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OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "desenvolturasedesacatos"

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Anda o mundo doido, cá dentro e lá fora!



(Carlos Esperança, 20/05/2018)
bola
















Assunção Cristas chegou a líder do CDS, partido amigo da UNITA, racista e tribal, que a guerra fria alimentou, e foi recebida pelo MPLA, de João Lourenço, na sequência das aulas que serviram de pretexto à viagem ao país que enjeitou. Foi um abraço póstumo do MPLA a Savimbi.
A PGR ignora os autarcas do PSD, Agostinho Branquinho, Valentim Loureiro, Virgílio Macedo, Hermínio Loureiro, Luís Filipe Meneses e Marco António, alegados autores do desvio de muitos milhões de euros municipais, revelados pela revista Visão, e constitui arguido, Manuel Pinho, para acabar despronunciado, não por capricho do juiz, mas por o MP se ter esquecido de o ouvir e de lhe comunicar os crimes de que era suspeito.
Julgado foi o reitor da Universidade Fernando Pessoa, sempre à porta fechada, para não lhe denegrir a imagem, e condenado por comprovado desvio, superior a 2,19 milhões de euros, para si e familiares. Foi condenado a 1 ano e 3 meses de prisão, pena suspensa, e à devolução da importância, apenas a apurada, ao Estado se, entretanto, a Fundação, que é sua, da mulher e de dois filhos, não exigir de volta a verba a que, segundo o juiz tem direito. Valeu-lhe a boa conduta e não ter sido apanhado, com meia dúzia de chocolates, a fugir de um supermercado, embora nos finais dos anos 90, já tivesse sido condenado a dez meses de prisão, suspensa, num processo que envolvia o desvio de subsídios do Fundo Social Europeu, quando era diretor da Escola Superior de Jornalismo do Porto.
Faltava Erdogan, genocida dos curdos, autor de atrocidades contra os direitos humanos, carcereiro de intelectuais, jornalistas e juízes, a denunciar os crimes de Israel contra os palestinos e a Arábia Saudita, do Eixo do Bem, calada quanto à provocação da mudança da Embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém.
E sobrou Trump, a fazer manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul, quando a do Norte se tinha comprometido a desnuclearizar-se.
Sobra ainda, para gáudio da comunicação social, e da arraia miúda e graúda, o alvoroço que aí vai num desporto cada vez pior conduzido, mais obscuramente praticado e onde bandos fascistas à solta se portam pior do que os dirigentes que os açulam.
É a vida. Voltámos aos 3 FFF.

estatuadesal.com

Casa de 600 mil euros leva Podemos a votar futuro de Iglesias

Irene Montero, companheira de Pablo Iglesias e porta-voz parlamentar do Podemos, está grávida de gémeos, que devem nascer no outono
O líder e a porta-voz da formação no Congresso, Irene Mon-tero, querem calar com um referendo as críticas de que têm sido alvo
"Entregarias a política económica de um país a alguém que gasta 600 mil euros num apartamento de luxo?" Esta foi a mensagem que Pablo Iglesias, líder do Podemos, escreveu no Twitter em 2012, para criticar o facto de Luis de Guindos, então ministro da Economia espanhol e atual vice-presidente do Banco Central Europeu, ter comprado uma casa desse valor. O problema é que agora foi Iglesias que, junto com a companheira Irene Monteiro, porta-voz do Podemos no Congresso, comprou uma vivenda com piscina no norte de Madrid por 600 mil euros. O mal estar dentro da formação de esquerda tem vindo a crescer e para pôr um ponto final na situação, Iglesias convocou um referendo.
"Consideras que Pablo Iglesias e Irene Montero devem continuar à frente da secretaria-geral e do cargo de porta-voz parlamentar do Podemos?" Esta é a pergunta à qual devem responder os militantes do partido, que na última sondagem Metroscopia (para o El País) surgia em segundo lugar das intenções de voto, atrás do Ciudadanos de Albert Rivera. Caso os apoiantes votem "não", ambos renunciam a ser deputados. Os pormenores do referendo interno serão conhecidos hoje, depois da reunião semanal da direção do partido.
"Quando se questiona a credibilidade de alguém, essa pessoa não se pode esconder e precisa de dar a cara. Cabe aos militantes do Podemos decidirem se continuamos a ser dignos de manter as responsabilidades que temos ou se temos que nos demitir", afirmou Iglesias numa conferência de imprensa, lembrando que foi reeleito líder no ano passado com 89% dos votos. "Se alguém acha que temos algo do qual nos envergonhar, não cabe a nós julgá-lo. São as pessoas do Podemos, os militantes, que devem avaliá-lo", referiu a seu lado Montero.
Iglesias, de 39 anos, e Montero, de 29, estão a ser acusados, incluindo por membros do Podemos, de trair os princípios do partido - que nasceu do movimento dos indignados e das críticas contra a austeridade e corrupção. Da parte das outras formações políticas, denuncia-se o "populismo incoerente". Quando confrontada com o tweet de Iglesias, na sexta-feira no Congresso, Montero respondeu aos jornalistas que é diferente comprar uma casa para "empreender um projeto familiar" ou para "especular" (deixando no ar que seria esse o objetivo de Guindos, apesar de depois dizer não saber se foi assim).
Os dois dirigentes do Podemos, cuja relação se tornou pública no início de 2017 e que confirmaram em março que serão pais de gémeos no outono, vivem numa casa alugada. A vivenda que agora compraram tem 250 metros quadrados e está construída num terreno de quase dois mil metros quadrados, que inclui piscina e casa de hóspedes, em Galapagar, no norte de Madrid. Para a comprar, o casal pediu um empréstimo de 540 mil euros a 30 anos, devendo pagar uma prestação mensal a 1600 euros.
Num comunicado conjunto no Facebook, garantem que podem pagar a prestação graças ao seu salário, que corresponde a três salários mínimos - será de quatro quando forem pais - segundo o código ético da sua formação política. O resto do que auferem é doado ao Podemos e a causas sociais. No mesmo texto indicam que a entrada para a casa, assim como as obras que necessitava, foram pagas com as poupanças de ambos, sendo que Irene teve que pedir emprestado aos pais. Já Iglesias, além do ordenado de deputado, também tem dois programas na televisão (Fort Apache e Otra Vuelta de Tuerka) e recebe direitos de autor dos livros que escreveu. E menciona a herança que os pais lhe deixarão, que inclui vários imóveis.

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"Há polícias racistas e xenófobos e as organizações nada fazem"

Operação da PSP na Cova da Moura, 2016
O julgamento de 17 agentes da PSP de Alfragide, acusados de tortura e racismo na Cova da Moura, arranca esta terça-feira. O DN entrevistou Manuel Morais, agente da PSP, que confirmou como os "preconceitos perturbam o olhar e a ação dos profissionais da Polícia", numa tese de mestrado sobre o policiamento nas zonas urbanas sensíveis
Manuel Morais é agente principal do Corpo de Intervenção da PSP, licenciado em Antropologia e ea terminar um mestrado sobre a ação policial nas zonas urbanas sensíveis. Corajosamente, revelou ao DN as mais preocupantes conclusões a que chegou na sua investigação académica. Nasceu a 25 de abril, de 1965, em Melgaço e foi pastor em criança. Fez patrulhas no Casal Ventoso onde "quase" perdeu "a alma". Criou, com o ex-ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a associação "100 violência", para prevenir os maus-tratos a crianças.
Qual o objetivo desta sua tese?
O objetivo do meu trabalho, além da realização do meu mestrado, é tentar melhorar a organização a que pertenço e em consequência a sociedade. Pretendo uma polícia mais social, mais interativa e mais próxima do cidadão, que seja um catalisador para uma sociedade mais cívica e cada vez mais inclusiva e mais humanizada.
Em que bairros centrou a sua pesquisa?
Os meus entrevistados são principalmente residentes dos bairros dos Chícharos ("Jamaica"), Arrentela e Quinta da Princesa, considerados problemáticos ou sensíveis.
A que conclusões chegou?
Quando se faz um trabalho académico seria pretensioso tirar conclusões, estas devem ser resultado de vários trabalhos científicos. No máximo tirei algumas ilações sobre os preconceitos que perturbam a meu ver o olhar e as ações dos profissionais de polícia sobre os jovens dos bairros sensíveis ou periféricos.

Porque pensa que isso acontece?
Dois motivos: o facto de os polícias provirem duma sociedade preconceituosa e não encontrarem nos ensinamentos profissionais forma de desconstruir esses preconceitos.

O que deveria ser feito para alterar esta situação? No recrutamento? No tipo de formação dada?
Mudar mentalidades é com certeza um feito difícil e moroso, no entanto não devemos esmorecer e é uma obrigação fazer tudo o que está ao nosso alcance para talhar esta doença social. Tenho esperança de poder contribuir com o meu trabalho para que se alterem os programas das duas escolas de polícia, a Escola Prática de Polícia, onde são formados os agentes, e o Instituto Superior de Ciências Policiais e de Segurança Interna, onde se licenciam os oficiais, no sentido de desconstruir este tipo de preconceitos, (étnicos, religiosos, de género...)
Qual tem sido o papel da Inspeção--Geral da Administração Interna?
Sinceramente não me parece que a IGAI tenha qualquer papel neste particular. Mas sim, deveria ter. Este trabalho não passa por medidas disciplinares mas por ensinamentos por acréscimo de formação direcionada e ministrada por especialistas da área de competência comprovada e sobretudo ter um responsável ao mais alto nível só para esta área.

Mas como se poderia, na prática, prevenir estes comportamentos?
Os agentes de autoridade deveriam ser sempre alvos de uma seleção apertada no que concerne o respeito e as ideias que tem sobre o "outro". Qualquer indício de racismo ou xenofobia deveria ter efeito de exclusão imediata do candidato. É neste particular que a IGAI poderia fazer a diferença, na fiscalização do tipo de testes e no tipo de perfis adequados para agente da autoridade. Há elementos das várias forças de segurança que exteriorizam as suas ideias racistas e xenófobas, usam tatuagens e simbologias "neonazis", pertencem a grupos assumidamente racistas, isto é do conhecimento de todos e infelizmente as organizações nada fazem para expurgar estes "tumores do seio das forças de segurança. Pergunte-se à IGAI, à PSP, à GNR, à Guarda Prisional ou a qualquer outra força, o que fazem quando são detetadas estas situações? Nada, não fazem nada.

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Economia garante aumento real para 80% das pensões

Ainda neste ano, em agosto, 1,6 milhões de pessoas terão um aumento extraordinário na sua pensão até seis ou dez euros
Dos 3,6 milhões de pensões que foram atualizadas em 2018, cerca de 2,9 milhões tiveram um aumento acima da inflação
Mesmo que a economia tropece em 2018 e cresça, não os 2,3% esperados pelo governo mas mais em linha com os 2,1% registados neste primeiro trimestre de 2018, a generalidade dos pensionistas vai ter um aumento no próximo ano. E para os 2,9 milhões de pensões (80% do total) cujo valor é inferior a 857 euros (dois indexantes de apoios sociais), aquele aumento será real.
Na mira desta atualização estão as pensões de velhice, sobrevivência e invalidez pagas pela Segurança Social e pela Caixa Geral de Aposentações, mas a ordem de grandeza será ditada pelo crescimento da economia e pela inflação. Porque para que desta equação resulte um aumento real para a maioria dos pensionistas é necessário que o produto interno bruto (PIB) cresça mais de 2% nos dois anos anteriores (medidos em setembro). Desde o final de 2016 que a economia cresce acima do valor médio de 2% e, ainda que os primeiros três meses de 2018 tenham revelado um abrandamento, todas as instituições que fazem previsões acreditam num desempenho a rondar os 2,3%.
Conjugando este cenário com o que prevê a lei, as pensões até dois IAS deverão ter a partir de janeiro de 2019 um aumento a rondar 1,5%. É que, de acordo com a fórmula legal, quando a economia cresce mais de 2% e menos de 3%, as pensões até àquele montante são atualizadas em linha com a taxa de inflação (excluindo habitação), a que se somam 0,5 pontos percentuais. Se a inflação se mantiver próxima dos 1,08% registados em abril, o acréscimo será, assim, de 1,58%. Exemplificando: uma pensão de 735 euros passa em janeiro para os 746,6 euros. O ritmo da economia é igualmente relevante para as pensões que estão no patamar seguinte, ou seja, cujo valor varia entre os dois e os seis IAS (entre os 857 e os 2570 euros). Neste caso, a atualização é menos generosa, sendo feita em linha com a inflação.
Já as pensões mais altas (entre seis e 12 indexantes de apoios sociais) são aumentadas em linha com a taxa de inflação, deduzida de 0,25 pontos percentuais. Traduzindo em valor, isto significará que quem recebe entre aproximadamente 2570 euros e 5142 euros brutos mensais deverá contar com um aumento de cerca de 0,8%.
Estes resultados poderão, no entanto, ser mais elevados se a inflação vier a situar-se mais próxima do valor projetado pelo governo no Programa de Estabilidade, em que se aponta para 1,4%. Se assim for, a atualização das pensões ultrapassará a observada em 2018.
A lei de atualização das pensões entrou em vigor em 2007, mas a crise e a necessidade de arrepiar caminho no défice ditaram a sua suspensão a partir de 2009 - último ano em que a generalidade dos pensionistas teve um aumento. Foi pela mão deste governo que a fórmula legal voltou a ser aplicada, o que aconteceu pela primeira vez em 2016. Mas nesse ano o andamento do PIB e o comportamento dos preços ditaram que apenas as pensões até 1,5 IAS tivessem uma subida, que ficou balizada nuns magros 0,4%. No ano passado, já houve margem para chegar às pensões entre dois e seis IAS, mas para quem recebe estes valores o acréscimo ficou-se pelos 0,2% e foi necessário esperar até 2018 para que, pela primeira vez desde 2009, quase todos os reformados pudessem contar com uma subida do seu rendimento mensal.
Os dados oficiais que têm sido divulgados indicam que há cerca de 2,9 milhões de pensões até dois IAS, tendo o aumento deste ano contemplado 3,6 milhões de pensões, que são pagas a cerca de 2,8 milhões de pessoas. A diferença explica-se pelo facto de algumas somarem uma pensão própria com outra de sobrevivência (atribuída por morte do cônjuge).
Além deste aumento, que começou a ser pago em janeiro, o governo prepara-se para repetir em agosto um novo aumento extraordinário (até seis ou dez euros), que chegará a 1,6 milhões de pessoas.

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PCP pede início do processo de construção do Hospital Central do Algarve ainda em 2018

O Grupo Parlamentar do PCP entregou na Assembleia da República, na sexta-feira, 18 de maio, o Projeto de Resolução «Pela célere construção do Hospital Central do Algarve» visando a adoção, pelo Parlamento, de uma resolução que defenda a célere construção do Hospital Central do Algarve e recomende ao governo que desencadeie os procedimentos necessários para que esse processo se inicie ainda em 2018, salvaguardando o modelo integralmente público para a sua construção e gestão.
Em nota enviada à imprensa, o PCP defende que «há muito que o Hospital Central do Algarve foi identificado como um elemento fundamental para a melhoria dos cuidados de saúde prestados à população residente e aos turistas, nacionais e estrangeiros, que visitam a região algarvia. Apesar de este hospital ter sido considerado uma prioridade por sucessivos governos, a realidade é que a construção desta infraestrutura de saúde foi sendo sucessivamente adiada».
A nota aliás, traça um historial desde já longo processo: «em outubro de 2002, o Secretário de Estado da Saúde do governo PSD/CDS, numa deslocação à região algarvia anunciou a construção do Hospital Central do Algarve. No ano seguinte, em março, o Ministro da Saúde aprovou a localização do novo hospital para o complexo intermunicipal do Parque das Cidades, entre Faro e Loulé. Em julho de 2007, o Ministro da Saúde do governo PS aprovou o perfil assistencial e a dimensão desse hospital. Em fevereiro de 2008, a nova Ministra da Saúde desse governo determinou o lançamento do concurso, seguindo-se diversas fases desse processo, o qual foi interrompido em 2011 com o início do Programa da Troica, subscrito por PS, PSD e CDS».
Em março de 2014, o anterior governo PSD/CDS, em resposta a uma pergunta do PCP, reconheceu que «a construção do Hospital Central do Algarve constitui […] uma prioridade nacional» e que desenvolveria esse processo «assim que haja meios financeiros disponíveis para esta obra». Nos quase quatro anos e meio em que este governo se manteve em funções não conseguiu – ou melhor dizendo, não quis – encontrar esses meios financeiros, já que a sua prioridade não era o desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde, mas o seu definhamento para benefício dos grupos privados que operam no sector.
«O atual governo PS, apesar de em diversos momentos ter reconhecido a importância do novo Hospital Central do Algarve para a melhoria dos cuidados de saúde prestados na região algarvia, também não iniciou o processo de construção deste estabelecimento de saúde. Ao longo dos anos, foram concretizadas diversas obras de ampliação e readaptação do Hospital de Faro para dar resposta aos problemas de falta de espaço e de desadequação das instalações. Estas intervenções, sendo de valorizar, não iludem que as atuais instalações do Hospital de Faro, localizadas numa zona de elevada densidade da malha urbana da cidade, atingiram uma situação de total esgotamento, tornando absolutamente inadiável a construção do Hospital Central do Algarve. O atual governo socialista tem invocado como argumento para o adiamento da construção desta imprescindível infraestrutura de saúde da região algarvia a falta de meios financeiros. Alegadamente, a chamada consolidação orçamental (redução do défice orçamental e da dívida pública) exige que os investimentos na saúde (e nos demais setores) sejam muito graduais, implicando o adiamento da concretização de medidas como a construção de hospitais», lê-se ainda na nota do PCP.
«Este é um argumento inadmissível. O direito à saúde das populações do Algarve merece mais respeito!», consideram os comunistas.
Para o PCP, «a prioridade não é a redução acelerada do défice e da dívida, inclusivamente para além daquilo que são as imposições decorrentes de diversos instrumentos de subordinação à União Europeia, como o Pacto de Estabilidade e Crescimento, a União Económica e Monetária ou o Tratado Orçamental. A prioridade é a resolução dos problemas das pessoas e do país, entendendo que há disponibilidade financeira para que a construção do Hospital Central de Algarve arranque ainda em 2018».
Com a apresentação do Projeto de Resolução «Pela célere construção do Hospital Central do Algarve», o PCP «dá corpo às aspirações e anseios das populações da região algarvia de que a alteração da correlação de forças na Assembleia da República, resultante das eleições legislativas de outubro de 2015, permitiria melhorar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde e, desse modo, tornaria mais efetivo o direito à saúde consagrado na Constituição da República Portuguesa».

barlavento.pt

sexta-feira, 18 de maio de 2018

OUTRO ASSIS QUE FALA DO PODRE QUE É O PS DE QUE ELE FAZ PARTE - Sousa Pinto sobre Sócrates: “Continuamos a apreciar uma boa fogueira no Rossio”



O deputado socialista Sérgio Sousa Pinto afirmou, em entrevista ao Público e à Renascença, que “é difícil ao PS chegar a uma maioria absoluta” e lembra que o partido “sempre teve condições para governar” em governos minoritários “porque sempre reconheceu o princípio de que o partido que tem mais votos é o que tem direito a governar“. Sérgio Sousa Pinto — que saiu da direção do PS em rutura por não concordar com a formação de um Governo com o apoio da esquerda — sugere assim que o PS só não tem condições de governação garantidas em 2019 porque rompeu com a tradição política em Portugal em 2015.
Sobre o caso Sócrates, Sérgio Sousa Pinto diz que o Estado de direito não lhe atribui “a responsabilidade nem de julgar, nem de condenar ninguém“, mas constata que em Portugal “o entusiasmo pelo funcionamento do Estado de direito continua a ser mais pequeno do que o entusiasmo pelos apedrejamentos e pelos autos-de-fé“. E, naquilo que é uma crítica aos socialistas que se demarcaram de Sócrates — César, Costa, Galamba, entre outros — Sérgio Sousa Pinto atira: “Em 500 anos continuamos a apreciar uma boa fogueira no Rossio, com as pessoas em labaredas, e pouca gente preza verdadeiramente o que é mais importante. E o mais importante é que o Estado de direito português dá sinais de maturidade, aparentemente oferece razões para que nele confiemos.”
Sérgio Sousa Pinto expôs ainda a fragilidade do acordo à esquerda, dizendo que Rui Rio chegou apertou a mão a António Costa que apareceu “ladeado de figuras da chamada ala esquerda do PS, que tanto batem palmas a um acordo com a esquerda, como batem palmas a acordos com a direita.” O socialista destaca que bastou este momento e a “coreografia do frentismo começou a rachar por todo o lado”. É, por isso, que acredita que após as legislativas  “as circunstâncias que vamos viver são inteiramente novas e em larga medida imprevisíveis”.
Questionado sobre se moção de Pedro Nuno Santos — um dos rostos da chamada “ala esquerda” — é um posicionamento para o futuro, Sérgio Sousa Pinto concorda que o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares quer marcar terreno “e abanar dizendo: ‘não se esqueçam de mim, estou aqui na cadeia de montagem‘.”
A nível de ideologia, Sérgio Sousa Pinto avisa que é preciso dizer aos portugueses que “não há nada fora do socialismo democrático e das sociedades de tipo ocidental. Só há um dilema: ou trair, como fez o Syriza e se converteu num partido do socialismo democrático, ou “venezuelizar” o país e a economia. Não há mais nada, tudo o resto são aldrabices, são fantasias, são ilusões.
O socialista diz que muitas vezes reflete sobre quem será a direita do PS e pensa que pode ser ele próprio por ser crítico da solução à esquerda, mas admite que possa ser o próprio primeiro-ministro: “Também já pus a hipótese de ser o dr. António Costa a direita do partido. Isso é tudo uma grande questão lá dentro do Governo que eu não estou em condições de poder…”
Sérgio Sousa Pinto, que preside à Comissão de Negócios Estrangeiros, criticou ainda o facto do Parlamento português ter elogiado a continuidade da União Europeia no acordo com o Irão ao invés de criticar os EUA e a Administração Trump. O socialista criticou ainda o facto de Marcelo e Costa terem demonstrado estar felizes com a decisão da justiça portuguesa enviar o processo do vice-presidente angolano Manuel Vicente para Angola. “Os tribunais decidiram, não compete ao poder político português andar a celebrar uma decisão do poder judicial”, critica Sousa Pinto.

observador.pt


AOS PREPOTENTES, AOS FASCISTAS E CORRUPTOS INCOMODA-OS A INTERNET -Francisco Pinto Balsemão: “A Internet transformou-se numa lixeira”

As redes sociais são uma ameaça para o jornalismo e para a democracia, alertaram esta quinta-feira o presidente do conselho de administração da Impresa e o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas, na apresentação das bolsas para jornalismo de investigação da Fundação Gulbenkian

Durante décadas, Francisco Pinto Balsemão e Paulo Portas sentaram-se em campos opostos no jornalismo (o primeiro fundou o "Expresso", o segundo "O Independente) e na política (Balsemão fundou o PSD, Portas esteve 15 anos à frente do CDS/PP). Esta quinta-feira, o presidente do conselho de administração da Impresa, proprietária do Expresso e da SIC, e o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros alinharam o discurso sobre a ameaça que as redes sociais representam para o jornalismo e para a democracia. "A Internet transformou-se numa lixeira. É cada vez mais fundamental separar o trigo do joio", sublinhou Francisco Pinto Balsemão. "Vivemos numa sucessão de emoções, que se atropelam umas às outras e depois convertem-se em indignações. Nunca se sabe o fim da história. Passam uns dias e estamos a viver outra indignação", acrescentou Portas.
Os dois encontraram-se na Fundação Gulbenkian para falar de "Democracia e Jornalismo", dois fenómenos que, para Portas, "têm crises paralelas, embora não da mesma natureza". Em comum, porém, têm "um problema de intermediação": entre os leitores e a realidade, no caso do jornalismo; e entre os eleitores e a função política, no caso da democracia. "As redes sociais representam uma ilusão de igualdade e de democratização. Dispensam qualquer critério de qualidade, qualquer racionalidade, e o que temos é um caos crescente. As instituições e o jornalismo tornaram-se muito vulneráveis à coação das redes sociais."
Pode o bom jornalismo ser a resposta a esta crise? Balsemão não tem dúvidas. "Tornou-se ainda mais necessário. E hoje temos meios tecnológicos para fazermos investigação como nunca tivemos. Os jornalistas não podem é trabalhar para brilhar nas redes sociais perante colegas e concorrentes. Têm de trabalhar para fazer jornalismo."

150 MIL EUROS PARA O JORNALISMO DE INVESTIGAÇÃO

O debate entre Balsemão e Portas, moderado pelo jornalista António José Teixeira, integrou a cerimónia de apresentação das bolsas para jornalismo de investigação da Gulbenkian. Destinadas a jornalistas nacionais que apresentem trabalhos de investigação em áreas como política, economia, questões sociais, culturais ou históricas relacionadas com Portugal e os portugueses, as bolsas visam promover a investigação jornalística e contribuir para uma sociedade mais informada e democrática. Em 2018, vão distribuir 150 mil euros por um máximo de 10 projetos.
"Queremos dar um contributo para a manutenção de uma investigação cada vez melhor, cada vez mais dotada de meios, e trabalhar de forma conjunta para fortalecer um dos pilares da nossa democracia", afirmou a presidente da Gulbenkian, Isabel Mota, lembrando que as fundações, "pela sua independência", podem ter um papel fundamental para "assegurar uma informação plural, independente e rigorosa".
"É pelo grande jornalismo que passa o futuro da democracia e daí a nossa aposta", acrescentou Pedro Norton, administrador da fundação e antigo presidente-executivo da Impresa. "Não queremos que este seja um ato isolado. Esperamos que seja o catalisador de mais iniciativas da sociedade civil".
No final da sessão, a jornalista Maria Flor Pedroso, sentada na audiência, quis saber que investigação fariam os dois oradores se fossem contemplados com uma bolsa. "Iria perceber quem é que mandou 50 hooligans bater em jogadores dentro de uma academia privada", respondeu Portas. Já Balsemão promoveria "uma investigação tão profunda quanto possível sobre a transferência de poder em Angola". "É bem pensado", retorquiu Portas, arrancando gargalhadas da audiência. "Mas não duvido que houve mesmo transferência de poder", apressou-se a aclarar.

expresso.sapo.pt