGD está mais adequado aos desafios. Não foram aumentados o número de administradores executivos. A opção foi extinguir o conselho fiscal e converter a chamada auditoria para dentro do conselho de administradores, mas como não executivos", defendeu o líder governamental, frisando que "não é mais caro".

    que sou -



    foto da responsabilidade de António Garrochinho
    que sou
    Eu que sou carne, corpo e pensamento.
    Eu que sou alma, doce e sentimento.
    Eu que sou palavra, frase e conhecimento.
    Eu que sou dura, fria e constrangimento.
    Eu que sou calma, serena e alienamento.
    Eu que sou romance, drama e comédia.
    Eu que sou amor, amante e independente.
    Eu que sou dor, perdão e arrependimento.
    Eu que sou sonho, voos e seguimentos.
    Eu que sou?
    Sou eu eternamente.

    A MATEMÁTICA ROMANCEADA

    A matemática romanceada!

    Um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita.

    Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a, do ápice à base... Uma figura impar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo ortogonal, seios esferóides.

    Fez da sua uma vida paralela à dela. Até... que se encontraram no Infinito.

    "Quem és tu?" indagou ele com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos. Mas pode chamar-me hipotenusa."

    E de falarem descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a alma irmãs Primos-entre-si.

    E assim se amaram ao quadrado da velocidade da luz.

    Numa sexta potenciação, traçando ao sabor do momento e da paixão rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.


    Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas e os exegetas do universo finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E, enfim, resolveram casar-se. Constituir um lar.


    Mais que um lar. Uma perpendicular. Convidaram para padrinhos o Poliedro e a Bissectriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro. Sonhando com uma felicidade integral e diferencial. E casaram-se e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos. E foram felizes até àquele dia em que tudo, afinal, se torna monotonia. Foi então que surgiu o Máximo Divisor Comum... Frequentador de círculos concêntricos. Viciosos. Ofereceu-lhe, a ela, uma Grandeza Absoluta, e reduziu-a a um denominador comum. Ele, Quociente, percebeu que com ela não formava mais Um Todo. Uma Unidade. Era o Triângulo, chamado amoroso. E desse problema ela era a fracção mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade. E tudo que era espúrio passou a ser moralidade Como aliás, em qualquer sociedade.


    Por: Umberto Pacheco
    A especiaria

    A GENTIL CAMPONESA

    Gabriel Gilbert, Harvest.
    ---
    «A Gentil Camponesa»
     -
    MOTE

    Tu és pura e imaculada,
    Cheia de graça e beleza;
    Tu és a flor minha amada,
    És a gentil camponesa.

    GLOSAS

    És tu que não tens maldade,
    És tu que tudo mereces,
    És, sim, porque desconheces
    As podridões da cidade.
    Vives aí nessa herdade,
    Onde tu foste criada,
    Aí vives desviada
    Deste viver de ilusão:
    És como a rosa em botão,
    Tu és pura e imaculada.

    És tu que ao romper da aurora
    Ouves o cantor alado...
    Vestes-te, tratas do gado
    Que há-de ir tirar água à nora;
    Depois, pelos campos fora,
    É grande a tua pureza,
    Cantando com singeleza,
    O que ainda mais te realça,
    Exposta ao sol e descalça,
    Cheia de graça e beleza.

    Teus lábios nunca pintaste,
    És linda sem tal veneno;
    Toda tu cheiras a feno
    Do campo onde trabalhaste;
    És verdadeiro contraste
    Com a tal flor delicada
    Que só por muito pintada
    Nos poderá parecer bela;
    Mas tu brilhas mais do que ela,
    Tu és a flor minha amada.

    Pois se te tenho na mão,
    Inda assim acho tão pouco,
    Que sinto um desejo louco:
    Guardar-te no coração!...
    As coisas mais belas são
    Como as cria a Natureza,
    E tu tens toda a grandeza
    Dessa beleza que almejo,
    Tens tudo quanto desejo,
    És a gentil camponesa
    ---
    António Aleixo (in O Citador).
    blogue Arpose

    3 colombianos por uma esplanada de Verão


    As Armas

    Muitos se armam para a guerra.
    É necessário.
    Outros se armam contra o mundo.
    É preciso.
    Alguns se armam contra a morte.
    É natural.
    Tu armas-te para o amor
    e estás tão indefeso
    para a guerra,
    contra o mundo,
    para a morte.

    Luz Helena Cordero (1961)

    O Arroz

    É como se fora
    por baixo da orquestra
    toda a clareza
    afim da melodia
    formosura branca
    O arroz caminha
    como dedos de pomba.

    Horacio Benevides (1949)

    para MR, este "trocar de rosa", feito em liberdade, numa esplanada de Verão, com votos de boas férias.

    PCP questiona governos sobre Situação social das empresas Subercor e Vinocor

    image Mais de 120 operários da Vinocor e Subercor, empresas no Município de Santa Maria da Feira, vivem hoje situações de privação severa de bens essenciais, por força do não pagamento dos seus salários e da gestão que se tem revelado profundamente prejudicial para as empresas e para os seus trabalhadores.

    Actualmente os trabalhadores, na sua maioria mulheres (cerca 80%), têm os salários de Maio, Junho e Julho de 2011 em atraso, bem como 75% do subsídio de férias de 2010 e 75% do subsídio de Natal de 2010 em atraso. Acrescem ainda vários meses de salários em atraso antes da declaração de insolvência destas empresas, totalizando cerca de 7 a 8 meses sem qualquer salário, tendo sempre dado o seu melhor em prol das empresas, da sua produção e crescimento. 

    Dispondo de um rico património, e de uma considerável capacidade produtiva, este importante grupo do sector enfrenta, não obstante, um processo de insolvência obscuro que, a não ser corrigido, poderá pôr em risco estas duas unidades industriais e consequentemente a sobrevivência de quase centena e meia de trabalhadores e das suas famílias. 

    Após a aprovação de planos de recuperação das empresas e da nomeação de gestores judiciais, a gestão foi entregue a privados, através de acordo com os principais credores – a banca - que, dois meses depois, estão em situação demissionária. 

    Sucede que já não se encontram alguns equipamentos nas unidades fabris e muita matéria-prima também não se encontra disponível, não se conhecendo qualquer contrapartida financeira da eventual venda de bens. 

    Sublinhe-se que neste concelho estão inscritos nos centros de emprego mais de 8000 desempregados (número muito aquém do desemprego real), 58,3% dos quais são mulheres, e cerca de 10% trabalharam no sector da cortiça. 

    Tendo em conta o peso desta indústria na região, o elevado desemprego no sector, as práticas monopolistas levadas a cabo pelo Grupo Amorim que asfixiam as pequenas e médias empresas do sector, a falta de fiscalização dos fundos atribuídos no âmbito do Plano de Apoio à Cortiça e a grave situação de carência que os trabalhadores e as suas famílias estão neste momento a ultrapassar por força de uma gestão potencialmente danosa que lhes é alheia, urge que o Governo tome medidas para resolver esta situação. 

    Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Economia e do Emprego o seguinte: 

    1 – Que conhecimento tem esse Ministério sobre esta situação? 

    2 – Que medidas pretende tomar para garantir o pagamento urgente dos salários em atraso aos cerca de 150 trabalhadores que não auferem, actualmente, qualquer rendimento? 

    3 – Tem esse Ministério conhecimento da venda de bens da empresa? Em caso afirmativo, onde se encontra o montante financeiro correspondente a essa venda? 

    4 – Como explica esse Ministério que os planos de recuperação não tenham sido até hoje cumpridos?

    5 – Tomou esse Ministério medidas inspectivas, nomeadamente através da ACT, para garantir a legalidade dos procedimentos?

    6 – Que medidas vai esse Ministério tomar relativamente às empresas em causa por forma a garantir a sua continuidade, a continuidade dos postos de trabalho e o cumprimento dos direitos dos trabalhadores?
    Palácio de São Bento, 27 de Julho de 2011

    O Deputado
    Jorge Machado

    As palavras estão gastas *


    Não me foi possível deixar de reparar nestes dois títulos de notícias que coexistiram, ontem, no agregador do “google”:
    Como devem calcular, seriam dois grandes temas para desenvolver e comentar, se quisesse fazer um post sobre a bandidagem asquerosa e as numerosas quadrilhas de verdadeiros “filhos da pátria” que, realmente, mandam em Portugal.
    Isso, como disse... era se quisesse... mas na verdade, ou devido a este exagero de calor, ou porque me faltam as palavras adequadas... não quero!
    * ... e que por este abuso me perdoe o Eugénio de Andrade!

    quinta-feira, 28 de julho de 2011

    NOTÍCIAS DA MA(MADEIRA) - Director do fisco da Madeira criou empresa off-shore para esquema fraudulento do Nacional

    Director do fisco da Madeira criou empresa off-shore para esquema fraudulento do Nacional


    A Lenby - criada pelo presidente do Nacional, Rui Alves, e pelos vice-presidentes João Machado, Gris Teixeira e Sérgio Rebelo - é "uma das sociedades cuja conta bancária foi utilizada para a prossecução do plano criminoso engendrado" pelos dirigentes do clube madeirense acusados de fraude fiscal qualificada, fraude contra a Segurança Social e branqueamento, revela a acusação do Ministério Público.
    Alberto João Jardim (de pé, à esq.) na Assembleia Regional Alberto João Jardim (de pé, à esq.) na Assembleia Regional (Foto: DR)
    O modus operandi adoptado pelos dirigentes do Nacional da Madeira teve "intentos criminosos", concluiu a unidade especial de investigação da Procuradoria-Geral da República, coordenadora do processo Apito Dourado. E, segundo a acusação do Ministério Público, tinha em vista "alcançar o resultado ilícito pretendido: o de evitar que parte dos rendimentos auferidos por jogadores e técnicos do clube fosse declarada à administração tributária, obviando a que esta liquidasse e arrecadasse as quantias que fossem, por força de tais rendimentos acrescidos, devidas a título de IRS e de contribuições para a Segurança Social".

    Conforme resulta das declarações prestadas por funcionários, jogadores e técnicos nos autos, o "estratagema" era "conhecido e dominado" pelo presidente e sete vice-presidentes, incluindo Machado, todos constituídos arguidos.

    Segundo o Ministério Público, o procedimento adoptado teve a finalidade de, por um lado, "evitar a cobrança do imposto sobre os rendimentos pagos aos jogadores e técnicos" e, por outro lado, através das movimentações feitas pela referida empresa Lenby e pela filial da Consulting and Management Services registada na Zona Franca da Madeira, "dissimular a sua verdadeira origem e natureza, a fim de evitar a consequente perseguição penal".

    Estratagema de 2002

    O estratagema montado no ano de 2002, altura em que João Machado era director regional do Orçamento e vice-presidente do Nacional da Madeira com o pelouro financeiro, implicou que o clube constituísse a sociedade off-shore que adquiria os direitos de utilização do nome e imagem dos jogadores em questão que, posteriormente, os venderia a S & T - Services & Trading Limited, que, por sua vez, os venderia ao CDN.

    Em contrapartida, o clube pagaria a esta sociedade sediada no Reino Unido o montante global dos rendimentos respeitantes aos referidos contratos de utilização do nome e da imagem dos jogadores que, por sua vez, pagava à sociedade off-shore, encarregando-se esta última de pagar a cada um dos jogadores a quantia respeitante ao seu contrato. A S&T é, como lembra o MP, uma empresa fronting, ou seja, uma sociedade constituída no Reino Unido com o objectivo de diminuir a receita fiscal de outros países.

    Na regularização tributária apresentada em 2004, com base no designado Plano Mateus, o Nacional surge como último titular/beneficiário da sociedade Lendy, apresentando como valores patrimoniais um depósito de 1,67 milhões de euros na conta da sucursal Financeira Exterior do Banif e acções de capital social da sociedade no valor de 1,8 milhões, num total de 3,5 milhões. Este montante, como frisa a acusação do MP, corresponde "exactamente ao valor das facturas da S&T contabilizadas" de 2002 a 2004, ou seja, "as quantias que foram entregues a cada um dos jogadores, através do descrito esquema financeiro, para pagar salários, de forma que as mesmas fossem ocultadas da administração tributária".

    Governo apoia Machado

    No comentário semanal na TVI, Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, tentou na segunda-feira desmentir o envolvimento de João Machado, considerando "falsos" os factos que lhe são imputados na acusação do Ministério Público.

    "Esse director regional nem era dirigente do clube em causa", afirmou o presidente do Governo madeirense.

    Também o secretário regional das Finanças, Ventura Garcês, aproveitou a sua intervenção final, no debate do terceiro Orçamento rectificativo da Madeira (2011), para manifestar a confiança em João Borges Machado que, sob sua tutela, dirige a Direcção dos Assuntos Fiscais.

    Perante os deputados, Ventura Garcês assegurou que aquele director regional já não era dirigente do Nacional da Madeira aquando dos acontecimentos que motivaram a acusação. "Tenho quase a certeza de que o dr. João Machado não será penalizado", adiantou o secretário regional das Finanças.

    PÉLVICO - Chegada a hora dos discursos, o dono da casa foi pródigo em elogios ao colega que partia, sublinhando, com ênfase, a relação de grande proximidade que ambos mantinham. O que ninguém estava à espera é que, no entusiasmo das palavras, lhe tivesse saído, a certo passo, a frase: "Nós os dois temos uma proximidade pélvica!".

     

    Pélvico

    Tinha sido muito simpática a iniciativa daquele embaixador português, numa certa capital europeia, de oferecer um cocktail de despedida ao seu colega que estava acreditado junto de uma organização internacional, na mesma cidade, e que ia regressar a Lisboa. Algumas dezenas de amigos tinham sido convidados para a ocasião, que tinha muito de genuína, porque os dois diplomatas tinham, de facto, uma saudável e muito boa relação entre si.

    Chegada a hora dos discursos, o dono da casa foi pródigo em elogios ao colega que partia, sublinhando, com ênfase, a relação de grande proximidade que ambos mantinham. O que ninguém estava à espera é que, no entusiasmo das palavras, lhe tivesse saído, a certo passo, a frase: "Nós os dois temos uma proximidade pélvica!".

    A sala estacou de surpresa. Que diabo! "Uma proximidade pélvica"? O homenageado cofiou a barba e manteve o sorriso, nesse momento um pouco mais amarelo, evitando olhar para os circunstantes, muitos dos quais abafavam gargalhadas e trocavam divertidos e surpreendidos olhares entre si. Mas, com o prosseguimento das palavras, o efeito da expressão foi-se diluindo e, mantendo-se a estranheza, a maioria dos presentes logo esqueceu o episódio.

    No dia seguinte, um dos diplomatas da casa, mais ousado e próximo do embaixador, não resistiu a perguntar-lhe: "O senhor embaixador desculpará, mas ontem, na receção, não percebi bem o que quis significar, ao dizer que tinha uma "proximidade pélvica" com o seu homenageado".

    O embaixador olhou-o do alto dos seus óculos, com a cara grave habitual, que quase sempre não significava qualquer zanga mas apenas um estilo, e lá esclareceu: "Não percebeste? Essa agora! Quis dizer que nós temos uma grande proximidade, que as nossas peles têm uma idêntica sensibilidade, uma proximidade "pélvica", de pele...

    Realmente, a língua portuguesa é muito traiçoeira. 


     http://duas-ou-tres.blogspot.com/