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domingo, 28 de agosto de 2016

OS MAIORES VIGARISTAS DO MUNDO


“Este mundo tá cheio de gente que não presta”

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“Esse mundo tá cheio de gente que não presta” é algo que sempre 
ouvimos de alguém, ou algo que nós mesmos proferimos. 
E embora o Macaco acredite que o mundo não seja tão ruim 
assim, ele realmente está repleto de seres humanos, bons e ruins. 
Mas alguns deles extrapolam os limites da mentira, da cara de 
pau, do crime e até mesmo da zueira; tanto, que essas pessoas 
podem ser chamadas de gênios.
Confira abaixo as histórias dos maiores vigaristas que o mundo já 
viu:

MARCELO NASCIMENTO, “FILHO DO DONO DA GOL”

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O paranaense Marcelo Nascimento da Rocha – ou  Juliano Silva, ou 
Victor Hugo, ou Marcelo Ferrari Contti, outra de suas 
16 identidades – tem diversas histórias para contar. Mas talvez sua 
melhor história, na qual ele vai para a cadeia no final, seja dos dias 
em que Marcelo se passou por Henrique Constantino, filho do dono 
da Gol (linhas aéreas).
Tudo o que Marcelo fez de errado (e de alucinante e bizarro) está no 
livro “Vips — Histórias Reais de um Mentiroso”, que deu origem ao 
filme “Vips”, estrelado por Wagner Moura. O livro foi escrito por 
Mariana Caltabiano, que compilou a maioria dos casos de Marcelo 
durante um ano inteiro. Ela gravava depoimentos do vigarista na 
prisão do Centro de Triagem de Curitiba.
Mesmo tendo passado toda a sua vida mentindo e aprontando, Nascimento 
só ficou conhecido no ano de 2001. Naquele ano, ele fugiu da polícia 
após sua prisão no Acre por ter transportado drogas entre fronteiras 
com um avião que pilotava. Marcelo, então, decidiu se divertir, já 
que seria pego em algum momento. Ele foi à Recifolia, uma festa de 
Carnaval fora de época na capital de Pernambuco. Foi ao camarote 
por quatro dias inteiros, ficou num resort cinco estrelas, comeu, 
dançou, bebeu e se tornou amigo de famosos, artistas e modelos 
usando o nome de Constantino, filho do dono da Gol. Chegou a 
tirar fotos com Joana Prado, a Feiticeira, então no auge da sua 
carreira. Foi apresentado também pela diretoria do evento ao 
jornalista dos famosos, Amaury Jr., o que lhe rendeu uma 
entrevista para a RedeTV.
“Fiquei extremamente impressionado com ele, porque é uma 
pessoa de alto magnetismo”, contou o apresentador à autora do 
livro. Amaury até pegou “carona” no jato que o “filho do 
Constantino” mandou emprestar, e ficou surpreendido quando 
soube da farsa. Marcelo foi condenado por cinco crimes: 
fraude, falsidade ideológica, associação com o tráfico, apropriação 
e uso indevido de farda e insígnia. Marcelo hoje vive em regime 
semi-aberto, após fugir da prisão nove vezes.

JOSEPH WEIL, ENGANADOR DAS PESSOAS HONESTAS

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Joseph “Yellow Kid” Weil foi um dos mais famosos vigaristas da 
sua época. 
Ao longo de sua vida, Weil roubou mais de 8 milhões de dólares. 
Os seus amigos mais próximos diziam que o seu grande truque 
era conhecer muito bem a natureza humana. O seu depoimento 
mais conhecido é: “Eu não aplico golpes em pessoas 
honestas, somente naqueles que acham que podem ganhar algo 
sem dar nada. Para essas, eu dou nada, em troca de algo”.
Weil também dizia que a maioria das pessoas que conhecia possuía 
o que ele chamava de “lado animal” muito mais forte que o seu 
lado racional, e o apelo de “ganhar algo sem dar nada” seduzia a 
maioria das pessoas: “Quando as pessoas aprenderem – e eu 
duvido que elas irão – que não podem ganhar algo de graça, o 
crime irá desaparecer e viveremos em grande harmonia”.

BERNARD MADOFF, O INVESTIDOR GOLPISTA

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Se Charles Ponzi foi o pai da fraude financeira mais consagrada 
por vigaristas no mundo inteiro, Madoff é o responsável por 
sofisticar as pirâmides financeiras. O vigarista apresentava-se 
como um hábil investidor e filantropo judeu nos Estados Unidos. 
Em 1960 fundou uma sociedade de investimento que se tornou 
queridinha dos engravatados de Wall Street. Mas de génio das 
finanças, Bernard Madoff não tinha nada. Ele formou uma grande 
pirâmide especulativa, assim como seu guru Charles Ponzi.
O mentiroso simplesmente usava o dinheiro aplicado por novos 
investidores para remunerar os antigos. Assim como toda a 
pirâmide, quando a sociedade de investimento parou de receber 
novos membros, o esquema se desmontou. No total, o calote foi de 
mais de 50 biliões de dólares, um verdadeiro recorde. Grandes 
bancos como o HSBC e o Santander perderam muito dinheiro por 
causa de Madoff, eleito como um dos símbolos da Crise 
Económica Global. O mentiroso, hoje em dia, repousa na prisão, 
após ter sido condenado a 150 anos nos Estados Unidos.

GEORGE PARKER, VENDEDOR DE ESPAÇOS PÚBLICOS

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Parker foi um dos mais audaciosos vigaristas da história 
americana. Ele fez a sua vida vendendo marcos públicos de New 
York para turistas incautos. O seu objeto favorito para venda era a 
Brooklyn Bridge, que ele vendeu duas vezes por semana durante 
anos. Convencendo os clientes ingénuos que com a compra da 
ponte Brooklyn, os contemplados donos da ponte podiam ganhar 
uma fortuna controlando o trânsito, mediante um pagamento de 
uma portagem.
Mais de uma vez a polícia teve que remover os ingénuos 
compradores da ponte que tentavam erguer barreiras. 
Outros marcos públicos que ele “vendeu” foram: o Madison 
Square Garden, o Metropolitan Museum of Art, Grant’s Tomb e a 
Estátua da Liberdade. George tinha muitos métodos diferentes 
para fazer a sua venda. Chegou a criar um falso “escritório” para 
gerir seus imóveis. Ele produziu um enorme e impressionante 
quantidade de documentos falsos para provar que ele era o 
legítimo proprietário de cada um dos imóveis que colocava à venda.

FRANK ABAGNALE, O FAMOSO FALSIFICADOR

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Frank William Abagnale foi um dos maiores falsificadores que 
os Estados Unidos já teve na sua história.
A sua história de vida serviu de inspiração para o filme Catch Me 
If You Can (Prenda-Me Se For Capaz), baseado na sua biografia 
não oficial de mesmo nome. O seu primeiro golpe foi cheques sem 
fundo, que descobriu que era possível quando foi forçado a fazer 
cheques com quantias superiores ao que tinha guardado. 
Isso, entretanto, funcionou até a hora que o banco parou de emitir 
mais cheques, o que fez com que abrisse mais contas em bancos 
diferentes, eventualmente criando novas identidades para isso.
Em 5 anos, um jovem nova-iorquino de classe média fingiu ser 
piloto de avião, médico, advogado e professor. Passou cheques 
falsos em quase todos os estados americanos e em mais de 10 
países. E fez uma fortuna de milhões de dólares. Frank começou a 
carreira aos 16 anos, quando passou mais de 3 mil dólares em 
cheques sem fundos do pai dele em postos de gasolina. 
Pouco tempo depois, virou profissional no ramo. Passou a abrir 
contas com documentos falsos e a imprimir seus próprios cheques. 
Para levantar menos suspeitas na hora de sacar dinheiro, fingiu ter 
uma das profissões que mais davam status nos anos 60: piloto de 
avião. Com menos de 21 anos, Frank já tinha acumulado mais de 
500 mil dólares. Passou 5 anos na prisão, e acabou solto com a 
condição de ajudar o governo a prevenir fraudes com documentos. 
Actualmente ele preside a Abagnale and Associates, uma empresa 
de consultoria contra fraudes financeiras.

www.macacovelho.com.br

MULHERES AVENTUREIRAS E A SUA HISTÓRIA - Quando nós pensamos em aventureiros e exploradores, é comum imaginar homens sujos, misteriosos e de barba em busca de novas terras ou excitação. No entanto, a história está repleta de mulheres que contrariaram a tendência de ficar em casa e saíram em busca de aventuras.


Quando nós pensamos em aventureiros e exploradores, é comum imaginar homens sujos, misteriosos e de barba em busca de novas terras ou excitação. No entanto, a história está repleta de mulheres que contrariaram a tendência de ficar em casa e saíram em busca de aventuras.
Conheça dez mulheres que viajaram o mundo e levaram uma vida aventurosa porque queriam expandir seus horizontes, ganhar dinheiro, ou simplesmente porque o tédio não era seu estilo:
1 – Lady Hester Stanhope, 1776-1839


Lady Hester nasceu no coração de um estabelecimento inglês, filha do Conde Stanhope Terceiro e sobrinha do futuro primeiro-ministro Pitt, o Jovem.
Lady Hester manifestou seu lado aventureiro no início da vida, quando tentou remar um pequeno barco para a França, que logo foi recapturado. Uma senhora ativa e uma inteligente jovem, ela foi escolhida para atuar como anfitriã do primeiro-ministro em eventos oficiais e, mais tarde, serviu como sua secretária.
Após a morte do primeiro-ministro, ela foi premiada com uma pensão substancial da nação pelo seu serviço. Foi esse dinheiro que lhe deu a liberdade de viajar. Ela partiu para Atenas, onde Lord Byron a recebeu, com um plano de enviá-la a Paris para espionar Napoleão.
Diplomatas britânicos logo acabaram com isso e Lady Hester partiu para o Egito. Quando seu navio lá chegou, ela passou a usar roupas masculinas, um hábito que assumiu a partir desse momento. Mais tarde, Lady Hester explorou o Oriente Médio. Ela se reuniu com o governante do Egito, tratou bandidos, visitou locais bíblicos, e, com tanta hospitalidade árabe, começou a acreditar-se uma rainha para os moradores.
Lady Hester foi a primeira europeia a visitar várias cidades e foi recebida calorosamente por seus governantes. Na cidade em ruínas de Palmira, Lady Hester imaginava que tinha sido coroada rainha do deserto, e nunca perdeu essa crença. Ela passou seus últimos anos em um palácio nas montanhas do Líbano.
2 – Annie Smith Peck, 1850-1935


Peck alcançou sucesso acadêmico na casa dos vinte anos, conforme se graduou em filologia e mostrou uma aptidão especial para o grego antigo. Isto a levou a tornar-se uma das primeiras professoras da América do Norte.
Peck passou um tempo estudando arqueologia na Grécia, a primeira mulher a fazer isso. Ela parecia feliz com sua carreira acadêmica, no entanto, quando tinha 44 anos, começou a praticar alpinismo na Europa, tornando-se a terceira mulher a escalar o Matterhorn.
Retornando para a América, ela passou um tempo escalando na América do Sul, procurando especificamente a montanha mais alta do Novo Mundo. Peck equivocadamente pensou que tinha a encontrado quando se tornou a primeira pessoa a escalar o monte Huascarán. O pico mais tarde foi renomeado em sua honra. Ela escreveu e dissertou longamente sobre suas aventuras e continuou a escalar até a velhice. Em 1909, quando escalou o Monte Coropuna no Peru, plantou uma bandeira no cume onde se lê “Votos para mulheres”.
3 – Gudridur


Gudridur (ou Guðríður) nasceu por volta de 980 d.C. na Islândia, e a sua história de vida vem de grandes sagas islandesas.
Ela percorreu uma distância muito maior do que a maioria das pessoas da época. Gudridur foi levada por seu pai para a colônia da Groenlândia fundada por Erik, o Vermelho, e se casou com Thorstein, filho de Erik.
Junto com seu marido, foi a oeste até um lugar chamado Vinland, agora conhecido como América do Norte, para recuperar o corpo do irmão de Thorstein. Infelizmente, esta expedição foi um fracasso e na viagem de regresso, Thorstein morreu.
Na Groelândia, ela se casou novamente. Com seu novo marido Thorfinnr, ela fez outra tentativa de colonizar Vinland. Os dois anos que essa colônia no Novo Mundo durou estão documentados na Saga da Groelândia.
Gudridur deu à luz ao primeiro filho europeu no Novo Mundo, Snorri. A saga da Groelândia fala de pessoas estranhas, que os colonos chamam de Skraelings, indígenas da área. No início, os nórdicos negociaram com os Skraelings, mas depois ocorreu uma luta que os nórdicos venceram.
Com medo de um ataque maior, os nórdicos se retiraram para a Groelândia. Em algum ponto, Gudridur se converteu ao cristianismo, juntamente com o resto dos nórdicos. Quando seu marido morreu, Gudridur decidiu peregrinar a Roma, onde conheceu o Papa e contou-lhe suas aventuras. Regressando à Groelândia, ela se tornou uma freira e viveu o resto de sua vida como uma eremita.
4 – Harriet Chalmers Adams, 1875-1937


Harriet Adams herdou seu amor pela vida ao ar livre de seu pai que, sem filhos, a levava para andar de cavalo e caminhar em montanhas.
Aos 14 anos, ela acompanhou seu pai em uma viagem de um ano a cavalo através da fronteira mexicana. Quando se casou com Frank Adams, o casal decidiu não viajar em lua de mel até que pudessem se dar ao luxo de viajar para algum lugar excitante.
Frank, um engenheiro, aceitou um trabalho no México e os dois transformaram isso em uma lua de mel prolongada. Harriet visitou todas as ruínas dos Astecas e Maias, muitas só recentemente descobertas nas florestas.
Harriet ficou encantada com a América Latina e encorajou Franklin a assumir um cargo em uma empresa de mineração, o que permitiria que eles viajassem pela América do Sul. Querendo documentar suas viagens, Harriet aprendeu a tirar fotografias. Suas fotos maravilhosas e sua capacidade de encantar o público a tornou uma das exploradoras mais importantes de sua época.
Ela escrevia muitos artigos para revistas e dava uma série de palestras. Ela é mais conhecida por suas explorações na América do Sul, mas também visitou a Ásia e, na eclosão da Primeira Guerra Mundial, tornou-se uma correspondente de guerra. Como a Sociedade de Geografia não permitia que mulheres fossem membros de pleno direito, ela ajudou a fundar e serviu como primeira presidente da Sociedade de Geógrafas.
5 – Freya Stark, 1893-1993


Em seu obituário, Freya Stark foi chamada de “a última das viajantes românticas”. Esta reputação tem cimentado sua posição como uma das melhores escritoras de viagens em inglês, e revelado sua longa vida de muita aventura.
Sua infância foi vivida na Itália, embora confinada por doenças por longos períodos. Após um acidente onde seu cabelo ficou preso em máquinas, ela precisou de meses de enxertos de pele, que a mantiveram no hospital. Stark passou seu tempo lendo e ensinando-se latim.
Sua vida de viajante começou no final de 1920. Seu segundo livro, Os Vales dos Assassinos, conta como Freya Stark se tornou a primeira mulher europeia a entrar no Irã. Nas montanhas, ela mapeou a área para os ocidentais pela primeira vez, e viu castelos em ruínas dos Assassinos. Retornando desta aventura, ela publicou o primeiro de quase trinta livros sobre viagens que ainda são lidos até hoje.
Seu conhecimento do Oriente Médio e de línguas foi bem utilizado no combate ao fascismo na Segunda Guerra Mundial. No Egito, ela fundou um grupo pró-democracia para combater a propaganda fascista, disseminada por agentes alemães. Após a guerra, ela continuou suas viagens e escritos até o final de sua vida.
6 – Nellie Bly, 1864-1922


Nellie Bly nasceu Elizabeth Cochran. Suas aventuras surgiram devido a seu trabalho para o jornal New York World.
O primeiro artigo de Bly foi sobre um asilo de mulheres lunáticas. Fingindo ser demente, Bly foi admitida e conviveu com pacientes confinados numa ilha. A comida era rançosa e as enfermeiras brutais. O artigo que ela escreveu foi um avanço no jornalismo investigativo e levou a reforma de hospitais psiquiátricos.
Sua próxima aventura foi uma das que lhe trouxeram fama mundial. Bly empreendeu-se em um desafio de fazer uma viagem ao redor do mundo em um tempo mais rápido do que os 80 dias de Phileas Fogg.
Ela saiu com um passaporte especial assinado pelo Secretário de Estado em 14 de novembro de 1889. Sua viagem começou com enjoo, mas terminou em triunfo. Na França, ela conheceu Jules Verne, que achava que ela poderia gerenciar a viagem em 79 dias, mas nunca em 75, que era o que ela esperava. Através dos mares, ela atravessou o Canal de Suez, visitou uma colônia de leprosos chineses e comprou um macaco, conseguindo voltar a Nova York em um tempo de 72 dias, 6 horas e 11 minutos.
7 – Louise Boyd, 1887-1972


Nascida na riqueza, Louise Boyd usou sua grande herança para explorar as regiões árticas que ela tanto amava.
Boyd seria a primeira mulher a chegar ao Polo Norte, no conforto relativo de um avião, em 1955. Viajando pela Europa depois da morte de seus pais em 1920, ela passou algum tempo em Spitsbergen, onde achou o gelo sedutor. Sua primeira exploração do Ártico foi em 1926, quando ela passou um tempo filmando e fotografando o ambiente.
Foi a sua caça de ursos polares nessa viagem que lhe valeu a alcunha de “Diana do Ártico”. Sua exploração mais famosa foi ajudar na caçada ao reconhecido explorador Roald Amundsen, que tinha desaparecido. Seu avião cobriu mais de 16 mil quilômetros na busca, mas Amundsen nunca foi encontrado.
Por seus esforços, Boyd tornou-se a primeira mulher não norueguesa a ser condecorada com a Cruz de Cavaleiro da Ordem de Santo Olavo pelo rei Haakon VII. Ela voltou para os EUA e liderou cinco expedições a Groelândia pelas quais foi homenageada pela Sociedade de Geografia. Uma área da Groelândia foi nomeada terra de Louise Boyd em sua homenagem.
8 – Kira Salak, 1971 até hoje


A Idade de Ouro da aventura para as mulheres pode parecer ter passado, mas ainda há um grande mundo lá fora para elas.
Kira é uma escritora e aventureira profissional. Após graduar-se em literatura e escrita de viagem, ela atravessou Papua Nova Guiné. Esta experiência se transformou em seu livro “Four Corners” (Quatro Cantos). Desde então, ela tem escrito numerosos artigos e visitado o Peru, Irã, Butão, Mali, Líbia e Birmânia, entre outros lugares.
Talvez sua exploração mais ousada tenha sido no Congo, no rastro de gorilas da montanha. Salak foi contrabandeada para o país por ucranianos. Seu artigo premiado sobre a viagem dá uma visão clara de um país com muitos problemas humanos.
Na cidade de Bunia, Salak encontrou-se com algumas das crianças-soldados das milícias locais. Não há nenhum charme das aventureiras britânicas vitorianas em sua escrita. As viagens chocantes de Salak revelam um mundo que nós, vivendo em uma era de “aventuras” fáceis, não conhecemos.
9 – Mary Kingsley, 1862-1900


Mary Kingsley nunca foi formalmente educada, mas ajudava seu pai viajante em suas pesquisas. Seu pai a colocou para trabalhar fazendo anotações para seu estudo comparativo de religião, e quando ele morreu, este foi deixado inacabado.
Sem qualquer direção, mas com uma herança na mão, Kingsley decidiu continuar o trabalho de seu pai, estudando as religiões da África Ocidental. Quando ela pediu a especialistas noções de onde ela deveria viajar, lhe aconselharam a não ir, mas se ela fosse, que trouxesse de volta amostras biológicas.
Então, ela partiu com uma pequena quantidade de bagagem, coletando amostras por onde passava, e com um livro de frases úteis para tentar se comunicar.
Kingsley fez duas viagens para a África Ocidental e as descreveu no livro “Viagens na África”. Ela trouxe amostras de flora e fauna para a Inglaterra, e três espécies de peixes foram nomeadas em sua honra.
Mas a real importância de suas viagens foi em difundir uma visão um pouco mais esclarecida da África do que a que existia na época. Segundo ela contou, os nativos não eram selvagens esperando para serem trazidos para os padrões europeus, mas tinham mentes independentes e culturas próprias. Ela morreu na África do Sul de febre tifoide, enquanto tratava os feridos na da Segunda Guerra dos Bôeres.
10 – Gertrude Bell, 1868-1926


Gertrude Bell foi muitas coisas em sua vida, mas é mais lembrada hoje por seu papel na formação da nação do Iraque após a Primeira Guerra Mundial.
Bell tem muitas estreias ateadas ao seu nome: ela foi a primeira mulher a receber um diploma de primeira classe em História pela Oxford e a primeira mulher a escrever um artigo para o governo britânico. Ela viajou ao redor do mundo duas vezes.
Uma vez, enquanto praticava alpinismo na Suíça, pegou uma nevasca e passou dois dias pendurada em uma corda.
A verdadeira vocação de Bell veio quando ela viajou para Teerã para visitar seu tio. No Oriente Médio, ela aprendeu sozinha as línguas locais e estudou arqueologia. Muitos arqueólogos do Oriente Médio na época também serviam como agentes de inteligência, como T.E. Lawrence, que ela conheceu em uma escavação.
Em 1915, ela trabalhou com Lawrence novamente no Cairo. O conhecimento de Bell do Oriente Médio foi usado para ajudar os movimentos do exército britânico durante guerras. Quando ela foi para Basra, fez contatos com muitos locais importantes.
Também conheceu os futuros reis Abdullah e Faisal.
Na conferência pós-guerra sobre o mandato britânico no Oriente Médio, Bell empenhou-se em conquistar um governo autossuficiente e ajudou a aconselhar o rei Faisal.
Ela foi enterrada em Bagdá, a capital de um país que ajudou a criar.

hypescience.com

10 aventureiros que nunca retornaram para casa - O desejo de explorar, ir aonde ninguém nunca foi, descobrir novas civilizações, encontrar riquezas, tem sido a força motivadora dos aventureiros desde a aurora da humanidade. Centenas de homens e mulheres morreram seguindo esse impulso. Alguns desses exploradores conseguiram gravar o nome na história mesmo perecendo no percurso de suas aventuras.


O desejo de explorar, ir aonde ninguém nunca foi, descobrir novas civilizações, encontrar riquezas, tem sido a força motivadora dos aventureiros desde a aurora da humanidade. Centenas de homens e mulheres morreram seguindo esse impulso. Alguns desses exploradores conseguiram gravar o nome na história mesmo  perecendo no percurso de suas aventuras.
Nesta lista, a ordem é meramente cronológica. Ela é baseada na lista feita pelo site Listverse, com pequenas alterações a fim de incluir casos ocorridos no Brasil.


10 – Fernão de Magalhães

Fernão de Magalhães nasceu no norte de Portugal. Sonhando encontrar uma rota pelo oeste para a Ilha das Especiarias, renunciou à cidadania portuguesa para servir ao Rei Carlos I, da Espanha. A expedição de Magalhães foi a primeira a navegar do Oceano Atlântico ao Pacífico e a primeira a cruzar o Oceano Pacífico. Ela também completou a primeira circunavegação da Terra. Fernão de Magalhães, porém, não concluiu a viagem. Morreu em combate com os nativos de Mactan, ilha das Filipinas, trespassado por uma lança de bambu.

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9 – Lope de Aguirre

Lope de Aguirre foi um explorador espanhol que participou de uma expedição, que descendo o rio Amazonas, pretendia encontrar a mítica Eldorado. No inicio  era apenas um oficial menor, mas chegou ao comando dos expedicionários através de um motim. Lope de Aguirre rebelou-se contra a Coroa Espanhola, levando o terror aos povoados que encontrava pelo caminho. Em 1561 tomou a Ilha de Margarita, governando com extrema violência. Foi morto em batalha, quando tentava invadir o Panamá, antes porém, assassinou à punhaladas a própria filha, para que ela não caísse nas mãos do inimigo. O corpo de Aguirre foi esquartejado e as partes foram enviadas para várias cidades da Venezuela.
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      Klaus Kinski interpretando Aguirre no filme: Aguirre, a Cólera dos Deuses, de Werner Herzog

8 – Fernão Dias Paes Leme

Fernão Dias Paes Leme, foi um bandeirante paulista conhecido como o Caçador de Esmeraldas. Liderou várias expedições ao então inexplorado sertão brasileiro. Obcecado com a ideia de encontrar esmeraldas, partiu em 1674, com 600 homens para encontrar as pedras preciosas. No outono de 1681, encontrou  pedras verdes,  mas não eram esmeraldas e sim, turmalinas. Fernão Dias Paes, morreu de febre, no meio da mata, sem tomar conhecimento da falsa descoberta.
A epopeia do bandeirante, foi descrita em versos pelo poeta Olavo Bilac. É tema de canções, filmes e livros.

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7 – James Cook

O capitão James Cook foi um explorador,  navegador e cartógrafo britânico. Cook fez mapas detalhados da Terra Nova antes de fazer três viagens para o Oceano Pacífico, durante as quais conseguiu o primeiro contato europeu com a costa oriental da Austrália e com o Arquipélago do Havaí, bem como a primeira circunavegação da Nova Zelândia. Em 14 de Fevereiro de 1779, em Kealakekua Bay, no Havaí, alguns havaianos roubaram umas pequenas embarcações de Cook. Normalmente, como fazia no Taiti e outras ilhas, Cook intencionava tomar reféns , até que os artigos roubados fossem devolvidos. Infelizmente, ele tentou tomar como refém o rei do Havaí, Kalaniōpuu. Os havaianos não permitiram tal afronta, Cook  e seus homens tiveram que recuar para a praia. Quando Cook virou as costas para ajudar a lançar os barcos, ele foi atingido na cabeça pelos aldeões e esfaqueado até a morte.

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6 – David Douglas

David Douglas foi um botânico escocês. Autodidata, jovem e inteligente, explorou a flora da América do Norte, enviando para a Europa centenas de plantas e sementes desconhecidas do Velho Mundo. Em 1834, foi para o Havaí para estudar a flora local. Ao aproximar-se de uma armadilha que havia capturado um boi selvagem, chegou muito perto da borda, e quando ela cedeu, caiu no buraco com a besta enfurecida. Douglas foi brutalmente atacado pelo animal e morreu ao 35 anos.
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5 – David Livingstone

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David Livingstone foi um missionário e explorador escocês. David Livingstone não foi o primeiro, mas com certeza foi o maior explorador da África. Quando embarcou pela primeira vez para o continente negro, em 1841, pretendia atuar principalmente como missionário. Percebeu logo que as missões em território pouco povoado não seriam promissoras, se não viajasse muito e visitasse os "selvagens" , como os nativos eram chamados pelos colonizadores. Ao todo, ele percorreu 48 mil quilômetros em terras africanas. Numa aventura de mais de 15 anos, atravessou duas vezes o deserto de Kalahari, navegou o rio Zambeze de Angola até Moçambique, procurou as fontes do Nilo, descobriu as cataratas Vitória e foi o primeiro europeu a atravessar o lago Tanganica. Cruzou Uganda, a Tanzânia e o Quênia. Certa vez, foi atacado e ferido por um leão, só escapando da morte graças a intervenção de um empregado africano. Mesmo sobrevivendo à fera, nunca voltaria ao solo natal. David Livingstone morreu em 1873 de malária.


4 – Robert Falcon Scott

O capitão Robert Falcon Scott foi um oficial da marinha britânica e um explorador que liderou duas expedições às regiões da Antártida: a Expedição Discovery e a malfadada Expedição Terra Nova. Durante este segundo empreendimento, Scott liderava um grupo de cinco homens que alcançou o Polo Sul em 17 de Janeiro de 1912, apenas para descobrir que eles haviam sido precedidos pela expedição do norueguês Roald Amundsen. Em sua viagem de retorno, Scott e seus quatro companheiros morreram de uma combinação de fome, exaustão e frio extremo. 
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3 – Percy Fawcett

Percy Fawcett foi um famoso arqueólogo e explorador inglês que desapareceu na Serra do Roncador. Em 1925, Percy convidou seu filho mais velho, Jack Fawcett, para acompanhá-lo em uma missão em busca de uma cidade perdida, a qual ele tinha chamado de "Z". Após estudar lendas antigas e registros históricos, Fawcett estava convencido que tal cidade realmente existia e se situava em algum lugar do estado do Mato Grosso, mais precisamente na Serra do Roncador. Curiosamente, antes de partir ele deixou uma nota dizendo que, caso não retornasse, nenhuma expedição deveria ser organizada para resgatá-lo.O seu último registro se deu em 29 de maio de 1925, quando Fawcett telegrafou uma mensagem a sua esposa dizendo que estava prestes a entrar em um território inexplorado acompanhado somente de seu filho e um amigo de Jack, chamado Raleigh Rimmell. Eles então partiram para atravessar a região do Alto Xingu, e nunca mais voltaram.

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2 – Roald Amundsen

Amundsen foi o grande explorador das regiões polares. Em 1905, atravessou a passagem noroeste, que liga o oceano Atlântico ao Pacífico, na região norte do Canadá. Em 1911 chegou ao Polo Sul.
Roald Amundsen morreu em 18 de junho de 1928, em um acidente com o seu hidroavião , no Oceano Ártico. O voo tinha como objetivo procurar pelo explorador e aviador italiano Umberto Nobile, cujo dirigível Italia retornava do Polo Norte e caiu a nordeste do arquipélago Svalbard. A busca por Amundsen e pelos seis desaparecidos do Italia continuou por todo o verão de 1928. O hidroavião de Amundsen nunca foi encontrado. O corpo de Roald Amundsen permanece no Ártico.
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1 – Amelia Eahart

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Amelia Eahart foi pioneira na aviação americana. Ela foi a primeira mulher a voar sozinha sobre o Atlântico. Eahart estabeleceu diversos recordes, escreveu livros sobre suas experiências que se tornaram best-sellers e foi essencial na formação de organizações para mulheres que desejavam pilotar.
Amelia Eahart desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland, enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937. Foi declarada morta no dia 5 de Janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.

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