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quarta-feira, 19 de julho de 2017

DEPOIS DE SE TER JUNTADO AO PSD/CDS CONTRA O PCP - Bloco muda de posição para garantir acordo global na reforma da floresta


Governo reconhece que ainda há matérias que não foram consensuais. Negócios sabe que Bloco vai rever a sua posição na hora das votações.
Bloco muda de posição para garantir acordo global na reforma da floresta
Miguel Baltazar
     
O Bloco decidiu rever a sua posição e afinal aceita que, para já, os prédios sem dono conhecido fiquem de fora do banco de terras do Estado. A garantia dada por António Costa como moeda de troca, é que o tema voltará a estar em cima da mesa dentro de um ano e que as propostas apresentadas inicialmente serão tidas em conta, sabe o Negócios.







Depois de o acordo com o PCP para as florestas ter caído por terra durante a votação na especialidade, com o Bloco a juntar-se ao PSD e ao CDS-PP para chumbar as medidas propostas pelo PCP para os prédios sem dono conhecido, o Governo viu-se obrigado, tal como o Negócios noticiou, a retomar as negociações com o Bloco, por forma a tentar mudar o sentido de voto dos bloquistas.

A manhã foi difícil e as conversas, que chegaram a envolver o primeiro-ministro, prolongaram-se pelo início da tarde, com o PCP irredutível e a ameaçar, ainda que veladamente, votar contra os diplomas do cadastro simplificado e da criação do banco de terras.

Numa declaração aos jornalistas, ao início da tarde, João Oliveira, líder da bancada parlamentar comunista, salientou as "preocupações" do seu partido sobre o que apontou como um possível "esbulho" dos pequenos agricultores. E anunciou que iria avocar as propostas chumbadas na especialidade, para que as mesmas voltassem a ser votadas pelos diversos partidos, desta vez no plenário, durante a votação final global agendada para esta quarta-feira durante a tarde.

Recorde-se que em causa está a inclusão no futuro banco de terras de prédios rústicos cujo dono não seja possível identificar depois de realizado o cadastro simplificado. O PCP não quer que tal aconteça, o PS e o Bloco sim. O PS aceitou recuar, remetendo essa decisão para daqui a um ano, depois de já ser possível avaliar como terá corrido o projecto piloto do cadastro simplificado, que avançará nos concelhos atingidos pelos incêndios de Pedrógão Grande. Era esse o acordo com o PCP, mas que foi chumbado na especialidade.

Governo fala em soluções "maioritárias" mas admite divergências
Entretanto, o Governo diz que conseguiu com os partidos à sua esquerda encontrar "soluções maioritárias" que não põem em causa a reforma da floresta, mas reconhece que em relação a algumas matérias que "suscitam diferentes apreciações". Numa nota enviada pelo gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, o Executivo confirma que aceitou que as matérias relacionadas com as terras sem dono sejam definidas por decreto-lei. 

"
O Governo atribui uma enorme relevância ao pacote legislativo para a Reforma da Floresta que aprovou e apresentou na Assembleia da República. É uma Reforma há demasiado tempo adiada e exigida pelos portugueses. Na sequência do intenso esforço de diálogo que o Governo desenvolveu com o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda, o PCP e o PEV conseguiram-se encontrar soluções maioritárias para uma efetiva Reforma Florestal", diz a nota.

E acrescenta: "como em todos os processos de discussão e construção de soluções maioritárias existem sempre matérias que suscitam diferentes apreciações pelas diversas partes do consenso". 

O gabinete de Pedro Nuno Santos revela de seguida que "no quadro do trabalho conjunto realizado, o Governo concorda que as matérias relacionadas com as terras sem dono conhecido que constavam das propostas iniciais que apresentou sejam definidas por Decreto-Lei - após avaliação, a realizar no prazo de um ano, da experiência-piloto do regime cadastral simplificado". 

Uma solução proposta pelos comunistas e acordada com o Governo. 

"Na sequência da avaliação dessa experiência-piloto do cadastro simplificado, o Governo partirá das propostas apresentadas quanto às terras sem dono conhecido, - nomeadamente o seu registo a favor do Estado, a sua disponibilização pelo Banco de Terras e as prioridades no acesso a essas terras no futuro -  para a definição do decreto-lei", explica o Executivo. 


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Teste de DNA verificará se Cristóvão Colombo era um português chamado Pedro Ataíde

Teste de DNA verificará se Cristóvão Colombo era um português chamado Pedro Ataíde





















A teoria que aponta à procedência genovesa do descobridor da América volta a ser questionada, ainda que desta vez com "mais de 50 provas". Foram muitas as origens atribuídas a Cristóvão Colombo -inglês, catalão, norueguês, croata e português, entre outros- e o fato de que seu próprio filho, Fernando, não tenha revelado na biografia que escreveu sobre ele, "Historia del almirante Don Cristóbal Colón", afirmando que o pai não queria que fossem conhecidas tais informações, não fez mais do que engrandecer a aura de mistério.

Teste de DNA verificará se Cristóvão Colombo era um português chamado Pedro Ataíde
Agora, um grupo de pesquisadores da Universidade de Coimbra e do Instituto Superior Técnico (IST) vai pôr a prova a teoria que aponta a que o descobridor da América nasceu em realidade em Portugal através de uma amostra de DNA de 500 anos.

Esta hipótese foi formulada por Fernando Branco, do IST, em seu livro "Cristóvão Colombo, Nobre Português", publicado em 2012, que lista mais de meia centena de coincidências entre a vida do Almirante e a de Pedro Ataíde, como era conhecido um corsário luso do século XV.

Segundo a tese de Fernando, Pedro Ataíde foi dado por morto na batalha naval do Cabo de São Vicente em 1473 -onde combateu junto a um corsário francês chamado Culon- e, depois de se salvar e chegar a nado até a costa do Algarve, decidiu mudar seu nome para Pedro Colón (ou Culon) por segurança -sua família era perseguida em Portugal por participar em uma conspiração para matar ao rei Joao II-.

- "Há um conjunto de indícios que apontam a que seu verdadeiro nome era Pedro Colón. Nunca escreveu seu nome como Cristóvão Colombo. Assinava como almirante ou com uma assinatura encriptada na qual podem ser lidas várias coisas, entre elas 'Pedro Colón'", declarou Fernando.

É por isso que os pesquisadores vão comprovar se Colombo era em realidade Pedro Ataíde mediante a análise do DNA dos ossos do primo direto do corsário, para depois comparar com o DNA de seu filho Fernando (já sequenciado em 2006 na Espanha). No entanto, este processo apenas será possível se os ossos do primo de Ataíde estiverem em bom estado, e este dado é desconhecido porque ainda não abriram seu túmulo. Está previsto que as autoridades portuguesas dêem sua autorização após o verão boreal.

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Fonte: La Vanguardia.

FOI FYODOR ANDREEVICH MAKHNOV O HOMEM MAIS ALTO A PISAR O PLANETA ?

A resposta é : provavelmente não! Os dados de sua infância são desencontrados, mas dizem que Fyodor Andreevich Makhnov nasceu em 6 de julho 1878 na aldeia de Kostyuki, perto de Vitebsk, que atualmente é território Bielorrusso. Ainda que os detalhes sobre sua estatura no momento do nascimento também sejam incertos, Fyodor chegou certamente a ter uma altura de 2,39 metros e um peso de 170 kg. Então de onde vêm as informações de que este homem foi o mais alto a calcar a Terra em todos so tempos divulgadas por vários blogs recentemente?

Quando tinha ao redor de vinte anos, ele realizou uma primeira turnê pela Europa para exibir sua grande altura. Possivelmente quando tinha a altura mencionada anteriormente.
Foi Fyodor Makhnov o homem mais alto a pisar o planeta? 01
Após passar um tempo em Berlim, visitou Londres em 1905, onde se uniu ao Hipódromo acompanhado por sua esposa e seu filho primogênito. Depois percorreu os Estados Unidos em 1906, onde conheceu o presidente Roosevelt.
Foi Fyodor Makhnov o homem mais alto a pisar o planeta? 02
Ao longo de suas turnês seus promotores exageravam sua altura, pelo que geralmente é credenciado que chegou a ter uma estatura de 2,85 metros.
Foi Fyodor Makhnov o homem mais alto a pisar o planeta? 03
Foi considerado "O Gigante da Rússia". O epitáfio de sua lápide diz: "Fyodor Andreevich Makhnov. Nascido em 6 de junho de 1878. Falecido em 28 de agosto de 1912. O homem mais alto do mundo. Media 2,54 metros de altura".
Foi Fyodor Makhnov o homem mais alto a pisar o planeta? 04
Dizem que a viúva do gigante, Efrosinja, quis corrigir o dado errôneo no monumento, mas foi impedida pelo início da Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa.
Foi Fyodor Makhnov o homem mais alto a pisar o planeta? 05
Este exagero pôde ser devido a que Fyodor se exibia com um grande gorro cossaco de pele e botas com solas, que lhe acrescentavam centímetros a mais na sua altura natural.
Foi Fyodor Makhnov o homem mais alto a pisar o planeta? 06
Então, se ele tinha a altura registrada no seu túmulo quando morreu (e tudo indica que sim), era 20 centímetros menor que o "gigante gentil" Robert Wadlow, que alcançou incríveis 2,74 metros quando morreu com apenas 22 anos.
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Fyodor viveu mais, ao todo 34 anos. Ele morreu devido a uma pneumonia, e as complicações prováveis da acromegalia.
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Ainda que outras versões, sem nenhuma prova, falam que o gigante foi envenenado por seus rivais por causa da inveja, já que ele era um muito bom lutador.
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Foi pai de quatro filhos mas, ainda que altos, nenhum deles superou os dois metros de altura.
Foi Fyodor Makhnov o homem mais alto a pisar o planeta? 10


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CENSURA ANTIGA



Os bombeiros foram proibidos de falar sobre a tragédia dos fogos em Portugal. Quem mais sabe do que se passa e que expôs com tamanha inteligência e alto profissionalismo, não só o combate vencido (uns atrás dos outros) como as explicações de culpas objectivas das chefias asnáticas e do material obseleto ou ineficaz, fica obrigado a estar de boca calada.

Não custa perceber que esta lei da rolha, embora fosse dada eco pela idiotizada “proteção civil”, agremiação incompetente e mentirosa, não será grande elucubração sustentar que a medida é do conhecimento total (ou mesmo da sua autoria) da inefável ministra Urbano e da sua pusilanimidade.

Mais um passo seguro no que os governos da burguesia sempre fizeram ao longo de décadas. Impedir o povo do esclarecimento necessário a tanto desvario de euro destruído.


Guilherme Antunes (facebook)

EMAGRECER E ENGORDAR


CÃO ANDALUZ

CÃO ANDALUZ
(extrato de entrevista de Felipe Gonzalez ao jornalista e escritor Juan Luís Cebrian)
«Sinto-me responsável por não ter impulsionado um debate sobre o nosso passado histórico, o franquismo e a Guerra Civil (…) Fui presidente do governo, com maioria absoluta, na altura do 50º aniversário do começo da Guerra Civil e também de igual efeméride do fim da mesma (…)
(…) Não o fiz, apesar de assistir, com mágoa, que o Vaticano continuava a beatificar dezenas, às vezes centenas, de vítimas do lado dos vencedores, exaltando-as como vítimas da cruzada, como ainda lhe chamam (…) sem que os jovens se comovam, porque nem sequer sabem o que aconteceu.»
DIGO EU: Hipocrisia a um nível inimaginável de um coveiro ao serviço do franquismo remodelado. Atente-se na cobardia assumida de quem reconhece que teve tudo na mão para fazer justiça e não a fez. Dependia de si apaziguar milhões de compatriotas, atenuar-lhes as dores que jamais deixarão as famílias enquanto a memória perdurar.
Felipe Gonzalez fez tábua rasa de uma espécie de treino do holocausto a que não quis dar dignidade de Estado. Renovando, assim, a mortandade do fascismo.

vontade - poesia António Garrochinho



E esta vontade
de que vença a verdade
nua e crua
sólida como as pedras da rua
resistentes aos anos
aos danos
do passar do tempo
e não a mentira , o baixar dos braços
este vicioso lamento
que entrava os passos
estes gastos desabafos do quero mas não posso
da indiferença, do que o que lá vai não é nosso
da desculpa esfarrapada
de quem vivendo parece estar morto
e caminha com zombie ao longo da estrada
este viver vegetal
ao sabor do desastre fatal
este silêncio conivente, mudo
onde o sorriso se acovarda
se refugia no sisudo
e destrói a gente