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sábado, 18 de novembro de 2017

A PRIMEIRA MULHER COMUNISTA E SINDICALISTA NO CHILE FUNDADORA DO PARTIDO OBRERO SOCIALISTA MAIS TARDE O PARTIDO COMUNISTA DO CHILE

Entre tantas comunistas bravas e aguerridas inspiraram a batalha diária revolucionária, anti-imperialista e feminista classista, vale a pena lembrar a Latino americana e a luta de Teresa Flores.
tereza flores
Teresa Flores nasceu em 1891, num contexto social onde as mulheres nem sequer podiam ler e escrever. 

Primeira mulher dirigente sindical no Chile, passou a se interessar pelo debate de emancipação das mulheres trabalhadoras e impulsionou uma importante mobilização feminina no país, a Greve das Cozinhas (Huelga de las cocinas apagadas), liderada por inúmeras donas de casa que se negavam a cumprir o dever de cozinhar que recaía sobre suas costas, obrigando assim seus maridos a participarem das paralisações e de comparecer aos sindicatos para escutar o que as mulheres tinham a dizer. 
Essas manifestações culminaram  numa unidade entre as mulheres que lutavam pelos direitos das trabalhadoras e trabalhadores, que fundam a Federação Obreira Feminina, cuja dirigente eleita foi Teresa Flores.
Em janeiro de 1912, Teresa é a única mulher a participar da fundação do Partido Obrero Socialista, que mais tarde veio a ser o Partido Comunista do Chile – de Pablo Neruda e Ramona Parra – o PCCh.
Desde as vitórias no Leste Europeu, passando pela história de luta da América Latina, as mulheres comunistas fizeram história.
“amiga nuestra, corazón valiente,
niña ejemplar, guerrillera dorada:
juramos en tu nombre continuar esta lucha
para que así florezca tu sangre derramada.”
(Neruda)
Por Mariana Pahim Hyppolito

Faro no Teatro das Figuras - Gala homenageia acordeonista Hermenegildo Guerreiro


Hermenegildo Guerreiro, acordeonista e compositor algarvio que se tem destacado no ensino do acordeão, vai ser homenageado numa gala marcada para sábado, 18, às 21:30 horas, no Teatro das Figuras, em Faro.
O espetáculo conta com a participação de Acordealma (João Pereira, Sérgio Conceição e Silvino Campos), Anabela Silva/José Gabriel Chaveca (duo), Emanuel Marçal, Fábio Guerreiro, Fernando Inês, Hélder Barracosa, Ilda Maria, João Filipe Guerreiro, João Frade, José Correia, Lígia Cipriano, Lúcia Barracosa, Luís Gama, Nelson Conceição, René Sopa (França), Rui Briceño e Grupo Folclórico de Faro.
Hermenegildo Guerreiro, 60 anos, natural de Salir (Loulé), mudou-se cedo para Bordeira, no concelho de Faro, onde aprendeu a tocar acordeão. Mais tarde, dedicou-se ao ensino do instrumento.
Os seus alunos já foram duas vezes campeão do Mundo e três vezes vice-campeões do Mundo, entre outras dezenas de títulos internacionais e nacionais.
Compôs também várias dezenas de obras, de sua autoria e co-autoria, das quais, algumas premiadas.
É júri na Confédération Mondiale de l’Accordéon e na Confédération Internationale des Accordéonistes, sendo, nesta última, delegado em representação de Portugal. É sócio de mérito da Mito Algarvio – Associação de Acordeonistas do Algarve, um dos parceiros na organização desta iniciativa, com o Grupo Folclórico de Faro e a junta de freguesia de Santa Barbara de Nexe.
O espetáculo tem a duração prevista de duas horas. Os bilhetes custam 5 euros.

regiao-sul.pt

Zoológicos humanos que ainda hoje existem foram um dos eventos mais vergonhosos da Europa e só terminaram nos anos 1950


Isolados em bolhas sociais, econômicas e virtuais, muitos de nós gostam de acreditar que os piores horrores cometidos pela humanidade, em nome de preconceitos e ignorâncias (muitas vezes alinhadas à cobiça e a ganância), aconteceram em um passado remoto e distante. A verdade, porém, é que não só nossas piores páginas aconteceram ontem, em uma perspectiva histórica, como muitas delas, ou ao menos os ecos e efeitos desses horrores, seguem acontecendo. Da mesma forma que o holocausto judeu tem a idade de muitos avós vivos e saudáveis por aí, os terríveis e inacreditáveis zoológicos humanos só deixaram de existir no final dos anos 1950.

Tais “exibições” eram exatamente o que o nome sugere: a exposição de pessoas, em sua absoluta maioria africanos, mas também indígenas, asiáticos e aborígenes, aprisionados em jaulas, expostos literalmente feito animais, obrigados a reproduzir marcas de suas culturas – como danças e rituais –, a desfilar nus e carregar animais para o deleite da população de países europeus e dos EUA. O racismo era orgulhosamente aplaudido e celebrado por milhões de visitantes.



Zoológicos que ainda existem hoje, como o localizado no bairro do Bronx, em Nova Iorque, no início do século passado também expuseram seres humanos em suas jaulas. Uma pigmeia do Congo ficou “exposta” nesse zoológico em 1906, obrigada a carregar chimpanzés e atirada em jaulas com outros animais. Houve resistência por parte de alguns setores da sociedade (o jornal New York Times, porém, comentou na época como “poucas pessoas expressaram objeção em ver um ser humana em uma jaula com macacos”), mas a maioria não se importou.



O último zoológico humano que se tem notícia aconteceu na Bélgica, em 1958. Por mais chocante que hoje tal prática possa parecer, a verdade é que, na mídia, na publicidade, nas redes sociais e na sociedade como um todo, tal objetificação e hierarquização racial seguem postas em práticas análogas – e o efeito desse nível de racismo e violência pode ser reconhecido em qualquer cidade ou país, e serve como medida para o tamanho da luta que ainda precisa ser feita a fim de combater qualquer racismo.




Pôster de uma dessas “exibições” em zoológicos humanos na Alemanha, em 1928

© fotos: divulgação/fonte:via

Petrolíferas sem controlo em Portugal arrecadam lucros extraordinários impondo preços superiores aos da UE









www.odiario.info

Distopia na Faixa de Gaza - Os nazis/sionistas de israel



Gideon Levy
Haaretz




Uma catástrofe humana está acontecendo a uma hora de distância; um desastre humanitário, um horror de que Israel tem o peso da culpa e [o público em] Israel está ocupado com acusações de agressão sexual contra o executivo de televisão Alex Gilady.



Os filhos de Gaza vivem no inferno. Um psicólogo fala sobre abuso sexual, drogas e desespero desenfreados.

A entrevista com o psicólogo israelense Mohammed Mansour é um dos mais chocantes, terríveis e recentes documentos irritantes para serem publicados aqui.

Se Israel fosse uma sociedade moral e não nacionalista e lavagem de cérebro, seus fundamentos estariam tremendo. Este deveria ter sido o tema do dia, a tempestade do dia. Uma catástrofe humana está acontecendo a uma hora de distância; um desastre humanitário, um horror de que Israel tem a pior parte da culpa, e Israel está ocupado com acusações de agressão sexual contra o executivo de televisão Alex Gilady.

Mansour voltou de uma visita à Faixa de Gaza como voluntário dos médicos para os direitos humanos de Israel. Ele é um especialista no tratamento do trauma e ninguém pode permanecer impassível às observações de suas duas visitas mais recentes. Direita ou esquerda, não importa, qualquer pessoa com um iota de humanidade se estremeceria.

Mais de um terço das crianças que conheceu no campo de refugiados de Jabalya relataram ter sido abusadas sexualmente. Seus pais, presos em uma guerra para sobreviver e sofrendo de depressão, não conseguem protegê-los. Em Gaza, é impossível manter as crianças e seus pais longe de suas fontes de trauma porque o trauma não termina e não vai acabar. Adultos e crianças vivem com dor terrível. Ninguém está mentalmente saudável em Gaza. Caos, essa é a palavra.

Mansour descreve a distopia, uma sociedade que está caindo aos pedaços. Devastação O povo de Gaza demonstrou uma resistência, espírito e solidariedade incríveis em suas famílias, cidades, bairros e acampamentos, depois de todas as pragas que sofreram: refugiados, filhos de refugiados, netos de refugiados e bisneto de refugiados, estão desmoronando .

Mansour descreveu uma luta total pela sobrevivência, com dependência aos analgésicos como o refúgio final. Não resta o que sabíamos sobre a Gaza. Nada nos lembra da Gaza que amamos. "Será difícil restaurar a humanidade de Gaza, Gaza é um inferno", diz Mansour.

As descrições de Mansour, tão difíceis quanto são, não devem surpreender ninguém. Tudo está acontecendo de acordo com o livro, o melhor livro de experiências com seres humanos. Este é o único resultado possível da prisão de dois milhões de pessoas em uma enorme gaiola há mais de 10 anos, sem saída e sem esperança.

O bloqueio da Faixa de Gaza é o maior crime de guerra que Israel cometeu. Esta é a segunda Nakba, ainda mais horrível que a sua antecessora. Desta vez, Israel não tem desculpas para a guerra e o voo dos árabes. Mesmo as desculpas da segurança excessiva não podem mais convencer ninguém, exceto os israelenses que são incitados contra Gaza. Somente eles não têm nenhum problema moral com a existência de uma gaiola humana na fronteira deles. Eles sozinhos têm mil desculpas e acusações contra o mundo inteiro, alguns falsos, como a afirmação de que o Hamas ascendeu ao poder através do uso da força. Ou que os foguetes Qassam começaram após a retirada de Israel da Faixa de Gaza em 2005 - qualquer coisa para silenciar a consciência e sempre silenciosa - afinal eles são árabes.

Estamos a falar de Gaza. Estamos falando de seres humanos. Dezenas de milhares de crianças e bebês sem presente e sem futuro. Sacrifícios de seres humanos cujo destino não interessa a ninguém.

Na calma entre um ataque cruel de Israel e outro, entre as ruínas que Israel causou sem qualquer propósito e que não foram reconstruídas, Gaza está à frente das previsões mais miseráveis. As Nações Unidas advertiram que, até 2020, a Faixa de Gaza poderia tornar-se "inabitável". Em 2017, já é um inferno.

Israel não permitiu que qualquer jornalista israelense entre na Faixa de Gaza por mais de uma década, a fim de poupar os israelenses o leve desconforto que as visões podem causar. Voluntários dos Médicos para os Direitos Humanos, todos os árabes, são os únicos israelenses que conseguem entrar em Gaza. O relatório de Mansour é um relatório feito clandestinamente de um gueto. A Faixa de Gaza pode ser comparada a um gueto. Com a cabeça inclinada e um grande clamor, devemos compará-los. Gaza é um gueto e o mundo está em silêncio.

Gideon Levy, correspondente da Haaretz.

Fonte: https://www.haaretz.com/opinion/.premium-1.821845

Esta tradução pode ser reproduzida livremente na condição de respeitar sua integridade e mencionar o autor, o tradutor e a Rebelião como fonte da tradução.

AI, É LÁ TÃO LONGE…





Aung San Suu Kyi é mais um produto de cosmética democrática, sakharovizada e nobelizada e tudo o mais que houvesse de “democrático” para a “premiar”. Filha do “pai da Pátria”, esteve vários anos em prisão domiciliária, embora rodeada das coisas boas da vida.

Admirada por “Killary” Clinton, poder-se-ia desconfiar, de imediato, da qualidade da personagem tão propalada por toda a imprensa neo-liberal e fazedora de heroínas “à la carte”, desde há duas décadas.

Finalmente liberta e sendo conselheira de Estado, é, de facto, quem manda hoje no seu país. É, pois, esta mulher a responsável política pelo genocídio do povo “rohingya”, no estado birmanês de Rakhine.

O morticínio tem arquitectura de “apartheid”, uma vez que os “rohingya” são muçulmanos na imensidão budista. Justificação, desde há muito, para matanças e perseguições a este povo que, para seu grande azar, não é francês nem belga, razão porque não lhe é concedida a categoria internacional de adquirir “je suis” em catadupa (não tivessem ido viver para tão longe…).

Até a ONU, imagine-se, já reconheceu o depoimento de uma mulher a que a tropa fandanga assassinou o marido e o filho afirmando que “muito provavelmente representam crimes contra a Humanidade”.

Disse a pobre mulher: «O meu filho de 8 meses estava a chorar com fome, queria mamar. Eles (a tropa) estavam em minha casa, e então, para o silenciar mataram-no com uma faca.»

O neo-fascismo situado em Bruxelas já emitiu alguma nota discordante?
Há alguma notícia no ocidente dos milhares de mortes que ocorrem na Birmânia?

A resposta é não! Nem uma só nota. Apenas faltará acrescentar que, pelo muito petróleo existente, a outrora fechada sociedade asiática, está agora plena de democracia, através de uma das suas campeãs mais notáveis, a pró-estadunidense Aung San Suu Kyi.
 

PCP propõe baixa de IMI e direita quer menos impostos sobre grandes proprietários

O IMI veio substituir a Contribuição Autárquica, regulada pelo Decreto-Lei n.º 442-C/88
A proposta dos comunistas, já entregue na semana passada, prevê uma redução de 0,05 pontos percentuais à taxa máxima do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). O PCP recorda que «a actualização do valor patrimonial dos imóveis imposta pelo anterior governo PSD/CDS levou a enormes aumentos de IMI para as famílias, agravando desta forma as suas condições económicas e dificultando em muitos casos a manutenção da habitação».
A redução da taxa máxima do IMI de 0,5% para 0,45% foi incluída no Orçamento do Estado para 2016 por proposta do PCP.

Também o PSD e o CDS-PP querem uma redução do IMI, mas para os grandes proprietários. Os dois partidos querem extinguir o adicional ao IMI, que incide sobre os contribuintes com património imobiliário superior a 600 mil euros.
O partido liderado por Assunção Cristas está alinhado com o seu antigo parceiro de governo no que toca à política fiscal e acompanha várias das propostas anunciadas pelo PSD. Ambos querem a redução da taxa de IRC em dois pontos percentuais, para 19%, já no próximo ano, e a redução da taxa liberatória de IRS para os rendimentos prediais para 23%.

Esta última proposta pretende aliviar os impostos sobre os proprietários, sendo tanto mais vantajoso, quanto mais prédios arrendados e mais altas forem as rendas associadas. Também nesta matéria, o PCP já avançou com uma proposta em sentido contrário – obrigando o englobamento dos rendimentos de capital e prediais acima dos 100 mil euros, que seriam assim tributados à taxa normal.


www.abrilabril.pt