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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

OS EUROPEUS QUE ACREDITAVAM NO DAESH



São números aproximativos, dadas as condições no terreno: nas prisões situadas no norte da Síria, estima-se que haja cerca de 12 mil antigos combatentes ou membros do grupo Estado Islâmico. Entre eles, muitos europeus. A televisão alemã ZDF visitou a prisão de Al-Hassaka.
Kadir Topcu veio de Hamburgo para aderir às fileiras do Daesh. Estávamos em 2014. "Era jovem, na altura. Se me perguntassem outra vez, não cometia o mesmo erro", declara.
Também Mohamed Demer deixou a Alemanha para incorporar o extremismo islâmico. Continua a ter bem presente porque o fez.
"O princípio básico do Estado Islâmico estava correto. O princípio de que só se pode reinar sob os desígnios de Alá estava correto. Foi por isso que vim. Não pelas decapitações e tudo o resto", afirma.
Quando a jornalista contrapõe que aceitou participar nesses atos, responde: "Na altura, não me importava com isso".
A prisão de Al-Hassaka é controlada pelas forças curdas. O espaço é manifestamente reduzido para a quantidade de presos. As condições são muito deficitárias. Alguns dos homens vieram com ferimentos graves. O futuro é uma incógnita total.

VÍDEO




pt.euronews.com

O fetiche da farda


Hoje vai de sangue quente e com o coração na boca, a propósito da manifestação das forças de segurança, daquilo que tenho lido a propósito da mesma, e do culto à autoridade, próprio do fascismo, com que são agraciados.


Recebem pouco para a profissão que é e os riscos que correm? Existem, anualmente, mais acidentes de trabalho, alguns resultando em morte, em profissões com salários mais baixos e com mais riscos associados. Também se morre muito em pedreiras, em minas, nas indústrias transformadoras ou na construção civil, e nunca vi ninguém endeusar mineiros ou operários da construção civil. É inconcebível que o ordenado de início de carreira seja 789 euros? É! Claro que é! É inconcebível que o ordenado de qualquer trabalhador seja de 789 euros. Se não chega para viver, não serve para trabalhar. É por isso que a CGTP-IN exige um salário mínimo de 850 euros e um aumento mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores já em Janeiro de 2020. Um polícia merece os mesmos direitos de qualquer outro trabalhador, e tem os mesmos deveres que qualquer outro trabalhador, e tal como qualquer outro trabalhador, o seu trabalho pode e deve ser escrutinado e criticado.

 Li também que o Ventura foi para a Assembleia da República mostrar facturas de equipamento e armas (o spray de gás pimenta é considerado uma arma) que certos polícias lhe enviaram, como prova de que têm de adquirir equipamento do seu bolso. Ou seja, uns quantos polícias decidiram equipar-se para o faroeste, achando-se um misto de Dirty Harry e Judge Dredd, e as chefias deixaram? Por norma, nenhum operário escolhe a farda e a ferramenta que usa; em regra, existe uma folha de fardamento e uma ferramentaria, e é daí que lhe é atribuída a ferramenta e os equipamentos de protecção individual necessários para a tarefa a desempenhar. Noutros tempos existiam nas fábricas fiscais de segurança – e desde que deixaram de existir aumentou o número de acidentes – que conferiam se o trabalhador estava devidamente equipado antes de pegar ao serviço. E para estes polícias, nada? Não têm chefias que os chamem à pedra? Compram os acessórios que entendem? E já agora: compram onde e como? Têm que fazer prova que são polícias, ou adquirem equipamento militar na boa? Peçam lá as facturas ao Ventura e investiguem esta prática, que isto mais parece um esquema de armamento duma milícia do que uma prática digna de agentes da autoridade do Estado.

“Falas assim mas quando te vês em apertos chamas a polícia!” Pá, por acaso nunca chamei a polícia para nada. Mas e que chame? Quando tenho uma ruptura num cano chamo um canalizador, e quando tenho um AVC chamo um médico. Eu chamo o profissional que me pode ajudar na hora do aperto. O polícia é apenas um desses profissionais, não é mais que ninguém, e não pode agir em impunidade, sem escrutínio. Se um guarda da GNR baleia mortalmente uma criança, isto tem que ser averiguado. Haver um sentimento geral na população de que o guarda Hugo Ernano – Que foi cabeça de lista pelo CHEGA, confirmando todas as suspeitas de racismo que sobre ele pairavam – deve ser absolvido, que é ele próprio uma vítima das circunstâncias, que a culpa é do pai do puto, ao mesmo tempo que não houve um segundo de compaixão pela criança morta, é sintomático de um culto à autoridade nada saudável. E que o próprio nunca se tenha mostrado arrependido só revela que temos de escrutinar muito melhor os gajos a quem pomos uma farda e damos uma arma. Um gajo que limpa o sebo a uma criança, ainda que por acidente, e nunca sente remorsos claramente não está apto a ser figura de autoridade.

Diz-se que o “Movimento Zero”, um grupo informal de polícias fascistas e militaristas criado na sequência do julgamento dos agressores racistas da esquadra de Alfragide, anunciou para hoje uma iniciativa durante a manifestação das forças de segurança. Este movimento diz que surge para reivindicar as mesmas coisas que os sindicatos do sector, acusando os mesmos de não terem lutado o suficiente. Dizem isto, mas curiosamente só surgiram para defender a impunidade dos polícias que cometeram crimes, crimes ainda mais graves porque foram cometidos com a farda vestida, dentro de uma esquadra, com a nossa bandeira ao ombro. São crimes que deveriam ter sido julgados com mão pesada, porque nos envergonham a todos. E quem compõe ou apoia este movimento – e esse apoio tem sido manifestado impunemente, quer dentro, quer fora das forças de segurança -  tem de ser julgado, sob risco de estarmos a assistir à formação duma milícia fascista a mando do CHEGA, do Ventura e de quem os promove e financia. Risco esse que, tendo em conta que o Ventura acabou de discursar a partir da carrinha de som da organização da manifestação, é bem real, e é urgente que sejam tomadas medidas; a história mostra-nos – e veja-se a situação do golpe de estado na Bolívia – que a insurrecção dentro das forças da ordem nunca é progressista e coloca-se sempre ao lado do fascismo.

https://manifesto74.blogspot.com/

CARTOON


Símbolo da "supremacia branca" na manifestação das polícias













Cerca de 3.000 polícias e militares da GNR concentraram-se esta quinta-feira num cortejo que teve início no Marquês de Pombal, em Lisboa, e que chegou à Assembleia da República. Entre tarjas, gritos de revolta e um símbolo associado à supremacia branca, as forças de segurança exigem ser respeitadas e que o Governo aceda às suas reivindicações salariais e de condições de trabalho.

sicnoticias.pt

AGORA APÓS O ALMOÇO COMEÇA A DIGESTÃO


Forças de segurança ameaçam realizar nova manifestação em 21 de janeiro


Forças de segurança ameaçam realizar nova manifestação em 21 de janeiro


 As associações de profissionais da PSP e da GNR que hoje se concentraram junto ao parlamento anunciaram para 21 de janeiro um novo protesto, caso o Governo não atenda às suas reivindicações.
O anúncio foi feito por megafone, em frente à Assembleia da República, onde milhares de polícias, militares da GNR e apoiantes se manifestaram para reivindicar direitos salariais e sociais que exigem ao Governo desde a anterior legislatura.
Um forte aparato policial cercou a manifestação, que foi pacífica desde o início de um desfile, às 13:00, no Marquês de Pombal, em Lisboa, até à Assembleia da República.
Após esta declaração, os milhares de manifestantes efetuaram um minuto de silêncio por volta das 16:45, depois de terem cantado o hino nacional de costas voltadas para o parlamento.
O minuto de silêncio foi em homenagem ao militar da GNR que morreu abalroado quando assistia um acidente na A42 em Paços de Ferreira.
Os vários milhares de manifestantes concentrados em São Bento foram gritando, ao desafio da organização do protesto, ‘slogans’ como “polícias unidos jamais serão vencidos”, ouvindo-se em pano de fundo uma música da banda Trabalhadores do Comércio com o tema “Chamem a polícia”.
Entretanto foi feito um anúncio pela organização de que os autocarros que transportaram os manifestantes desde os vários locais do país vão começar a sair pelas 18:00, anúncio que foi recebido pelos manifestantes com vaias e assobios.
O deputado do partido Chega, André Ventura, proporcionou momentos de aplauso ao intervir na manifestação, recebendo palmas da multidão.
Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR está o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.
A organização, através do megafone, disse que o objetivo da manifestação foi cumprido e reiterou a ameaça de que caso as reivindicações não sejam cumpridas pelo Governo o protesto volta a 21 de janeiro.
Foi ainda deixada uma mensagem e uma salva de palmas aos polícias de serviço na manifestação, pelo trabalho que estiveram a desempenhar e por não poderem estar presentes na manifestação.
ARA/CC/RCP // HB
Lusa/Fim

AGORA MESMO NA "TSF"




AGORA MESMO A TSF DIZ: A MANIFESTAÇÃO DAS FORÇAS DE SEGURANÇA FOI DOMINADA PELO MOVIMENTO ZERO E POR ANDRÉ VENTURA QUE ATÉ DISCURSOU.


É VERDADE O QUE A RÁDIO DIZ E EU PERGUNTO ? 

ONDE ANDAM OS LETÁRGICOS "PROGRESSISTAS" DO REUMÁTICO, DO ACOMODANÇO BURGUÊS , DA DEMAGOGIA E DA INÉRCIA ENQUANTO O FASCISMO AVANÇA ?

AG