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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Pinto

in Algarve Mais, Dezembro 2010

O Pinto, de seu nome Joaquim Rosa, foi uma das pessoas mais reconhecidas na Freguesia de Santa Bárbara de Nexe e nos Concelhos de Faro, Loulé e S. Brás de Alportel. No dia do último adeus ao Pinto, em 2008, perdeu-se a conta às centenas e centenas de pessoas que marcaram presença no seu funeral, porventura o maior jamais visto na sua terra natal.

O Pinto, a quem já foi atribuída a Medalha de Mérito da Câmara de Faro - Grau Ouro, esteve no centro da cultura da Freguesia de Santa Bárbara de Nexe: fundou a Charola da Flor de Liz em 1961 e apoiou todos os grupos charoleiros naquela que é a nossa tradição mais genuína e única. O Pinto foi inclusive figura central de uma interessante reportagem na Algarve Mais, sobre as charolas e a Flor de Liz, em Fevereiro de 2003.

Foi também poeta popular de renome, participou em actividades de artes cénicas como as récitas, apoiou o folclore e o fado. Também esteve mais de 20 anos ao serviço da população, para quem trabalhou gratuitamente como autarca de freguesia.

O Pinto foi um exemplo do que é ser Nexense: amigo, solidário, trabalhador, charoleiro, poeta, defensor da sua terra, orgulhoso de ser Nexense. E por ser um digno representante da alma Nexense, a Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe propôs dar o seu nome à Escola Primária local.

Esta é uma proposta que, como Nexense, me orgulha. Não é só uma homenagem mas também um meio para que se garanta o futuro da nossa terra e a continuidade da nossa história e cultura com o ensino e o envolvimento das crianças. Assim podemos assegurar que as nossas raízes não morrem e que daqui a uns anos a nossa terra não seja mais uma terra igual a tantas outras, apagada e sem nada que a distinga num mundo cada vez mais massificado.

Mas, infelizmente, para um pequeno grupo elitista, o Pinto não era Dr., nem era das famílias ricas e “importantes” e talvez acima de tudo tinha um cartão vermelho e não cor-de-laranja. Tão triste é quando o preconceito e o sectarismo político toldam as ideias às pessoas e moldam uma “politicazinha” desgostosa de um minúsculo grupo elitista que consegue arrastar uma Deputada do PSD, também de origem Nexense, para a sua campanha preconceituosa e sectária.

Através de mensagens no Facebook, e-mails e um artigo de opinião num jornal algarvio, a deputada do PSD, Antonieta Guerreiro, propôs o nome da, recentemente falecida, Tenente Enfermeira Paraquedista, Maria Zulmira Pereira André para a Escola local. O elogio à Enfermeira Paraquedista, também Nexense, é mais do que merecido. Foi das primeiras mulheres paraquedistas, em 1961, esteve na guerra colonial e teve uma acção médica notável.

No entanto, é lamentável quando se usam pessoas e os seus sentimentos ao serviço de uma “politicazinha”. É o que está a ser feito e o bom nome da Enfermeira Paraquedista está a ser usado para essa “politicazinha”, sem que essa proposta tivesse sido feita à autarquia local, à Junta de Freguesia, onde estão os máximos representantes locais. Não só não foi feito como esta proposta tem por enquadramento uma campanha, menos pública e mais de bastidores, telefonemas, pressões e omissões (como a recusa de publicação de uma resposta ao artigo de opinião), para se opor à outra proposta já mais antiga da Junta de Freguesia para atribuição do nome de Joaquim Rosa Pinto à Escola de Santa Bárbara de Nexe.

Para qualquer Deputado, é melhor deixar os assuntos locais para as entidades que têm essa competência e nas intervenções e artigos de opinião podem dar mais utilidade ao seu tempo focando assuntos mais importantes para o Algarve e o país do que o nome de uma escola primária.

sem punhos de renda: Sim, agora eu também quero e vocês também devem qu...

sem punhos de renda: Sim, agora eu também quero e vocês também devem qu...: "Está consumado aquilo que boas e caridosas almas ainda tinham esperança que um cisco de vergonha na cara impedisse: os deputados do PS, do P..."

Pedro Mestre Povo que Canta RTP1

Povo que canta não pode morrer.