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sábado, 20 de abril de 2019

O PORQUÊ DO OVO SER O SÍMBOLO DA PÁSCOA



PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO - O fascista, o ditador assassino Salazar já morreu...



PÃO PÃO, QUEIJO QUEIJO

O fascista, o ditador assassino Salazar já morreu, tem imitadores na prática política nos dias de hoje e é a esses que o povo tem que combater.

A constante publicação dos crimes Salazaristas e Caetanistas em nome do não apagar da memória é justa e legítima, mas não pode ser só essa a acção dos anti fascistas enquanto a direita avança e se está borrifando para a memória.

A inércia no afrontamento aos fascistas modernos e a denúncia dos seus crimes antigos não chega para fazer a revolução.

O fascismo está vivo E SÓ A LUTA DE CLASSES O PODE ELIMINAR, os verdadeiros revolucionários sabem que esta é a verdade que não se pode camuflar.




António Garrochinho

sexta-feira, 19 de abril de 2019

AFINAL A FINLÂNDIA NÃO É COMO A PINTAM POR AÍ




São donos do melhor sistema escolar do mundo. Seu desenvolvimento e crescimento econômico dos últimos anos parecem dar uma luz de esperança dentro do que hoje é o mundo contemporâneo. Seus políticos são muitas vezes realmente respeitáveis. Então, por que razão não são felizes? Essa é a pergunta que muitos se fazem sobre a Finlândia, considerada modelo de sociedade avançada, mas que guarda um lado muito, mas muito obscuro

A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
A Finlândia é hoje um exemplo de desenvolvimento, mas ao mesmo tempo deve lidar com as mais altas taxas de suicídios, homicídios, e violência de gênero, vinculados ao excessivo consumo de álcool entre a população. Este país conquanto não é o número um em alcoolismo, sim está dentro dos que mais bebem. Por que diabos isso acontece?
A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
Segundo seus próprios habitantes, existe algo bem como uma dupla moral na Finlândia: por um lado não há problema em que você encha a cara a cada fim de semana, já que caso contrário, você não é um autêntico homem. Se alguém não bebe, recebe as pressões do restante. Mas se essa pessoa começa a sofrer problemas com o álcool, então é abandonado e assinalado como um perdedor, e esses mesmos que lhe animaram a beber até cair recusarão que a sociedade pague seu tratamento.
A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
O fator principal deste gosto pelo álcool é a busca da desinibição e a ruptura com as barreiras emocionais próprias do caráter finlandês. Também há fatores externos como a localização geográfica, as baixas temperaturas e a falta de luz solar que afetam o estado de humor da população. Os invernos são gelados e decorrem lentamente, às vezes não há luz do sol durante 51 dias seguidos e se a isso somarmos temperaturas mínimas de 40 graus abaixo de zero, então que mais fazer do que beber?
A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
- "Temos uma forte tradição de beber nos sábados. Se você fizer bem o seu trabalho e cuidar de sua família, então tem direito a uma boa dose. Isto significa que beber se transforma, quase por definição, em algo que deve denotar respeito e maturidade", diz Antti Maunu, diretor de uma associação contra o alcoolismo.
A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
O problema com o consumo indiscriminado do álcool também gerou um aumento no nível de violência dos finlandeses, segundo conta Mari Hietala, uma fisioterapeuta ocupacional.
A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
- "Há muitos homens que maltratam suas mulheres em casa. Toda a comunidade sabe o que está acontecendo, mas ninguém fala nada."
A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
O preocupante é que não é só um tema psicológico, senão que traz muito problemas físicos. Sem ir mais longe, ao redor de 25% dos pacientes dos hospitais finlandeses estão ali por problemas com o álcool. A despesa fiscal atinge os 21 bilhões de reais ao ano, e, se acrescentados os custos indiretos, a soma ascende aos 36 bilhões. A cifra cobra sua verdadeira dimensão ao ser comparada com o orçamento do país de 180 bilhões.
A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
O que dizem as autoridades? Atualmente, as políticas da Finlândia estão orientadas em investir em prevenção ao mesmo tempo em tratar os doentes que já sofrem os efeitos colaterias do abuso do álcool. Mas trata-se de uma decisão complexa, pois estimam que verão os resultados apenas em 15 anos. Ademais, ao estarem em momentos de crises, os finlandeses decidiram cortar as áreas especializadas em alcoolismo. Eles justificam dizendo que os problemas são de responsabilidade dos alcoolatras e que como nação não corresponde a eles tratar esse problema.
A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero
Os efeitos do álcool no organismo e na consciência são cumulativos. Ainda se fazem se sentir de uma geração a outra perpetuando-se nos filhos e gerações e, ao que parece, como em outros lugares do mundo, nem tudo que brilha é ouro na Finlândia; e mais, quase nada brilha por lá e é por isso que bebem em excesso. Tudo bem qye tenham sistema de gestão, econômicos e adminsistrativos que o resto do mundo deveria se espelhar, mas dá para notar que há algo de muito podre com o Reino a República da Finlândia.

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A história do fotógrafo perdido no Alasca que esqueceu de comprar a passagem de volta

Ocorreu em 2 de fevereiro de 1982. Um guarda da Polícia Florestal, que fazia sua ronda pós-invernal no lado mais selvagem do Alasca, bem perto do rio Coleen, achou que divisara uma barraca de campanha ao longe com seu binóculo. Quando se aproximou, ali dentro encontrou o corpo de um homem junto a um diário, que narrava de maneira muito detalhada uma viagem com destino à morte. O guarda que achou o corpo abriu o judiado bloco de anotações na primeira página e depois de uma primeira olhada, tudo começou a fazer sentido.


A história do fotógrafo perdido no Alasca que esqueceu de comprar a passagem de volta
Rio Coolen no verão. Via: Wikimedia Commons
Ocorreu em Brooks, uma região que se estende do oeste ao leste, ao longo do norte do Alasca, até o território de Yukon, no Canadá. As paisagens da região são tremendamente belas e inexploradas, um convite à exploração de todo aventureiro, mas tem um problema: se alguém se afastar muito das trilhas indicadas nos mapas recomendados da área, então encontra outro Alasca. Foi mais ou menos isso o que aconteceu a um fotógrafo no começo da década de 80. Esta foi sua (triste) história.
O soldado fotógrafo
A história do fotógrafo perdido no Alasca que esqueceu de comprar a passagem de volta
Via: Wikimedia Commons
Carl McCunn nasceu em 1946 na Alemanha, mas seu passaporte era americano, pois seu pai Donovan McCunn servia no exército dos Estados Unidos em uma base alemã. Pouco depois voltaram a San Antonio, Texas, onde Carl passou sua infância. O garoto se formou no segundo grau em 1964 e se alistou na Marinha dos Estados Unidos depois de abandonar a universidade.

Carl serviu durante quatro anos, até 1969. Morou brevemente em Seattle, Washington, antes de estabelecer-se em Anchorage, Alasca, em 1970. Ali viveu vários meses nas desolada Cordilheira de Brooks. Ele gostou tanto desta última experiência que pensou em repeti-a no futuro.

Assim foi que em março de 1981 voou ao vale quando o inverno terminava. Já conhecia a região e agora era um fotógrafo de natureza. Sua ideia era registrar a beleza da tundra do Alasca. Em sua bagagem carregava 500 rolos de filme, equipamentos de fotografia, dois rifles, uma escopeta e víveres. Queria permanecer até meados de agosto, uns cinco meses.
A negligência no planejamento
A história do fotógrafo perdido no Alasca que esqueceu de comprar a passagem de volta
Cordilheira Brooks. Via: Wikimedia Commons
Alguns dias antes, Carl havia contratado um piloto que trabalhava na área para levá-lo até Brooksm cujas montanhas se estendem por uma imensa área com uma distância de mais de mil quilômetros. As montanhas atingem até mais de 2.700 metros de altitude e os geólogos afirmam que a cordilheira tem aproximadamente 126 milhões de anos.

No entanto, e enquanto Carl via o avião se afastar da região inóspita do Alasca que escolhera, o fotógrafo se deu conta de uma "leve" besteira que acabara de cometer: não havia contratado a viagem de volta. E mais, não tinha dito a seus amigos o ponto ou a região onde tinha pensado trabalhar. Ele achava que sim, mas jamais o fez.

Em suas primeiras anotações do diário escreveu sobre o regresso dos animais às áreas de verão:

- "Os seres humanos estão tão fora de seu elemento moderno em um lugar como este". No início de agosto, com seus itens básicos de sobrevivência diminuindo, sua preocupação começou a aumentar:

- "Acho que deveria ter organizado melhor minha aventura", escreveu. - "Agora nem me lembro direito se contratei a viagem de volta, logo averiguarei".
A esperança de que a família viesse ao seu resgate
A história do fotógrafo perdido no Alasca que esqueceu de comprar a passagem de volta
Via: Wikimedia Commons
Em meados de agosto, suas entradas no diário já não estavam datadas. Carl deu-se conta de que o piloto não ia regressar. Neste ponto, tentou fazer que suas provisões durassem mais; passava grande parte de seu tempo buscando comida, matando alguns patos e coelhos ou fazendo carne seca de uma rena que morreu no lago. Sua ansiedade crescia cada dia mais e mais.

No diário de Carl era possível perceber sua esperança de que sua família ou amigos enviassem alguém para buscá-lo após seu sumiço. O homem cria ter deixado três mapas com sua área de acampamento marcado para alguns amigos e seu pai, mas era uma lembrança vazia e, em tal caso, não tinha claro o itinerário exato que indicou.

A verdade é que, ainda que seu pai soubesse que estaria no local, não sabia quando planejava voltar. Carl também tinha dito ao pai que não ficasse preocupado se ele não voltasse no final do verão, já que pensava na possibilidade de ficar mais tempo se as coisas dessem certo como esperava.

Enquanto isso, seus amigos, preocupados, pediram a guarda do Alasca que iniciassem os trabalhos de busca. Assim foi como aconteceu o segundo momento mais triste da viagem de Carl McCunn. Um piloto voou sobre o acampamento e o viu. No entanto, posteriormente declarou que ele não mostrava sinais de desespero e que este estava agitando uma bolsa vermelha.

- "Fizemos a volta para assegurar-nos, e o homem saudou-nos de maneira casual, nos viu passar sem fazer sinal nenhum de estar em apuros".
O desconhecimento de regras de sobrevivência
A história do fotógrafo perdido no Alasca que esqueceu de comprar a passagem de volta
Cordilheira Brooks. Via: Wikimedia Commons
A polícia declarou mais tarde que não via nenhuma razão para supor que Carl precisava de ajuda. Por sua vez o fotógrafo escreveu mais tarde em seu diário:

- "Lembro de estar levantando minha mão direita, ombro alto e sacudindo meu punho na segunda passagem do avião. Recordo que esbocei um sorriso, foi um momento de alegria, como quando sua equipe faz um touchdown ou algo assim"

No entanto, esse é justamente o sinal de montanhistas para indicar que tudo está bem. Um soldado do estado, que falou com Carl antes de sua viagem e tinha ajudado a marcar seu acampamento em um mapa, declarou que o fotógrafo estava mais ou menos perto de uma cabana de caça no local. Não está claro por que ele não foi até ela quando o clima começou a congelar. Com a chegada do inverno ele escreveu o seguinte:

- "Não consigo crer. Agora já passou muito tempo. Chegou a neve e o lago congelou. Vi o primeiro lobo, como um husky gigante. Dei um tiro nele e ouvi seus uivos, mas acho que não acertei".
O começo do fim... o pedido de perdão e a rendição
A história do fotógrafo perdido no Alasca que esqueceu de comprar a passagem de volta
A caça foi ficando cada vez mais escassa, e Carl armava armadilhas para coelhos, mas as mesmas eram atacadas por lobos e raposas:

- "Foi um dia terrível para mim e não vou poder seguir assim. Tenho as mãos cada vez mais congeladas. Só me restam feijões. Honestamente, tenho medo por minha vida. Mas não me renderei".

No mês de novembro, estava totalmente sem provisões. Então considerou tentar caminhar até Forte Yukon, a aproximadamente 90 quilômetros de distância, mas não conseguiu fazer a caminhada devido a neve e a sua debilitada condição. Durante o Dia de Ação de Graças, 26 de novembro, e mais fraco do que nunca, escreveu:

- "Sinto-me miserável. Tive calafrios de manhã ao acordar durante os últimos três dias. Não posso durar bem mais que isto. Não posso deixar de pensar em usar uma bala".

Pouco depois escreveu uma carta a seu pai dizendo como fazer um possível filme sobre sua aventura. Com o pouco que tinha acendeu a última fogueira e escreveu:

- "Querido Deus no céu, por favor, perdoa minha debilidade e meus pecados. Por favor, cuide de minha família. Estou queimando o último raio de luz e minha última madeira rachada. Quando as cinzas se esfriarem, vou me esquentar com elas".

Acrescentou uma nota separada pedindo que seus pertences pessoais fossem devolvidas a seu pai, e disse que a pessoa que o encontrasse deveria guardar seu rifle e escopeta. Assinou a declaração e anexou sua carteira de motorista do Alasca.

- "A quem me achar. Este sou eu", escreveu e concluiu sua última entrada na centésima página do diário: - "Dizem que não dói!"

Após isso, Carl McCunn apertou o gatilho contra a própria cabeça. Foram as últimas palavras de sua última e fatídica viagem ao Alasca. Ele tinha apenas 35 anos de idade


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