quinta-feira, 17 de agosto de 2017

poesia:António Garrochinho


ai que inveja
que brotoeja
me dá ver outros entender
discutir, não concordar, desobedecer
dar a cara, não esconder o nome
e quem à janela se assome
e em cusca passar a vida
sempre de língua fodida
para tudo criticar
e nunca para si olhar
não fazendo a auto crítica
massa encefalica paralítica
desprezo por tudo e por todos
e dizer ser inteligente a rodos
no mundo só ele existir
e nem sequer merecer cá vir
quem assim é e vegeta
sempre a querer cortar a meta
ser o melhor do mundo
e por fim bater no fundo
como qualquer tolo, ignorante
que não pára um instante
de ser o centro do universo
ser estúpido e perverso
que inveja que brotoeja
odiar quem sabe e quem veja
as voltas que o mundo dá
e sentar-se no sofá
na cara com uma vareja.


António Garrochinho

Portugal devastado: rotina ou terrorismo?



O vento sopra em todo o país, mas as chamas, tal como em 1975, poupam as zonas onde prevalecem grandes interesses económicos tendencialmente sem pátria.
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CréditosPaulo Cunha / Agência Lusa
O terrorismo tem mil caras. Lançar o terror contra pessoas comuns e quase sempre indefesas, ou atemorizar populações e devastar países usando os cidadãos apavorados como reféns são práticas que preenchem os nossos dias num mundo que, pela mão de dementes usando o poder acumulado por conglomerados do dinheiro, caminha para inimagináveis patamares de destruição.
Portugal tem tido a sorte de ser poupado pelo terrorismo, diz-se e repete-se, por vezes com inflexões de um misticismo bolorento próprio de pátrias «escolhidas» para auferir das mercês do sobrenatural. Uma interpretação com curtos horizontes e vistas estreitas, características cultivadas por uma comunicação social habilmente arrastada para realidades paralelas e que reduz o terrorismo dos nossos dias ao estereótipo do muçulmano fanático imolando-se com explosivos à cintura, ou atropelando a eito, não se esquecendo de deixar o cartão de identidade, intacto, num local de crime reduzido a destroços humanos e amontoados de escombros.
Assim sendo, deixa de ser terrorismo, por exemplo, o que a NATO fez na Líbia, o que Israel pratica em Gaza, os massacres que as milícias nazis integradas no exército nacional da Ucrânia «democratizada» cometeram, por exemplo, na cidade de Odessa.
Olhando em redor, porém, é imperativo que cada um de nós estilhace a dependência em relação a um conceito de terrorismo que corresponde a uma ínfima parte da gravidade do fenómeno global. Só assim alongaremos os horizontes e alargaremos as vistas que permitirão reflectir a sério, e profundamente, sobre a realidade que devasta Portugal e que, com uma irresponsabilidade e uma inevitabilidade próprias de uma cultura tecnocrática e desumana, chegou a ser conhecida como «a época dos incêndios».
Se quisermos reflectir livre e abertamente sobre o maior número possível de aspectos da situação com que nos confrontamos é imprescindível associar o poder destruidor e aterrador dos incêndios deste ano ao quadro político-social que vivemos em Portugal; e também à memória que em muitos ainda estará viva e que outros poderão consultar junto dos mais velhos ou das fontes de uma época que dista 42 anos. Chamaram-lhe o «Verão quente de 1975».
Pois nesse «Verão quente», assim baptizado não por causa do terrorismo incendiário mas de uma instabilidade política inerente às situações revolucionárias e também organizada, em grande parte, por conspiradores externos, internos e todos os outros manobradores integráveis no diversificado círculo dos contrarrevolucionários, multiplicaram-se as práticas terroristas.
Houve os assassínios políticos puros e duros, os assaltos às sedes dos partidos de esquerda, quase sempre culminados com incêndios, a intimidação e perseguição de democratas em regiões onde o salazarismo campeava como se nada tivesse acontecido, forçando a restauração de situações de clandestinidade; e houve os incêndios: no Alentejo, ferindo a Reforma Agrária, que depois viria a ser assaltada e liquidada em nome da «normalidade», da «estabilidade», enfim, da «democracia do arco da governação»; e que deflagraram também em muitas outras regiões do país onde não ameaçavam os grandes interesses económicos estabelecidos – desde logo protegidos pela contrarrevolução – caracterizadas por populações economicamente mais débeis, socialmente vulneráveis, presas fáceis das mensagens contra a «indisciplina», a «balbúrdia» e todos os outros nefastos efeitos atribuídos à revolução.
Hoje os tempos são outros, mas quem dispuser de olhos para ver não terá dificuldade em encontrar pontos de contacto. A própria comunicação social, no seu afã recadeiro de apontar culpados e responsáveis pelas causas e consequências da interminável vaga de incêndios, abre interessantes pistas de análise e, por certo involuntariamente, ajuda a estabelecer diferenças gritantes entre a tragédia deste ano e as rotineiras «épocas de incêndios».
Sem precisar de evocar essas discrepâncias, é evidente que o actual governo português, pesem embora as suas subserviências, que são também fontes das suas fragilidades, não goza das simpatias dos interesses que gerem a União Europeia, a NATO, enfim das gentes que dirigem o mundo. Tal como em 1975, mesmo que as semelhanças sejam pouco mais que imperceptíveis.
Porém, nunca como agora, nos tempos da «estabilidade», um governo foi atado ao pelourinho dos responsáveis pela vaga estival de incêndios, tanto pela oposição como pela comunicação social. São conjecturas, especulações, exigências de demissões, acusações levianas de incompetência, sucessivas adivinhações sobre «remodelações ministeriais», aproveitamentos necrófilos das vítimas, mentiras sobre suicídios e outras desgraças – o quadro é tão conhecido que não vale a pena prosseguir com a enumeração das malfeitorias.
As atrocidades políticas chegam ao ponto de responsabilizar o governo por insuficiências do SIRESP e da PT, entidades privadas que se guiam pelo lucro e não pelos interesses humanos, quando o verdadeiro pecado do executivo, nesta matéria, é sujeitar-se a mendigar investimentos a sociopatas, pondo liminarmente de lado o dever de colocar tais entidades ao serviço dos portugueses e às ordens do Estado Português, porque manipulam interesses estratégicos dos cidadãos nacionais, prejudicando-os.
No meio da altercação passa de fininho o facto mais repugnante das manobras: foi a actual oposição quem entregou esses serviços fundamentais a entidades que nem querem ouvir falar em pessoas e nos inconvenientes que provocam ao bem-estar do mercado.
«As atrocidades políticas chegam ao ponto de responsabilizar o governo por insuficiências do SIRESP e da PT, entidades privadas que se guiam pelo lucro e não pelos interesses humanos»
Indo por este caminho, porém, perder-nos-íamos em atalhos da política de bordel e nunca chegaríamos ao patamar de reflexões que a situação dos incêndios em Portugal exige.
O princípio da abordagem é tão óbvio que a comunicação social foge dele como o diabo da cruz: o fogo que alastra em Portugal, sem descanso, resulta da acumulação de incêndios isolados provocados por fenómenos naturais ou pela demência de pirómanos? Ou é uma vaga terrorista organizada para devastar o país, delapidar o que resta da sua riqueza natural e impedir o governo de governar até que mãos salvadoras venham encarreirar a pátria nos trilhos de onde jamais deveria ter saído?
Estamos, obviamente, a lidar, com uma teoria da conspiração.
Assim era também o argumento fatal em 1975, como muitos se recordarão. No entanto, na sombra, organizações terroristas como o ELP («Exército de Libertação de Portugal«) e o MDLP («Movimento Democrático de Libertação de Portugal»), dirigidas por mãos experientes como as do marechal Spínola e de profissionais do terror instalados em embaixadas estrangeiras – de países da NATO, naturalmente – conduziam a vaga de incêndios e outras acções terroristas contra Portugal e os portugueses. O objectivo era virar as populações indefesas contra a «balbúrdia» criada pelo movimento transformador, abrindo as portas à contrarrevolução, à «estabilidade». E conseguiram-no.
Quando se saúda que Portugal tem estado imune ao terrorismo costuma acrescentar-se que o mesmo acontece em relação a organizações fascistas, por sinal numa Europa onde elas se desenvolvem a ritmo veloz. Será?
Ora vivendo nós em macro estado policial formado pela União Europeia e a NATO, onde as organizações internas e externas para devassa secreta da vida dos cidadãos se atropelam, ao que parece para detectar as intenções ínfimas de um qualquer muçulmano, não haverá meios para investigar a possibilidade de existir um ataque terrorista sistematizado contra Portugal através desta espécie de fogo inquisitorial? Ou será porque não querem? Ou será porque tal hipótese nem sequer passou por cabeças tão informadas sobre as vocações conspirativas de cada qual?
Ou porque entendem que é suficiente resumir os autos aos interrogatórios de dezenas de incendiários já detidos, como se o banal executante do crime soubesse dizer alguma coisa sobre os chefes terroristas supremos? Se acham que investigar assunto tão corriqueiro é enfadonho, ao menos ouçam os bombeiros.
Até à vista desarmada – sem necessitar da espionagem por satélites ou da caça aos telefones e e-mails de cada um de nós – se percebe que nem tudo é aleatório no quadro de incêndios em Portugal. O vento sopra em todo o país, mas as chamas, tal como em 1975, poupam as zonas onde prevalecem grandes interesses económicos tendencialmente sem pátria.
As vítimas da catástrofe são pequenos e médios proprietários fundiários, normalmente esquecidos pelos governos e indefesos perante as calamidades; o terror ataca pequenas aldeias que até os mapas oficiais olvidam, ou então preciosidades do património humano, histórico e natural que é de todos, como no caso da Gardunha e suas aldeias, onde chegou a hora do ataque das chamas.
Tanto como destruir, o efeito procurado é o de aterrorizar. Não é difícil perceber que o fogo, entendido como a soma de todos os incêndios, escolhe áreas a consumir, combustíveis e rotas que não são apenas as ditadas pelos ventos. Ao menos a grande parte do Alentejo flagelada em 1975 tem sido agora poupada, provavelmente porque os ventos, tal como os tempos, também mudaram.
Se pedirem a cada uma das pessoas directamente prejudicadas pela calamidade que cite responsáveis pela tragédia, certo será, mesmo sem qualquer sondagem, que o governo ficará com as orelhas a arder. As pessoas sentem, mas também ouvem e assimilam, sobretudo o que via TV's, rádios e jornais as ajuda a identificar os alvos mais fáceis para descarregar a raiva do desespero.
O ELP e o MDLP já lá vão, sendo certo que as suas mentalidades não se desvaneceram, tudo tem o seu aggiornamento.
Ignorar, para os devidos efeitos, que a vaga de incêndios em curso em Portugal, pelas suas características, regiões de acção e contumácia, pode ser uma operação de terrorismo organizado é um crime contra o país e todos os portugueses. Uma hipótese como essa não pode ser descartada.
Por isso, é dever de todos os cidadãos interrogar-se, reflectir e exigir respostas das autoridades competentes sobre quem tira proveito dos dois crimes: o dos incêndios e o do laxismo no apuramento de uma eventual componente terrorista.
Uma coisa parece óbvia e pode servir como ponto de partida para uma investigação que se pretende indispensável: ninguém, desde o Presidente da República ao mais comum dos cidadãos, pode garantir que o ataque incendiário em curso contra Portugal não é uma operação terrorista.


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KKK


13 MORTOS E 64 FERIDOS É O BALANÇO ATÉ AGORA DO ATAQUE TERRORISTA EM BARCELONA - POLÍCIA JÁ TERÁ FEITO UM DETIDO UM INDIVÍDUO MAGREBINO DE MARSELHA COM CADASTRO

Divulgada imagem do suspeito de atropelamento em massa em Barcelona


As autoridades divulgaram há instantes a imagem daquele que será suspeito do atentado terrorista ocorrido esta tarde de quinta-feira em Barcelona. O nome do indivíduo, de acordo com as autoridades, é Driss Oukabir.
áudio de uma das primeiras comunicações da polícia na sequência do incidente, divulgado pela Cadena Ser, descreve o suspeito como aparentando ter 1,70 metros e vestir uma camisa branca com riscas azuis.
Já a RTVE indica que a carrinha branca usada no atentado (e uma outra que seria usada para fugir do local) estava alugada por Driss Oukabir, segundo confirmaram fontes policiais. O que não é ainda conformado é se este homem é o condutor da carrinha usada no atentado ou apenas aquele que alugou o veículo.


CMLISBOA - AUTÁRQUICAS 2017


O EREMITA ESCULTOR DE PEDRAS NA NICARÁGUA

Alberto Gutierrez Giron viveu sozinho nas montanhas da Nicarágua por quase 40 anos, esculpindo um penhasco de quase 100 metros de comprimento em uma obra de arte gigante, assim como aquela que viu em um sonho, quando tinha 9 anos de idade. Popularmente conhecido como "Ermitão da Nicarágua" ou "Escultor da Montanha", Alberto Gutierrez afirma ter nascido em 17 de outubro de 1944, embora já não tenha mais uma certidão de nascimento, em uma vila perto da cidade de Villa de San Antonio de Pavia de Esteli.

Ele sempre gostou de explorar as florestas em volta de sua casa, e aos 33 anos, decidiu que queria viver toda a sua vida cercado pela natureza, criando uma obra de arte épica que sonhara quando jovem. Ele pensava nisso há anos, mas durante a guerra que varreu a Nicarágua na época, parecia ser a oportunidade perfeita para se afastar de tudo.
O famoso eremita escultor de pedras da Nicarágua
Alberto Gutierrez gasta cerca de três horas por dia talhando uma rocha gigante perto de sua cabana de madeira, no Parque Natural de Tisey Estanzuela, e nas últimas quatro décadas conseguiu moldá-la em uma escultura eclética, com todos os tipos de elementos, de animais como elefantes e chitas, a um modelo da Catedral de Esteli e até as Torres Gêmeas da cidade de Nova Iorque. O que é ainda mais notável é que o idoso eremita afirma que sua escultura gigante é exatamente como a que ele viu em um sonho há quase 70 anos.
O famoso eremita escultor de pedras da Nicarágua
Foi no seu nono aniversário que Alberto teve o sonho que, em última instância, inspirou sua extrema mudança de estilo de vida. Ele passou aquele dia brincando com os amigos na rua; quando chegou em casa, desmaiou de cansaço e sonhou que esculpia uma montanha. A imagem era tão vívida que aquilo o perseguiu ao longo dos anos e quando descobriu pela primeira vez a rocha de 100 metros no topo da montanha El Jalacate, com vista para a reserva Tisey Estanzuela, sabia que aquele era o lugar que havia visto em seu sonho.
O famoso eremita escultor de pedras da Nicarágua
Durante a década de 1970, quando a revolução sandinista estava varrendo a Nicarágua, ele se recusou a lutar por um lado, e foi viajar pelo país fazendo todo o tipo de trabalho. Em 1977, quando trabalhava em um porto, encontrou uma pedra e alguns cravos que pareciam cinzéis, e imediatamente lembrou o sonho que teve quando criança. Foi quando decidiu voltar para El Jalacate para finalmente começar a trabalhar em sua escultura épica. Alberto chegou ao lugar que se tornaria sua casa permanente em outubro de 1977, e imediatamente começou a trabalhar em sua escultura.
O famoso eremita escultor de pedras da Nicarágua
Ermitão da Nicarágua vive em um pequeno barraco de madeira que ele mesmo construiu. Não tem acesso a água corrente, dorme em uma cama improvisada no piso de terra e vive da agricultura. Ele também não entende conceitos modernos como Internet, apesar dessa ter feito dele um dos mais famosos eremitas do mundo.
O famoso eremita escultor de pedras da Nicarágua
O homem nicaraguense disse que seu sonho era romper completamente o contato com o resto da civilização, mas se permitiu ser visto por pessoas que visitam o Parque Natural Tisey Estanzuela, e a história de um eremita que vivia sozinho no mato começou a se espalhar na área.
O famoso eremita escultor de pedras da Nicarágua
Quando os turistas chegam para ver as maravilhas naturais da região, eles ouvem a história desse personagem indescritível que gasta seus dias esculpindo uma montanha, e muitos vão visitá-lo. Tiram fotos de Alberto, sua morada simples e do trabalho de toda uma vida e as publicam em seus blogs de viagem. Foi assim que o Escultor da Montanha tornou-se uma atração turística popular.
O famoso eremita escultor de pedras da Nicarágua
Quão popular pode realmente ser um eremita? Pode você me perguntar. Bem, basta dizer que a direção do parque o levou à cidade de Esteli há alguns anos para lhe oferecer uma placa de honra, a chave da cidade e agradecer-lhe por promover a região como destino de viagem. O próprio Alberto diz que já foi visitado por cerca de 30 mil pessoas na última década, o que parece muito impressionante para qualquer um, mas especialmente para um eremita.

VÍDEO

Alberto se acostumou com os turistas e até colocou dezenas de sinais apontando a direção de seu barraco, para ajudar as pessoas a encontrá-lo com mais facilidade. Ele sempre tem tempo para compartilhar sua história de vida, mostrar o mural escultórico de 100 metros em que trabalhou por 40 anos e fica orgulhoso por receber visitantes de todos os cantos do mundo.

VÍDEO

Alberto Gutierrez nunca se casou e não tem filhos, mas ele não se sente sozinho. Esse foi o estilo de vida com o qual sonhara, e se, de repente, passa o dia todo sem receber visitantes, ele simplesmente conversa os pássaros. Eles sempre estiveram lá para ele e são muito bons ouvintes.
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SUSPEITO DO ATAQUE TERRORISTA EM BARCELONA BARRICADO NUM BAR



El sospechoso del atropello masivo de Les Rambles, atrincherado en un bar


El sospechoso del atropello masivo perpetrado a primera hora de esta tarde en Les Rambles de Barcelona se ha atrincherado, armado, en un bar turco cercano al lugar de los hechos, Luna de Istanbul. Los Cuerpos de Seguridad, que han acordonado buena parte del centro de la ciudad, han desplegado un dispositivo antiterrorista para detener al autor.


lavanguardia.com